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14 de Fevereiro de 2005  


As notícias desta seção são oriundas do Jornal da FIEC, FIEC On Line e outras fontes

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Engenharia Alemã de Projeto de Construção de Poços e Tratamento de Água - Rudolf Wolf


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"O preço do sucesso é trabalho duro, dedicação à tarefa do momento e a determinação de dar o máximo de si
sempre, tanto nas vitórias como nas derrotas." Vince Lombardi

 

Um "Dink" por Dia Pode Manter Mulheres Mais Idosas Perspicazes
Por NICHOLAS BAKALAR

Não somente pelo vinho tinto, mas também o vinho branco, a cerveja e o conhaque parecem proteger contra o declínio mental em mulheres mais idosas, dois estudos novos constataram.

Os estudos são os últimos a encontrarem benefícios no “beber moderado”. Em um, os pesquisadores na Harvard University and Brigham e Women's Hospital acompanharam o consumo de álcool entre mais de 11.000 mulheres envolvidas no “Nurses' Health Study”, uma das maiores investigações de fatores de risco e das principais doenças crônicas nas mulheres.

Os pesquisadores identificaram as mulheres no estudo que tinham pelo menos 70 anos e avaliaram seu status mental usando vários testes da memória, da fluência verbal e de habilidades mentais gerais em um período de seis anos que começou em 1995.

As mulheres que os pesquisadores identificaram que consumiram cerca de uma bebida por dia (até 15 gramas do álcool, ou cerca de metade de uma onça), tiveram resultados do teste significativamente melhores - assim como que o seu desempenho mental, marcassem aproximadamente um ano e meio mais novo do que os que não bebiam e aqueles que beberam 15 a 30 gramas por dia.

O estudo foi publicado na edição de 20 de janeiro do “New England Journal of Medicine”.

Um segundo “paper”, publicado na edição de um de fevereiro de um do “American Journal of Epidemiology”, relatou resultados similares em um grupo de 4.461 mulheres.

O estudo, realizado pelo Dr. Mark Espeland e seus colegas no “Wake Forest University Baptist Medical Center em Winston-Salem, N.C.”, usou testes diferentes de habilidades mentais e encontrou que as mulheres que bebiam um "drink" por dia tiveram um desempenho mais alto do que aquelas que não beberam nada.

A razão pela qual o álcool parece ter este efeito benéfico é não está inteiramente clara, mas provavelmente ele é conectada às taxas significativamente mais baixas da doença cardiovascular entre bebedores moderados, um fenômeno que é sabido por algum tempo.

O álcool parece levantar níveis do colesterol H.D.L., conhecido como "o bom colesterol", e por baixar níveis de agentes coagulantes de sangue como o fibrinogênio.

Isto pode ajudar a impedir não somente ataques de coração, mas os derrames também pequenos, subclinicos que causam danos vasculares no cérebro e conduzem à deterioração mental.

As constatações têm implicações importantes para a saúde das mulheres, disse o Dr. Meir J. Stampfer, coordenador do estudo de Harvard. "Mesmo os níveis baixos de consumo de álcool, tão pouco quanto uma metade de um”drink” por dia, parecem ser benéficos,"disse o Dr. Stampfer em uma entrevista do telefone.

Para as mulheres que não bebem, o Dr. Stampfer disse que um coquetel ou uma taça de vinho ou cerveja com o jantar não é uma má idéia.

Mas, advertiu, "todos estão cientes da necessidade de se evitar a recomendação do álcool em uma maneira que possa conduzir ao abuso”.

Um editorial que acompanhou o estudo de Harvard advertiu sobre o perigo de tornar-se excessivamente entusiástico sobre benefícios do álcool. O estudo indicou, teve grande fortalecimento em função de seu tamanho grande e metodologia rigorosa, mas pode não ter medido funcionamento mental em bastantes pontos a tempo de conseguir certeza absoluta sobre as mudanças na capacidade mental.

Dr. Espeland também pediu cuidado

"Estudos mais focalizados e mais controlados devem ser feitos”, disse, antes que os “não bebedores” sejam incentivados a começarem a beber. O Dr. Stampfer tem um outro interesse: o beber moderado pode ligeiramente aumentar o risco do câncer de seio.

Ainda, disse ele, diversos estudos sugerem que este risco pode ser evitado ao se incluir bastante folato na dieta - aproximadamente 400 microgramas por dia, ou a quantidade de um multivitaminico típico.

Enquanto que a maioria de médicos entende que sugerir o álcool como parte de uma dieta saudável é demasiado perigoso, o Dr. Stampfer pensa que esta abordagem deve ser reavaliada. "A evidência para seus benefícios de saúde, para a prevenção tanto para a função cognitiva como para doença do coração, é demasiado forte para se ignorar”, disse.

"O grande desafio”, concluiu, "é fazer a recomendação na maneira correta”.
Fonte: nytimes.com

Erros de Português Podem Custar Uma Vaga no Mercado

Cristina Balerini*

Quantas línguas você fala? Essa é, invariavelmente, a pergunta que todo selecionador faz em uma entrevista de emprego. O domínio do inglês, e também do espanhol, já é exigido para praticamente todos os cargos. Em algumas empresas, há casos em que se pede outros idiomas, como alemão, francês e até japonês. Você certamente já passou por uma situação dessas - ou vai passar. Mas antes de sair em busca de um curso intensivo de idiomas para garantir uma vaga no mercado de trabalho, certifique-se de que você tem pleno domínio de um dos idiomas mais importantes - a sua língua, o português.

O português é uma língua difícil, sim, mas não impossível de ser dominada. Uma simples carta de apresentação pode conter erros que minarão qualquer chance de conquistar a tão sonhada vaga. Acredite: o fraco domínio da língua é o principal fator de eliminação de candidatos, dizem os selecionadores. "Ninguém gosta de contratar um profissional que não fale ou escreva corretamente. O mercado está mais tolerante, mas dependendo da posição, erros são inaceitáveis - o profissional é um representante da empresa", avalia a consultora e vice-presidente do Grupo Catho, Inês Perna.

Segundo Inês, o mercado exige o domínio da língua inglesa. Por outro lado, o português é um idioma difícil, e bem ou mal as pessoas falam e escrevem. "Se elas gastarem muito tempo aperfeiçoando o português, podem não conseguir dominar um outro idioma. As pessoas não lêem como antigamente, e o domínio da gramática vem de estudo e leitura", avalia.

Embora apareçam mais freqüentemente entre os jovens, principalmente depois da chegada da Internet e da comunicação via e-mail, vícios de linguagem e erros gramaticais não são prioridade deles. Profissionais que ocupam cargos no alto escalão também costumam errar. O preenchimento de relatórios, por exemplo, é propício para todo tipo de erro. "Antigamente, quando cada diretor ou gerente contava com uma secretária, a falta de domínio da língua portuguesa não era tão levada em conta, afinal, quem precisava escrever corretamente era a secretária. Hoje isso mudou. Diretores, gerentes e supervisores dividem a mesma assistente, e começaram a colocar a mão na massa na hora de enviar relatórios, preparar documentos e enviar e-mails", comenta Carla Zindel, diretora da escola de idiomas Holding's.


Cresce a procura pelos cursos de português

Os deslizes com o idioma materno aparecem freqüentemente durante ligações telefônicas, reuniões formais com os clientes e entrevistas para um novo emprego. "O português é um idioma complexo, a norma culta é bastante diferente da língua normalmente falada e a falta de domínio do idioma pode comprometer a imagem profissional, colocando em dúvida a qualidade do trabalho", diz Carla. Para ela, a imagem projetada pelos funcionários é a realidade corporativa ercebida por clientes e concorrentes. "Nesse contexto, falar corretamente é imprescindível para o sucesso de uma organização, e os empregadores valorizam cada vez mais os funcionários que sabem se expressar com fluência", complementa.

E foi com base numa experiência própria, com um de seus clientes, que Carla decidiu criar o curso "Fluência em português", no qual profissionais de todas as áreas podem aperfeiçoar o uso da língua materna. No curso, que tem a duração de oito horas, as falhas e vícios de linguagem são identificados por meio de dinâmicas de grupo e simulações de rotinas de trabalho. "As aulas são ministradas nos formatos de um workshop, pois trabalhando com situações reais do mundo corporativo o professor consegue eliminar as possíveis resistências dos alunos em relação às aulas em português", explica Carla.

Além das apostilas, músicas e vídeos com comerciais de TV e discursos de políticos também fazem parte do material idático utilizado no decorrer do curso. A idéia é reunir uma ampla gama de exemplos dos erros mais comuns cometidos pelos brasileiros ao utilizarem a língua portuguesa. "As aulas são personalizadas de acordo com a necessidade de cada grupo", conta Carla. Para profissionais que atuam no setor de atendimento ao consumidor, por exemplo, o foco é na expressão oral, priorizando o uso correto da língua portuguesa para conversação, ensinando o aluno a expor suas idéias de forma clara. "O principal objetivo das aulas é ensinar o aluno a organizar bem as idéias antes de falar ou escrever, porque só assim é possível se expressar de forma clara e concisa, de acordo com a exigência do mundo profissional".


Má comunicação

Mais do que erros gramaticais, a má comunicação é um dos problemas mais comuns vivenciados pelos profissionais. Para o diretor do Instituto Canopus, Roberto Amado, o problema mais grave está na dificuldade de comunicação. A Canopus também realiza cursos de português com o intuito de capacitar os executivos a dominar, de maneira clara e objetiva, a arte da comunicação, apresentando os fundamentos básicos da redação, como objetividade e encadeamento das idéias.

"Oferecemos um curso maior, mais genérico, com duração de 12 horas, que abrange redação empresarial, elaboração de projetos, propostas e relatórios. É um treinamento aprofundado da comunicação escrita", diz Amado. O instrutor já vivenciou casos em que uma empresa fechou um pacote para seus funcionários porque eram muitos os problemas decorrentes da falta de comunicação adequada.

Ao procurar pelo curso, o futuro aluno passa por um teste para detectar o nível de domínio e conhecimento do idioma, como ocorre nos cursos de línguas. Ao final do curso é aplicado novamente o teste para verificar o índice de aproveitamento e retenção do conteúdo apresentado. "A falta de objetividade em uma comunicação escrita é a principal dificuldade encontrada pelos alunos que nos procuram. Nossa língua é pouco objetiva, valoriza a forma redundante, prolixa. E a chegada do e-mail, que privilegia uma comunicação mais rápida, está levando os profissionais a encontrarem dificuldades ainda mais fortes na hora de se comunicarem".

Segundo Carla, da Holding's, é na hora de redigir os textos - desde um formulário técnico a um e-mail -, que os empresários percebem que o português está fazendo falta. "Existe muita dificuldade na sintetização das informações. Na comunicação escrita é mais difícil perceber que se está falando errado. É na hora de falar que surgem as dúvidas, que podem comprometer seriamente o profissional em uma entrevista de emprego".

Carla comenta, ainda, que é nesse momento que as chances de impressionar o selecionador correm riscos mais sérios. "A insegurança por não saber se está falando corretamente, empregando os verbos no tempo certo e espeitando concordâncias, transparece no rosto da pessoa. Geralmente isso ocorre porque a pessoa, de tanto querer rebuscar seu português, comete ainda mais erros. E aí, essa insegurança é vista pelo selecionador como falta de capacidade".

Erros comuns, que à primeira vista podem parecer banais, como "fazem dez anos", em vez de "faz dez anos", podem comprometer a credibilidade do profissional e da empresa. "Por isso, o redator de documentos empresariais deve ler boa literatura, revistas especializadas e textos variados a fim de aprimorar a produção escrita", opina a professora de português Laurinda Grion, autora do livro "400 erros que os executivos cometem ao falar e redigir" (Editora Edicta).

Em seus cursos, Laurinda aborda tópicos como uso dos porquês, concordância, pontuação, verbos, colocação pronominal, crase, plural de substantivos e adjetivos, regência, recursos de estilo, ambigüidade, textos empresariais, entre outros itens. E Laurinda dá algumas sugestões: Dê preferência a frases curtas.

Use a ordem direta (sujeito + verbo + complemento verbal).

Preste atenção no ritmo do texto e nas regras gramaticais.

Tenha livros de gramática, dicionário e tira-dúvidas e os consulte.

Já em relação aos e-mails, os erros mais comuns, enumera Laurinda, são:

Mensagens prolixas.

Introduções em desuso como: "Venho por meio deste", "Visa a presente informar", "Pelo presente informamos", "Venho através deste informar".

Conexões defeituosas.

Erros gramaticais (crase, pontuação e concordância). Descuido com a aparência do texto (uso de abreviaturas como vc, q, tbm, qndo, pq, entre outras).

Erros mais comuns:

"Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: faz cinco anos / fazia dois séculos / fez 15 dias.
" Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: houve muitos acidentes / havia muitas pessoas / deve haver muitos casos iguais.
Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: entre mim e você / entre eles e ti.
" Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
" Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: por que (razão) você foi? / não sei por que (razão) ele faltou / explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
Nunca "lhe" vi. O pronome lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: nunca o vi / não o convidei / a mulher o deixou / ela o ama.
Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
* Cristina Balerini é jornalista do Grupo Catho, balerini@catho.com.br
Fonte: catho.com.br

Frases

''Mulher bonita e igual a tsunami: quando chega, vem fazendo onda. Quando vai embora, leva casa, carro e tudo o mais''.
Anonimo

 
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