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Obesidade pós-parto
pode ser evitada com maior duração da
amamentação
Juliana Kiyomura Moreno
Após o parto, uma das preocupações
que a mulher costuma ter é a retomada de seu
peso anterior a gestação. Mas isso nem
sempre ocorre, seja por fatores genéticos,
emocionais ou mesmo devido a uma alimentação
inadequada. Em seu doutorado, Fatores determinantes
da retenção de peso pós-parto
em um coorte de mulheres com nove meses de seguimento,
apresentado à Faculdade de Saúde Pública
(FSP) da USP, o nutricionista Gilberto Kac defende
a hipótese de que quanto maior a duração
do período de amamentação, menor
o risco de obesidade essa nova mãe terá.
Em seu trabalho, Kac
concluiu que para cada quilo que a mãe ganha
durante a gestação, 35% desse valor
fica retido após nove meses do nascimento do
bebê. "A natureza é sábia
porque a gordura acumulada será depois utilizada
na produção de leite. Assim, uma mãe
que amamenta apenas um mês pode, após
nove meses, ter três quilos a mais do que uma
que amamentou seis meses",
enfatiza.
"Apesar de tudo temos a cultura
de valorizar o pré-natal, mas este acompanhamento
acaba se finalizando após o nascimento do bebê.
Meu trabalho vem justamente afirmar que a assistência
da mãe pós-parto é tão
importante quanto no período anterior",
afirma Kac, que também é professor do
Instituto de Nutrição da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ao acompanhar durante 24 meses 479
mulheres usuárias de um Centro Municipal de
Saúde da região central do Rio de Janeiro,
Kac realizou uma avaliação periódica
utilizando o seguinte critério: participariam
do estudo mulheres entre 18 e 45 anos e com, no máximo,
30 dias pós-parto. O acompanhamento também
foi marcado durante os períodos de vacinas,
datas consideradas estratégicas por fazerem
parte da rotina obrigatória de imunização
do bebê.
A primeira entrevista foi realizadas
15 dias após o parto, a seguinte com dois meses
- período em que a criança tem de tomar
obrigatoriamente a vacina contra poliomelite -, a
terceira após os primeiros seis meses do bebê
- reforço da primeira dose contra poliomelite
- e a última aos nove meses, quando a criança
toma a vacina contra sarampo.
De acordo com Gilberto Kac,
a Organização
Mundial de Saúde (OMS) recomenda amamentação
exclusiva até o sexto mês. O aleitamento
pode continuar como um complemento da alimentação
até os dois anos de idade. Isso acaba por reduzir
as chances de mortalidade e também oferece
proteção máxima contra doenças,
principalmente diarréia e infecções
respiratórias.
Aplicabilidade
Estudos como o do pesquisador carioca podem ser aplicados
no sistema de saúde pública já
que 60% a 70% das mulheres gestantes utilizam-se do
Sistema Único de Saúde (SUS)
Uma média de 20% dessas mães
acompanhadas pela pesquisa acabou por ter alto nível
de retenção de peso, chegando até
sete quilos e meio acima do inicial. Isso se deve
ao fator idade, paridade (filhos anteriores) e ganho
excessivo de peso durante a gestação.
"Uma mãe com oito anos de estudo e outra
semi-analfabeta tem uma relação diferente
com sua alimentação e a da criança.
A obesidade nesse caso poderia ser minimizada se a
mãe tivesse amamentado por um tempo maior e
também se ela obtivesse um maior grau de informações",
lembra.
Hoje, o Departamento de Nutrição
Social e Aplicada do Instituto de Nutrição
da UFRJ vem investindo em mais pesquisas neste segmento.
Espera-se que até 2006 haja mais três
doutorados e um mestrado, analisando a dinâmica
do padrão de consumo na gravidez e no pós-parto,
a auto-estima em mulheres após a gravidez e
a amamentação como fator de proteção
para o sobrepeso infantil.
Mais informações:
e-mail gkac@gbl.com.br Fonte: Agencia USP de Notícias

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Receita
de Sucesso: Determinação, Inconformismo,
Personalidade e Trabalho
Ana Paula Ruiz*
Eléu Magno Baccon é diretor de Operações
de Recursos Humanos da Brasil Telecom, principal empresa
de telecomunicações das regiões
Sul e Centro-Oeste do Brasil e dos Estados do Acre,
Rondônia e Tocantins. Com mais de 5.000 funcionários,
a empresa conquistou, em 2002, o prêmio Info Exame
como Melhor Operadora de Telefonia Fixa.
Em sua ocupação atual, Eléu é
responsável pela operação de recursos
humanos da empresa, atuando em todas as filiais, inclusive
nos escritórios comerciais do Rio de Janeiro
e de São Paulo e da empresa Internet Br Turbo.
Também é responsável pelos processos
corporativos de Qualidade, Saúde, Segurança
e Meio Ambiente, Relações Trabalhistas
e Sindicais, Programa de Reconhecimento, Programa de
Incentivo à Força de Vendas e Times de
Otimização de Processos Voltados à
Melhoria de Performance de Indicadores de Resultados
do Negócio.
Formado na área de Sistemas de Informação
e em Administração de Empresas com MBA
Executivo pela PUC/PR – Pontifícia Universidade
Católica do Paraná e inglês fluente,
Eléu é um exemplo de executivo que, com
apenas 40 anos, já alcançou sucesso em
sua vida profissional:
C&S - Há quanto tempo você
está na Brasil Telecom e quais cargos já
ocupou desde a sua entrada na empresa?
Eu tenho o que podemos chamar de uma "carreira
completa e longa" na empresa, passando por muitos
cargos, diferentemente do que se pratica atualmente.
Hoje é comum para as pessoas buscarem atuar em
muitas empresas em vez de se fixarem em apenas uma.
Apesar de ter tido muitas oportunidades de deixar a
Brasil Telecom, optei por permanecer na empresa e me
especializar neste segmento. Ingressei na companhia
em 1983, como estagiário, ainda na antiga Telepar,
em Londrina – PR, hoje filial da Brasil Telecom,
atuando no desenvolvimento de sistemas voltados para
o monitoramento e o acompanhamento de defeitos na rede
telefônica. Minha área de atuação,
portanto, era a de Tecnologia da Informação,
ou como era chamada anteriormente, Tecnologia em Processamento
de Dados, pois era este o curso superior que eu fazia
na época.
C&S – Você teve alguma experiência
profissional em outra área além da Tecnologia
da Informação e de Telecomunicações?
No início da minha carreira profissional, como
tinha dificuldades para custear a minha primeira faculdade,
atuei no setor bancário, trabalhando em agência
por quase um ano e meio. Na ocasião, passei por
vários cargos, de office-boy a encarregado de
uma das áreas da agência.
C&S – Quais foram as suas principais
realizações profissionais?
Tenho uma carreira de 18 anos na área de Telecomunicações,
desenvolvida na Brasil Telecom, na TeleCentroSul e na
Telepar, sempre atuando na gestão estratégica
de Recursos Humanos focada em negócios. Dentre
minhas principais realizações profissionais,
destaco:
- atuação junto ao boarding (diretoria
da empresa) em processos de consolidação
de incorporação societária, que
resultaram na junção de dez empresas de
telecomunicações em apenas uma
- condução de processos de downsinzing
e transformação empresarial visando ao
direcionamento para o negócio e para o mercado
- desenvolvimento e implementação do Projeto
e-HR da Brasil Telecom, implantando o Portal de RH e
uma solução de sistema integrado para
os processos de recursos humanos da empresa
- gestão de processos de negociação
sindical e trabalhista
- gestão nas áreas de Qualidade, Planejamento
& Remuneração, Desenvolvimento Organizacional,
Avaliação de Empresas, Comunicação
Interna, Educação Corporativa, Saúde,
Segurança, Meio Ambiente, Relações
Trabalhistas & Sindicais, Recrutamento & Seleção
e Administração de Recursos Humanos
C&S – Durante sua trajetória
profissional, você já teve que abandonar
algum plano de carreira?
Sim. Quando comecei a minha carreira profissional, acreditava
que atuaria na área de Sistemas durante toda
a minha vida. Após ter concluído o curso
superior nesta área, desenvolvi profissionalmente
algumas atividades de programação de computadores
e análise de sistemas. Tive, então, a
oportunidade de desenvolver sistemas para equipamentos
de grande porte (mainframes), redes de computadores,
sistemas client server (cliente servidor) e intranets.
Tive a oportunidade de participar da implantação
de uma das primeiras redes de computadores do Brasil,
em 1992, com cerca de 4.000 pontos. Gerenciei equipes
de projetos, desenvolvimento e manutenção
de sistemas e grandes e pequenas equipes, e acho que
consegui bons resultados.
Apesar de toda a tecnologia que estava à minha
volta, comecei a perceber que as pessoas conseguiam
mais ou menos êxito em suas carreiras não
pela quantidade de informações que detinham,
mas pelo nível de relacionamento profissional
que conseguiam ter na empresa e no segmento. Este sentimento
me deu um impulso para que eu migrasse para a área
de Recursos Humanos, onde atuo até hoje.
C&S – Você já pensou
em mudar de área de atuação alguma
vez?
Consegui crescer no segmento de Telecomunicações
e nunca precisei mudar de área. As oportunidades
sempre surgiram para mim no momento certo.
C&S – Qual conselho você daria
hoje aos jovens que buscam uma oportunidade no mercado
de trabalho?
Em primeiro lugar, nunca se contentem com as informações
que são passadas nos cursos curriculares. Apesar
de existirem grandes instituições de ensino
no Brasil e no exterior, existe ainda uma grande distância
entre o que se ensina nos bancos escolares e o que se
pratica nas empresas. Dessa forma, uma boa solução
é, tão logo quanto possível, buscar
um estágio numa grande empresa. Se for bem aproveitado,
este período pode ser muito importante como aprendizado
para a carreira profissional que se sucederá.
Em segundo lugar, a persistência é muito
importante.
Finalmente, nunca deixe de tentar boas oportunidades
de trabalho, não se importe com a rejeição
e tenha personalidade em seus contatos profissionais.
C&S – Você é um profissional
de sucesso, um líder. Na sua opinião,
existe algum lado negativo nisso, como um preço
que você tem que pagar por ter chegado onde chegou?
Não vejo como um lado negativo, porque existem
as compensações profissionais, mas a maior
cobrança que se tem quando se alcança
uma posição mais elevada em uma grande
organização é a questão
de agenda, principalmente para a vida pessoal. Tenho
uma família maravilhosa, com quem gostaria de
passar mais tempo. De qualquer forma, procuro compensá-los
dando mais qualidade aos momentos nos quais estamos
juntos.
C&S – Na sua opinião, quais
as características que formam o perfil de um
profissional de sucesso?
Na verdade, todo mundo conhece pelo menos um segredo
de sucesso. Na
minha opinião, o que faz as pessoas bem-sucedidas
é uma dose de determinação, uma
pitada de inconformismo, uma porção de
personalidade e relacionamento interpessoal e muito
trabalho.
C&S – Hoje em dia, se fala muito em
competências. Quais são as competências
que você julga essenciais para chegar ao sucesso?
Para se diferenciar no mercado de trabalho realmente
são exigidas muitas competências dos profissionais.
Entendo que três são imprescindíveis:
- iniciativa
para buscar conhecimento e aprimoramento, enfim, desenvolvimento
profissional e, principalmente, resultados
- abertura para mudanças; estar permanentemente
preparado e aceitar mudanças de escopo, de propostas
de trabalho e de rumos profissionais; ser reativo ao
processo pode significar deixar de ser o agente de mudanças
para se transformar no contexto que precisa ser modificado
- relacionamento interpessoal, o que permite conhecer
e ser conhecido pelas pessoas; talvez esta seja a mais
importante das competências comportamentais
C&S - Um profissional nasce líder
ou pode se tornar um?
Depende. Existem diversas formas de liderança.
Acredito que a liderança carismática,
por exemplo, é um dom, ou seja, a pessoa já
nasce com ela. Por outro lado,
a liderança técnica pode ser desenvolvida
na medida em que o profissional se especializa e seu
conhecimento se transforma num importante diferencial
no relacionamento com as pessoas e na condução
da equipe.
C&S – Ter chegado ao topo do sucesso
significa poder se dar ao luxo de parar de se preocupar
com a sua atualização profissional?
De forma alguma! A
atualização profissional é o oxigênio
que precisamos em nossas carreiras.
Abrir mão disto é se condenar à
obsolescência e ao risco do desemprego. É
natural que, na medida em que galgamos posições
e aumentamos nosso grau de responsabilidade, tenhamos
menos tempo para nos dedicar ao estudo e à atualização
profissional. Contudo, devemos sempre tentar dar um
jeito de encontrar um espaço no nosso dia para
isso, mesmo que com sacrifícios.
C&S – Enfim, como você descreve
o sucesso?
O sucesso não deixa de ter um grau de subjetividade,
pois seu conceito pode variar de pessoa para pessoa,
e também de temporalidade, porque quem é
bem-sucedido hoje pode não ter o mesmo êxito
amanhã. Invariavelmente, o sucesso é associado
ao status social, às oportunidades de projeção
na mídia, ao dinheiro, ao poder e à fama.
Contudo, é
importante lembrar também que o sucesso pode
ser conseguido diariamente nas mínimas coisas,
como desempenhar bem uma atividade no seu trabalho e
se sentir satisfeito com isso.
Acredito que o sucesso é tudo isso, mas, o segredo
mesmo, está na perenidade, ou seja, na perpetuação
deste resultado pelo maior tempo possível.
C&S - Quais são os seus planos profissionais
para o futuro?
Houve um tempo, quando eu tinha 25 anos, que achei que
tinha chegado onde queria. Depois disso, minha vida
profissional já mudou mais de dez vezes...
Residi em diversas cidades brasileiras, no Nordeste,
no Centro e no Oeste do país, ocupando diversos
cargos e conhecendo muitas pessoas. Apesar de me considerar
realizado em meu cargo atual e na empresa em que trabalho,
sempre me acostumei com a dinâmica do segmento
de Telecomunicações. Nos momentos em que
achei que nada mais aconteceria, muitas mudanças
ainda estavam por vir. Assim, é natural pensar
que muitas oportunidades ainda surgirão em minha
carreira.
* Ana Paula Ruiz é editora do jornal Carreira
& Sucesso.
Fonte: http://www.catho.com.br/jcs/ |
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Pérolas do Enen
1) Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.
2) A harpa é uma asa que toca.
3) O vento é uma imensa quantidade de ar.
4) O terremoto é um pequeno movimento de terras
não cultivadas.
5) Os egípcios antigos desenvolveram a arte
funerária para que os mortos pudessem viver melhor.
6) Péricles foi o principal ditador da democracia
grega.
7) O problema fundamental do terceiro mundo é
a superabundância de necessidades.
8) O petróleo apareceu há muitos séculos,
numa época em que os peixes se afogavam dentro
d'água.
9) A principal função da raiz é
se enterrar.
10) A igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela.
Fonte: Internet |
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