ANEXO 01 – PROPOSTA INICIAL DE POLÍTICA DE INFRA-ESTRUTURA PARA O
ESTADO DO CEARÁ - ÁREA DE ENERGIA
Adão Linhares
Muniz
SITUAÇÃO
ATUAL DA ÁREA DE ENERGIA NO ESTADO DO CEARÁ
O Governo Federal tem, constitucionalmente, a atribuição de planejar, desenvolver, executar e manter o sistema brasileiro de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Aos Estados cabe a orientação de políticas e diretrizes no âmbito estadual, com base nas características e especificidades locais e regionais, visando a adequação do pensamento central ao suporte das necessidades locais, da promoção e disponibilização do potencial local e da difusão e universalização do serviço com o objetivo de garantir o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável.
O Governo do Estado, através da SEINFRA, Secretaria de Estado responsável pela área de energia, tem desempenhado este papel estabelecendo as diretrizes principais da política de energia para o Estado como:
1. Universalização do atendimento de energia elétrica;
2. Auto-suficiência de geração elétrica no Estado;
3. Uso do potencial renovável (Energia eólica);
4. Garantia do suprimento de gás natural.
Uma visão geral das ações da SEINFRA na área de energia pode ser resumida nos seguintes pontos:
1
UNIVERSALIZAÇÃO DO
ATENDIMENTO
Projeto São José
Em 1987 o
Governo do Estado do Ceará iniciou um processo intensivo de mudanças que deu ao
Estado um novo perfil econômico e social. Para avançar nessas mudanças foi
criado o Projeto São José, que apóia o pequeno produtor rural, contribuindo na
geração de emprego e renda para a população carente do interior.
O Projeto São
José financia uma imensa variedade de propostas nas áreas produtiva, de
infra-estrutura e social. Na área de eletrificação rural, o projeto realizou
cerca de 106.000 ligações, elevando a taxa de atendimento de energia elétrica
nas áreas rurais no Estado do Ceará de 30%, em 1996, para 60%, em 2000 (QUADRO 4 e
FIG. 2)
QUADRO
4
Projeto São José – Ligações Realizadas
|
Nº de Obras |
2.595 |
|
Ligações |
106.032 |
|
|
|
Indicador
|
|
|
Valor / Ligação |
686,42 |
FIGURA 2 – Projeto São
José – Nº de ligações no período 1996-2001
Fonte: SEINFRA
Programa Luz no Campo – Brasil
O Governo Federal, através do
Ministério de Minas e Energia e com o apoio financeiro e técnico da Eletrobrás,
criou, em 02.12.99, o maior programa de eletrificação rural já realizado no
Brasil: o “Luz no Campo”.
Com o programa, o Governo Federal
pretende levar energia elétrica para um milhão de propriedades e domicílios
rurais, com benefícios para cerca de cinco milhões de habitantes, buscando,
assim, soluções para os grandes problemas sócio-econômicos do meio rural.
Objetivos e Metas
No período de 3 anos, o Governo Federal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e com o suporte técnico, financeiro e administrativo da ELETROBRÁS, tem como meta, levar a energia elétrica a 1 milhão de propriedades e domicílios rurais, objetivando:
§
incrementar a eletrificação rural - um dos fatores mais
importantes para a redução da migração do campo para os espaços urbanos, além
de proporcionar inúmeros benefícios para a economia global;
§
estimular a intensificação das atividades rurais, integrando
programas e ações que visem ao desenvolvimento rural em suas respectivas áreas
de atuação.
Programa Luz no Campo – Ceará
No Estado do
Ceará, de acordo com a Pesquisa por Amostragem de Domicílios do IBGE, em 1986,
apenas 16% dos domicílios rurais do Estado do Ceará eram beneficiados com
energia elétrica. A mesma pesquisa feita em 2001, constata que esta taxa se
elevou para 72%.
Considerando-se,
no entanto, as obras de energia executadas em 2002, a taxa de atendimento com
energia elétrica nos domicílios rurais do Ceará é, em setembro/2002, de 81%.
Houve, portanto, um grande avanço no período 1986-2002.
O Programa Luz no Campo no Ceará foi
criado em 01.06.2000, através de um Convênio firmado entre o Governo do Estado
do Ceará, representado pela Secretaria da Infra-Estrutura, e a COELCE com
a finalidade de efetuar, em uma primeira
fase, 85.000 ligações de energia elétrica em domicílios rurais, no período
2000-2002. De acordo com esse convênio o Governo do Estado participa com 50%
dos recursos, a Coelce com 34% e os beneficiários com 16%. A participação dos
beneficiários é em forma de trabalho, ou seja, no desmatamento e escavação dos
buracos da obra de eletrificação, com a previsão inicial de custo unitário de
R$ 1.000,00 por ligação.
Na época da
assinatura desse convênio a taxa de atendimento com energia elétrica nos
domicílios rurais no Estado do Ceará era de 60%.
Desde a data
de assinatura do convênio até outubro/2002 foram executadas 60.237 ligações, e
até dezembro/2002 estarão beneficiadas 64.690. Para as fases seguintes estão
previstos mais dois contratos de financiamento que contemplarão o atendimento a
75.000 famílias, totalizando, assim, 160.000 ligações até dezembro/2004.
(QUADRO 5 e FIG. 3)
Após a
conclusão do Programa a taxa de atendimento com energia elétrica nos domicílios
rurais estará acima de 95%. Ficarão de fora do Programa, portanto, menos de 5%
dos domicílios rurais, pois são aqueles domicílios muito isolados e
distantes, cujo investimento por
domicílio para beneficiá-los são muito elevados, tornando-se, portanto, inviável a instalação
de energia elétrica convencional. Numa segunda etapa a previsão é beneficiar
esses domicílios com energia solar.
|
|
OBRAS EM EXECUÇÃO |
OBRAS CONCLUÍDAS |
|
Nº de Obras |
51 |
1.089 |
|
Ligações |
4.453 |
60.237 |
|
|
|
|
Indicador
|
||
|
Valor / Ligações |
R$ 1.407,01 |
|
FIGURA
3 – Programa Luz no Campo – Nº de ligações no período 2000-2002
Fonte: SEINFRA
Programa “Luz em Casa”
O Programa “Luz em Casa” universalizou o atendimento com energia elétrica domiciliar urbana, elevando a taxa de 97% para próximo de 100% em 2002.
Resulta da parceria do Governo do Estado (SEINFRA), COELCE (através dos incentivos fiscais definidos pela ANEEL) e Beneficiários que complementam os recursos das instalações elétricas internas (ramal de entrada, quadro de medição, 2 pontos de iluminação e 2 tomadas) no valor de R$ 108,00 pago em 36 vezes através da conta de luz mensal. Será necessária a continuidade do programa para fazer a manutenção dos índices atualmente alcançados, devido à previsão do crescimento vegetativo das residências nas sedes urbanas dos estado.
FIGURA 4 – Programa Luz em Casa – Nº de ligações no período 1998-2002
Fonte: SEINFRA

FIGURA 5 – Evolução
da taxa de atendimento com energia elétrica nas áreas rurais
Fonte: SEINFRA
FIGURA 6 – Evolução da taxa de atendimento com Energia
Elétrica nas áreas urbanas
Fonte: SEINFRA
2
AUTO-SUFICIÊNCIA
DE GERAÇÃO
Programa de
Energia Emergencial
Em virtude da necessidade de
racionalização do uso de energia elétrica e o aumento, em curto prazo, da
capacidade de geração de energia elétrica para suprimento ao Sistema Interligado
Brasileiro, ocasionado pelos baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas
do País em 2001, foi criada a
Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial – CBEE.
A CBEE é uma empresa pública vinculada
ao Ministério de Minas e Energia, que tem como objetivo a aquisição,
arrendamento e alienação de bens e direitos, a celebração de contratos e a
prática de atos destinados a viabilizar o aumento da capacidade de geração e da
oferta de energia elétrica de qualquer fonte, em curto prazo. Sua criação
contribui para a superação da crise de energia elétrica, para o reequilíbrio de
mercado de energia necessário ao crescimento econômico e ao desenvolvimento
social do país. (QUADRO 6)
QUADRO
6
Energia elétrica contratada pela
Comercializadora Brasileira de Energia
Emergencial – CBEE para o Ceará
|
USINAS TERMELÉ-TRICAS |
POTÊNCIA [MW] |
TENSÃO NOS TERMINAIS DO GERADOR [V] |
TENSÃO DE CONEXÃO [KV] |
PONTO DE
CONEXÃO
|
|
UTE
ARACATI |
11,5 |
440/480 |
13,8 |
SE
ARACATI |
|
UTE
BATURITÉ |
11,5 |
440/480 |
13,8 |
SE
BATURITÉ |
|
UTE
CAUCAIA |
13,1 |
440/480 |
13,8 |
SE
CAUCAIA |
|
UTE
CRATO |
13,1 |
440/480 |
13,8 |
SE
CRATO |
|
UTE
IGUATU |
13,1 |
440/480 |
13,8 |
SE
IGUATU |
|
UTE
JUAZEIRO DO NORTE |
13,1 |
440/480 |
13,8 |
SE
JUAZEIRO DO NORTE |
|
UTE
ENGUIA PECEM |
13,1 |
440/480 |
13,8 |
SE
PECEM |
|
UTE
DISTRITO INDUSTRIAL I |
19 |
440/480 |
13,8 |
SE
DISTRITO INDUSTRIAL I |
|
UTE
DISTRITO INDUSTRIAL II |
19 |
440/480 |
13,8 |
SE
DISTRITO INDUSTRIAL II |
|
UTE
AQUIRAZ |
13 |
440/480 |
13,8 |
SE
AQUIRAZ |
|
UTE
JABOTI |
13 |
440/480 |
13,8 |
SE
JABUTI |
|
UTE
MARANGUAPE |
16 |
440/480 |
13,8 |
SE
MARANGUAPE |
|
UTE
PARAIPABA |
13 |
440/480 |
13,8 |
SE
PARAIPABA |
|
UTE
COLUNA |
9 |
440/480 |
13,8 |
SE
COLUNA |
|
UTE
PACAJUS |
9 |
440/480 |
13,8 |
SE
PACAJUS |
|
UTE
CAGECE |
16 |
440/480 |
6,6
|
SE
CAGECE |
|
Subtotal |
215,5 |
|
|
|
|
UTE
PB II (*) |
40 |
|
69 |
SE
PORTO PECEM |
|
UTE
BREITENER |
153,75 |
|
69 |
SE
FORTALEZA I |
|
Subtotal |
193,75 |
|
|
|
|
Total |
409,25 |
|
|
|
(*) Contrato em reavaliação pela CBEE.
Capacidade contratada pela CBEE para o
Brasil e o Ceará
Usinas à Óleo 2.153,6 MW
Estado do Ceará
409,2 MW
Usinas à Gás Natural 1.912,0 MW
Estado do Ceará
200,0 MW
Total 4.065,6
MW
Geração Permanente – Termelétricas
(PPT)
Com o esgotamento dos melhores
potenciais hidráulicos do país as usinas termelétricas passaram a ganhar força,
principalmente em virtude da evolução tecnológica, do crescimento da malha de
gasodutos e da maior facilidade em se adquirir o gás natural.
O gás natural tornou-se uma alternativa
importante para a necessária expansão da capacidade de geração de energia
elétrica. Nesse contexto, o Governo Federal instituiu o chamado Plano
Prioritário de Termelétricas (PPT), pelo Decreto no 3.371, de 24/2/2000.
Empreendimentos assegurados pelo
Programa Prioritário de Termeletricidade – PPT
Brasil (38 usinas) 13.956
MW
Estado do Ceará (2 usinas) 507 MW
UTE TERMOCEARÁ 200 MW
UTE FORTALEZA 307
MW
|
EMPREENDIMENTO |
EMPREENDEDOR |
POTÊNCIA
(MW) |
COMBUSTÍVEL |
MUNICÍPIO |
|
UTE
Fortaleza |
CGTF
- Central Geradora Termelétrica Fortaleza S.A. |
307
MW |
Gás
Natural |
Caucaia |
|
UTE
Termoceará |
MPX
Termoceará S.A. |
200
MW |
Gás
Natural |
Pecém |
Energia Solar no Ceará
O Estado do
Ceará desenvolve várias parcerias para utilização de Energia Solar, recurso
abundante no nosso estado, visando integrar e resgatar a dívida social com as
comunidades mais carentes e distantes da rede de energia elétrica convencional,
apesar desta ter alcançado já mais de 80% dos domicílios rurais.
Tendo à frente
o apoio do vários parceiros nesse processo, destaca-se o Ministério das Minas e
Energias MME através do PRODEEM dentre outros que descrevemos a seguir:
O PRODEEM –
Programa Nacional de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios, hoje
com a denominação de Energias das Pequenas Comunidades, é um programa do
Governo Federal instituído por Decreto Presidencial em 27 de Dezembro de 1994,
sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia - MME por intermédio do
Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético - DNDE. O PRODEEM é
integrante do Programa Avança Brasil, PPA 2000-2003, Programa 0273: Energia das
Pequenas Comunidades.
O Decreto
Presidencial 3.746, de 6 de Fevereiro de 2001, elegeu o Programa Energia das
Pequenas Comunidades como estratégico e integrante do Avança Brasil. Esses
programas têm acompanhamento especial pelo Ministério de Planejamento,
Orçamento e Gestão – MPOG.
O Programa tem
o objetivo de atender comunidades carentes isoladas, não supridas de energia
elétrica pela rede convencional, utilizando fontes renováveis locais em base
auto-sustentável.
A atuação é
direcionada para a energização de escolas, postos de saúde, centros
comunitários, bombeamento d’água, etc.
Nos próximos
anos, o Programa pretende, ainda, testar modelos de negócios, mecanismos
financeiros inovadores e implementar cursos de capacitação e redes de
informação, através dos Agentes de Intermediação e Implementação como associações
industriais/comerciais, cooperativas agrícolas, pequenos empresários, ONGs,
concessionárias e permissionárias, fabricantes de equipamentos, instituições
financeiras, universidades e escolas técnicas, agentes de desenvolvimento rural
e institutos de pesquisa, entre outros, que se organizarão em diferentes
Modelos de Negócios adequados ao mercado.
Sistemas
Montados no Ceará (Dez 1999 a Nov. 2002)
1.
Parceria MME (PRODEEM)/CHESF/SEINFRA/SOHIDRA (Sist. Bombeamento)
Sistemas Instalados: 182
Obs: Nesse período a SOHIDRA realizou mais de 60
reposições. Iniciou-se um programa de revitalização dos sistemas instalados ora
em curso patrocinado pelo MME onde a contrapartida do estado é a cessão de um
técnico para acompanhar estas revitalizações e remoções. O custo médio de
instalação de cada sistema de bombeamento, em valores atualizados é da ordem de
R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais).
2. Parceria MME (PRODEEM) /
CHESF/SEINFRA/CENTEC (Sist. Escolares)
Sistemas Instalados: 21
3. Parceria SEINFRA / BP Solar (2
comunidades)
§
Sist. Residencial 170
§
Energéticos Escolares 2
§
Sist. Bombeamento 2
O Estado do
Ceará participou neste programa com o apoio institucional, a cessão de um
sistema de bombeamento, painéis solares complementares aos sistemas instalados
além da perfuração de 02 (dois) poços tubulares nessas comunidades.
Este programa
entrará numa segunda fase piloto de sistemas produtivos com a implantação de
projetos de produção de pimenta e caprinocultura. O apoio de estado nessa fase
será institucional.
4. Projeto Alvorada ( em fase final de conclusão
e início de comissionamento)
MME / SEINFRA
(BP Solar – executora)
Energéticos
Escolares 259
Obs: O Estado do Ceará atuou em
contrapartida com apoio institucional e
acompanhamento.
O custo médio de instalação de cada sistema de energético escolar, em valores atualizados é da ordem de R$ 2.800,00 (dois mil e oitocentos reais).
1. Parceria MME (PRODEEM) / CHESF / SEINFRA (Sist.
Bombeamento) Sistemas Previstos:
150
2. Parceria MME (PRODEEM) / CHESF / SEINFRA / (Energ. Escolares) Sistemas Previstos: 80
3. O Estado desenvolve um projeto
piloto em parceria com o Banco do Nordeste para utilização de sistemas de
bombeamento a energia solar para pequenos irrigantes no município de Maurití.
Se o resultado dessa experiência for positiva, serão desenvolvidos projetos
similares em outras comunidades.
QUADRO 7
Resumo Sistemas Montados no Ceará (Dez. 1999 a Nov. 2002)
|
SISTEMA |
PARCEIROS |
UNIDADES INSTALADAS |
|
Bombeamento |
MME / CHESF / SEINFRA / SOHIDRA |
182 |
|
Escolares |
MME / CHESF / SEINFRA / CENTEC |
21 |
|
Residencial |
SEINFRA / BP Solar |
170 |
|
Escolares |
SEINFRA / BP Solar |
2 |
|
Bombeamento |
SEINFRA / BP Solar |
2 |
|
Escolares |
Projeto Alvorada – MME / SEINFRA |
259 |
|
Total
Instalado |
Bombeamento |
184 |
|
Escolares |
282 |
|
|
Residencial |
170 |
Geração Eólica no Ceará
No início dos anos 90, o Governo do Estado do Ceará
iniciou ações no sentido de promover o uso da geração eólica no Ceará.
Através de um acordo com o
Governo Alemão implantou em conjunto com a Chesf, Coelce e Companhia Docas o
parque da Praia Mansa na enseada do Mucuripe, 1,2 MW. Este parque foi
modernizado em 2001.
Uma segunda ação foi a oferta
de compra de energia renovável (eólica, biomassa e PCH) através da Coelce, em
1997, resultando na construção dos parques eólicos da Prainha e Taíba. (QUADRO 8 )
QUADRO 8
Geração Eólica Atual no Ceará
|
PLANTA |
POTÊNCIA (MW) |
OPERAÇÃO |
GWH/ANO |
|
Mucuripe |
2,4 |
2001 |
8,4 |
|
Prainha |
10,0 |
1999 |
35,0 |
|
Taíba |
5,0 |
1999 |
17,5 |
|
Total |
17,4 |
|
|
O Governo do Estado, através da
Companhia Energética do Ceará – COELCE, está em processo de licitação para a
construção de duas usinas de energia eólica de 30 MW cada, previstas para os
municípios de Paracuru e Camocim em função das condições especialmente
favoráveis ali encontradas.
Perspectiva do Mercado de Geração Eólica para o Ceará
Com as ações do Governo para promover a geração eólica no Estado do Ceará, além das já citadas anteriormente, ressalta-se a elaboração do Atlas do Potencial Eólico do Estado do Ceará.
Essas ações
impulsionaram o processo de regulamentação da política de energias alternativas
no Brasil, culminando com a emissão da Lei Nº 10.438 de 26 de Abril de 2002.
Este processo
proporcionou uma atração de investimentos para o setor eólico, resultando na
implantação no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, da primeira fábrica de
aerogeradores no Nordeste e a autorização de projetos de geração eólica.
(QUADRO 9 e TAB. 6)
QUADRO 9
Geração Eólica Autorizada pela ANEEL -
2001/2002
EXERCÍCIO 2002
|
|||||||
|
ITEM |
EMPREENDIMENTO |
EMPREENDEDOR |
POTÊNCIA (MW) |
MUNICÍPIO(S) |
|||
|
1 |
Parque Eólico CE 3 - Boca do
Poço |
Enerbrasil Energias Renov. do
Brasil Ltda |
79,90 |
Jaguaruana |
|||
|
2 |
Central Eólica Fortin |
SIIF Energies do Brasil Ltda |
93,60 |
Aracatí |
|||
|
3 |
Central Eólica Gameleira |
SIIF Energies do Brasil Ltda |
27,00 |
São Gonçalo do Amarante |
|||
|
4 |
Central Eólica Bom Jesus |
SIIF Energies do Brasil Ltda |
55,80 |
Aracatí |
|||
|
5 |
Central Eólica Foz do Rio Choró |
SIIF Energies do Brasil Ltda |
25,20 |
Beberibe |
|||
|
6 |
Central Eólica Praia Formosa |
SIIF Energies do Brasil Ltda |
104,40 |
Camoeira |
|||
|
7 |
Central Eólica Canoa Quebrada |
Rosa dos Ventos Ltda |
10,50 |
Aracatí |
|||
|
8 |
Central Eólica Lagoa do Mato |
Rosa dos Ventos Ltda |
27,00 |
Aracatí |
|||
|
9 |
Central Eólica Paracuru |
Siif Énergies do Brasil Ltda |
23,40 |
Paracuru |
|||
|
10 |
Central Eólica Jericoacoara |
Siif Énergies do Brasil Ltda |
100,80 |
Jijoca de
Jericoacoara |
|||
|
11 |
Central Eólica Icaraizinho |
Siif Énergies do Brasil Ltda |
54,00 |
Itapipoca |
|||
|
12 |
Central Eólica Arios |
Eletrowind S/A |
16,20 |
Beberibe |
|||
|
13 |
Central Eólica Praias de Parajuru |
Eletrowind S/A |
28,80 |
Beberibe |
|||
|
EXERCÍCIO 2001 |
|||||||
|
1 |
Parque
Eólico de Beberibe |
Fuhrmet
Energy Brasil Ltda |
25,00 |
Beberibe |
|||
|
2 |
Parque
Eólico CE 7 - Icapuí |
ENERBRASIL - Energias Renováveis do
Brasil Ltda. |
29,75 |
Aracati |
|||
|
3 |
Central
Eólica Maceió |
SIIF
Energies Brasil Ltda. |
235,80 |
Maceió de
itapipoca |
|||
|
4 |
Parque
Eólico CE 4 - Lagoinha |
ENERBRASIL
- Energias Renováveis do Brasil Ltda. |
49,30 |
Paraipaba
e Trairi |
|||
|
5 |
Parque
Eólico CE 9 - Salgada |
ENERBRASIL
- Energias Renováveis do Brasil Ltda. |
59,50 |
Paraipaba |
|||
|
6 |
Central
Eólica Redonda |
SIIF
Energies Brasil Ltda |
300,60 |
Icapuí |
|||
|
18 |
Central
Eólica do Pecém |
SIIF
Energies Brasil Ltda. |
31,20 |
Caucaia |
|||
|
24 |
Parque
Eólico CE 11 - Camocim |
ENERBRASIL
- Energias Renováveis do Brasil Ltda. |
249,90 |
Camocim |
|||
|
25 |
Parque
Eólico CE 10 - Acaraú |
ENERBRASIL
- Energias Renováveis do Brasil Ltda. |
49,30 |
Acaraú |
|||
|
28 |
Parque
Eólico do Pecém - São Gonçalo |
Fuhrlander
Energia Brasil |
46,00 |
São
Gonçalo do Amarante |
|||
|
30 |
Central
Eólica Praia do Morgado |
CPL
Participações Ltda. |
79,20 |
Acaraú |
|||
|
31 |
Central
Eólica Volta do Rio |
CPL
Participações Ltda. |
42,00 |
Acaraú |
|||
|
32 |
Central
Eólica do Pecém |
CPL
Participações Ltda. |
25,20 |
Caucaia |
|||
|
38 |
Parque
Eólico CE 5 - Apodi |
Enerbrasil
- Energias Renováveis do Brasil Ltda. |
99,45 |
Limoeiro
do Norte |
|||
Fonte:
ANEEL - Outubro / 2002
|
ESTADO |
POTÊNCIA
(MW) |
% |
|
Ceará |
1.968,80 |
38,4 |
|
Rio
Grande do Norte |
1.936,95 |
37,7 |
|
|
|
|
|
Sub-total
CE-RN |
3.905,75 |
76,1 |
|
|
|
|
|
Outros
Estados |
1.226,65 |
23,9 |
|
|
|
|
|
Total Brasil |
5.132,40 |
100,0 |
Fonte:
ANEEL - Outubro / 2002
Os empreendimentos privados autorizados
pela ANEEL durante os anos de 2001 e
2002 estão aguardando a regulamentação, pelo Governo Federal, da Lei Nº 10.438
e das regras para comercialização da energia elétrica gerada.
O gás natural
para o mercado do Estado do Ceará é produzido pela Petrobrás em pontos de
produção domésticos, no Ceará (Paracuru), no Rio Grande do Norte (Guamaré)(QUADRO
10). É suprido à Companhia de Gás do Ceará – CEGAS, que tem a atribuição de
distribuir aos consumidores, como concessionária de distribuição de gás, Lei Estadual
12.010 de 05/10/1992.
O mercado do
Ceará já absorve um volume de 415 mil m3/dia, conta com 99 clientes
ativos atendidos por uma infra-estrutura de gasoduto de 130 km, nos municípios
de Fortaleza, Maracanaú, Pacatuba, Eusébio, Caucaia, Horizonte e Pacajus.
Os setores atendidos estão assim distribuídos: Industrial: 209 mil m3/dia (50,4%), Comercial: 831 m3/dia (0,2%), Veicular: 119 mil m3/dia (28,7%) e Co-geração / Autoprodução: 86 mil m3/dia (20,7%)(QUADRO 11).
A perspectiva de evolução do mercado de gás natural no estado centra-se no suporte para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, para o suprimento as geradoras termelétricas Termoceará 200 MW (ano 2001, 1.200 mil m3/dia), Termoelétrica Fortaleza 310 MW (ano 2004, 1.550 mil m3/dia), a Usina Siderúrgica do Ceará – USC (ano 2004, 1.400 mil m3/dia) e o Complexo de Refinaria (ano 2005, 1.400 mil m3/dia), além do crescimento dos mercados de gás veicular, doméstico, industrial e de geração de energia por cogeração ( FIG. 9 e 10).
O atendimento a essa expansão do mercado do estado está condicionado à expansão do sistema de suprimento pela Petrobrás, através da ampliação do gasoduto Guamaré – Pecém, que hoje comporta o transporte de 2.400 mil m3 dia. O trecho Guamaré – Pecém faz parte do Gasoduto Nordestão, que interliga os estados da Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte e Ceará.
As reservas domésticas de gás natural no Nordeste, conforme dados da Petrobrás, garantem o suprimento do mercado da região ao horizonte de 2010, considerando os projetos de geração termelétrica para o Nordeste constantes do programa prioritário de geração termelétrica do MME – PPT.
A Estratégia da Petrobrás é complementar o suprimento com a importação de gás natural liquefeito – GNL através do porto de Suape, em Pernambuco. Para isso já criou, junto com a Shell, uma empresa específica para este fim, que se propõe a importar o gás liquefeito e vender para distribuição.
Isso acarretaria o estrangulamento do suprimento para o mercado do Ceará e dos estados do Maranhão e Piauí, onde já foram criadas recentemente as companhias distribuidoras de gás natural. O crescimento destes mercados fica condicionado ao aumento contínuo da capacidade de transporte do gasoduto. Também dependeria de uma política de preço diferenciada para compensar a tarifa de transporte maior em função da distância do ponto de entrada (Suape) e os pontos de consumo (Pecém/Fortaleza, Teresina e São Luiz).
O tamanho do mercado dividido em Nordeste-Oeste e Nordeste-Leste, permite de forma ótima dividi-lo em dois pontos de suprimento externo, pelo porto de Suape e pelo porto do Pecém. Assim o mercado de Pernambuco seria atendido por uma planta de regaseificação em Suape e o mercado do Ceará seria atendido por outra planta de regaseificação em Pecém, cada uma com capacidade de 3.000 a 6.000 mil m3 / dia, complementando a produção doméstica e fazendo um mix de preço para o mercado total do Nordeste.
Companhia de Gás do Ceará – CEGÁS
Constituição: 18/10/93 - Assinatura do Contrato de Concessão (Lei Estadual nº 12.010 de 05/10/92)
Início de
Operação: Março/94
Objetivo:
Aquisição, distribuição e comercialização do Gás Natural no Estado do Ceará
Acionistas: Governo do Estado do Ceará
BR Distribuidora
Textília S.A.
Nº
de Clientes no início da operação: 33
Rede de
Gasodutos: 77 km
Volume Comercializado:
26,3 milhões m3/ano (72 mil m3/dia)
|
CAMPO |
DIST.DO LITORAL |
EXTENSÃO |
Æ |
VAZÃO(M3/DIA) |
|
Paracuru |
30km |
96 km |
10” |
200.000 |
|
Guamaré - Pecém |
- |
382 km |
12/10” |
3.000.000 |
QUADRO 10
Sistema de Suprimento
CAMPO |
DIST.DO
LITORAL |
EXTENSÃO |
Æ |
VAZÃO(M3/DIA) |
Paracuru |
30km |
96 km |
10” |
200.000 |
Guamaré
- Pecém |
- |
382
km |
12/10” |
3.000.000 |
Posição Atual – Setembro de 2002
|
Volume de venda: |
415.434 m3/dia |
|
Clientes Ativos: |
99 |
|
Extensão da rede de gasoduto: |
130 km |
|
Consumo por segmento de
mercado: |
Industrial: 209.475 m3/dia
(50,4%) Comercial: 831 m3/dia
(0,2%) Veicular: 119.321 m3/dia
(28,7%) Co-geração / Autoprodução:
85.807 m3/dia (20,7%) |
|
Municípios atendidos: |
Fortaleza, Maracanaú,
Pacatuba, Eusébio, Caucaia, Horizonte e Pacajus. |

FIGURA 8 - Evolução do Mercado - período de 1994 – set. 2002

FIGURA 9 - Novos Mercados
de Gás Natural

O sistema de
energia elétrica do Ceará é parte integrante do sistema interligado
Norte-Nordeste. Sendo seu parque gerador composto por um conjunto de usinas
hidrelétricas e térmicas, distribuídas nos estados do Piauí, Bahia, Pernambuco,
Alagoas e Pará.
Esses aproveitamentos ocorrem em grande escala nas bacias dos rios São Francisco (Xingó – 3.162 MW; Paulo Afonso I – 180 MW; Paulo Afonso II – 443 MW; Paulo Afonso III – 794,2 MW; Paulo Afonso IV – 2.462,4 MW; Itaparica – 1.479,6 MW; Sobradinho – 1.050,3 MW e Moxotó – 400 MW) e Tocantins (Tucuruí I e II – 4.001 MW) e em escala bem reduzida, no rio Parnaíba onde se localiza a usina hidrelétrica de Boa Esperança – 237,3 MW . A usina hidrelétrica de Xingó foi o último grande aproveitamento hidráulico da região nordeste.

FIGURA
11 - Mapa do Sistema
Elétrico Chesf 1999 / 2008
O Estado do Ceará encontra-se a distâncias consideráveis das centrais geradoras e principalmente, sua maior carga que é a cidade de Fortaleza, constituindo, portanto, um fato gerador de instabilidade para o sistema.
O Sistema de suprimento para o Ceará é de responsabilidade da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF, a partir do complexo hidrelétrico de Paulo Afonso por meio de um tronco de transmissão, em 230 kV, composto por cinco circuitos entre Paulo Afonso, Milagres, Icó, Banabuiú e Fortaleza.
Por meio do eixo Piripiri - Sobral, composto por uma linha de transmissão em 230 kV, o Ceará recebe energia da UHE Boa Esperança, que, por sua vez, está conectada à Interligação Norte/Nordeste, por meio da LT 500 kV Boa Esperança - Pres. Dutra.
A interligação com o Estado do Rio Grande do Norte é feita por meio da linha de transmissão, em 230 kV, Banabuiú – Russas – Mossoró.
A partir do ano 2000, com a implantação do tronco de 500 kV oriundo de Pres. Dutra (LT 500 kV Pres.Dutra - Teresina II - Sobral III - Fortaleza II), bem como da seccionadora de Sobral III e da nova subestação 500/230 kV de Fortaleza II (1.200 MVA), o suprimento ao Estado do Ceará também passou a ser feito por meio do segundo circuito da Interligação Norte/Nordeste. Este reforço evitou o esgotamento do sistema de transmissão da Área Norte e proporcionou um significativo benefício energético, por meio da otimização da operação dos reservatórios das usinas do Norte/Nordeste com as do Sul/Sudeste/Centro-Oeste.
Seria necessário, já em 2001, a conclusão das LT 230 kV Fortaleza - Pici C1 e C2 e da SE Pici 230/69 kV - 200 MVA, que visam atender adequadamente a cargas localizadas na região Metropolitana de Fortaleza. A subestação está concluída, porém a linha de transmissão está embargada pelo Ministério Público. A não conclusão desta interligação é crítica para o atendimento da região oeste de Fortaleza. O seu atraso só não ocasionou colapso de suprimento para Fortaleza devido a contingência do racionamento em 2001. È de fundamental importância a conclusão desta interligação, ora embargada, já no ano de 2003.
No ano 2001 foram concluídas, também, a SE Cauípe 230/69 kV - 100 MVA e as LT 230 kV Derivação Fortaleza/Sobral-Cauípe C1 e C2, destinadas a possibilitar o atendimento às cargas do Complexo Industrial e Portuário de Pecém, além de eliminar problemas operativos detectados no sistema de subtransmissão que atende à região de São Luís do Curu, em condições normais de operação.
No ano 2001 também foi necessária a ampliação da capacidade de transformação das subestações 230/69 kV de Banabuiú (3º trafo de 50 MVA), Cauípe (2º trafo de 100 MVA), Icó (2º trafo de 100 MVA), Sobral II (3º trafo de 100 MVA), Russas (substituição de 2 trafos de 16,7 MVA pelo 2° trafo de 100 MVA).
No período 2001/2002 foi iniciada e permanece em construção a conversão de um circuito duplo de 230 kV para um circuito simples de 500 kV no trecho Itaparica -Milagres – Quixadá - Fortaleza. Para conectar esse circuito foi implantada, em 2001, a nova subestação 500/230 kV de Milagres com um autotransformador de 600 MVA. Está em construção a seccionadora de 500 kV de Quixadá.
No ano 2002, foi implantada, também, a transformação 500/230 kV na SE Sobral III (600 MVA), além de um link 230 kV, circuito duplo, com 15 km de extensão, para possibilitar a interligação entre os barramentos de 230 kV das subestações de Sobral II e Sobral III.
No ano 2003 está prevista a implantação de mais um ponto de suprimento 230/69 kV, na cidade de Tauá, situada na região centro-oeste do Estado do Ceará, a qual será suprida por meio de uma LT de 230 kV, com origem na SE Milagres. Este suprimento em 230 kV visa permitir a expansão da demanda da região centro-oeste (Inhamuns) do Ceará e garantir a estabilidade deste suprimento.
Destaque-se a necessidade da LT 230 kV Fortaleza II - Cauípe C1, em 2004, além da LT 500 kV Luiz Gonzaga - Milagres C2, prevista para o ano 2004.
Para 2007 está prevista a ampliação da capacidade de transformação das SE 500/230 kV Fortaleza II (3º autotransformador de 600 MVA) e Milagres (2° autotransformador de 600 MVA).
Destaque-se, ainda, a necessidade, no horizonte decenal, de ampliação da capacidade de transformação instalada nas subestações de Pici 230/69 kV (3º e 4º trafo de 100 MVA em 2004/5), Milagres 230/69 kV (3º trafo de 100 MVA, em 2005), Sobral II 230/69 kV (4º trafo de 100 MVA em 2006) e Banabuiú 230/69 kV (substituição de dois trafos de 33 MVA pelo 2° e 3° trafos de 50 MVA em 2007 e 2010, respectivamente).
Ressalte-se que, de acordo com a atual previsão de crescimento da carga, ocorrerá em 2007/8 o esgotamento da capacidade instalada nas subestações Pici, Delmiro Gouveia e Fortaleza, devendo-se efetuar estudos para determinar a viabilidade da substituição dos transformadores instalados nessas subestações, por outros de maior capacidade, ou da implantação de um novo terminal 230/69 kV na região.
A construção da linha de transmissão Presidente Dutra / Teresina / Fortaleza, que opera em 500 kV desde o ano 2000, significou um aumento da disponibilidade de 1.200 MW para o Ceará. A transformação de dois circuitos de 230 kV para 500 kV do eixo Paulo Afonso / Fortaleza (conclusão prevista para 2003), representará um acréscimo de 600 MW.
O sistema elétrico de sub-transmissão da Companhia Energética do Ceará – COELCE é composto por um total de 88 subestações (69/13,8 kV) e 1.858 km de linhas de transmissão (69 kV).
Durante o ano de 2002 foram executadas as seguintes obras, conforme QUADROS 12 e 13:
Obras
executadas em 2002
|
SE |
POTÊNCIA (MVA) |
|
Coreaú |
6,25 |
|
Viçosa do Ceará |
6,25 |
|
Várzea Alegre |
6,25 |
|
Amontada |
6,25 |
|
Antonina do Norte |
6,25 |
|
Apuiares |
6,25 |
|
Beberibe |
15,00 |
|
Mauriti |
15,00 |
|
Inhuporanga |
6,25 |
|
Total |
73,75 |
|
LT |
KM |
OBSERVAÇÕES |
|
Iguatú – Jucás |
30,00 |
Operando em 13,8 kV |
|
Delmiro Gouveia – Água Fria C2 |
5,00 |
|
|
Icó – Iguatú |
50,00 |
|
|
Cedro – Várzea Alegre |
35,00 |
|
|
Milagres – Mauriti |
20,00 |
|
|
Nova Olinda – Antonina do Norte |
50,00 |
|
|
Caracará – Amontada |
50,00 |
|
|
Coreaú – Viçosa do Ceará |
50,00 |
|
|
Tianguá – Viçosa do Ceará |
23,00 |
|
|
Sobral – Cariré C3 |
32,00 |
|
|
Tauá – Parambu |
53,00 |
Operando em 13,8 kV |
|
Nova Russas – Ararendá |
40,00 |
Operando em 13,8 kV |
|
Sobral – Coreaú |
42,00 |
|
|
Cauipe – Inhuporanga |
60,00 |
|
|
Cascavel – Beberibe |
30,00 |
|
|
Paraipaba – Trairi |
22,00 |
Operando em 13,8 kV |
|
S.L.Curu - Apuiares |
42,00 |
|
|
Total |
634,00 |
|
Construção de Linhas de Transmissão
Recomendações
Gerais
§
Continuidade das metas de universalização de atendimento na
área rural do Estado, com adequações através de programas de integração de
ações dos governos federal e estadual de financiamento e disponibilização de
recursos a fundo perdido.
§
Continuidade das diretrizaes de auto-suficiência da geração
de energia no Estado, através dadiversificação da matriz energética com o uso
da energia eólica de grande porte, e pela geração termelétrica, além de
alternativas de geração distribuída por meio de energia solar e biomassa,
objetivando alcançar uma taxa de elasticidade de pelo menos 1,5 vezes em
relação ao percentual de crescimento do PIB.
§
Incentivar o uso de soluções energéticas descentralizadas de
pequeno porte para aplicações produtivas (irrigação, dessalinização de água,
hotéis, pousadas, hospitais).
§
Promover o uso de sistemas de energia solar de pequeno porte
para comunidades isoladas e dispersas,que desempenham um papel de alto valor
social para estas comunidades, levando-se em conta, neste caso o alto custo do
atendimento convencional.
§
Continuidade do desenvolvimento do mercado de gás natural no
Estado do Ceará, contemplando a geração termoelétrica existente e em
construção, os empreendimentos industriais de grande porte (complexo industrial
do Pecém, siderúrgica), o uso do gás para
a industria, o uso doméstico e veicular, além da interiorização do gás
como opção de insumo energético e principalmente visando a substituição do uso
da lenha.
§
Continuidade do plano de instalação da planta de
regaseificação do Pecém, garantindo o suprimento de gás natural ao mercado do
Ceará.
§
Manutenção do ritmo de expansão do suporte de
infra-estrutura de transmissão e distribuição (Chesf, Coelce).
§
Articulação com os setores produtivos (industrial, de
serviços, agrícola, etc.), para a aplicação de eficiência energética e
conservação de energia.
§
Criação de um programa efetivo de conservação e eficiência energética
e combate ao desperdício no setor publico, através da gestão de contas de
consumo de energia elétrica do setor público e implementação de contratos de
performance de gestão energética para setores de alta demanda e alto potencial
de redução de consumo (bombeamento de água, saneamento, etc.).
§
Utilização da biomassa orgânica agrícola e do lixo orgânico
urbano como insumo energético em soluções para geração distribuída
(descentralizada).
§
Integração mais efetiva entre o suporte de infra-estrutura
elétrica com os demandantes (agricultura, indústria, turismo, social, recursos
hídricos, etc.).
§
Re-análise da viabilidade econômica da prospecção da mina de
urânio e fosfato de Itataia.