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04 de Outubro de 2004  


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Suprimento de Energia Elétrica para Região Metropolitana de Fortaleza - Atraso na Implantação da Linha de Transmissão( Linhão) LT 230 kV, Fortaleza II / Pici C1/C2 - Cláudio Lira, Graça Camelo, Paulo Silvestre e José Nunes - CHESF, COELCE, ANEEL, ARCE e ONS

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"Ninguém é melhor do que você, mas você também não é melhor do que ninguém até fazer alguma coisa que prove." Bernard Baruch (1870-1965)

 
 

Diarréia - Você Sabia?

Os estudos mostram que 42-47 por cento de todas as diarréias poderiam ser prevenidas se as pessoas lavasasem suas mãos com sabão. Isto faz o “lavar de mãos” mais eficaz em impedir doenças diarréicas do que o tratamento de água, controle de moscas ou a melhoria do saneamento.

Está crescendo a evidência que o “lavar de mãos” também trabalha para impedir as “Infecções Agudas do Trato Respiratório”, que são os maiores assassinos infecciosos no mundo hoje.

As constatações de um estudo “em curso” no Paquistão mostram reduções de 44 por cento em diarréia e de 47 por cento em infecções respiratórias agudas, bem como infecções reduzidas da pele em amostras aleatórias de casas que usam o sabão.

A lavagem da mão parece também exercer um papel significativo na redução do risco de transmissão da “Síndrome Respiratória Aguda Severa”. Fonte: http://web.worldbank.org

Como os hábitos no ambiente de trabalho afetam a Segurança Corporativa

Por Luis Fernando Rocha

Spyware, uso de ferramentas hacking on-line e ataque de vírus pela web são algumas das principais ações maliciosas que apresentam crescimento e trazem prejuízos ao ambiente corporativo. Talvez a explicação para esse cenário esteja intimamente ligada na consolidação da internet no dia-a-dia de trabalho.

Para se ter uma idéia, a pesquisa anual Web@Work da empresa Websense, realizada pela Harris Interactive entre os meses de fevereiro e março desse ano com 500 funcionários e 350 gerentes de TI de empresas americanas com no mínimo 100 funcionários, demonstra que o uso da internet nas organizações é tão habitual quanto ao ato de se tomar café da manhã diariamente.

Mas qual seria a importância desse aspecto comportamental para o trabalho dos profissionais responsáveis pela Segurança da Informação de uma grande organização? Fundamental, diriam os especialistas. Isso porque hoje eles apontam o conhecimento em psicologia social como uma das principais características na carreira de um Gestor de Segurança.

A seguir, apresentaremos em primeira mão os resultados principais da pesquisa Web@Work 2004, que servem como um importante parâmetro para as equipes de segurança no momento de se traçar e definir os planos necessários para se evitar surpresas desagradáveis no futuro.

Riscos: percepção de usuários e gerentes de TI

O primeiro dado interessante revelado pelo estudo está na grande diferença de percepção dos usuários e gerentes de TI sobre o que fazem no trabalho e o que realmente acontece nos sistemas em redes das empresas, respectivamente. Um exemplo desse cenário refere-se ao uso de ferramentas hacking no ambiente corporativo.

Segundo a pesquisa, apenas 2% dos funcionários com permissão de uso de internet admitiram ter acessado ferramentas hacking no trabalho. Porém, a discrepância surge quando a mesma pergunta foi feita para os gerentes de TI: 34% revelam que pelo menos um funcionário instalou esse tipo de ferramenta na rede da empresa.

Assim, a instituição de uma Política de Segurança Corporativa e a realização de Campanhas Educativas ajudariam na prevenção e no combate a este cenário? "É uma pergunta difícil de responder, porque não sei quais os critérios utilizados pelos gerentes de TI para afirmarem com veemência que há esse elevado número de funcionários 'instalando ferramentas de hacking'. No entanto, uma política de segurança corporativa ajudaria bastante", diz Marlon Borba, Diretor da Divisão de Suporte Técnico do Tribunal Regional Federal (TRF) 3ª Região.

Segundo o especialista, a implementação de um instrumental legalizado, como norma oficial da empresa, permite que a rede seja constantemente monitorada de forma a prevenir tentativas de hacking. "E, caso incidentes dessa natureza aconteçam, apesar da vigilância, sejam investigados e os responsáveis identificados", completa.

Além da política, Marlon cita também a importância das campanhas educativas, que ajudam na conscientização dos funcionários. "À luz desses fatos, a ação de um time de segurança da informação dentro das empresas deve ser, ao mesmo tempo, preventiva, reativa e - por mais autoritário que isso pareça - coercitiva (no sentido de enforcement)", conclui.

Gerentes: falta de conhecimento das ameaças

Outro fator preocupante está na falta de consciência ou compreensão dos gerentes de TI sobre os riscos apresentados pelas velhas e novas ameaças existentes na internet (como spyware, vírus, envio e recebimento de arquivos em anexo em mensagens instantâneas, compartilhamento via redes P2P, entre outros).

Essa realidade fica comprovada quando analisamos alguns dados do estudo. Por exemplo: apesar de 95% dos gerentes de TI confiarem nos atuais sistemas antivírus em suas redes, 66% admitiram a infecção por vírus da web em suas redes nesse ano (um exemplo citado foi o Mydoom). Segundo a Websense, um aumento considerável se compararmos com o índice obtido em 2003 (45%).

Em termos da ação de spyware, a pesquisa aponta que 92% dos gerentes de TI calculam que as estações de trabalho de suas empresas tenham sido atingidas por tal tecnologia. Sobre os programas de troca de mensagens instantâneas (IM), 17% dos funcionários admitem seu uso, sendo que 34% destes enviaram ou receberam arquivos em anexo no ambiente de trabalho. Outro detalhe interessante: 64% das empresas participantes não possuem programas IM aprovados.

Essa é uma das razões para que a constante capacitação técnica e atualização profissional das equipes responsáveis pela Segurança da Informação nas organizações sejam consideradas fundamentais. "A capacitação é um instrumento basilar para a alteração desse quadro negativo. No entanto, esses profissionais de tecnologia devem descer da coluna de marfim na qual se postaram ao longo do tempo e perceber que a ação dentro das empresas deve ser multidisciplinar, voltada para o negócio e com o apoio e o compromisso da administração, seja esta a gerência de TI ou a direção da empresa", alerta.

Ainda sobre esse aspecto, Marlon reforça a necessidade de uma atuação didática por parte dos profissionais de segurança. "Ou seja, a única forma de vencer a 'ignorância' demonstrada pela pesquisa é por meio do conhecimento, compartilhado pelos técnicos de forma acessível, até mesmo entre os profissionais de informática. Apenas dessa forma aumentaremos o grau de 'awareness' dos gerentes de TI a respeito dos perigos modernos", afirma.

Como reverter esse cenário

Apesar dos aspectos tão negativos revelados pela pesquisa, há diversas maneiras de as empresas reverterem esse cenário. Para Marlon Borba, as empresas devem atuar em vários campos, dentre eles na implementação de produtos de segurança automatizados que bloqueiem a entrada de conteúdo suspeito nas redes de computadores das empresas.

Além disso, ele ressalta a importância de outras ações. "É importante trabalhar na conscientização e na educação dos usuários, treinando-os nas bem-conhecidas medidas de segurança, das quais constituem atitudes e não tecnologias; no uso de ferramentas básicas de proteção, como os tradicionais antivírus, os detectores de spyware e de trojans; e finalmente, enquanto administradores de infra-estrutura de rede e de software, auxiliando o usuário na escolha de software de prateleira, ou no desenvolvimento de produtos customizados, que não apenas atendam às necessidades de trabalho, mas implementem na construção de medidas de segurança", finaliza. Fonte: modulo.com.br

Remédio Para o Sarampo

Naqueles tempos rudes a vila de Novo Oriente, distrito de Independência(Ce), não tinha médico e os esforços de cura eram exercidos à base das mezinhas feitas de raízes, derivados animais e elementos da natureza, além dos emplastros, clisteres e elixires de agoniado.

As rezadeiras e os que faziam as miraculosas garrafadas estavam em grande voga. Não havia doença ou incômodo sanitário para os quais não houvesse um remédio correspondente ou, no mínimo, uma simpatia de alardeada eficiência. Para bexiga inflamada, por exemplo, devia-se tomar um chá feito com cabelo de milho, seguido de três pulos diante da porta da cozinha; para dor de dentes fumava-se um cigarro preparado com raspa de chifre de veado; quando vinha a dor de cabeça cheirava-se um pavio de algodão queimado até passar; para curar alcoolismo o remédio era jogar uma rã viva numa panela de ferro até que ficasse bem torrada. A perereca condenada deveria ser reduzida a pó e dissolvida na bebida predileta do biriteiro.

Alguns recursos dessa curiosa medicina eram francamente escatológicos e causavam estupefação aos forasteiros que passavam por Novo Oriente, a antiga Lagoa do Tigre. Principalmente nos pracianos cheios de fricotes que só conheciam os remédios industrializados, comprados nas prateleiras das farmácias.

Zé Vicente, que havia arribado pra São Paulo na seca do trinta e dois, um dia voltou para visitar a família e trouxe da cidade grande um amigo para conhecer o Nordeste e, principalmente, o pequeno arruado onde nascera. Por este tempo o povoado vivia uma peste de sarampo. Tudo quanto era menino estava com o corpo empalombado da vermelhidão e coçando, além de uma febre danada. Era uma verdadeira epidemia.

Assustado, o visitante perguntou se aquela doença não matava as crianças, se já havia morrido alguém. Responderam que por aí, nos outros lugares, se sabia notícia de muita gente ficando cega e até morrendo por causa do sarampo. Mas ali, no Novo Oriente, não morria ninguém daquilo, por causa do remédio que davam aos doentes, logo nos primeiros sintomas.

Interessado em saber que remédio milagroso era este, o paulista foi informado que se tratava do chá da bosta de cachorro.

O homem não acreditou no que estava ouvindo. O quê? E alguém tinha coragem de tomar uma nojenteira dessas? Que imundice! Que ignorância!!! Ele nunca tomaria um chá de fezes, nem que fosse o último recurso, nem aceitaria que tal tratamento fosse aplicado num parente dele, nunca!

É, mas o destino é quem tece o seu próprio enredo. Com uns três dias o homem que viera de São Paulo acordou com uma sensação estranha, uma morrinha no corpo, uns comichões e, quando se olhou, estava coberto de sarampo. Informado de que a doença em adultos era muito mais perigosa, implorou por imediatas providências para salvá-lo da possível cegueira ou até da morte.

Seus hospedeiros balançavam a cabeça com ar de desânimo e já o olhavam como um condenado, pois o único remédio do lugar era o tal chá de "flores caninas" e, como ele apregoara que jamais o tomaria, não sabiam o que fazer.

Apavorado, o paulista ensarampado gritou que queria, sim, tomar o chá de bosta de cachorro, imediatamente. Xícaras e xícaras do chá, se possível. Que despachassem caçadores de cachorros cagões por toda a redondeza e lhe fossem preparando grandes chaleiras em fogo alto. E, num acesso de desespero que beirava o delírio total, requereu que, enquanto a água do chá fervia, lhe dessem logo, urgentemente, pelas cinco chagas de Cristo, alguns toletinhos de cachorro pra ele ir roendo...

Fonte: O sabonete premiado e outras estórias de humor e espanto de Juarez Leitão – Premius Editora - 2004

 
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