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Jorge Parente - Presidente da Fiec
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Jorge
Parente: “A Alca é vital para a economia do Ceará.
Se nós não formos; eles virão para
cá” (foto:Stênio Saraiva)
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A
Alca é uma conseqüência do movimento da
economia global; um estágio mais avançado
do capitalismo. E, mesmo com o eventual adiamento da agenda
ou algum atraso no cronograma, a formação
de um bloco regional dessas proporções é
questão de sobrevivência na nova feição
econômica mundial.
A
Alca (Área de Livre Comércio das Américas)
vai agregar um mercado estimado em 800 milhões de
consumidores, vindos das 34 nações que devem
assinar o acordo a vigorar a partir de janeiro de 2005.
Por si só, o argumento já bastaria para justificar
a importância desse bloco.
Para
economias como a do Ceará, no entanto, os benefícios
da inserção podem superar — e muito — a simples
potencialização dos mercados. |
| “É
uma nova configuração do comércio internacional
e da própria globalização. A Alca é
básica e vital para a economia do Ceará. Se
nós não formos; eles virão para cá”,
vaticina Jorge Parente, presidente da Fiec (Federação
das Indústrias do Estado do Ceará). |
É verdade. Mesmo com o entrave na reta final
das negociações, a idéia de que a área
de livre comércio americana pode não virar realidade
é remota. Trata-se de uma conseqüência do movimento
da economia global; um estágio mais avançado do
capitalismo. E, mesmo com o eventual adiamento da agenda ou algum
atraso no cronograma, a formação de um bloco regional
dessas proporções é questão de sobrevivência
na nova feição econômica mundial. Nesse cenário,
a previsão do presidente da Fiec é certeira: se
as empresas cearenses não se prepararem para ocupar os
espaços, as estrangeiras virão e ganharão
parcelas preciosas do mercado. “O Ceará está-se
estruturando. Devemos fechar 2003 com o dobro das exportações
do ano passado”, projeta o dirigente.
As estimativas de Jorge Parente partem do bom desempenho
das vendas externas do Estado no primeiro semestre: foram US$
410 milhões até julho. Até dezembro, a perspectiva
é atingir a cifra de US$ 700 milhões. “O comércio
exterior representa apenas 1% do total exportado pelo País,
no Ceará. Se o PIB (Produto Interno Bruto) do Estado equivale
a 2,5%, é justo que tenhamos os mesmos 2,5% em exportações”,
compara.
Para o presidente da Federação das
Indústrias local, a implantação da Alca dará
mais “expressividade” às exportações cearenses.
“Ainda mais se considerarmos que dois terços das vendas
externas do Estado vão para os países da Alca. O
Ceará também sairá beneficiado com a adesão
do Brasil à área em função das vantagens
competitivas que tem em relação aos demais estados
do País”, avalia. Fazer direito a lição de
casa, porém, será determinante no processo. As empresas
exportadoras cearenses precisam estar preparadas para competir
e, para isso, vão precisar de mais tecnologia e mão-de-obra
qualificada. “Tecnologia, a gente compra. É cara, mas pode
ser adquirida. E quanto à mão-de-obra, também
está sendo preparada, por meio de ações do
Sistema Fiec”, afirma, otimista, o presidente da Federação.
(ACC)
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