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Suprimento de Energia Elétrica para Região
Metropolitana de Fortaleza - Atraso na Implantação
da Linha de Transmissão( Linhão) LT 230
kV, Fortaleza II / Pici C1/C2 - Cláudio Lira,
Graça Camelo, Paulo Silvestre e José Nunes
- CHESF, COELCE, ANEEL, ARCE e ONS
-
- - - - >
Suprimento
de Energia Elétrica à Área Metropolitana
de Fortaleza
-
- - - - >
Atendimento
ao Estado do Ceará

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"Ninguém
é melhor do que você, mas você
também não é melhor do que
ninguém até fazer alguma coisa que
prove." Bernard Baruch (1870-1965)
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Diarréia - Você
Sabia?
Os estudos mostram que
42-47 por cento de todas as diarréias poderiam
ser prevenidas se as pessoas lavasasem suas mãos
com sabão. Isto faz o “lavar
de mãos” mais eficaz em impedir doenças
diarréicas do que o tratamento de água,
controle de moscas ou a melhoria do saneamento.
Está crescendo
a evidência que o “lavar de mãos”
também trabalha para impedir as “Infecções
Agudas do Trato Respiratório”, que são
os maiores assassinos infecciosos no mundo hoje.
As constatações de um estudo “em
curso” no Paquistão mostram reduções
de 44 por cento em diarréia e de 47 por cento
em infecções respiratórias agudas,
bem como infecções reduzidas da pele em
amostras aleatórias de casas que usam o sabão.
A lavagem da mão
parece também exercer um papel significativo
na redução do risco de transmissão
da “Síndrome Respiratória Aguda
Severa”. Fonte: http://web.worldbank.org
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Como os hábitos no ambiente de trabalho
afetam a Segurança Corporativa
Por Luis Fernando Rocha
Spyware, uso de ferramentas hacking
on-line e ataque de vírus pela web são
algumas das principais ações maliciosas
que apresentam crescimento e trazem prejuízos
ao ambiente corporativo. Talvez a explicação
para esse cenário esteja intimamente ligada na
consolidação da internet no dia-a-dia
de trabalho.
Para se ter uma idéia, a pesquisa
anual Web@Work da empresa Websense, realizada pela Harris
Interactive entre os meses de fevereiro e março
desse ano com 500 funcionários e 350 gerentes
de TI de empresas americanas com no mínimo 100
funcionários, demonstra que o uso da internet
nas organizações é tão habitual
quanto ao ato de se tomar café da manhã
diariamente.
Mas qual seria a importância
desse aspecto comportamental para o trabalho dos profissionais
responsáveis pela Segurança da Informação
de uma grande organização? Fundamental,
diriam os especialistas. Isso porque hoje eles apontam
o conhecimento em psicologia social como uma das principais
características na carreira de um Gestor de Segurança.
A seguir, apresentaremos em primeira
mão os resultados principais da pesquisa Web@Work
2004, que servem como um importante parâmetro
para as equipes de segurança no momento de se
traçar e definir os planos necessários
para se evitar surpresas desagradáveis no futuro.
Riscos: percepção
de usuários e gerentes de TI
O primeiro dado interessante revelado
pelo estudo está na grande diferença de
percepção dos usuários e gerentes
de TI sobre o que fazem no trabalho e o que realmente
acontece nos sistemas em redes das empresas, respectivamente.
Um exemplo desse cenário refere-se ao uso de
ferramentas hacking no ambiente corporativo.
Segundo a pesquisa, apenas 2% dos funcionários
com permissão de uso de internet admitiram ter
acessado ferramentas hacking no trabalho. Porém,
a discrepância surge quando a mesma pergunta foi
feita para os gerentes de TI: 34% revelam que pelo menos
um funcionário instalou esse tipo de ferramenta
na rede da empresa.
Assim, a instituição
de uma Política de Segurança Corporativa
e a realização de Campanhas Educativas
ajudariam na prevenção e no combate a
este cenário? "É uma pergunta difícil
de responder, porque não sei quais os critérios
utilizados pelos gerentes de TI para afirmarem com veemência
que há esse elevado número de funcionários
'instalando ferramentas de hacking'. No entanto, uma
política de segurança corporativa ajudaria
bastante", diz Marlon Borba, Diretor da Divisão
de Suporte Técnico do Tribunal Regional Federal
(TRF) 3ª Região.
Segundo o especialista, a implementação
de um instrumental legalizado, como norma oficial da
empresa, permite que a rede seja constantemente monitorada
de forma a prevenir tentativas de hacking. "E,
caso incidentes dessa natureza aconteçam, apesar
da vigilância, sejam investigados e os responsáveis
identificados", completa.
Além da política, Marlon
cita também a importância das campanhas
educativas, que ajudam na conscientização
dos funcionários. "À luz desses fatos,
a ação de um time de segurança
da informação dentro das empresas deve
ser, ao mesmo tempo, preventiva, reativa e - por mais
autoritário que isso pareça - coercitiva
(no sentido de enforcement)", conclui.
Gerentes:
falta de conhecimento das ameaças
Outro fator preocupante está
na falta de consciência ou compreensão
dos gerentes de TI sobre os riscos apresentados pelas
velhas e novas ameaças existentes na internet
(como spyware, vírus, envio e recebimento de
arquivos em anexo em mensagens instantâneas, compartilhamento
via redes P2P, entre outros).
Essa realidade fica comprovada quando
analisamos alguns dados do estudo. Por exemplo: apesar
de 95% dos gerentes de TI confiarem nos atuais sistemas
antivírus em suas redes, 66% admitiram a infecção
por vírus da web em suas redes nesse ano (um
exemplo citado foi o Mydoom). Segundo a Websense, um
aumento considerável se compararmos com o índice
obtido em 2003 (45%).
Em termos da ação de
spyware, a pesquisa aponta que 92% dos gerentes de TI
calculam que as estações de trabalho de
suas empresas tenham sido atingidas por tal tecnologia.
Sobre os programas de
troca de mensagens instantâneas (IM), 17% dos
funcionários admitem seu uso, sendo que 34% destes
enviaram ou receberam arquivos em anexo no ambiente
de trabalho. Outro detalhe interessante: 64% das empresas
participantes não possuem programas IM aprovados.
Essa é uma das razões
para que a constante capacitação técnica
e atualização profissional das equipes
responsáveis pela Segurança da Informação
nas organizações sejam consideradas fundamentais.
"A capacitação é um instrumento
basilar para a alteração desse quadro
negativo. No entanto, esses profissionais de tecnologia
devem descer da coluna de marfim na qual se postaram
ao longo do tempo e perceber que a ação
dentro das empresas deve ser multidisciplinar, voltada
para o negócio e com o apoio e o compromisso
da administração, seja esta a gerência
de TI ou a direção da empresa", alerta.
Ainda sobre esse aspecto, Marlon reforça
a necessidade de uma atuação didática
por parte dos profissionais de segurança. "Ou
seja, a única forma de vencer a 'ignorância'
demonstrada pela pesquisa é por meio do conhecimento,
compartilhado pelos técnicos de forma acessível,
até mesmo entre os profissionais de informática.
Apenas dessa forma aumentaremos o grau de 'awareness'
dos gerentes de TI a respeito dos perigos modernos",
afirma.
Como reverter
esse cenário
Apesar dos aspectos tão negativos
revelados pela pesquisa, há diversas maneiras
de as empresas reverterem esse cenário. Para
Marlon Borba, as empresas
devem atuar em vários campos, dentre eles na
implementação de produtos de segurança
automatizados que bloqueiem a entrada de conteúdo
suspeito nas redes de computadores das empresas.
Além disso, ele ressalta a importância
de outras ações. "É
importante trabalhar na conscientização
e na educação dos usuários, treinando-os
nas bem-conhecidas medidas de segurança, das
quais constituem atitudes e não tecnologias;
no uso de ferramentas básicas de proteção,
como os tradicionais antivírus, os detectores
de spyware e de trojans; e finalmente,
enquanto administradores de infra-estrutura de rede
e de software, auxiliando o usuário na escolha
de software de prateleira, ou no desenvolvimento de
produtos customizados, que não apenas atendam
às necessidades de trabalho, mas implementem
na construção de medidas de segurança",
finaliza. Fonte: modulo.com.br
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Remédio Para o Sarampo
Naqueles tempos rudes a vila de Novo
Oriente, distrito de Independência(Ce), não
tinha médico e os esforços de cura eram
exercidos à base das mezinhas feitas de raízes,
derivados animais e elementos da natureza, além
dos emplastros, clisteres e elixires de agoniado.
As rezadeiras e os que faziam as miraculosas
garrafadas estavam em grande voga. Não havia
doença ou incômodo sanitário para
os quais não houvesse um remédio correspondente
ou, no mínimo, uma simpatia de alardeada eficiência.
Para bexiga inflamada, por exemplo, devia-se tomar um
chá feito com cabelo de milho, seguido de três
pulos diante da porta da cozinha; para dor de dentes
fumava-se um cigarro preparado com raspa de chifre de
veado; quando vinha a dor de cabeça cheirava-se
um pavio de algodão queimado até passar;
para curar alcoolismo o remédio era jogar uma
rã viva numa panela de ferro até que ficasse
bem torrada. A perereca condenada deveria ser reduzida
a pó e dissolvida na bebida predileta do biriteiro.
Alguns recursos dessa curiosa medicina
eram francamente escatológicos e causavam estupefação
aos forasteiros que passavam por Novo Oriente, a antiga
Lagoa do Tigre. Principalmente nos pracianos cheios
de fricotes que só conheciam os remédios
industrializados, comprados nas prateleiras das farmácias.
Zé Vicente, que havia arribado
pra São Paulo na seca do trinta e dois, um dia
voltou para visitar a família e trouxe da cidade
grande um amigo para conhecer o Nordeste e, principalmente,
o pequeno arruado onde nascera. Por este tempo o povoado
vivia uma peste de sarampo. Tudo quanto era menino estava
com o corpo empalombado da vermelhidão e coçando,
além de uma febre danada. Era uma verdadeira
epidemia.
Assustado, o visitante perguntou se
aquela doença não matava as crianças,
se já havia morrido alguém. Responderam
que por aí, nos outros lugares, se sabia notícia
de muita gente ficando cega e até morrendo por
causa do sarampo. Mas ali, no Novo Oriente, não
morria ninguém daquilo, por causa do remédio
que davam aos doentes, logo nos primeiros sintomas.
Interessado em saber que remédio
milagroso era este, o paulista foi informado que se
tratava do chá da bosta de cachorro.
O homem não acreditou no que
estava ouvindo. O quê? E alguém tinha coragem
de tomar uma nojenteira dessas? Que imundice! Que ignorância!!!
Ele nunca tomaria um chá de fezes, nem que fosse
o último recurso, nem aceitaria que tal tratamento
fosse aplicado num parente dele, nunca!
É, mas o destino é quem
tece o seu próprio enredo. Com uns três
dias o homem que viera de São Paulo acordou com
uma sensação estranha, uma morrinha no
corpo, uns comichões e, quando se olhou, estava
coberto de sarampo. Informado de que a doença
em adultos era muito mais perigosa, implorou por imediatas
providências para salvá-lo da possível
cegueira ou até da morte.
Seus hospedeiros balançavam
a cabeça com ar de desânimo e já
o olhavam como um condenado, pois o único remédio
do lugar era o tal chá de "flores caninas"
e, como ele apregoara que jamais o tomaria, não
sabiam o que fazer.
Apavorado, o paulista ensarampado gritou
que queria, sim, tomar o chá de bosta de cachorro,
imediatamente. Xícaras e xícaras do chá,
se possível. Que despachassem caçadores
de cachorros cagões por toda a redondeza e lhe
fossem preparando grandes chaleiras em fogo alto. E,
num acesso de desespero que beirava o delírio
total, requereu que, enquanto a água do chá
fervia, lhe dessem logo, urgentemente, pelas cinco chagas
de Cristo, alguns toletinhos de cachorro pra ele ir
roendo...
Fonte: O sabonete premiado e outras
estórias de humor e espanto de Juarez Leitão
– Premius Editora - 2004

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