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06 de Dezembro de 2004  


As notícias desta seção são oriundas do Jornal da Fiec, Fiec On Line e outras fontes

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“O Papel do Gestor no Novo Cenário Empresarial”, Palestra proferida por Jorge Parente Frota Júnior, Presidente da FIEC, para afiliados da AJE – Associação dos Jovens Empresários e Gestores do Sistema FIEC

“Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo” Arquimedes de Siracusa - Matemático grego (287 a.C. - 212 a.C.)

 

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Obesidade pós-parto pode ser evitada com maior duração da amamentação
Juliana Kiyomura Moreno

Após o parto, uma das preocupações que a mulher costuma ter é a retomada de seu peso anterior a gestação. Mas isso nem sempre ocorre, seja por fatores genéticos, emocionais ou mesmo devido a uma alimentação inadequada. Em seu doutorado, Fatores determinantes da retenção de peso pós-parto em um coorte de mulheres com nove meses de seguimento, apresentado à Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, o nutricionista Gilberto Kac defende a hipótese de que quanto maior a duração do período de amamentação, menor o risco de obesidade essa nova mãe terá.

Em seu trabalho, Kac concluiu que para cada quilo que a mãe ganha durante a gestação, 35% desse valor fica retido após nove meses do nascimento do bebê. "A natureza é sábia porque a gordura acumulada será depois utilizada na produção de leite. Assim, uma mãe que amamenta apenas um mês pode, após nove meses, ter três quilos a mais do que uma que amamentou seis meses", enfatiza.

"Apesar de tudo temos a cultura de valorizar o pré-natal, mas este acompanhamento acaba se finalizando após o nascimento do bebê. Meu trabalho vem justamente afirmar que a assistência da mãe pós-parto é tão importante quanto no período anterior", afirma Kac, que também é professor do Instituto de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ao acompanhar durante 24 meses 479 mulheres usuárias de um Centro Municipal de Saúde da região central do Rio de Janeiro, Kac realizou uma avaliação periódica utilizando o seguinte critério: participariam do estudo mulheres entre 18 e 45 anos e com, no máximo, 30 dias pós-parto. O acompanhamento também foi marcado durante os períodos de vacinas, datas consideradas estratégicas por fazerem parte da rotina obrigatória de imunização do bebê.

A primeira entrevista foi realizadas 15 dias após o parto, a seguinte com dois meses - período em que a criança tem de tomar obrigatoriamente a vacina contra poliomelite -, a terceira após os primeiros seis meses do bebê - reforço da primeira dose contra poliomelite - e a última aos nove meses, quando a criança toma a vacina contra sarampo.

De acordo com Gilberto Kac, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda amamentação exclusiva até o sexto mês. O aleitamento pode continuar como um complemento da alimentação até os dois anos de idade. Isso acaba por reduzir as chances de mortalidade e também oferece proteção máxima contra doenças, principalmente diarréia e infecções respiratórias.

Aplicabilidade

Estudos como o do pesquisador carioca podem ser aplicados no sistema de saúde pública já que 60% a 70% das mulheres gestantes utilizam-se do Sistema Único de Saúde (SUS)

Uma média de 20% dessas mães acompanhadas pela pesquisa acabou por ter alto nível de retenção de peso, chegando até sete quilos e meio acima do inicial. Isso se deve ao fator idade, paridade (filhos anteriores) e ganho excessivo de peso durante a gestação. "Uma mãe com oito anos de estudo e outra semi-analfabeta tem uma relação diferente com sua alimentação e a da criança. A obesidade nesse caso poderia ser minimizada se a mãe tivesse amamentado por um tempo maior e também se ela obtivesse um maior grau de informações", lembra.

Hoje, o Departamento de Nutrição Social e Aplicada do Instituto de Nutrição da UFRJ vem investindo em mais pesquisas neste segmento. Espera-se que até 2006 haja mais três doutorados e um mestrado, analisando a dinâmica do padrão de consumo na gravidez e no pós-parto, a auto-estima em mulheres após a gravidez e a amamentação como fator de proteção para o sobrepeso infantil.

Mais informações: e-mail gkac@gbl.com.br Fonte: Agencia USP de Notícias

Receita de Sucesso: Determinação, Inconformismo, Personalidade e Trabalho
Ana Paula Ruiz*

Eléu Magno Baccon é diretor de Operações de Recursos Humanos da Brasil Telecom, principal empresa de telecomunicações das regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil e dos Estados do Acre, Rondônia e Tocantins. Com mais de 5.000 funcionários, a empresa conquistou, em 2002, o prêmio Info Exame como Melhor Operadora de Telefonia Fixa.

Em sua ocupação atual, Eléu é responsável pela operação de recursos humanos da empresa, atuando em todas as filiais, inclusive nos escritórios comerciais do Rio de Janeiro e de São Paulo e da empresa Internet Br Turbo. Também é responsável pelos processos corporativos de Qualidade, Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Relações Trabalhistas e Sindicais, Programa de Reconhecimento, Programa de Incentivo à Força de Vendas e Times de Otimização de Processos Voltados à Melhoria de Performance de Indicadores de Resultados do Negócio.

Formado na área de Sistemas de Informação e em Administração de Empresas com MBA Executivo pela PUC/PR – Pontifícia Universidade Católica do Paraná e inglês fluente, Eléu é um exemplo de executivo que, com apenas 40 anos, já alcançou sucesso em sua vida profissional:

C&S - Há quanto tempo você está na Brasil Telecom e quais cargos já ocupou desde a sua entrada na empresa?
Eu tenho o que podemos chamar de uma "carreira completa e longa" na empresa, passando por muitos cargos, diferentemente do que se pratica atualmente. Hoje é comum para as pessoas buscarem atuar em muitas empresas em vez de se fixarem em apenas uma. Apesar de ter tido muitas oportunidades de deixar a Brasil Telecom, optei por permanecer na empresa e me especializar neste segmento. Ingressei na companhia em 1983, como estagiário, ainda na antiga Telepar, em Londrina – PR, hoje filial da Brasil Telecom, atuando no desenvolvimento de sistemas voltados para o monitoramento e o acompanhamento de defeitos na rede telefônica. Minha área de atuação, portanto, era a de Tecnologia da Informação, ou como era chamada anteriormente, Tecnologia em Processamento de Dados, pois era este o curso superior que eu fazia na época.

C&S – Você teve alguma experiência profissional em outra área além da Tecnologia da Informação e de Telecomunicações?
No início da minha carreira profissional, como tinha dificuldades para custear a minha primeira faculdade, atuei no setor bancário, trabalhando em agência por quase um ano e meio. Na ocasião, passei por vários cargos, de office-boy a encarregado de uma das áreas da agência.

C&S – Quais foram as suas principais realizações profissionais?
Tenho uma carreira de 18 anos na área de Telecomunicações, desenvolvida na Brasil Telecom, na TeleCentroSul e na Telepar, sempre atuando na gestão estratégica de Recursos Humanos focada em negócios. Dentre minhas principais realizações profissionais, destaco:
- atuação junto ao boarding (diretoria da empresa) em processos de consolidação de incorporação societária, que resultaram na junção de dez empresas de telecomunicações em apenas uma
- condução de processos de downsinzing e transformação empresarial visando ao direcionamento para o negócio e para o mercado
- desenvolvimento e implementação do Projeto e-HR da Brasil Telecom, implantando o Portal de RH e uma solução de sistema integrado para os processos de recursos humanos da empresa
- gestão de processos de negociação sindical e trabalhista
- gestão nas áreas de Qualidade, Planejamento & Remuneração, Desenvolvimento Organizacional, Avaliação de Empresas, Comunicação Interna, Educação Corporativa, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Relações Trabalhistas & Sindicais, Recrutamento & Seleção e Administração de Recursos Humanos

C&S – Durante sua trajetória profissional, você já teve que abandonar algum plano de carreira?
Sim. Quando comecei a minha carreira profissional, acreditava que atuaria na área de Sistemas durante toda a minha vida. Após ter concluído o curso superior nesta área, desenvolvi profissionalmente algumas atividades de programação de computadores e análise de sistemas. Tive, então, a oportunidade de desenvolver sistemas para equipamentos de grande porte (mainframes), redes de computadores, sistemas client server (cliente servidor) e intranets. Tive a oportunidade de participar da implantação de uma das primeiras redes de computadores do Brasil, em 1992, com cerca de 4.000 pontos. Gerenciei equipes de projetos, desenvolvimento e manutenção de sistemas e grandes e pequenas equipes, e acho que consegui bons resultados.
Apesar de toda a tecnologia que estava à minha volta, comecei a perceber que as pessoas conseguiam mais ou menos êxito em suas carreiras não pela quantidade de informações que detinham, mas pelo nível de relacionamento profissional que conseguiam ter na empresa e no segmento. Este sentimento me deu um impulso para que eu migrasse para a área de Recursos Humanos, onde atuo até hoje.

C&S – Você já pensou em mudar de área de atuação alguma vez?
Consegui crescer no segmento de Telecomunicações e nunca precisei mudar de área. As oportunidades sempre surgiram para mim no momento certo.

C&S – Qual conselho você daria hoje aos jovens que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho?
Em primeiro lugar, nunca se contentem com as informações que são passadas nos cursos curriculares. Apesar de existirem grandes instituições de ensino no Brasil e no exterior, existe ainda uma grande distância entre o que se ensina nos bancos escolares e o que se pratica nas empresas. Dessa forma, uma boa solução é, tão logo quanto possível, buscar um estágio numa grande empresa. Se for bem aproveitado, este período pode ser muito importante como aprendizado para a carreira profissional que se sucederá.
Em segundo lugar, a persistência é muito importante.
Finalmente, nunca deixe de tentar boas oportunidades de trabalho, não se importe com a rejeição e tenha personalidade em seus contatos profissionais.

C&S – Você é um profissional de sucesso, um líder. Na sua opinião, existe algum lado negativo nisso, como um preço que você tem que pagar por ter chegado onde chegou?
Não vejo como um lado negativo, porque existem as compensações profissionais, mas a maior cobrança que se tem quando se alcança uma posição mais elevada em uma grande organização é a questão de agenda, principalmente para a vida pessoal. Tenho uma família maravilhosa, com quem gostaria de passar mais tempo. De qualquer forma, procuro compensá-los dando mais qualidade aos momentos nos quais estamos juntos.

C&S – Na sua opinião, quais as características que formam o perfil de um profissional de sucesso?
Na verdade, todo mundo conhece pelo menos um segredo de sucesso. Na minha opinião, o que faz as pessoas bem-sucedidas é uma dose de determinação, uma pitada de inconformismo, uma porção de personalidade e relacionamento interpessoal e muito trabalho.

C&S – Hoje em dia, se fala muito em competências. Quais são as competências que você julga essenciais para chegar ao sucesso?
Para se diferenciar no mercado de trabalho realmente são exigidas muitas competências dos profissionais. Entendo que três são imprescindíveis:
- iniciativa para buscar conhecimento e aprimoramento, enfim, desenvolvimento profissional e, principalmente, resultados
- abertura para mudanças; estar permanentemente preparado e aceitar mudanças de escopo, de propostas de trabalho e de rumos profissionais; ser reativo ao processo pode significar deixar de ser o agente de mudanças para se transformar no contexto que precisa ser modificado
- relacionamento interpessoal, o que permite conhecer e ser conhecido pelas pessoas; talvez esta seja a mais importante das competências comportamentais

C&S - Um profissional nasce líder ou pode se tornar um?
Depende. Existem diversas formas de liderança. Acredito que a liderança carismática, por exemplo, é um dom, ou seja, a pessoa já nasce com ela. Por outro lado, a liderança técnica pode ser desenvolvida na medida em que o profissional se especializa e seu conhecimento se transforma num importante diferencial no relacionamento com as pessoas e na condução da equipe.

C&S – Ter chegado ao topo do sucesso significa poder se dar ao luxo de parar de se preocupar com a sua atualização profissional?
De forma alguma! A atualização profissional é o oxigênio que precisamos em nossas carreiras. Abrir mão disto é se condenar à obsolescência e ao risco do desemprego. É natural que, na medida em que galgamos posições e aumentamos nosso grau de responsabilidade, tenhamos menos tempo para nos dedicar ao estudo e à atualização profissional. Contudo, devemos sempre tentar dar um jeito de encontrar um espaço no nosso dia para isso, mesmo que com sacrifícios.

C&S – Enfim, como você descreve o sucesso?
O sucesso não deixa de ter um grau de subjetividade, pois seu conceito pode variar de pessoa para pessoa, e também de temporalidade, porque quem é bem-sucedido hoje pode não ter o mesmo êxito amanhã. Invariavelmente, o sucesso é associado ao status social, às oportunidades de projeção na mídia, ao dinheiro, ao poder e à fama. Contudo, é importante lembrar também que o sucesso pode ser conseguido diariamente nas mínimas coisas, como desempenhar bem uma atividade no seu trabalho e se sentir satisfeito com isso.
Acredito que o sucesso é tudo isso, mas, o segredo mesmo, está na perenidade, ou seja, na perpetuação deste resultado pelo maior tempo possível.

C&S - Quais são os seus planos profissionais para o futuro?
Houve um tempo, quando eu tinha 25 anos, que achei que tinha chegado onde queria. Depois disso, minha vida profissional já mudou mais de dez vezes...
Residi em diversas cidades brasileiras, no Nordeste, no Centro e no Oeste do país, ocupando diversos cargos e conhecendo muitas pessoas. Apesar de me considerar realizado em meu cargo atual e na empresa em que trabalho, sempre me acostumei com a dinâmica do segmento de Telecomunicações. Nos momentos em que achei que nada mais aconteceria, muitas mudanças ainda estavam por vir. Assim, é natural pensar que muitas oportunidades ainda surgirão em minha carreira.

* Ana Paula Ruiz é editora do jornal Carreira & Sucesso.
Fonte: http://www.catho.com.br/jcs/

Pérolas do Enen

1) Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.

2) A harpa é uma asa que toca.

3) O vento é uma imensa quantidade de ar.

4) O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas.

5) Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.

6) Péricles foi o principal ditador da democracia grega.

7) O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades.

8) O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d'água.

9) A principal função da raiz é se enterrar.

10) A igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela.

Fonte: Internet

 
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