
SUMÁRIO
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1. Apresentação |
03 |
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2. Introdução |
04 |
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3. Objetivos do Desenvolvimento |
05 |
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4. Premissas do desenvolvimento |
06 |
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5. Diretrizes para o Programa de
Desenvolvimento Econômico Cearense |
07 |
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6. Temas Estratégicos |
09 |
|
6.1.
Desenvolvimento Humano |
09 |
|
6.2.
infra-estrutura |
10 |
|
6.3. Financiamento
do Desenvolvimento |
11 |
|
6.4. Sistema de
Incentivo |
12 |
|
6.5. Promoção do
Ceará |
13 |
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Promoção da Imagem do Ceará |
14 |
|
Promoção das Exportações |
14 |
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Política de Promoção das Exportações dos Produtos Cearenses |
15 |
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7. Setores e atividades Estratégicas
para o Desenvolvimento Econômico |
19 |
|
7.1. Indústria |
19 |
|
Política de apoio e Indução ao
Desenvolvimento Industrial |
19 |
|
7.2. Mineração |
24 |
|
7.3. Turismo |
26 |
|
7.4. Política de
Apoio ao Comércio e Serviços |
29 |
|
Programa Gate Ceará |
30 |
|
7.5. Política de
Desenvolvimento do Agronegócio |
31 |
|
Política de Desenvolvimento Agrícola |
33 |
|
7.6. Política de
Apoio e Indução ao Desenvolvimento do Empreendedorismo e das Micros e Pequenas Empresas |
37 |
|
7.7. Política de
Valorização de Responsabilidade Social e Empresarial |
45 |
|
8. Política de Seletividade de
Atração de Investimentos (fundo de Desenvolvimento Industrial – FDI) |
51 |
|
8.1. Diretrizes
Básicas para a Concessão dos Benefícios do FDI |
51 |
|
8.2. Segmentos e
Cadeias Produtivas a serem atendidas pelo FDI |
51 |
|
8.2.1. Segmento
Produtivo |
51 |
|
8.2.2. Cadeia
Produtiva |
53 |
|
8.3. Regras Gerais
de Concessão |
55 |
|
8.3.1. Acesso à
solicitação do incentivo |
55 |
|
8.3.2. Pré-qualificação |
55 |
|
8.3.3. Modalidades
de concessão e critérios centrais de enquadramento |
56 |
|
8.3.4. Limites de
Concessão |
56 |
|
8.4. Outras
Modalidades de Concessão |
57 |
|
8.4.1. Estímulo à
certificação de qualidade |
57 |
|
8.4.2. Ampliação |
57 |
|
8.4.3. Recuperação
de empresas cearenses |
58 |
|
8.4.4.
Diversificação |
58 |
|
8.4.5. Sistema de
Acompanhamento e Monitoramento |
58 |
|
8.5. Metodologia
para cálculo do benefício |
59 |
|
8.5.1. Benefício
mínimo |
59 |
|
8.5.2. Benefício
adicional |
59 |
|
Pontuação |
59 |
|
8.6. Prazo do
Benefício |
61 |
|
8.7. Definição dos
Retornos |
62 |
|
8.8. Sistema de
Leilão |
62 |
|
9. Sistema de Pontuação para
Empreendimentos Turísticos |
63 |
O Ceará apresentou significativos progressos nos últimos anos, em
suas dimensões social, infra-estrutural e econômica. Um grande esforço inicial
de saneamento das finanças públicas, recuperação da capacidade de geração de
poupança e de investimentos do Estado a implementação contínua de uma
estratégia de captação e mobilização de iniciativas e recursos financeiros locais,
nacionais e internacionais e a sua aplicação em setores estratégicos nas
diversas áreas da realidade cearense, transformaram o panorama cearense de
forma definitiva.
As
realizações governamentais implementadas nos últimos anos, nas áreas
educacional, da saúde, da infra-estrutura e da agropecuária, tiveram
significativa repercussão sócio-econômica na vida dos cearenses.
No campo da economia, foram desenvolvidos esforços para a
aceleração da industrialização e de sua interiorização, que produziram taxas de
crescimento do produto industrial superiores, em muitos períodos, às dos demais
Estados brasileiros, gerando inclusive grandes avanços nas exportações,
principalmente de calçados e têxteis.
Como
conseqüência dessa ação continuada da promoção do desenvolvimento, a economia
cresceu, registrando melhoria contínua no Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH) e de outros 16 indicadores sociais da população do Estado.
Todos
esses avanços têm contribuído para uma imagem favorável do Ceará e do Governo
do Ceará no Brasil, elevando a credibilidade do Estado junto ao empresariado
nacional e às instituições financiadoras nacionais e internacionais, garantindo
o acesso contínuo a investimentos privados e a financiamentos de longo prazo.
Apesar
de todos esses aspectos favoráveis e da implementação de políticas públicas
consideradas adequadas por instituições internacionais, como o Banco Mundial, o
nível de qualidade de vida do cearense está ainda distante do desejado. As
melhorias introduzidas não foram suficientes para reduzir significativamente o
quadro de pobreza da população cearense e de atenuar as disparidades históricas
de renda inter-pessoais e inter-regionais no
Ceará.
O
grande desafio do Governo do Estado direciona-se no sentido de avançar na
mudança do perfil sócio-econômico do Ceará. No papel de indutor desse processo,
foram priorizadas ações que resultem na inclusão social de parcela
significativa da população que ainda permanece à margem do progresso obtido.
Nesse
sentido urgem iniciativas visando a expansão das
oportunidades de emprego e renda, a redução das desigualdades inter-regionais e
interpessoais, o uso racional dos recursos naturais, imprescindíveis para a
melhoria da qualidade de vida dos cearenses.
2. INTRODUÇÃO
A
abertura das economias e a globalização promoveram uma ruptura nos padrões de
competitividade que vigoravam no mundo das empresas e das regiões. Tal ruptura
foi acompanhada por reestruturações produtivas organizacionais orientadas por
novas estratégias empresariais. O choque nos preços relativos e a necessidade
de recomposição de custos e de competitividade das empresas fizeram
com que estas utilizassem estratégias adaptativas. Essas mudanças repercutiram
diretamente na vida das regiões, tornando-as mais vulneráveis
porém ativas no esforço próprio de preservação e busca do
desenvolvimento local. Os estados brasileiros não ficaram fora dessas
influências, daí resultando uma grande concorrência interestadual orientada por
estratégicas de desenvolvimento mais ativas, muitas vezes sustentadas por
concessões de incentivos fiscais.
Este
quadro mostra que uma característica marcante no processo recente de
desenvolvimento econômico brasileiro é que parte da responsabilidade da
política federal de desenvolvimento produtivo deslocou-se para os estados da
federação. O governo em nível estadual
passou a ter um papel mais importante em seu processo interno de
desenvolvimento, seja gerando condições e ambiente de retenção e atração de
investimentos ou apoiando e induzindo atividades econômicas, em especial no
segmento da indústria de transformação. As estratégicas estaduais que emergiram
em período recentes são diversas, e variaram em função da capacidade de
percepção das lideranças e formuladores de políticas locais, em relação à
complexidade dos problemas e desafios.
Nos
últimos quinze anos o Governo do Ceará tem perseguido uma estratégia de
desenvolvimento determinada pela necessidade de deslocar o eixo dinâmico da
economia, antes concentrado nos setores agropecuário e serviços tradicionais,
para os setores e segmentos da agropecuária, indústria e serviços que ofereçam
bens e serviços com valor agregado mais elevado. Os resultados dessa estratégia
tem sido a diversificação e a modernização da estrutura produtiva,
pautadas pela emergência de novos segmentos produtivos, especialmente na
agricultura irrigada e na tecnologia da informação, bem como pelo
adensamento e renovação de setores, como couro-calçadista, têxtil, confecções e
turismo. Vale lembrar, parte importante desses resultados foi obtida graças ao
empreendedorismo e às micro e pequenas empresas locais, que têm contribuído
para o fortalecimento do tecido sócio-produtivo.
Trata-se
de uma estratégia que vem exigindo, e deverá exigir, capacidade de poupança e
investimentos públicos na construção de uma infra-estrutura necessária ao novo
processo de desenvolvimento, assim como a criação de estímulos à aceleração dos
investimentos privados, industriais e agropecuários. Ao mesmo
tempo que esse esforço enfrenta os desafios institucionais e conjunturais
nacionais e internacionais, ele também deve aproveitar as janelas de
oportunidades criadas pelos impactos causados pela abertura econômica e pela
globalização sobre a geografia econômica e a matriz industrial brasileiras.
Esse aproveitamento tem em vista aumentar o grau e a qualidade de inserção da
economia e sociedade cearense dentro dos contextos nacional e internacional,
aumentando sua parcela na renda nacional e ocupando lugares de destaque no
universo dos indicadores sociais.
Deve-se considerar inicialmente que a natureza do desenvolvimento
não é desassociada de valores culturais e princípios adotados pela sociedade.
Nesse sentido, é importante que a natureza do desenvolvimento incorpore ou seja condicionada por princípios éticos, pela
responsabilidade social de seus agentes e pela busca do bem comum e vida digna
para todos.
O
Estado, por sua condição de importante agente da construção da sociedade e
indutor do desenvolvimento, deve promover padrões de desenvolvimento
compatíveis com esses valores.
Assim, considera-se fundamental a promoção do desenvolvimento do
Estado, com foco no cearense como beneficiário principal de seus frutos,
alicerçado em uma economia internacionalmente competitiva e solidária, baseado em
atividades sustentáveis, e com contínua redução de disparidades interpessoais
de renda e desconcentração regional das oportunidades econômicas.
Como
decorrência disso, são considerados objetivos do desenvolvimento econômico
cearense:
Reduzir os índices de pobreza no Estado;
Expandir as oportunidades de emprego e renda;
Combater as desigualdades inter-regionais e interpessoais;
Promover o aproveitamento sustentável dos recursos naturais;
Avançar
na melhoria da qualidade de vida.
4.
PREMISSAS DO DESENVOLVIMENTO
O novo modelo de desenvolvimento cearense deve basear-se nos
seguintes pressupostos:
competitividade, representando a capacidade
de setores estratégicos da economia de obter resultados superiores a seus
concorrentes no processo de competição;
sustentabilidade, representando o
compromisso com a convivência equilibrada com a natureza, a adoção de práticas
produtivas ecologicamente responsáveis e da gestão ambiental;
equilíbrio
espacial,
compreendendo uma distribuição mais equilibrada das atividades econômicas nas
diversas macroregiões do Estado, compatibilizado com suas vocações;
eqüidade
social,
significando progresso econômico associado à melhoria da distribuição de renda,
redução da pobreza e diminuição da parcela da população atualmente excluída dos
frutos do desenvolvimento;
solidariedade, reunindo o esforço
coletivo da sociedade, criando condições para que as populações menos
favorecidas encontrem meios de
subsistência, enquanto se habilitam à inserção no segmento mais moderno da
economia e a compartilhar os benefícios do progresso.
A mudança da economia real e presente do Estado em direção à visão
do Ceará que todos os cearenses desejam, requer a execução de plano de ação
definido segundo diretrizes estratégicas bem escolhidas, conforme se segue:
l
articular,
induzir e mobilizar os agentes econômicos e sociais para o desenvolvimento do
Ceará, incluindo fomento à formação de
parcerias com outros atores privados e/ou públicos;
l
contribuir
para a construção de ambiência favorável aos negócios, à inovação e à
competitividade empresarial, eliminando obstáculos
e empecilhos à abertura de novos negócios e reduzindo custos operacionais;
l atuar com transparência e
intensificar o fluxo de informações disponíveis para o cidadão;
l
apoiar
e articular programas de transferência de conhecimento e de tecnologia, bem
como de assistência técnica, industrial e rural para as micros, pequenas e
médias empresas e o trabalhador autônomo;
l apoiar a realização de estudos e
pesquisas sobre a realidade e as cadeias produtivas cearenses incluindo seus
elos faltantes;
l apoiar a transformação de
conhecimento científico em produtos e serviços;
l apoiar iniciativas de
capacitação, profissionalização e requalificação de mão-de-obra;
l
apoiar
o desenvolvimento da gestão empresarial de micro, pequenas e médias empresas;
l promover institucionalmente o Ceará
em nível nacional e internacional;
l utilizar o poder de compra
governamental como mecanismo indutor do desenvolvimento local;
l investir em infra-estrutura;
l proporcionar o acesso do micro e
pequeno empresário e do trabalhador autônomo
ao crédito, ao capital de risco e às formas de arranjos organizacionais
de incubação;
l promover parcerias com instituições
creditícias com vistas a direcionar o crédito para a modernização dos agentes
econômicos.
l Observar o equilíbrio
financeiro do Estado.
6. TEMAS ESTRATÉGICOS
Além das diretrizes gerais do desenvolvimento e das políticas
setoriais, existem temas que são também importantes para a concepção e a
implementação de um programa de desenvolvimento econômico, devido à relação
desse processo com todas as demais dimensões da sociedade, tais como:
•
Desenvolvimento
humano
•
Infra-estrutura
•
Financiamento
do desenvolvimento
•
Sistema
de incentivos
•
Promoção
dos produtos do Ceará
•
Responsabilidade
social
O desenvolvimento humano está associado à essência do desenvolvimento
sócio-econômico, porque o progresso econômico só produz os efeitos desejados
pela Sociedade se tiver o ser humano como seu foco e beneficiário principal.
Ele compreende, de acordo com a contribuição da UNESCO, as dimensões de:
(i)
aprender
a ser,
(ii)
aprender
a conhecer,
(iii) aprender a fazer e
(iv) aprender a transformar.
Em vista disso, o desenvolvimento humano pressupõe o apoio ao
engrandecimento do ser humano desde seu nascimento e por toda a sua vida social
e produtiva.
Enquanto isso envolve uma série ampla de instrumentos, mecanismos
e instituições, como a família, a escola, a igreja, as entidades comunitárias,
a empresa e o governo, dentre outras, os aspectos mais diretamente ligados ao
desenvolvimento econômico são: a educação formal e a educação profissional.
A educação, associada à família e outras instituições, constrói os
valores e princípios éticos, pilares da Sociedade, e proporciona conhecimento
básico e especializado necessário ao crescimento individual na vida pessoal,
social e produtiva dos indivíduos.
A educação
profissional proporciona aos indivíduos condições para o acesso ao emprego e às
oportunidades proporcionadas pelo desenvolvimento, ao mesmo tempo em que eleva
a produtividade e a eficiência do sistema produtivo.
Por
essa razão, são recomendadas a priorização das ações nesse campo e a definição
de uma política orientada pelos seguintes aspectos:
a)
aumentar a efetividade das ações de educação para o trabalho pela articulação
com a educação em geral, associando profissionalização à alfabetização
contextualizada e ao ensino supletivo;
b)
direcionar a educação e a capacitação profissional para:
• o atendimento das
demandas presentes do mercado;
• as demandas futuras
decorrentes das tendências de mercado e da implantação de empreendimentos
incentivados pelas políticas públicas;
• a promoção de habilidades
e talentos de aplicação em múltiplas oportunidades de emprego e trabalho
(liderança, trabalho em equipe, informática, administração do tempo, etc.).
c)
disseminar a cultura empreendedora;
d)
incentivar a oferta de estágios públicos e privados;
e)
coordenar e articular as ações de qualificação das entidades formadoras de
mão-de-obra no Estado;
f)
disseminar e valorizar a certificação de competências de oportunidades moduladas
de qualificação;
g) promover a elaboração do
Plano Anual de Ações de Educação profissional, através de processo negociado e
de efetiva participação do Governo, empresários e trabalhadores.
Nos últimos, anos o Governo
do Estado investiu, em parceria com o Governo Federal e Agências multilaterais,
em infra-estrutura, colocando o Ceará em posição de destaque na região,
ofertando ao cidadão
e aos investidores recursos hídricos bem geridos, saneamento
básico nas cidades de médio e grande porte, estradas, energia elétrica, gás
natural, comunicação, aeroporto moderno e porto competitivo aliado a um
complexo industrial portuário pronto para receber investimentos privados
estratégicos.
Dessa forma, considera-se
que esse é um diferencial importante para atração de investimento e
determinante numa análise comparativa com outros estados próximos e deve ser
utilizado como instrumento importante no convencimento de investidores
potenciais.
Quanto a oferta de infra-estrutura específica
para cada empreendimento tais como disponibilização de terrenos ou galpões
industriais, acesso, energia elétrica, gás natural, comunicação, fornecimento
de água bruta ou tratada, tratamento de efluentes industriais e outros, a
concessão será regida por critérios que priorizem:
-
intensiva
em geração de emprego
-
posicionamento espacial estratégico
-
volume
de investimento no projeto
-
compatibilidade com as cadeias produtivas e seus elos
-
inovador
e transferidor de tecnologia (EBT’s)
-
potencial
de adensamento dos clusters regionais
-
capacidade
indutora de exportação
-
viabilizadora da expansão direta das possibilidades comerciais e do acesso a
novos mercados
-
impacto sobre a demanda por matérias-primas,
insulso (inclusive energia elétrica) e serviços locais
-
responsabilidade social
e ambiental.
O desenvolvimento econômico requer fontes de financiamento
estáveis e de longo prazo para apoiar os investimentos em infra-estrutura,
reposição e expansão do aparelho produtivo e para a implementação de ações em
campos estratégicos como o da ciência e tecnologia, assistência técnica,
educação profissional, além de outras. As atividades produtivas e comerciais
necessitam de crédito para o giro de seus negócios, a prazo e juros adequados.
O Governo tem relevante papel a desempenhar, nesse particular,
porque pode contribuir para a formação da poupança agregada da economia
cearense pela geração de superávits
correntes. A prática de uma adequada gestão orçamentária tem ainda como efeitos
subsidiários a criação de capacidade de pagamento para
a obtenção de investimentos e a construção de credibilidade junto a
financiadores e investidores nacionais e internacionais.
Associada a essa questão, está ainda a
necessidade de conceber e implementar um sistema seletivo de incentivos, para
não comprometer a capacidade de investimento do Estado.
Além de sua própria contribuição para a geração de poupança, o
Estado pode captar recursos para investimentos em setores prioritários e
realizar um esforço de articulação de outras fontes institucionais, públicas e
privadas, de investimento de risco e de crédito, para o financiamento das
necessidades empresariais.
Em
particular, deve promover o acesso ao crédito de micro,
pequenas e médias empresas, produtores agrícolas, artesãos e
trabalhadores autônomos e empresas do setor informal, associado a ações de
capacitação gerencial e assistência técnica.
Outras
medidas de articulação institucional e de promoção de mecanismos inovadores
nesse campo podem ser adotadas, como exemplificadas a seguir:
·
incentivar
a aplicação de excedentes privados em investimentos locais, pela atração de
investimentos em empreendimentos no Ceará;
·
articular
o financiamento de investimentos privados por fundos de instituições
multilaterais e agentes financiadores nacionais;
·
criar
mecanismos (seguro de crédito, fundos de aval, etc.) para facilitar o acesso ao
crédito para investimentos;
·
envidar
esforços para que a aplicação das exigibilidades obrigatórias dos depósitos
ocorra de forma regionalizada;
·
estimular
a difusão da sistemática de crédito integrado na cadeia produtiva;
·
fortalecer
a estrutura já existente de projetos de captação de recursos dos fundos
setoriais.
O
sistema de incentivos é mecanismo de elevada importância para o desenvolvimento
econômico do Estado. No entanto, para otimização dos recursos disponíveis há
necessidade de uma maior seletividade dos investimentos.
Quanto ao ajustamento do
sistema às novas diretrizes do desenvolvimento econômico e setorial, o sistema
de incentivos fiscais vigente deve ser analisado para verificar em que medida
proporciona estímulos efetivos para a implantação e/ou atração de
empreendimentos que apresentem contribuição relevante para:
• geração de empregos
diretos e indiretos;
•
desenvolvimento das micro, pequena e média empresas e
à criação de oportunidades para o primeiro emprego;
• utilização de
matérias-primas locais;
• produção de elevado
impacto socio-econômico;
• descentralização e a
interiorização regional do desenvolvimento;
• fortalecimento e a
consolidação das cadeias produtivas;
• indústria de base, de base tecnológica, de biotecnologia e de
tecnologia da informação.
• transferência de
tecnologia para empresas cearenses.
Além
disso, é muito importante que a concessão de incentivos e de apoio às empresas
entrantes no mercado cearense leve em conta os efeitos sobre as condições de
concorrência com as empresas locais já instaladas e o grau de responsabilidade
social demonstrado pelos novos empreendimentos.
O tema da promoção do Ceará
envolve iniciativas nos seguintes campos:
a) promoção
da imagem institucional do Ceará;
b) promoção do turismo;
c) promoção das
exportações;
d)
promoção de investimentos de empreendedores nacionais ou internacionais.
O
primeiro passo da política de promoção do Ceará é o de uma clara definição do
Ceará que se quer promover: a imagem, os produtos e serviços da economia a
serem exportados, os componentes das vantagens para o turismo, as atividades e setores que devem ser beneficiados com novos
investimentos de empreendedores externos, além de outras definições
estratégicas.
Neste
sentido, a promoção do Ceará significa mostrar o que temos de bom, de atrativo
e de vantagens comparativas e competitivas, além de realçar a identidade do
povo cearense e sua cultura - a “cearensidade”.
É
necessário ainda pensar o Estado como um produto, no sentido mercadológico,
começando com a construção da sua imagem, que deve se tornar uma marca com
identidade e valor agregado próprio, passando pela definição da mensagem a ser
veiculada, formatada para
mercados e públicos alvos definidos para cada tipo de objetivo.
Desse
modo, a promoção do Ceará, em suas diversas dimensões, será mais consistente e
se beneficiará da sinergia entre suas diversas formas.
è
Promoção da Imagem do Ceará
Esta dimensão compreende
projetos e ações para a construção e valorização da imagem do Ceará, da qual se
beneficiariam todas as outras formas de promoção. A promoção da imagem
envolveria, dentre outras, ações de comunicação social baseadas em
características dos cearenses, de seu Governo e de seu desenvolvimento,
realçando, por exemplo, experiências e resultados bem sucedidos; ações
promocionais de participação em feiras, eventos e encontros culturais e
científicos; divulgação jornalística fora do Ceará de eventos realizados no
Estado; divulgação eletrônica de informações do Estado; revisão da estrutura
atual do governo para promoção do Ceará.
A promoção
das exportações cearenses deve estar sincronizada com a de promoção da imagem do Ceará,
observar as políticas setoriais para melhorar a qualidade, incorporar
tecnologia e agregar valor. Para tanto, deverá desenvolver cinco vertentes:
I)
redução do custo de produzir;
II) redução
do custo para exportar;
III) remoção
das barreiras para exportação;
IV) uma
promoção comercial mais agressiva; e
V) organização
dos agentes produtivos. Dada a política nacional, haveria um espaço para o
Estado exercer um papel relevante na animação do setor exportador local,
oferecendo um locus de interlocução com o setor, de articulação de interesse,
de formatação de políticas de apoio a segmentos específicos, de aglutinação de
ações e de suporte à capacitação empresarial para exportar.
Uma política para promoção
das exportações cearenses deverá contemplar o que se segue:
a) diversificar
a pauta no sentido de bens manufaturados e do destino das exportações
cearenses;
b) aumentar
o volume das exportações, através da inserção contínua de pequenas e médias
empresas, cooperativas e consórcios de empresas no mercado externo;
c) divulgar
os produtos e potencialidades cearenses nos mercado internacionais;
d) desenvolver
uma estratégia de crescimento e consolidação das exportações, buscando diminuir
a ocorrência de exportações episódicas.
A política estadual de
promoção às exportações seria instrumentalizada por meio dos seguintes programas:
a)
programa de incentivo para empresas exportadoras através de diversas fontes de recursos, inclusive
do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI);
b) programa de
capacitação de pequenas e médias empresas para atuação no mercado internacional
(ação envolvendo entidades parceiras da Comissão de Comércio Exterior do Ceará
- CCE);
c) programa de promoção
comercial, através da participação em feiras, organização de missões
empresariais, marketing, entre outros;
d) programa de formação
de inteligência comercial, isto é, de um núcleo de especialistas, profissionais
e pesquisadores capazes de formular e executar estratégias comerciais, tendo em
vista a descoberta e a divulgação de
novas oportunidades de exportação de produtos cearenses, a identificação e o
estímulo à inserção dos produtos estaduais em novos mercados, bem como a
antecipação de tendências no cenário internacional;
e)
programa de criação do Ceará Export,
compreendendo a instalação de centro de promoção de negócios do Ceará, agência
voltada para o apoio aos empresários na promoção do comércio exterior, de
investimentos e do turismo.
Ü
Política de Promoção das
Exportações dos Produtos Cearenses
As exportações dos produtos
do Estado do Ceará representam uma das diversas alternativas para a conquista
de novos mercados. O Estado precisa participar do esforço de promoção às exportações liderado pelo Governo Federal. A inserção de
novas empresas e novos produtos, aliado ao apoio aos exportadores já
existentes, resultará no incremento das exportações cearenses em 20% nos
próximos dois anos, e no aproveitamento de novas oportunidades de investimentos
e dos incentivos a serem criados para o desenvolvimento do Comércio Exterior
Brasileiro.
A política de promoção às
exportações cearenses terá como premissa básica criar instrumentos que
incentivem as exportações como um todo, principalmente das pequenas e médias
empresas do nosso Estado.
Considerando que a expansão
dos negócios internacionais tem crescido muito rápido nos países em
desenvolvimento, a política de promoção às exportações deverá fomentar projetos
de expansão comercial dos diversos segmentos, apoiados nos anseios das
lideranças empresariais, legitimados pelo setor privado, contando também com o
apoio da sociedade civil, de forma a garantir o fácil reconhecimento das ações
propostas. Neste sentido, deverá ser feito um trabalho objetivando o incremento
real das exportações do Estado, profundamente embasado nas vocações, nos
potenciais e nas necessidades da classe empresarial.
O Estado do Ceará necessita
de uma política que resulte não somente em maiores volumes de exportação, mas
em exportações de produtos com maior valor agregado. Para tanto, faz-se
necessário a aplicação de políticas macroeconômicas
adequadas, bem como políticas setoriais que propiciem a melhoria tecnológica e
da qualidade, do design, da embalagem, do marketing,a inserção permanente dos
produtos nos canais de distribuição e o incremento na agregação de valor dos
produtos exportáveis.
A Política de Promoção às
Exportações deve estar em perfeita sintonia com a promoção da imagem do Estado
do Ceará, objetivando a redução do custo de produção, do custo de exportação,
remoção das barreiras para exportar, uma promoção comercial mais agressiva e a
organização dos atores responsáveis pelo processo da exportação.
OBJETIVO
GERAL
Apoiar, incentivar,
orientar e acompanhar o empresariado do Estado na busca de mercados prioritários
e nichos de demanda para seus produtos, dando ênfase aos segmentos industriais
e cadeias produtivas já selecionadas, bem como promover e estimular as áreas de
atuação e empreendedorismo nas quais o Estado tenha reconhecido potencial e
vocação, assegurando assim, qualidade dos produtos e um diferencial de
competitividade indutor do sucesso no cenário das economias globalizadas,
difundindo e projetando a marca "made in Ceará".
PÚBLICO-ALVO
Cadeias produtivas:
Couro-Calçados, Têxtil-Confecção, Metal-Mecânico, Agroindústria,
Farmoquimica-Cosmético, Empresas de Base Tecnológica, Granito, Artesanato,
Carcinicultura; Empresas participantes de Consórcios de Exportação e Projetos
Setoriais Integrados de Promoção das Exportações; Órgãos de Classe, Embaixadas
e Câmaras de Comércio dos Países-Alvo, Associações, Cooperativas, Empresas Não
Governamentais, Ministérios e suas Agências (APEX, Braziltradenet, etc.),
Federações e Confederação Nacional da Indústria.
ESTRATÉGIAS
·
Realização
e/ou participação em missões, feiras e eventos, nacionais e internacionais, que
facilitem a ampliação da comercialização e divulgação dos produtos e serviços
dos setores econômicos do Estado;
·
Realização
de estudos prospectivos para identificação de mercados que apresentem nichos
específicos para segmentos priorizados pelo Estado do Ceará;
·
Criação
de condições para a melhoria da competitividade dos setores econômicos do
Estado, nos mercados nacional e internacional, através da promoção de
treinamento dos seus recursos humanos, consultoria e assessoramento técnico;
·
Definição
e execução de uma política agressiva de "marketing" dos produtos
cearenses, visando a conquista de novos mercados no
Brasil e no exterior;
·
Divulgação
e consolidação de uma marca dos produtos do Estado nos mercados nacional e
internacional, aumentando a sua participação através de projetos de abertura de
mercado e promoção comercial;
·
Desenvolvimento
de uma cultura empresarial exportadora e empreendedora, através dos projetos
setoriais integrados de promoção das exportações (PSI's) e Consórcios de
Exportação existentes no Estado;
·
Desenvolvimento
de ações para o incremento das exportações do Estado, através da diversificação
da pauta de exportação de produtos manufaturados de maior valor agregado, e
ampliação da base exportadora, com a inserção permanente de pequenas e médias
empresas no mercado internacional;
·
Realização
e/ou participação de receptivo de missões internacionais interessadas no
intercâmbio comercial com empresas do Ceará;
·
Divulgação
do potencial sócio-econômico do Estado e seus produtos, em âmbito nacional e
internacional, através dos meios de comunicação, de feiras e
eventos e entidades parceiras;
·
Desenvolvimento
de ações estratégicas focadas na atração de investimentos estrangeiros e
oportunidades de negócios, objetivando o desenvolvimento do setor produtivo e
da cultura exportadora no Estado;
·
Fortalecimento
e fomento do desenvolvimento econômico do Estado em suas diversas vertentes,
através de ações indutoras, de impacto direto sobre os segmentos priorizados;
·
Identificação
e promoção de uma ampla rede de parcerias nacionais e internacionais, visando a captação de recursos e implementação de projetos conjuntos
para o desenvolvimento dos setores econômicos e para a internacionalização de
pequenas e médias empresas do Estado;
·
Desenvolvimento
de programas para a redução ou remoção das barreiras internas e externas à
exportação, propiciando incentivos e formas variadas de assistência a empresas
com potencial exportador;
·
Acompanhamento
às ações dos diversos fóruns de negociação comercial em nível nacional e
internacional (ALCA, União Européia, MERCOSUL, países emergentes etc.),
antecipando as ameaças e oportunidades para o Estado do Ceará;
·
Articulação
de parcerias para o desenvolvimento de um sistema de informação comercial para
atender especificamente às necessidades e demandas das empresas e de seus
produtos no mercado internacional;
·
Fortalecimento
das parcerias já existentes com as entidades da Comissão de Comércio Exterior
do Ceará - CCE, somando esforços para alavancar em 20% o crescimento das
exportações do Estado nos próximos dois anos, assegurando, ainda, ações
contínuas e permanentes para a consolidação da cultura exportadora e sua
interiorização no Estado, facilitando e promovendo as exportações cearenses;
·
Articulação
de parcerias com a APEX, com o Ministério das Relações Exteriores, e com o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, buscando sempre a
inclusão do Ceará e de seus produtos nas ações promocionais realizadas no
exterior pelos respectivos agentes;
·
Criação
de um ambiente favorável à parcerias entre órgãos não
governamentais - ONGs, Instituições de Classe, lideranças empresariais e outros
elementos da sociedade civil, buscando a construção de um processo
participativo, transparente, capaz de assegurar a sustentabilidade do
desenvolvimento econômico do Estado.
7.
SETORES E ATIVIDADES ESTRATÉGICOS PARA O
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
No
ano 2001, o setor industrial respondeu por 40,0% do PIB cearense e 18,2% da PEA
(População Economicamente Ativa), segundo o IPLANCE. Até recentemente tinha
como característica principal o beneficiamento de produtos primários. Com a
política de atração de indústrias promovida pelo Governo Estadual esse quadro
vem mudando, com o aumento da participação dos produtos industrializados.
Os
recentes avanços na infra-estrutura do Estado oferecem as condições necessárias
para um desenvolvimento industrial mais acelerado nos próximos anos.
Dessa
forma, propõe-se a continuidade do apoio ao setor, dando especial atenção aos
segmentos de indústrias estruturantes, indústrias de bem de consumo final e
seus componentes, empresas de base tecnológica, indústrias de reciclagem e
agroindústria, com ênfase nas cadeias produtivas locais e no suporte ao sistema
estadual de inovação.
Serão
considerados aspectos relevantes:
l Fomento
à implantação de micro, pequenas e médias empresas industriais
l Consolidação
do Complexo Industrial e Portuário do Pecém
l Promoção
da ciência e tecnologia como elemento estratégico de desenvolvimento industrial
l
Promoção da visão
industrial inovadora e empreendedora
Ü
Política
de Apoio e Indução ao Desenvolvimento Industrial
Esta
política será desenvolvida em complementaridade à política de incentivos que
visa a atração de investimentos. Entende-se por apoio
e indução a intervenção pontual e funcional do governo na promoção do
fortalecimento, da organização e da competitividade do sistema produtivo
industrial. Esse tipo de intervenção deverá ser executado em parceria com
outros agentes do sistema econômico, incluindo empresários e suas entidades de
classe, Universidades, Centros de Pesquisa, Organizações Não-Governamentais,
Prefeituras, Governo Federal e Instituições Multilaterais.
Compõem
esta política três modalidades, ou segmentos:
1.
SEI
- Sistema Estadual de Inovação (e sua aproximação com o sistema produtivo);
2.
Empresas de Base Tecnológica; e
3. Cadeias
Produtivas.
SISTEMA ESTADUAL DE
INOVAÇÃO: PESQUISA E DESENVOLVIMENTO - P&D,
DIFUSÃO DE TECNOLOGIA, CONHECIMENTO E CAPITAL HUMANO
O
sistema estadual de inovação - definido como a rede estadual
de instituições públicas e privadas (por exemplo: Universidades,
CENTEC/CVT, NUTEC, SENAI, FUNCAP etc.) cujas atividades e interações iniciam,
modificam e difundem novas tecnologias - constitui o "pano de fundo"
no qual o setor produtivo, em parceria com essas instituições, desenvolve e
coloca no mercado novos produtos, processos e serviços.
A expansão e consolidação do sistema estadual de inovação é de fundamental importância
para o desenvolvimento econômico do Estado do Ceará, pois o aumento da
competitividade, a agregação de valor sobre os produtos, processos e serviços e
a melhoria de qualidade das empresas locais é fortemente dependente da
interação dessas empresas com essa rede de instituições.
OBJETIVO GERAL
Promover
a expansão e consolidação do sistema estadual de inovação, bem como, incentivar
a intensificação de suas inter-relações com o setor produtivo local, através da
pesquisa e desenvolvimento, difusão de tecnologia e conhecimento e formação de
capital humano.
PÚBLICO-ALVO
Rede
estadual de instituições públicas e privadas cujas atividades e interações
iniciam, modificam e difundem novas tecnologias (Universidades, CENTEC/CVT,
NUTEC, SENAI, FUNCAP etc.).
ESTRATÉGIAS
·
Promover
a interação entre o CENTEC/CVT e o sistema produtivo em seu entorno,
direcionando projetos de pesquisa e extensão, consultoria customizada e outros
serviços de sua competência às empresas localizadas em suas regiões de atuação.
·
Ajustar
os programas de treinamento do CENTEC/CVT às necessidades e demandas
específicas locais e regionais.
·
Implantar
incubadoras de empresas nos CENTEC´s, CVT, Universidades e Institutos de P&D e ONGs do Estado.
·
Canalizar
os recursos da FUNCAP para atender às demandas específicas locais e regionais,
bem como, para incentivar programas de cooperação entre Universidades e
Empresas.
·
Promover,
em parceria com FIEC/IEL e SEBRAE, programas de integração
Universidade-Empresa, visando intensificar e aperfeiçoar as interrelações entre
as Universidades públicas e privadas do Estado e o setor produtivo.
·
Consolidar
e ampliar o PADETEC 1 e implantar o PADETEC 2 na UECE
.
EMPRESAS DE BASE
TECNOLÓGICA
Entende-se
por Empresa de Base Tecnológica aquela cujo ativo mais importante é uma nova
tecnologia de processo, de organização ou de produto. As Empresas de Base
Tecnológica - EBT´s cearenses focalizadas por esta política
são na sua maioria micro e pequenos empreendimentos, muitas vezes incubadas e
recém incubadas. O segmento mais expressivo conjunto das empresas de base
tecnológica no Ceará é o de Tecnologia de Informação - onde a maioria das
empresas nasceu e expandiu espontaneamente, sem o apoio da Incubação. O número
dessas empresas no Estado é expressivo, podendo chegar a 300 unidades. Inúmeras
dessas empresas têm inserção nacional e internacional (mercados da Itália,
Austrália e Colômbia) e algumas se tornaram focos de interesse do Capital de
Risco. O segmento de Tecnologia da Informação conta com o importante apoio do
Instituto de Software do Ceará - INSOFT, que mantém cerca de 60 associados.
A expansão e consolidação das Empresas de Base Tecnológica no
Ceará é de
fundamental importância para o desenvolvimento econômico local, devido o seu
enfoque calcado na inserção competitiva, cujos impactos são a alta agregação de
valor sobre os produtos e serviços e a melhoria de qualidade do crescimento
econômico do Estado.
OBJETIVO GERAL
Promover
atividades de alto valor agregado, ou de alta tecnologia.
PÚBLICO-ALVO
Incubadoras
e empresas incubadas, empresas não incubadas e projetos inovadores.
ESTRATÉGIAS
·
Ce@rá
Digital: estratégia para o desenvolvimento dos negócios de T. I;
·
Formação
e construção de Centros Tecnológicos: Centro Digital e Centro de
Telecomunicações;
·
Formação
e construção de núcleos tecnológicos com o objetivo de acolher e desenvolver
idéias e projetos inovadores: situados nos campus da UECE, URCA e UVA;
·
Estímulos
ao aumento da oferta e da qualidade dos recursos humanos, através por exemplo da abertura de vagas para professores doutores
efetivos e visitantes no Departamento de Computação da UECE;
·
Atração
de grandes empresas de base tecnológica, utilizando como mecanismos a oferta de
infra-estrutura e da concessão de incentivos do FDI;
·
Organização
e estruturação das EBT´s;
·
Apoio
à Rede de Incubadoras do Ceará;
·
Construção
de uma Base de Dados mostrando "quem é quem" no segmento de EBT´s;
·
Criação
de um Portal das EBT´s do Ceará;
·
Criação
ou participação de um Fundo de Capital de Risco voltado para Empresas de Base
Tecnológica;
·
Apoio
à formação de Centros ou Parques Tecnológicos para os segmentos da
farmoquímica, biotecnologia, fisioterápicos, etc., a exemplo do que está sendo
realizado para o segmento da Tecnologia da Informação;
·
Concessão
de Bolsas de Extensão, através da FUNCAP, para as EBT´s,
a fim de melhorar a capacitação inovativa dessas empresas;
·
Viabilização,
treinamento/intercâmbio na área industrial destinado a
executivos e técnicos obtendo como resultado a “Transferência de
Tecnologia” de centros mais avançados (Cérebros tecnológicos).
CADEIAS PRODUTIVAS
Cadeia produtiva é um complexo de atividades econômicas associadas
a uma certa especialidade. Dentro da
cadeia podem estar várias indústrias, e até setores, produzindo e trabalhando
de maneira convergente. A imagem caricatural desse complexo é a cadeia de elos
conectados desenvolvendo sucessivas etapas que terminam na produção de um determinado
bem ou serviço. O funcionamento ideal de
uma cadeia é que todos os elos sejam compatíveis em custos e tecnologia e que
todos se articulem de maneira sincronizada.
O problema é que normalmente o mercado, através do sistema de preços,
não é suficiente para produzir essa compatibilidade nem essa sincronização, o
que tem reclamado outros tipos de coordenação de caráter institucional.
As cadeias produtivas têm sido objeto de um trabalho profundo dos
organismos oficiais e de classe com o objetivo de promover as vantagens
competitivas das empresas e das regiões. O enfoque da coordenação das cadeias
produtivas tem norteado diversas ações no âmbito do Governo Federal, através de
órgãos tais como o MCT, MDIC, CNPq, FINEP, BN, BNDES, etc. Os governos estaduais
brasileiros também têm despertado para a importância de redirecionar suas
plataformas de política industrial, tendo o conceito de cadeia produtiva como
referencial de desenvolvimento.
Inserindo-se neste contexto, o Estado do Ceará e alguns
setores da iniciativa privada cearense começam a considerar os desafios e as
vantagens de promover ações que beneficiem o fortalecimento e o adensamento das
cadeias produtivas existentes no Estado.
OBJETIVO
GERAL
Estimular a organização das cadeias produtivas locais,
visando o aumento da eficiência e das vantagens competitivas.
PÚBLICO-ALVO
Cadeias produtivas: têxtil; confecções; couro-calçados;
móveis; metal-mecânica; construção civil; farmoquímica; cerâmica vermelha;
granito; eletro-eletrônica; tecnologia da informação (software); agroindústria.
ESTRATÉGIAS
·
Estimular
a criação de câmaras setoriais em parceria com a FIEC e o BN, visando:
a) a identificação de gargalos
e problemas estruturais
b) a complementariedade das
atividades produtivas
c) o aperfeiçoamento da política
industrial
·
Consolidar
um conjunto coerente de informações e análises sobre as cadeias produtivas
prioritárias do Ceará.
·
Inserir
o Ceará no Programa Nacional “Fórum de Competitividade” do MDIC, a exemplo do
que vem sendo realizado para os setores de construção civil e confecções.
·
Programas
Especiais de Competitividade, envolvendo assistência técnica, apoio logístico e
apoio na comercialização, em setores selecionados pelos critérios: (1) da perda
de competitividade e (2) da decolagem. Pela natureza desses programas o governo
do estado terá um envolvimento mais direto e concentrado. Estão dentro do
universo desses setores e segmentos, por exemplo:
a) caju
b) derivados de cana
c) flores
d) cerâmica vermelha
e) algodão
f) granito
g) etc.
·
Criação
de uma referência de qualidade no imaginário coletivo, ressaltando as
diferenças e valores dos produtos cearenses por meio de uma política de
marketing.
·
Criação
do Prêmio Estadual de Qualidade, Produtividade e Preservação do Meio Ambiente,
destacando no estado as empresas eficientes e cidadãs.
·
Identificação
e divulgação de oportunidades de investimento e negócios no Ceará,
conjuntamente com o fomento de estudos e prospecções de novos mercados para os
produtos locais.
·
Continuar
apoiando, de maneira firme, a participação das empresas locais nas feiras
locais, nacionais e internacionais, tal como vem sendo feito
com as empresas dos segmentos de software, confecções, couro/calçados, móveis,
farmoquímicos e cosméticos, frutas e flores.
·
Criação
de um Business Center na SDE, a fim
de facilitar a interação real e virtual dos empresários e investidores com a
realidade e potencialidades econômicas locais.
Considerando que o Estado do Ceará possui significativo potencial
em termos de recursos minerais, onde estão presentes as mais diversas cadeias
produtivas destes bens, propõe-se uma política com vista a estimular o aproveitamento
sustentável destes recursos, buscando dar ao setor privado outras oportunidades de investimento, e de ocupação
não agrícola às populações interioranas, contribuindo assim para melhorar as
condições de convivência no semi árido.
OBJETIVO:
Apoiar o desenvolvimento da atividade mineira, estimulando a
geração de emprego não agrícola no meio rural e periferias urbanas.
PÚBLICO-ALVO:
Contingente da população rural e urbana,
qualificada ou não, onde haja depósitos de bens minerais aproveitáveis.
ESTRATÉGIAS
·
Atualizar o conhecimento das ambiências
geológicas do Estado, através da elaboração de um mapa Geológico, em escala
compatível com o estágio atual do conhecimento;
l
Realizar um cadastro de todas as ocorrências
minerais do Estado, condensando os resultados dos estudos e pesquisas já realizadas;
l
Desenvolver um programa de pesquisa mineral, de
modo a ampliar a oferta de depósitos
minerais no Estado;
l
Estimular um programa de elaboração de atlas municipais, para dotar os municípios do conhecimento
de suas potencialidades e assim fazer surgirem elementos que permitam planejar
o desenvolvimento local;
l
Apoiar o fortalecimento das instituições de pesquisa,
públicas e privadas, que atuam no Estado;
l
Fomentar o surgimento de empreendimentos formais e informais,
para o aproveitamento de depósitos minerais como os de argila, areias,
calcários, rochas ornamentais e britáveis, lajes, gesso, rutilo, pegmatitos,
fosfato, platina, cobre, água, entre outros; desta forma, contribuir para a
criação de novos postos de trabalho nas zonas rurais e urbanas periféricas dos
municípios cearenses;
l
Articular com prefeituras municipais,
instituições financeiras e de desenvolvimento regional, a utilização de
instrumentos de crédito como o Fundo de Aval, linhas de crédito específicas e
programas especiais de fomento ao setor;
l
Fomentar a implantação de unidades industriais
de beneficiamento de lajes de calcário, quartzitos e arenitos, etc., bem como,
elaborar, executar e avaliar, no momento adequado um plano de apoio aos
produtores de lajes, contemplando questões como infra-estrutura de acesso, água
e energia elétrica, para que possa haver modernização em termos de lavra, beneficiamento,
gerando menos desperdícios e reduzindo os impactos ambientais;
l
Elaborar perfis econômicos de aproveitamento de
pequenos jazimentos incluindo processo de beneficiamento;
l
Realizar estudos de mercado, para avaliar o
consumo e a procedência das matérias primas da indústria da construção, nas
diversas regiões;
l
Buscar novos mercados, no país e no exterior,
para as rochas ornamentais e outros bens minerais;
l
Promover, as diversas cadeias produtivas do
setor, através da participação em feiras, congressos, e outros eventos, locais,
regionais, nacionais e internacionais, buscando envolver todos os elementos das
cadeias produtivas e contribuir para a participação da cadeia das rochas
ornamentais, no SINROCHAS, (São Paulo);
l
Conduzir missões de negócio pelo país e
exterior, no sentido de buscar novos mercados, para as diversas cadeias
produtivas da indústria da mineração ;
l
Estimular a difusão e o uso e de novas
tecnologias, nas áreas de pesquisa mineral, lavra e beneficiamento de bens minerais;
l
Capacitar gerencial e operacionalmente, as
populações de comunidades rurais e urbanas do interior, para o aproveitamento racional, de
recursos minerais;
l
Implantar um programa de capacitação envolvendo
todos os níveis hierárquicos das empresas que atuam na cadeia produtiva dos
bens minerais;
l
Articular parcerias com instituições públicas e
privadas, buscando melhor aproveitamento dos recursos humanos, técnicos e
financeiros disponíveis;
l
Buscar junto ao Congresso Nacional,
Ministério de Minas e Energia (Departamento Nacional da Produção Mineral),
Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio e instituições afins, soluções de problemas específicos da indústria
de mineração, como a comercialização ilegal e indiscriminada dos fósseis;
l
Articular junto às prefeituras municipais o uso
de pavimentação de vias urbanas e vicinais, com paralelepípedo, para desta
forma gerar emprego e renda não agrícola nos municípios;
l
Induzir a reativação, por associações de
trabalhadores rurais, de unidades produtoras de cal, hoje paralisadas, em
diversos municípios.
O
Turismo constitui-se como uma das mais importantes atividades sócio-econômicas
do Estado, contribuindo para geração de emprego e aumento do nível de renda da
população, decorrente de um esforço governamental para o seu desenvolvimento,
cujo impacto sobre o PIB do Estado foi de 7,5% em 2002.
A
atividade tem como característica mais destacada uma forte
interação entre os setores público e privado, uma vez que utiliza bens
coletivos naturais, culturais,
infra-estrutura, serviços públicos e recursos privados na
infra-estrutura específica, equipamentos e serviços.
Às
competências inerentes da administração pública – segurança, saúde e
saneamento, normas urbanística, defesa do consumidor, preservação e conservação
do meio natural, ordenamento territorial somam-se as responsabilidades e
liderança, sob diversas graduações, dos processos de: planejamento turístico;
implantação da infra-estrutura; pesquisas, estudos e informações; formação
turística; estímulo e apoio à criação e reestruturação de produtos e destinos;
divulgação, promoção, comercialização e comunicação; captação de investimentos;
apoio a manifestações e atividades turísticas e estabelecimento de normas e
regulamentação das atividades turísticas em mercados específicos.
O
papel da SETUR no turismo deve ser o de coordenar os diversos setores públicos
que o compõem, tanto verticalmente – administrações federal e municipal, como
horizontalmente – os órgãos setoriais da administração estadual, compete ainda, articular com os setores privados e a
sociedade, executar em parceria o processo de construção, operacionalização,
promoção e comercialização de produtos e destinos turísticos.
¨
Desenvolvimento
do Destino e Produto Turístico Ceará;
¨
Desenvolvimento
da Política de Marketing Turístico;
¨
Captação
de Negócios;
¨ Gestão em Parceria.
Ü
Política de Apoio e Indução
ao Desenvolvimento Turístico
Esta política esta baseada na coordenação dos diversos setores
públicos que o compõem, tanto verticalmente – administrações federal e
municipal, como horizontalmente – os órgãos setoriais da administração
estadual. Compete, ainda, articular com setores privados e a sociedade, a
viabilização e execução de parceria que efetivem o processo de construção,
operacionalização, promoção e comercialização de produtos e destinos
turísticos. Abaixo, breve descrição dos parceiros envolvidos:
¨ Ministérios e demais órgãos
da esfera Federal
¨ Secretarias de Estado
¨ Prefeituras Municipais
¨ Bancos de Investimento
¨ Fundos de Pensão
¨ Trade Turístico
¨ Entidades representativas
de classe
¨ Universidades
¨ Instituições
multisetoriais, etc.
OBJETIVO GERAL
Consolidar
o Ceará como um destino turístico nacional e internacional, mantendo e
estimulando a competitividade econômica, social e ambiental
e a rentabilidade dos investimentos públicos e privados, contribuindo para uma
sociedade com distribuição de riqueza mais eqüitativa e desenvolvida.
Objetivos Específicos
¨
Consolidar
e requalificar produtos e destinos turísticos.
¨
Desenvolver
a infra-estrutura adequada às necessidades do turismo.
¨
Valorizar
e integrar o patrimônio histórico e cultural do turismo.
¨
Conservar, valorizar e proteger o meio ambiente
como indutor da atividade turística.
¨
Interiorizar
o turismo, induzindo o desenvolvimento local e regional.
¨
Fortalecer
a capacidade municipal para o turismo.
¨
Captar
negócios e eventos turísticos.
¨
Captar
e garantir o fluxo turístico crescente e bem distribuído durante o ano.
¨
Promover
o destino Ceará, nos mercados segmentados nacionais e internacionais.
¨ Definir e
implantar a política de capacitação para o turismo através do planejamento e
articulação com as entidades de formação
e treinamento.
PÚBLICO-ALVO
O setor
privado de prestação de serviços formais e informais diretos ao turista,
associações, entidades de classe, prefeituras municipais e comunidades
receptoras do Estado do Ceará.
ESTRATÉGICAS
¨
Priorizar
os destinos e produtos turísticos com o maior potencial de resposta em curto e médio prazos em função do seu posicionamento no
mercado.
¨
Planejar
e criar destinos e produtos turísticos, com a finalidade de obter um maior
equilíbrio territorial e descentralização da atividade turística, nas áreas que
apresentam atrativos, mas ainda não apresentam fluxo significativo.
¨
Consolidar
os mercados conquistados, priorizando o mercado nacional e regiões que
apresentam melhor potencial emissivo.
¨
Incrementar
os mercados promissores internacionais, especificamente os que já dispõem de
vôos charters e linhas aéreas
regulares.
¨
Manter
e ampliar o funcionamento do Conselho Estadual do Turismo representado por
entidades e associações de classe, sindicatos, universidades, secretarias e
prefeituras, que se constitui no órgão consultivo e deliberativo das políticas
do turismo.
¨
Criar
a Câmara Técnica de Educação para definir a Política de Formação e Capacitação
Turística.
¨
Criar
a Comissão de Avaliação de Apoio a Eventos – CAAE, representada pelo Secretário
do Turismo, da Cultura, do Esporte e da Juventude, do Trabalho e
Empreendedorismo, do Desenvolvimento Econômico, da Agricultura e Pecuária do
Governo, para manifestar-se a cerca da participação e
apoio nos diversos eventos que venham a acontecer no Ceará, bem como fora do
Estado.
¨
Ampliar os estudos e pesquisas de oferta e
demanda turística dos mercados emissores e concorrentes, estudos sobre o
impacto na economia, na formação da cadeia produtiva e clusters em parceria com outros organismos.
¨
Estimular
a interiorização do turismo, valorizando os atrativos e a implantação de
empreendimentos turísticos e a realização de eventos.
¨
Atrair,
captar e promover negócios relacionados a realização
de eventos, mercados e investimentos.
¨
Viabilizar
a construção do Centro Multifuncional de Feiras e Eventos, com vistas a
incrementar o segmento de eventos e negócios.
¨
Criar
mecanismos de aproximação e divulgação dos projetos que necessitam de
investimentos/ financiamentos junto à grupos de
investidores, bancos e fundos de pensão.
¨
Apoiar
equipamentos turísticos de pequenos e médios portes, junto aos canais de
financiamento.
¨
Implantar
banco de dados de investimentos em desenvolvimento que necessitam de parceiros.
¨
Implementar
a política de marketing estabelecendo as ações de posicionamento do produto,
consolidação da imagem, segmentação de mercado, preços, produção, comunicação,
atração de fluxos e comercialização.
¨
Criar
o Portal Ceará.com,
em parceria com a iniciativa privada e demais órgãos governamentais, como um
canal de produção, divulgação e comercialização do produto turístico Ceará.
7.4. POLÍTICA DE APOIO AO COMÉRCIO E
SERVIÇOS
O setor
de comércio e serviços desempenha papel significativo na economia cearense,
haja vista sua participação no Produto Interno Bruto - PIB estadual, da ordem de
55%, ao esmo tempo que para sua dinamização torna-se necessário uma ação
conjunta da iniciativa privada com o Estado.
Com o
propósito de buscar o aperfeiçoamento e melhoria da competitividade dos setores
contemplados, esta política está fundamentada no apoio ao desenvolvimento
baseado numa abordagem estrutural e estratégica o que resultará, deste modo, no
fortalecimento do mercado interno, ampliação do número de empregos, elevação da
renda e redução das desigualdades sociais com reflexo na melhoria da qualidade
de vida da população.
Neste
contexto este trabalho pretende oferecer um estudo do funcionamento e
influência do setor de Comércio e Serviços no Estado do Ceará, formular
propostas para assegurar o suporte e consolidação das unidades existentes, bem
como o desenvolvimento norteado pelas carências mercadológicas, de novas
empresas que venham a atuar em áreas nesses setores.
OBJETIVO GERAL
Estimular
o desenvolvimento do setor de comércio e serviços através da implementação
de
um conjunto de ações consubstanciadas nas novas tendências que o mundo moderno
exige,
direcionando as proposições apresentadas para uma abertura de oportunidade de
crescimento
desse segmento na economia.
PUBLICO-ALVO
Unidades
dos setores do comércio e serviços, formais e informais, do Estado do Ceará.
ESTRATÉGIAS
•
Ampliar, através de Convênio com a FECOMÉRCIO, IPLANCE, SEBRAE e outros
organismos, estudos e pesquisas para conhecer com exatidão a dimensão do setor
no Estado.
•
Incentivar a participação das empresas comerciais e de serviços nos programas
de qualidade com vistas à obtenção de:
Ü
Redução
de custos;
Ü
Melhoria
das atividades do setor;
Ü
Aumento
da competitividade.
•
Estruturar a criação de um comitê estadual que atue na área de comércio e
serviços formado por representante das Entidades de classes, das Câmaras
Setoriais, das Secretarias e de sindicatos, que funcionará como canal de
comunicação entre o setor e o governo;
• Apoiar
as entidades de classe nos pleitos referentes à tributação do setor,
simplificando os procedimentos fiscais;
•
Estimular a interiorização de grandes empreendimentos
comerciais e de serviços visando regionalizar o comércio.
•
Criação no Estado de instrumentos que tornem o comércio e o setor de serviços
mais competitivos: Centrais de Distribuição; Entreposto Comercial/internacional
(Gate Ceará). Pólos de Comércio e Serviços.
•
Disponibilizar na internet espaço para promoção de produtos e serviços públicos
e da iniciativa privada (site SDE);
•
Incentivar a promoção de feiras e eventos objetivando fortalecer o turismo de
negócios.
•
Capacitação empresarial e de pessoal com ênfase na especialização tendo em
vista a ampla diversidade dos setores;
•
Promover o engajamento desses setores em programas de responsabilidade social.
Em
termos conclusivos, trata-se de atividades passíveis de aprimoramento,
possuindo forte interação com o binômio qualidade/produtividade, e que portanto enfocam o desenvolvimento de talentos humanos,
incentivando o treinamento e buscando a excelência como diferencial.
Considerando a localização geográfica estratégica do Estado e sua
eqüidistância dos principais mercados do hemisfério norte: (costa leste dos EUA
- Caribe e Golfo do México – costa oeste da Europa) e ao mesmo tempo da costa
oeste da África e MERCOSUL, o Programa objetiva a
promoção de logística integrada para apoio ao Comércio Exterior, assegurando a
ampliação da base exportadora/importadora do Ceará.
O Gate Ceará abrange:
Ø
A
operação de um sistema de transporte intermodal (portos, aeroportos, malha
rodo-ferroviária, Centrais de Distribuição de cargas - CDs, Centrais de
Abastecimento - CAs).
Ø
A
criação e gestão de um porto seco, fundamentado na entreposto
alfandegado de cargas operacionalizado em estações aduaneiras de interior –
EADIs.
Ø
Incentivos
provenientes de mecanismos de apoio ao programa para estimular e otimizar a
entrada e saída de mercadorias através dos portos e aeroportos cearenses.
Ø
Criação
de Centros Industriais formados por empresas voltadas para a exportação, com
ênfase em EBTs e empresas intensivas de mão-de-obra
(sistema drawback)
O Programa emerge como conseqüência da infra-estrutura
intermodal já disponível no Estado (Pecém e Mucuripe/malhas viárias/aeroporto
internacional/ anéis viários na Região Metropolitana de Fortaleza e sobretudo, do posicionamento estratégico do Estado relativo
ao Nordeste brasileiro e aos mercados internacionais acima mencionados.
O projeto para construção de um aeroporto concentrador de cargas
(HUB), na área do Complexo Industrial do Pecém, assume grande relevância
relativa ao sucesso do Programa.
Outro componente de grande importância para o Programa
consiste na mudança do Parque de Tancagem do Mucuripe para o Pecém, abrindo
amplas possibilidades de investimentos na área retro-portuária e criando ao
mesmo tempo, a médio e longo prazos, incrementos na expansão da movimentação de
produtos ensacados, resultantes da produção local de fertilizantes
com base na amônia, uréia, ácido fosfórico, rocha fosfática e granulados
a granel.
O Parque de Tancagem trará benefícios também à
intermodalidade de cargas a ser disponibilizada na área do Complexo.
O Programa viabilizará a expansão do Parque de Containers do
Pecém, cuja operação bem sucedida já vem sendo sedimentada desde o início de
2002.
7.5.
POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO AGRONEGÓCIO
O setor agrícola cearense se defronta com o paradoxo de ser o
grande responsável pela ocupação de 30,8% da população economicamente ativa do
Estado e contribuir com 4,9% do PIB produzido pela economia cearense. Essa contribuição
à composição do PIB, que já foi de 30% no início da década de setenta,
considera apenas a contribuição dos produtores agropecuários, ignorando outras
contribuições dos demais elos das cadeias produtivas, formadas pelos
fornecedores de insumos, processadores, distribuidores e serviços correlatos.
Na perspectiva desta dimensão do agronegócio, em que a agricultura e
agroindústria participam com cerca de 71,0% das exportações do Ceará
(SECEX/FIEC - CIN, 2001), estima-se que o setor contribui com pelo menos 20% do
PIB da economia cearense.
A produção agropecuária é caracterizada por atividades,
predominantemente de subsistência, dependente de chuva, de baixíssima
produtividade e que, muitas vezes, exercem uma pressão exagerada sobre o
meio-ambiente, degradando-o e colocando em risco a sustentabilidade econômica
do seu uso. Estes fatores foram agravados pelas sucessivas crises nas culturas
tradicionais extrativas, como o algodão, a oiticica e a carnaúba,
desestruturando toda uma rede de negócios associada a esses produtos.
Esta realidade determina uma elevada taxa de pobreza e uma enorme
desigualdade com relação aos centros urbanos mais desenvolvidos do próprio
Estado.
Neste setor, as atividades produtivas de maior sustentabilidade
são as cadeias produtivas da pecuária, que ocupa geograficamente todo o Estado.
Novas cadeias produtivas desse setor têm surgido nos últimos anos, com grande
potencial de geração de riqueza, tais como carcinicultura, piscicultura e
apicultura.
No setor da agricultura, apesar da cadeia produtiva do caju ser responsável por
significativa contribuição para geração de empregos e exportação, também
apresenta baixa produtividade agrícola e agroindustrial, que vem reduzindo sua
competitividade.
Ü
A Política de
Desenvolvimento do Agronegócio
Na agricultura irrigada, surge um novo horizonte para o
fortalecimento do setor agrícola cearense, pela viabilização de novas cadeias
produtivas de frutas, flores, hortaliças e pimenta tabasco, promovendo maior
geração de emprego no campo e inserindo o Estado do Ceará no mercado exportador
de produtos da agricultura irrigada.
A agricultura cearense se desenvolveu com base na exploração de
culturas alimentares, em condições de sequeiro, e na pecuária extensiva,
baseada na caatinga e na associação boi - algodão arbóreo, e na exploração de
culturas industriais, como a oiticica, mamona, carnaúba, e mais recentemente o
caju, em bases extrativistas, tendo sido, por muito tempo, a base da economia
cearense.
Na atual conjuntura, de globalização da economia e da abertura de
mercados, em que produtos consumidos ou processados no Ceará podem ser
ofertados por outros fornecedores nacionais e internacionais, com qualidade e
preços mais baixos que os produtores/processadores locais são capazes de
oferecer, essa concorrência impõe a necessidade de reavaliação da
competitividade dos produtos produzidos e processados no Estado, bem como uma
completa revisão de seus sistemas de produção, visando avaliar o grau de
competitividade do setor.
Portanto, o desenvolvimento agrícola do Ceará, em bases
competitivas e sustentáveis, com visão de agronegócio, capaz de gerar riqueza e
empregos agrícolas e não agrícolas no meio rural, nos diversos elos das cadeias
produtivas, e reduzir os impactos ambientais negativos, passa por um completo
reposicionamento estratégico e pela formulação de política agrícola de
desenvolvimento econômico competitivo e sustentável do setor.
Ü
A Política de
Desenvolvimento Agrícola
A política do agronegócio, além de sua contribuição ao
desenvolvimento da economia em geral, favorece o atingimento de objetivos
estratégicos associados à nova concepção do desenvolvimento cearense, tais como
a interiorização do desenvolvimento, o aproveitamento das potencialidades
naturais e agrícolas, a oferta de matérias-primas e alimentos relevantes para o
fortalecimento da indústria e da melhoria da qualidade de vida dos cearenses.
Terá ainda este setor grande contribuição para as exportações cearenses. A
política geral de apoio ao desenvolvimento do agronegócio desdobra-se em 5
(cinco) políticas específicas, a saber: Promoção da Competitividade da
Agricultura de Sequeiro; Promoção do Agronegócio da Agricultura Irrigada;
Promoção de Desenvolvimento do Agronegócio da Pecuária; Promoção do Agronegócio
da Pesca e Aqüicultura (Carcinicultura e Piscicultura); Desenvolvimento
Agroindustrial.
a)
Promoção da competitividade da agricultura de sequeiro
A agricultura de sequeiro
tem interface com os setores da agroindústria, ciência e tecnologia, educação,
infra-estrutura, sistema financeiro e serviços.
Objetivos
¨
Adequar as culturas atuais e potenciais de maior
valor econômico às características regionais de solo, água e clima.
¨
Adequar a infra-estrutura fundiária à
viabilidade econômica dos produtos agrícolas.
¨
Fortalecer e
adensar as cadeias produtivas de maior potencial econômico.
¨
Promover o
aumento da produtividade e da qualidade dos produtos agrícolas.
Políticas / Objetivos e Programas
·
Promover
a inovação tecnológica nos sistemas de produção e gestão.
·
Buscar a universalização da assistência técnica
de origem pública e privada.
Programas
¨
Zoneamento
ecológico-econômico das culturas de sequeiro.
¨
Melhoramento genético e adaptação de culturas com potencial
para as regiões selecionadas no zoneamento ecológico-econômico.
¨
Aperfeiçoamento
do sistema de assistência técnica e extensão rural dirigida aos pequenos
produtores, com inserção do Agente Rural.
¨
Organização
dos produtores em núcleos integrados de produção.
¨
Ordenamento do espaço rural nas áreas zoneadas
com maior potencial para o desenvolvimento da agricultura.
¨
Qualificação
profissional rural.
¨
Criação de novos mecanismos de financiamento da
produção agrícola, acessíveis aos pequenos produtores.
b)
Promoção do agronegócio da agricultura irrigada
O desenvolvimento do
agronegócio da agricultura irrigada tem interface com os setores da indústria
de insumos agrícolas, agroindústria, infra-estrutura, educação, ciência e
tecnologia, financeiro, serviços aéreo - porto - rodoviários, logística,
informação de mercado, comercialização, exportação, e ainda secretarias
estaduais e ministérios do governo federal e instituições formuladoras e
executores de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento.
Objetivos
¨
Garantir
a gestão eficaz da água para os projetos de irrigação.
¨
Eliminar os
gargalos tecnológicos e comerciais.
¨
Dotar a
agricultura irrigada da melhor tecnologia de produção e gestão disponíveis.
¨ Inserir os produtos da agricultura
irrigada nos mercados competitivos.
¨
Dotar a
agricultura irrigada da infra-estrutura e logística necessárias para a
competitividade das cadeias produtivas.
¨
Promover o
desenvolvimento da agroindústria.
¨
Disseminar a agricultura irrigada competitiva nas pequenas
propriedades familiares.
¨
Garantir a defesa fitossanitária dos produtos, adequando as
suas práticas com as exigências do mercado.
Programas
¨
Ampliação da capacidade de acumulação de água e
de integração de bacias hidrográficas.
¨
Inovação tecnológica e modernização das
infra-estruturas e dos sistemas produtivos.
¨
Organização
e capacitação dos agentes das cadeias produtivas.
¨
Capacitação
dos produtores (agronômica, gerencial e comercial)
¨
Desenvolvimento da agricultura irrigada
competitiva em propriedades familiares.
¨
Atração
de empreendimentos de negócios da agricultura irrigada.
¨
Prospecção de mercados e implantação de sistemas
de apoio à comercialização dos pequenos, médios e grandes produtores.
¨
Defesa
fitossanitária.
¨
Promoção de culturas de alto valor agregado com
eficiência do uso da água.
¨
Qualidade
e certificação de marcas.
¨
Fomentar novas alternativas de acesso ao financiamento
dos produtores e demais agentes das cadeias produtivas.
c)
Promoção do desenvolvimento do agronegócio da pecuária
A pecuária tem interface com a indústria, sistema financeiro,
ciência e tecnologia, educação e serviços.
Objetivos
¨
Promover o fortalecimento e adensamento das
cadeias produtivas tradicionais competitivas.
¨
Promover
o desenvolvimento de novas cadeias produtivas da pecuária de elevado valor
agregado e de inserção competitiva nos mercados.
¨
Melhorar
a qualidade genética dos rebanhos.
¨
Elevar
a qualidade dos produtos agropecuários para níveis competitivos.
¨
Elevar o padrão sanitário dos rebanhos aos níveis técnicos aceitos internacionalmente.
¨
Promover
a auto-sustentação na oferta de alimentos para os rebanhos.
¨
Elevar o nível de profissionalização dos agentes
das cadeias produtivas da pecuária.
Programas
¨
Organização
das cadeias produtivas e capacitação dos seus agentes.
¨
Prospecção e adaptação e transferência de
tecnologia e assistência técnica profissionalizada.
¨
Alimentação
animal baseada na produção local..
¨
Erradicação
da febre aftosa, controle da brucelose e tuberculose bovina.
¨
Qualidade,
certificação e rastreabilidade dos produtos da pecuária.
¨
Profissionalização
dos agentes das cadeias produtivas da pecuária.
¨
Compras
governamentais para produtos agropecuários do Ceará.
¨
Apoio
à pequena pecuária.
d)
Promoção do agronegócio da pesca e da aqüicultura (carcinicultura e
piscicultura)
A aqüicultura e pesca tem interface com a indústria,
sistema financeiro, ciência e tecnologia, educação e serviços.
Objetivos
¨
Aumentar a produção e a produtividade da pesca e da
aqüicultura marítima e continental.
¨
Modernizar
a pesca artesanal.
¨
Profissionalizar os agentes das cadeias
produtivas da pesca marítima e continental.
¨
Organizar os pequenos pescadores para inserção
competitiva no mercado.
¨
Elevar a qualidade do pescado
para obtenção de maior lucratividade dos agentes das cadeias produtivas.
¨
Elevar a contribuição da aqüicultura e da pesca
para as exportações cearenses.
¨
Garantir
a adoção de práticas ecológicas adequadas à
sustentabilidade.
Programas
¨
Modernização da frota e dos equipamentos
pesqueiros dos pequenos, médios e grandes pescadores.
¨
Organização,
qualificação técnica e profissionalização dos agentes das cadeias produtivas.
¨
Educação contextualizada, associada à profissionalização do
pescador.
¨
Estudos
e pesquisas para o conhecimento da população de peixes (ictiofauna) e o status
do seu equilíbrio biológico.
¨
Financiamento
da produção.
¨
Fazendas de criação de peixes e crustáceos em
águas marítimas e continentais.
e)
Desenvolvimento Agroindustrial
A agroindústria tem
interface com os setores da indústria de equipamentos e de embalagens,
comércio, serviços, ciência e tecnologia, educação e saúde. No ambiente
organizacional agrícola, a agroindústria tem interface com a Embrapa - Centro
Nacional de Pesquisa de Agroindústria Tropical, Centro Nacional de Pesquisa de
Caprinos; com a Universidade Federal do Ceará - Departamento de Tecnologia de
Alimentos, PADETEC - Parque de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; com a
Secretaria de Ciência e Tecnologia - FUNCAP, Instituto CENTEC e NUTEC, com o Banco do
Nordeste, Banco do Brasil, SEBRAE, SENAR e SENAI.
Também tem interface com os
programas de financiamento para a atividade agroindustrial, como o FNE
Agroindústria, PRONAF Agroindústria, PRONAF Infra-estrutura, PATME, Projeto São
José, e com as linhas de crédito do BNDES, como o FINAME Agrícola.
Objetivos
¨
Modernizar as pequenas e médias agroindústrias
adequando-as às exigências do mercado consumidor com relação a
qualidade dos alimentos.
¨
Regionalização
da instalação de agroindústrias, priorizando os investimentos nos Agropolos,
integrando as políticas nacional, estadual e municipal.
¨
Ampliar
e fortalecer a agroindústria familiar, inserindo-a
competitivamente no agronegócio.
¨
Contribuir para adequada relação entre produtor
e indústria em termos de continuidade de oferta, qualidade dos produtos e
preços.
Programas
¨
Modernização das agroindústrias, no que se
refere a processos e gestão de negócio.
¨
Desenvolvimento
tecnológico de novos produtos e processos agroindustriais.
¨
Profissionalização
dos agentes das pequenas e médias agroindústrias.
¨
Financiamento das atividades agroindustriais das
pequenas e médias agroindústrias.
¨
Qualidade,
certificação e valorização da identidade e marca, vinculadas ao eixo
“cearensidade”.
¨
Promoção da relação sustentável de negócio entre
produtor agrícola e industrial.
¨
Identificação
e promoção de oportunidades agroindustriais sustentáveis e viáveis.
¨
Promoção de redes de pequenas e médias
agroindústrias para processamento e comercialização.
Esta política será desenvolvida em complementaridade à
política de incentivos que visa a atração de
investimentos. Entende-se por apoio e
indução a intervenção pontual e funcional do governo na promoção do
fortalecimento, da organização e da competitividade do sistema produtivo. Esse
tipo de intervenção deverá ser executado em parceria com outros agentes do sistema
econômico, incluindo empresários e suas entidades de classe, Universidades,
Centros de Pesquisa, Organizações Não-Governamentais, Prefeituras, Governo
Federal e Instituições Multilaterais.
Compõem esta política cinco modalidades, ou segmentos: 1) empreendedorismo,
micros e pequenas empresas (MPE’s); 2) empresas de base tecnológica
; 3) arranjos produtivos locais; 4) cadeias produtivas; e 5) SEI - Sistema Estadual de Inovação (e sua
interação com o sistema produtivo).
O governo do
Ceará estabeleceu como prioridade, não só acelerar e institucionalizar a
cultura do empreendedorismo, como também consolidar uma política voltada para o
desenvolvimento das
micro e pequenas empresas. A consolidação dessa política deverá se dar em
consonância com as ações tradicionalmente desenvolvidas pelo Sistema S,
especialmente o Sebrae, que atende às diretrizes nacionalmente estabelecidas, e
ao mesmo tempo procurar articulá-la com os principais programas oferecidos pelo
governo federal no âmbito das micro e pequenas
empresas, bem como no âmbito dos setores produtivos. O diferencial dessa
política é o de complementar as ações e instrumentos estaduais e federais já existentes, ao
mesmo tempo que fomentará parcerias com as prefeituras municipais, organizações
não governamentais, ministérios e instituições multilaterais de fomento..
A Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo – SETEM atuará
como indutora e articuladora de todo o processo de desenvolvimento do
empreendedorismo e das micros e pequenas empresas do
Estado do Ceará.
Acelerar e institucionalizar a cultura do empreendedorismo e
fortalecer as micros e pequenas empresas locais, em
consonância com as estratégias estaduais de desenvolvimento local e regional e
de geração de trabalho e renda.
Público Alvo
Jovens empreendedores, Micro e Pequenas empresas,
trabalhadores autônomos, concentrados ou organizados em redes, núcleos e
arranjos produtivos locais e aquelas empresas organizadas em associações,
consórcios e grupos produtivos. Esta forma de focalizar o problema possibilita
a compatibilização entre recursos e esforços limitados, em poder do governo
estadual, e maximização na obtenção de resultados. Neste caso, estima-se que as micros e pequenas empresas que trabalham aglomeradas
espacialmente e organizadas em grupos e redes têm mais chances de responder aos
estímulos oferecidos pelos organismos de apoio e apresentarem melhores
resultados de desempenho.
Estratégias
· Articulação
com o Sistema S (SEBRAE, SESC/SENAI, SESI, SENAR,
SENAT), com os programas e instituições nacionais relacionadas com o apoio ao
empreendedorismo e às micros e pequenas empresas;
· Mobilização e
coordenação das ações entre as Secretarias de Estado e as prefeituras
municipais;
· Realização de
parcerias com instituições
financeiras de desenvolvimento, em particular com o sistema de crédito
cooperativo e de microfinanças do estado
· Fomentar o
fortalecimento e disseminar o sistema de microfinanças do Estado do Ceará.
· Criação de
mecanismos financeiros (seguros de crédito, fundos de aval, etc.) e incentivos
específicos para facilitar o acesso ao crédito para investimentos das micros e pequenas empresas.
· Articulação
com programas, ações e estratégias estaduais voltadas para a geração de emprego
e renda.
· Apoiar a
realização de estudos e análises sobre o empreendedorismo, micros e pequenas
empresas e o artesanato.
· Incentivar a
organização dos micros e pequenos produtores em associações, cooperativas,
consórcios de produção e exportação e formação de redes locais.
· Apoiar
iniciativas de empreendimentos no campo da economia solidária e mercado justo.
· Apoiar e
incentivar a organização de Centrais de Compras e Serviços, visando a
regularização da oferta e redução de custos.
· Apoiar a
criação de Centros de Empreendedorismo e Trabalho nos municípios e comunidades
urbanas e rurais.
· Apoiar a expansão das empresas juniores nas instituições de ensino técnico
e superior.
· Apoiar a
implantação de incubadoras de micros e pequenas empresas de base tecnológica e
não tecnológica no interior do estado.
· Promover o
uso de poder de compra do governo e das médias e grandes empresas visando a
competitividade e sustentabilidade das micros e
pequenas empresas.
· Articulação
do sistema de educação profissional do estado visando a sua adequação ao
desenvolvimento da cultura empreendedora e o fortalecimento das
micros e pequenas empresas.
· Disponibilização
de consultoria técnica e gerencial customizada, em parceria com o Sistema S.
· Simplificação
e desburocratização do processo de abertura e fechamento das
micros e pequenas empresas.
· Desenvolver e
apoiar mecanismos e instrumentos de assistência técnica e de capacitação dos
micros e pequenos empreendedores para a gestão e para o uso de ferramentas
modernas de administração e de negociação.
· Apoiar a
realização de cursos e seminários de Empreendedorismo na rede de ensino
estadual.
· Apoiar a
comercialização do produtos e serviços das micros e
pequenas empresas.
· Apoiar as
micros e pequenas empresas na elaboração de planos de negócio e a elaboração de
projetos.
· Aperfeiçoamento
do sistema de tributação para as micros e pequenas
empresas.
· Disponibilização
de base de informações sobre as tendências de mercado, oportunidades de
negócios, desenvolvimento de tecnologias e processos de produção e gestão e
comportamento setorial e econômico.
Entende-se por Empresa de Base Tecnológica aquela cujo ativo
mais importante é uma nova tecnologia de processo, de organização ou de
produto. As Empresas de Base Tecnológica - EBT’s cearenses focalizadas por esta
política são na sua maioria micros e pequenos empreendimentos, muitas vezes
incubadas e recém incubadas. O segmento mais expressivo do conjunto das
empresas de base tecnológica no Ceará é o de Tecnologia de Informação - T.I.,
onde a maioria das empresas nasceu e expandiu espontaneamente, sem o apoio da
Incubação. O número dessas empresas no Estado é expressivo, podendo chegar a
300 unidades. Inúmeras dessas empresas têm inserção nacional e internacional
(mercados da Itália, Austrália e Colômbia) e algumas se tornaram focos de
interesse do Capital de Risco. O segmento de Tecnologia da Informação conta com
o importante apoio do Instituto de Software do Ceará - INSOFT, que mantém cerca
de 60 (sessenta) associados.
A expansão e consolidação das
Empresas de Base Tecnológica no Ceará é de
fundamental importância para o desenvolvimento econômico local, devido o seu
enfoque calcado na inserção competitiva, cujos impactos são a alta agregação de
valor sobre os produtos e serviços e a melhoria de qualidade do crescimento
econômico do estado.
Objetivo
Geral
Promover
atividades de alto valor agregado, ou de alta tecnologia.
Público Alvo
Incubadoras e empresas incubadas, empresas não incubadas e
projetos inovadores.
Estratégias
·
Ce@rá Digital:
estratégia para o desenvolvimento dos negócios de T.I.
·
Formação e construção de Centros Tecnológicos: Centro
Digital e Centro de Telecomunicações.
·
Formação e construção de núcleos tecnológicos com o objetivo
de acolher e desenvolver idéias e projetos inovadores: situados nos campus da
UECE, URCA e UVA.
·
Estímulos ao aumento da oferta e da qualidade dos recursos
humanos, através por exemplo da abertura de vagas para
professores doutores efetivos e visitantes no Departamento de Computação da
Uece.
·
Atração de grandes empresas de base tecnológica, utilizando
como mecanismos a oferta de infra-estrutura e da concessão de incentivos do
FDI.
·
Organização e estruturação das EBT’s.
·
Apoio à Rede de Incubadoras do Ceará.
·
Construção de uma Base de Dados mostrando “quem é quem” no segmento
de EBT’s.
·
Criação de um Portal das EBT’s do Ceará.
·
Criação ou participação de um Fundo de Capital de Risco
voltado para Empresas de Base Tecnológica.
·
Apoio à formação de Centros ou Parques Tecnológicos para os
segmentos da farmoquímica, biotecnologia, fisioterápicos, etc., a exemplo do
que está sendo realizado para o segmento da Tecnologia da Informação.
·
Concessão de Bolsas de extensão, através da Funcap, para as
EBT’s, a fim de melhorar a capacitação inovativa dessas empresas.
Para a política de indução e apoio às micros e pequenas
empresas, a forma de organização, articulação e cooperação entre elas é
fundamental para o sucesso do seu desenvolvimento sócio - econômico e do
território aonde estão situadas. Por isso, a abordagem
do modelo de desenvolvimento local sustentável é fundamental para construir a
competitividade de uma rede de empreendimentos.
Enquanto o Núcleo Produtivo Local, refere-se
simplesmente às aglomerações de micros e pequenas empresas existentes em um determinado
território, o Arranjo Produtivo Local é definido como um fenômeno vinculado às
economias de aglomeração associadas à proximidade física das empresas, em um
mesmo território, fortemente ligadas entre si por fluxos de bens e serviços,
que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação,
interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais ou
externos. Para caracterizar o arranjo produtivo local, três elementos são
importantes: capital social, organização produtiva e articulação político
institucional. Esses três elementos, articulados, formam o denominado
"Arranjo Produtivo", devendo ser específico para cada Núcleo
Produtivo e evolucionário para todos os Núcleos.
Os Arranjos Produtivos Locais –APL e os Núcleos Produtivos
Locais têm sido objetos de estudos e pesquisas desenvolvidas pelo Centro de
Estratégias de Desenvolvimento do Estado do Ceará – CED, que já identificou 37
núcleos produtivos locais, contemplando 17 setores da economia, distribuídos no
Estado do Ceará.
Objetivo Geral
Estimular a expansão e a consolidação dos núcleos em
arranjos produtivos locais, competitivos e sustentáveis, visando promover o desenvolvimento local e regional, beneficiando principalmente
regiões com problemas de organização, dinamismo e integração.
Público Alvo
Núcleos Produtivos Locais de micro e pequenas empresas e
Arranjos Produtivos Locais, com potencial de contribuir para viabilizar o
aproveitamento de externalidades positivas e de economias de escala, criadas
pela aglomeração de empresas, em um determinado território.
Estratégias
·
Apoiar
e incentivar a criação, organização e manutenção de arranjos produtivos locais,
com base nas potencialidades regionais.
·
Estimular e
articular a formação de parcerias e compromissos entre os atores locais e
órgãos governamentais, institutos de P&D,
universidades, empresas e organizações do setor privado.
·
Promover a
coleta e a difusão de informações e tecnologias visando elevar a capacidade de
inovação e competitividade dos APL.
·
Apoiar a
qualificação profissional e a capacitação tecnológica dos agentes produtivos
locais.
·
Promover a
participação e a integração do poder público municipal, no esforço de
desenvolvimento dos núcleos e arranjos produtivos locais.
·
Promover a
dinamização das feiras municipais e feiras temáticas.
·
Fortalecer e
adensar as cadeias produtivas locais e a inserção das micros
e pequenas empresas nas mesmas.
·
Fortalecer a
capacidade local de governança, da auto-gestão e do protagonismo local,
integrando os atores locais na construção de uma visão conjunta do arranjo
produtivo local.
·
Disseminar a
cultura da cooperação e do empreendedorismo entre as micros
e pequenas empresas e os atores locais.
·
Criar um
ambiente favorável para o desenvolvimento das MPES.
·
Diagnosticar
e eliminar gargalos tecnológicos de produtos, processos e de gestão identificados nos arranjos.
·
Apoiar
a criação de novas oportunidades de mercado e de sistemas de comercialização
para produtos e serviços das micro e pequenas
empresas.
·
Apoiar as iniciativas de médias e grandes
empresas para a criação de redes de micros e pequenas empresas ou outras formas
de parceria e integração vertical e horizontal, desde que resulte na criação de
novos empregos.
·
Apoiar
e incentivar as grandes empresas para a criação de redes de micros e pequenas empresas, ou
outras formas de parcerias e integração produtiva;
·
Apoiar e incentivar a organização de Centrais de
Compras e Serviços, visando a regularização da oferta e redução de custos.
·
Promover
o uso de poder de compra do governo e das médias e grandes empresas visando a
competitividade e sustentabilidade das micros e
pequenas empresas.
·
Disponibilização de infra-estrutura e
instalações físicas, seja nos moldes do “Mini-distrito
Industrial” como na forma mais flexível, de micro construções, para atender
necessidades de produção, beneficiamento e armazenagem de pequenas aglomerações
de produtores.
·
Disponibilização de equipamentos de pequeno
porte, desde que sejam para o uso comum de um grupo de micro e pequenos
produtores: geradores, transformadores, computadores, etc.
Cadeia produtiva é um complexo de atividades econômicas
associadas a uma certa especialidade.
Dentro da cadeia podem estar várias indústrias, e até setores,
produzindo e trabalhando de maneira convergente. A imagem caricatural desse
complexo é a cadeia de elos conectados desenvolvendo sucessivas etapas que
terminam na produção de um determinado bem ou serviço. O funcionamento ideal de uma cadeia é que todos
os elos sejam compatíveis em custos e tecnologia e que todos se articulem de
maneira sincronizada. O problema é que
normalmente o mercado, através do sistema de preços, não é suficiente para
produzir essa compatibilidade nem essa sincronização, o que tem reclamado
outros tipos de coordenação de caráter institucional.
As cadeias produtivas têm sido objeto de um trabalho
profundo dos organismos oficiais e de classe com o objetivo de promover as
vantagens competitivas das empresas e das regiões. O enfoque da coordenação das
cadeias produtivas tem norteado diversas ações no âmbito do Governo Federal,
através de órgãos tais como o MCT, MDIC, CNPq, FINEP, BN, BNDES, etc. Os governos
estaduais brasileiros também têm despertado para a importância de redirecionar
suas plataformas de política industrial, tendo o conceito de cadeia produtiva
como referencial de desenvolvimento.
Inserindo-se neste contexto, o Estado do Ceará e alguns
setores da iniciativa privada cearense começam a considerar os desafios e as
vantagens de promover ações que beneficiem o fortalecimento e o adensamento das
cadeias produtivas existentes no Estado.
Objetivo
Geral
Estimular a organização das cadeias produtivas locais,
visando o aumento da eficiência e das vantagens competitivas.
Público Alvo
Cadeias produtivas: têxtil; confecções; couro-calçados;
móveis; metal-mecânica; construção civil; farmoquímica; cerâmica vermelha;
granito; eletro-eletrônica; tecnologia da informação (software); agroindústria.
Estratégias
· Estimular a criação de câmaras
setoriais em parceria com a FIEC e o BN, visando, :
a)
a identificação de gargalos e problemas
estruturais
b)
a complementariedade das atividades
produtivas
c)
aperfeiçoamento da política industrial
· Consolidar um conjunto coerente de
informações e análises sobre as cadeias produtivas prioritárias do Ceará.
· Inserir o Ceará no Programa Nacional
“Fórum de Competitividade” do MDIC, a exemplo do que vem sendo realizado para
os setores de construção civil e confecções.
· Programas Especiais de Competitividade,
envolvendo assistência técnica, apoio logístico e apoio na comercialização, em
setores selecionados pelos critérios (i) da perda de competitividade e (2) da
decolagem. Pela natureza desses programas o governo do estado terá um
envolvimento mais direto e concentrado. Estão dentro do universo desses setores
e segmentos, por exemplo:
a) caju
b) derivados de cana
c) flores
d) cerâmica vermelha
e) algodão
f) granito
· Criação de uma referência de qualidade
no imaginário coletivo, ressaltando as diferenças e valores dos produtos
cearenses por meio de uma política de marketing.
· Criação do Prêmio Estadual de
Qualidade, Produtividade e Preservação do Meio Ambiente, destacando no estado
as empresas eficientes e cidadãs.
· Identificação e divulgação de
oportunidades de investimento e negócios no Ceará, conjuntamente com o fomento
de estudos e prospecções de novos mercados para os produtos locais.
· Continuar apoiando, de maneira firme, a
participação das empresas locais nas feiras locais, nacionais e internacionais,
tal como vem sendo feito com as empresas dos segmentos de
software, confecções, couro/calçados, móveis, farmoquímicos e cosméticos,
frutas e flores.
· Criação de um Business Center na SDE, a fim de facilitar a interação real e
virtual dos empresários e investidores com a realidade e potencialidades
econômicas locais.
O Sistema Estadual de Inovação –
SEI é definido como a rede estadual de instituições públicas e
privadas (por exemplo: universidades, CENTEC/CVT, NUTEC, SENAI, FUNCAP,
EMBRAPA, etc.) cujas atividades e interações iniciam,
modificam e difundem novas tecnologias – constitui o “pano de fundo” no qual o
setor produtivo, em parceria com essas instituições, desenvolve e coloca no
mercado novos produtos, processos e serviços.
A expansão e consolidação do
sistema estadual de inovação é de
fundamental importância para o desenvolvimento econômico do Estado do Ceará,
pois o aumento da competitividade, a agregação de valor sobre os produtos,
processos e serviços e a melhoria de qualidade das empresas locais é fortemente
dependente da interação dessas empresas com essa rede de instituições .
Objetivo Geral
Promover a expansão e consolidação do sistema estadual de
inovação, bem como, incentivar a intensificação de suas inter-relações com o
setor produtivo local, através da pesquisa e desenvolvimento, difusão de
tecnologia e conhecimento e formação de capital humano.
Público Alvo
Rede estadual de instituições públicas e privadas cujas
atividades e interações iniciam, modificam e difundem novas tecnologias
(Universidades, CENTEC/CVT, NUTEC, SENAI, FUNCAP ,
EMBRAPA,etc).
Estratégias
· Promover a
integração entre o SEI e o sistema produtivo em seu entorno, direcionando
projetos de pesquisa e extensão, consultoria customizada e outros serviços de
sua competência às empresas localizadas em suas regiões de atuação.
· Ajustar os
programas de treinamento do SEI às necessidades e demandas específicas locais e
regionais.
· Apoiar a
implantação de incubadoras de micros e pequenas empresas de base tecnológica e
não tecnológica nas instituições componentes do SEI e Organizações não
Governamentais – ONG´s.
· Canalizar os recursos da Funcap para atender
às demandas específicas locais e regionais das micros
e pequenas empresas, bem como, para incentivar programas de cooperação entre
universidade e empresas.
· Promover, em
parceria com FIEC/IEL, FAEC,
FECOMERCIO e o Sistema S (SEBRAE,
SESC/SENAI, SENAR, SENAT, SESI), programas de integração universidade-empresa,
visando intensificar e aperfeiçoar as interrelações entre as universidades
públicas e privadas do Estado e o setor produtivo.
· Apoiar a
formação de parques tecnológicos no Estado.
7.7. POLÍTICA DE VALORIZAÇÃO DA
RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL
O Instituto ETHOS conceitua
responsabilidade social como uma forma de conduzir os negócios da empresa de
tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social.
Entendida de forma mais precisa, a
responsabilidade social empresarial ou corporativa pode ser definida, segundo
Patrícia Ashley (2001), como o compromisso que uma organização deve ter para
com a sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que a afetem
positivamente, de modo amplo, ou a alguma comunidade de modo específico, agindo
produtivamente e coerentemente no que tange a seu papel específico na sociedade
e a sua prestação de contas para com ela. A organização, nesse sentido, assume
obrigações de caráter moral, além das estabelecidas em lei, mesmo que não
diretamente vinculadas às suas atividades, mas que possam contribuir para o
desenvolvimento sustentável dos povos.
Desenvolvida inicialmente para atender
às demandas sociais, a responsabilidade social empresarial (RSE) tem sido usada
como estratégia de negócios, passando a ser vista como investimento e não como encargo propriamente dito.
Trata-se de um conceito que nas últimas
décadas tem alcançado difusão mundial e vem sendo posto em prática,
principalmente pelos grandes empresas.
No Brasil, o movimento de valorização
da RSE ganhou forte impulso na década de 90, precisamente quando surgiu a Ação
da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, liderada por Herbert de Souza, o
Betinho.
Dentre as principais áreas beneficiadas
pelos programas de RSE no Brasil, merecem destaque a
educação, a saúde, a alimentação, o lazer, o meio ambiente, a cultura, a
qualificação profissional e a assistência social, com ações direcionadas aos
seus colaboradores e familiares e à comunidade na qual a empresa está inserida.
O empresariado brasileiro vem formando
uma mentalidade solidária ao mesmo tempo que o
consumidor brasileiro está cada vez mais atento à atuação social da empresa e à
atitude ética do empresário, e isto interfere nas suas decisões de consumo.
A esse respeito, o Instituto Ethos em
conjunto com o Jornal Valor Econômico realizou, em maio de 2000, uma pesquisa
sobre percepção e tendências do consumidor brasileiro, tendo como amostra 1002
consumidores entrevistados, em nove regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de
Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza e
Salvador). Os resultados são bastante expressivos:
¨
74% consideraram que as
empresas devem garantir que seus produtos e operações não sejam prejudiciais ao
meio ambiente;
¨
70%
consideraram que as empresas devem garantir que não tomam parte em atos de
suborno e de corrupção;
¨
46%
consideraram que as empresas devem ajudar a resolver problemas sociais, como
criminalidade, pobreza e baixa educação;
¨
53% afirmaram
que deixariam de adquirir algum produto ou contratar os serviços de uma empresa
que utilizasse mão-de-obra infantil;
¨
51% avaliaram
uma empresa de acordo com o tratamento que ela dispensa aos seus funcionários e
a ética nos negócios;
¨
35% pensaram
ou efetivamente deixaram de comprar um produto ou criticou uma empresa que
considerasse não socialmente responsável em 1999.
Assim, o marketing social inicia-se
como uma verdadeira forma de responsabilidade social construindo um diferencial
para a marca e uma vantagem competitiva para a empresa, já que a mesma oferece
além de seus produtos, uma preocupação e efetiva colaboração com os projetos
sociais. Em outras palavras, o resultado econômico deve ser confrontado com
índices de responsabilidade social e ambiental.
Por outro lado, o difícil quadro de
carências e desigualdades sociais existente no país confere à
RSE uma relevância ainda maior. A expectativa da sociedade brasileira é que, no
processo de desenvolvimento, as empresas contribuam acentuadamente para a
formação de uma nova cultura, sendo atores de mudança social e construtores de
uma sociedade melhor.
Colaborando com este projeto social
mais amplo, o Governo do Estado teve a iniciativa de valorizar a RSE,
consagrando-lhe um capítulo em seu plano de metas, cujo objetivo maior é a
promoção de uma sociedade mais solidária.
MISSÃO
Estimular as empresas cearenses a
participarem na construção de uma sociedade economicamente próspera e
socialmente justa, criando mecanismos que motivem e facilitem sua ação social.
OBJETIVOS
¨
Reforçar e/ou
incentivar a participação das empresas industriais, comerciais e de serviços em
programas de responsabilidade social e ambiental.
¨
Disseminar a
prática da responsabilidade social empresarial ajudando as empresas a
compreenderem e incorporarem de forma progressiva o conceito do comportamento
empresarial socialmente responsável.
¨
Manter canais
de interlocução com organizações do terceiro setor, a fim de conhecer as
atividades desenvolvidas e buscar parcerias na disseminação dos conceitos e
práticas.
¨
Fortalecer a
cultura de RSE junto às entidades de classe e difundir dentro das empresas essa
consciência através de seminários, palestras e outros eventos.
PÚBLICO-ALVO
¨
De forma
direta, colaboradores e seus familiares da empresa socialmente responsável e comunidade em que a
mesma está inserida.
¨
De forma
indireta, a sociedade de um modo geral.
ESTRATÉGIAS
¨
Realização,
em parceria com a FIEC, FECOMÉRCIO, SEBRAE, IPECE e outros organismos, de
pesquisa no âmbito das empresas comerciais, industriais e de serviços para
conhecer o nível de sua participação em programas de RSE e, desta forma, obter
um perfil da cidadania empresarial no Ceará.
¨
Implementação,
a partir do diagnóstico, de uma linha de ação com vistas a incentivar as
empresas que não apresentem uma atuação social em nível desejável.
¨
Divulgação no
site SDE, FIEC, FECOMÉRCIO, SEBRAE, IPECE e de outros organismos dos resultados
sociais das empresas socialmente responsáveis, como forma de “premiá-las” uma
vez que esta ação repercute favoravelmente junto à sociedade.
¨
Incentivo ao
desenvolvimento de ações sociais e ambientais através da concessão de bônus
fiscais para as empresas comerciais e de serviços participantes de programas de
responsabilidade social.
¨
Determinação,
para as empresas industriais que pleitearem incentivos, da inclusão em seu
projeto de um plano de RSE a ser desenvolvido no empreendimento.
¨
Inclusão da
categoria RSE no prêmio de qualidade a ser concedido pelo Estado à área
empresarial.
¨
Estímulo às
empresas que participarem efetivamente dos Programas Sociais do Governo
Estadual.
LINHAS DE
AÇÃO SOCIAL
A Responsabilidade
Social Empresarial abrange temas que vão desde códigos de ética, práticas de
boa governança corporativa, compromissos públicos assumidos pela empresa,
gestão e prevenção de riscos, até mecanismos anticorrupção, diversidade, apoio
às minorias na oferta de empregos, com destaque para os deficientes físicos, negros,
mulheres e maiores de 45 anos, bem como a extensão desses compromissos por toda
a cadeia produtiva envolvida na relação com os fornecedores.
A relação e os
projetos com a comunidade ou as benfeitorias para o público interno constituem
apenas um capítulo – fundamental e estratégico – pelo qual passa a RSE.
É, basicamente,
neste último ponto que o Governo Estadual irá desenvolver esforços para o
aprimoramento do trinômio Estado – Empresa - Sociedade.
Nesse sentido, ação
social é considerada como “qualquer atividade que as empresas realizam para
atender às comunidades ou aos seus empregados e familiares, nas áreas de
assistência social, alimentação, saúde e educação, entre outras. Excluídas as
atividades sociais de cunho legal, como: cumprimento de normas decorrentes de
licenciamento ambiental; contribuições compulsórias, SESI, SESC, SENAI, SENAC,
SEBRAE e SENAR e atendimentos obrigatórios a empregados: vale-transporte e o
salário-família” (Célia Braga, 2002).
Por tratar-se de uma prática
relativamente nova no meio empresarial é compreensível que a aplicação de
investimento, em muitos casos, ocorra de forma imprecisa e indefinida. Deste
modo, o Estado se propõe a atuar junto às empresas, no sentido de incentivá-las
a um engajamento efetivo em programas de responsabilidade social e ambiental,
sugerindo um leque de ações que poderão ser implementadas e que resultarão em
benefícios para os colaboradores, familiares e comunidade em geral,
refletindo-se também positivamente para a própria empresa que passa a ter reconhecimento social do
seu papel relevante de minimizadora do quadro de carências sociais e
econômicas, tanto em termos do público geral como, principalmente, em termos do
consumidor; além disso, pode ser mencionada, ainda, a própria sensação de “bem
estar” dos dirigentes por se sentirem efetivamente participantes do
desenvolvimento da sociedade em que estão inseridos.
A seguir, foram relacionados os
seguintes tópicos:
EDUCAÇÃO
¨
Estimular os
empregados analfabetos ou semi-analfabetos a participarem de um processo de
escolaridade;
¨
Disponibilizar
cursos profissionalizantes e de aperfeiçoamento;
¨
Conscientizar
os empregados da importância de manter os filhos na escola, bem como premiá-los
por essa iniciativa;
¨
Estender aos
familiares e a comunidade circunvizinha a inserção no
processo de escolaridade;
¨
Conceder
benefícios adicionais aos empregados que se disponham a trabalhar como
instrutores voluntários;
SAÚDE
¨
Disponibilizar
assistência médico-odontológica para empregados e a comunidade circunvizinha;
¨
Conscientizar
os usuários quanto
aos programas de saúde;
¨
Estimular a
adesão e participação dos empregados e comunidade em campanhas de vacinação;
¨
Orientar a
população-alvo sobre a importância de submeter-se a exames preventivos de
câncer de mama, ginecológico e próstata;
¨
Conscientizar
as famílias sobre planejamento familiar;
¨
Orientar os
empregados e membros da comunidade circunvizinha sobre as Doenças Sexualmente
Transmissíveis (DST).
MEIO AMBIENTE
¨
Conscientizar
empregados e comunidade da importância da prática de preservação dos recursos
naturais e sobre a melhoria do meio ambiente;
¨
Estabelecer
um programa de reciclagem do lixo;
¨
Adotar um
equipamento público para fins de manutenção, conservação e limpeza (praças,
logradouros, etc.);Utilizar tecnologias para minimizar
impactos ao meio ambiente.
LAZER /CULTURA E/OU ESPORTE
¨
Proporcionar
as diversas modalidades esportivas aos empregados e familiares;
¨
Criar áreas
de recreação e lazer (sala de jogos, TVs, internet, etc.);
¨
Conveniar a
empresa com clubes recreativos e associações desportivas.
¨
Incentivar a
arte através de oficinas, concursos, exposições, etc.;
¨
Disponibilizar
uma biblioteca para empregados e/ou comunidade;
¨
Desenvolver
ações de conservação do patrimônio público.
ALIMENTAÇÃO
¨
Fornecer
alimentação aos empregados;
¨
Fornecer cesta básica para os empregados e familiares;
¨
Firmar
convênios com supermercados e estabelecimentos similares para uso dos
empregados.
ADESÃO AOS
PROGRAMAS SOCIAIS DO ESTADO
¨
Participar
efetivamente dos programas sociais do Estado, proporcionando apoio
institucional e financeiro.
8. POLÍTICA DE
SELETIVIDADE DE ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS
(Fundo de Desenvolvimento
Industrial – FDI)
As diretrizes básicas que deverão orientar as concessões
de benefícios se inspiram no critério da seletividade, tendo em conta os seguintes
pontos:
a) Verificar a
relação custo-benefício ou custo-efetividade na decisão sobre a concessão, a
fim de administrar o custo de manutenção do modelo de fomento à
industrialização;
b)
Aumentar a eficiência do sistema industrial através da consolidação e formação
das cadeias produtivas, verificando preferencialmente os elos faltantes das
referidas cadeias. Esta diretriz deve ser combinada com a estratégia de geração
de emprego e renda;
c) Manter
o processo de descentralização das atividades industriais, mas procurando ao
mesmo tempo organizar espacialmente essa descentralização através da
consolidação das aglomerações ou Clusters
produtivos e de pólos econômicos regionais, a fim de obter economias de
aglomeração e economias de escala.
d) A análise e aprovação de proposta
de investimento deverá:
• Promover de
forma articulada o desenvolvimento de diversos setores
• Buscar a
abertura de novos mercados
• Manter o
equilíbrio financeiro do Estado
• Priorizar ações
de responsabilidade social
• Comprometer-se
no apoio das Políticas de Desenvolvimento do Estado do Ceará.
8.2.1 . SEGMENTO
PRODUTIVO
Os segmentos industriais a serem atendidos pelo Fundo de
Desenvolvimento Industrial são:
a) indústria estruturante,
inclusive a indústria de bens de capital;
b) indústria de bens de
consumo finais e seus componentes;
c)
indústria de alta tecnologia, ou indústria de base tecnológica;
d) indústria de reciclagem e,
e) agroindústria, no tocante a
seu segmento industrial.
A definição desses focos se justifica pelas razões
seguintes:
a) Indústria estruturante: porque a instalação dessa
indústria provoca efeitos de encadeamento, induzindo a instalação de outras
indústrias;
b) Indústria de bens de consumo finais e seus
componentes: porque é intensiva em mão-de-obra e, no tocante à indústria leve,
porque é representativa da tradição industrial do Estado;
c) Indústria de alta tecnologia ou empresas de base
tecnológica (EBTs): porque gera produtos e serviços de
alto valor agregado, de maior competitividade, além de provocar impactos
positivos sobre a produtividade de outros setores;
d) Indústria de reciclagem: porque contribui para a
diminuição da entropia do sistema econômico além de provocar impactos positivos
sobre a ocupação e renda;
e) Agroindústria: porque provoca a verticalização e a
modernização do setor agropecuário.
Apresentamos abaixo a lista da composição desses
segmentos:
I. Indústrias Estruturantes:
Indústria de base
• Siderurgia
• Energias Alternativas
• Refinarias.
Indústrias de bens de capital
• Máquinas,
equipamentos e suas partes e componentes.
II. Indústrias de bens de consumo finais e seus
componentes, especialmente aquelas que reforcem as cadeias produtivas locais:
• Cadeia
couro-calçadista
• Cadeia de
confecções
• Cadeia de
móveis
• Cadeia têxtil
• Cadeia
eletro-eletrônica
• Cadeia
metal-mecânica.
III. Empresas de base tecnológica (EBTs):
• Empresas
provenientes das incubadoras de base tecnológica, incubadas ou graduadas,
independentes do setor de atuação e;
• Empresas
pertencentes às cadeias de:
Tecnologia de Informação
Farmo-química
Biotecnologia
Engenharia Genética
Energia Renovável
Óleos Essenciais
Fisioterápicos.
IV. Indústria de reciclagem:
• Indústria de
reciclagem em geral.
V. Agroindústria.
8.2.2. CADEIAS PRODUTIVAS
O Instituto de Pesquisa e Estratégia do Ceará - IPECE
encaminhará anualmente ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Industrial -
CEDIN a relação das cadeias produtivas (com seus respectivos elos faltantes)
consideradas de importância estratégica para o desenvolvimento do Estado do
Ceará para apoiar as decisões desse conselho.
A seguir encontra-se a relação inicial dessas cadeias
com seus respectivos elos faltantes/
I. Cadeia
coureiro-calçadista:
Elos faltantes:
• Curtumes de
acabamento de couros
• Corte e costura
de couro (Cut-and-sewing)
• Aviamentos
(Linhas, etiquetas, elástico, atacadores, velcro)
• Componentes
metálicos (Fivelas, presilhas)
• Placas Simostec
• Nylon estofado
para alça
• Primer
• S.B.R. (resina)
• Carbonato de
cálcio (Caulim)
• Componentes
plásticos, saltos (PU)
• Cadarços
• Forros
especiais, bidim e cabedais sintéticos
• Etiquetas
adesivas e bordadas
• Ferramentaria
especializada (Matrizes, moldes e maquetaria)
• Palmilhas
• Polietileno de
baixa densidade
• Polietileno de
alta densidade (Resina)
• PVC recuperado
• Fita de
poliester (Polipropileno).
II.
Cadeias de Móveis
Elos faltantes:
• Abrasivos
• Palhas
sintéticas
• Tintas e
vernizes
• Espuma para
estofados
• Móveis
hospitalares
• Componentes
metálicos
• Tecidos para
estofados
• Painéis de
madeira (Compensados, aglomerados e MDF).
III.
Cadeia de Confecções:
Elos faltantes:
• Linhas, botões
e elásticos
• Aviamentos
metálicos e plásticos
• Embalagens
plásticas
• Máquinas de corte
• Máquinas de
costura especializadas
• Etiquetas
• Lavagem e
tingimento
• Bobinas,
agulhas e pinças
• Componentes
químicos (Pigmentos, alvejantes).
Elos faltantes:
• Fibras
naturais, artificiais e sintéticas (Elastano de fio Lycra)
• Não tecidos
• Tecidos planos
finos
• Tecidos
elásticos (Lycra)
• Lavagem e tingimento
• Peças de
reposição para equipamentos
• Tubos e
correias
• Passadores e
placas eletrônicas.
V. Cadeia
Metal-Mecânica:
Elos faltantes:
• Metalúrgicas
• Fundições e forjados
• Matrizes para
corte/estamparias
• Moldes para
injeção de plásticos
• Linha branca
• Autopeças
• Máquinas de
costuras especializadas
• Equipamentos de
corte
• Containers
• Componentes e
produtos intermediários da indústria automotiva.
VI. Cadeia
Agroindústria
Elos faltantes:
• Equipamentos de
irrigação
• Embalagens de
vidro à vácuo, de polietileno e PET
• Instalações de
irradiação
• Instalações de
tratamento hidrotérmico
• Casas de
vegetação (mudas, rosas, cultivos protegidos, secagem de frutas, desidratação)
• Defensivos
orgânicos
• Tratores e
implementos (pulverizadores, plantadeiras mecânicas, grade mecânica, etc.)
• Sementes e
mudas
• Câmaras frias e
de climatização (frutas e hortaliças)
• Equipamentos
para a indústria de alimentos (equipamentos de concentração, envase, extração, estufas,
aço inox)
• Insumos para
fabricação de alimentos, como aditivos (corantes, conservantes, espessantes).
8.3.
REGRAS GERAIS DE
CONCESSÃO
8.3.1.
Acesso à
Solicitação do Incentivo
·
As empresas industriais poderão ter acesso ao FDI desde que
sejam atendidos os princípios básicos;
·
As informações sobre o FDI deverão ser disponibilizadas
pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico-SDE através dos meios
impresso e eletrônico (internet);
·
Os interessados poderão se candidatar a partir do
Sistema de Cadastro via e-mail.
8.3.2. Pré-qualificação
O processo de habilitação ao benefício será analisado e
formalizado na SDE e submetido ao CEDIN para deliberação em função de critérios como:
·
Cadeias produtivas
·
Potencial de crescimento
·
Ligação com a economia local
·
Vantagem comparativa
·
Potencial exportador
·
Perfil do grupo econômico
8.3.3.
Modalidades de concessão e critérios centrais de enquadramento
Os incentivos deverão concedidos, de
acordo com a disponibilidade financeira do
Estado, obedecendo
um Sistema de pontuação,
enfatizando:
¨
setores produtivos;
¨
localização geográfica;
¨
geração de emprego;
¨
volume de investimento;
¨
impacto sobre a demanda por matérias-primas e
insumos locais
¨
impacto sobre a demanda por serviços locais;
¨
gestão ambiental;
¨
responsabilidade social.
8.3.4.
Limites de concessão do incentivo
·
limite mínimo de 25%
·
limite máximo de 75%
8.3.5.
Limites do retorno
·
limite mínimo de 10%
·
limite máximo de 25%
8.3.6. Taxa de correção
·
TJLP
8.3.7.
Localização geográfica
·
em princípio, a localização geográfica será livre
·
entretanto, o projeto receberá maior pontuação
caso esteja fora da RMF e dentro de áreas consideradas estratégicas para a
estruturação de cidades médias no interior do estado.
¨
Pontuação com menor escala para a RMF também se justifica
pela grande concentração de vantagens de aglomerações urbanas verificadas nessa
área, e pontuação com maior escala para áreas do interior se justifica pela
necessidade de formação de economias de aglomeração nas mesmas
8.3.8. Prazo do Benefício
·
Mínimo de 05
e máximo de 15 anos
8.3.9.
Natureza do incentivo
·
implantação
·
ampliação
·
diversificação
·
recuperação de empresas
·
estímulo à certificação de qualidade
8.3.10. Prazo
de Carência “do empréstimo”
36
meses, a partir do qual inicia-se o pagamento do retorno
8.3.11.
Monitoramento
A
empresa terá que ser monitorada periodicamente, para que sejam verificados:
(1)
metas assumidas em contrato e;
(2)
evolução do perfil, desempenho e relações da empresa.
Este monitoramento deverá ser realizado pelas equipes da SDE/CODECE,
SEPLAN/IPECE, SEFAZ e agente financeiro
8.4. Outras Modalidades de Concessão
(além da implantação)
8.4.1. Estímulo à certificação de qualidade
Tendo em vista estimular a modernização e certificação
das empresas incentivadas e assim prepará-las para a retirada dos incentivos, a
Nova Política oferece um ano adicional de benefícios plenos para empresas que
venham a conseguir pelo menos duas certificações internacionais, do tipo ISO ou
BS. Para tanto, fica estabelecido que o mecanismo de desativação gradual do
item anterior terá início somente no ano seguinte ao vencimento do prazo dos
benefícios (ano t+1).
Prazo dos
benefícios: t anos
Desativação gradual ativação gradual:
t = 75% dos
benefícios iniciais
t + 1 = 50% dos
benefícios iniciais
t + 2 = 25% dos
benefícios iniciais
t + 3 = 0% dos
benefícios iniciais
8.4.2.
Ampliação
Possibilidades de aumento do prazo de benefício em até 50%
do prazo original*
Definido pela
ampliação do volume de investimento e do emprego no período do prazo original,
onde cada ponto percentual de aumento equivale a 1
(um) ponto percentual de extensão de prazo até o limite de 50%. As variações
percentuais de investimento e emprego serão calculados em função dos valores
apresentados no protocolo de intenção submetido à SDE.
No cálculo do aumento de investimento e emprego não serão considerados os
primeiros três anos de atividade da empresa.
8.4.3.
Recuperação de empresas cearenses
Também seriam realizados estudos no sentido de
desenvolver ações, onde o objetivo seria recuperar empresas genuinamente
cearenses e que por um motivo ou outro, passam por dificuldades.
Para situações como esta devemos observar a capacidade
de geração de empregos como fator fundamental nesta modalidade de concessão de
incentivos.
8.4.4.
Diversificação
Serão concedidos os mesmos benefícios dos projetos de implantação para a
nova linha de produto de empresas que apresentem projetos de Diversificação que
venham a proporcionar
uma expansão de, pelo menos, 30% do valor agregado médio dos últimos 2 anos de
operação e investimento igual ou superior a 30% do investimento inicial.
Entende-se por diversificação a agregação, por parte da
empresa industrial, de um novo grupo de produtos, de acordo com os previstos no
Código de Atividades Industriais (CAI) da FIBGE.
8.4.5.
Sistema de Acompanhamento e Monitoramento
O CEDIN considera essencial que o Estado, enquanto
patrocinador dos incentivos, acompanhe o desempenho dos empreendimentos
incentivados, inclusive para garantir a sustentabilidade dos mesmos, após a sua
saída do sistema de incentivos. Dentro dessa visão o CED, com o apoio da SDE, fará
uma avaliação dos empreendimentos, tendo em vista assegurar a continuidade dos
incentivos originais, ou, até mesmo, condicionar condições para tanto. Entre os
pontos a serem monitorados incluem-se, além de outros pactuados em casos
específicos, os seguintes:
a) A obediência do
cronograma e demais aspectos contidos no projeto, tais como emprego,
investimento e produção;
b) Observância às
normas de preservação ambiental;
c)
Observância das obrigações sociais, tais como o recolhimento do FGTS;
d) Produtos e
volumes exportados (mercados interno e externo); proporção do material
reciclado etc. Para efeito de aferição, considera-se que o empreendimento
incentivado deverá comprovar taxas de crescimento da produção, pelo menos,
equivalentes à média alcançada pelo seu gênero industrial no Ceará. Esses
últimos indicadores já são sistematicamente fornecidos por instituições como a
FIBGE, IPECE ou pela FIEC.
e) Nível de
comprometimento com as ações de desenvolvimento do Estado do Ceará, como
exemplo, podemos citar o Projeto Primeiro Emprego da Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo.
f)
Outros itens a serem acompanhados:
¨ Avaliação cadastral
do Empreendimento
¨ Avaliação da
Infra-estrutura
¨ Avaliação
Econômica
¨ Avaliação
Financeira
¨ Avaliação
Tecnológica
¨ Avaliação
Tributária
¨ Avaliação Social
- Empregos e Ações de Responsabilidade Social
¨ Avaliação do
Nível de Preservação Ambiental
¨
Avaliação do Nível de Comprometimento
com projetos governamentais
O processo de monitoramento e acompanhamento do
desempenho das empresas incentivadas contempla uma ampla análise das etapas de
concessão de incentivos.
Neste sentido o CEDIN deverá promover a criação de Comissão
Técnica onde a finalidade principal é proceder a
avaliação econômica, financeira, tecnológica e tributária dos projetos
apresentados. Esta comissão técnica será composta por representantes da
SDE/CODECE, SEFAZ, SEPLAN/IPECE e inclusão de outras setoriais, caso
necessário.
8.5. Metodologia para cálculo do
benefício
8.5.1. Benefício mínimo é de 25%.
8.5.2.
Benefício adicional será definido em função da pontuação que a empresa
adquirir, onde cada ponto corresponderá a 1 ponto
percentual de benefício.
A
pontuação será definida por:
I – SETORES E CADEIAS PRODUTIVAS
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS
|
|
a) Estruturante |
08 |
|
b) Base
tecnológica e Reciclagem de Resíduos |
06 |
|
c) Bens de Consumo
Final |
05 |
|
d) Bens
Intermediários, insumos e componentes |
04 |
|
e) Agroindústria e
Indústria de Minerais Não Metálicos |
03 |
|
f) Nenhuma das
opções acima |
00 |
II – VOLUME DE INVESTIMENTO
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Acima de 20
milhões de reais |
14 |
|
b) > 10 até 20
milhões de reais |
12 |
|
c) > 06 até 10
milhões de reais |
07 |
|
d) > 02 até 06 milhões
de reais |
04 |
|
e) De 120 mil até
02 milhões de reais |
02 |
|
f) Nenhuma das
opções acima |
00 |
III – GERAÇÃO DE EMPREGO
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Acima de 350
empregos diretos |
12 |
|
b) > 250 a 350
empregos diretos |
10 |
|
c) > 150 a 250
empregos diretos |
09 |
|
d) > 100 a 150
empregos diretos |
08 |
|
e) De 50 a 100
empregos diretos |
06 |
|
f) Nenhuma das
opções acima |
00 |
IV – IMPACTO
SOBRE A DEMANDA POR MATÉRIAS-PRIMAS, INSUMOS ( INCLUSIVE ENERGIA
ELÉTRICA) E SERVIÇOS LOCAIS)
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Acima de 40% do
custo total |
07 |
|
b) > 30% a 40%
do custo total |
06 |
|
c) > 20% a 30%
do custo total |
05 |
|
d) > 10% a 20%
do custo total |
04 |
|
e) > 05% a 10%
do custo total |
03 |
|
f) Nenhuma das
opções acima |
00 |
V – LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Complexo Industrial
do Porto do Pecém |
06 |
|
b) Cidades médias (Sobral, Limoeiro,
Morada Nova e Russas, Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, e Iguatu ) |
05 |
|
c) Interior |
04 |
|
d) RMF para EBT’s |
03 |
|
e) RMF, exceto
para capital |
01 |
|
f) Capital |
00 |
VI – RESPONSABILIDADE
SOCIAL E AMBIENTAL
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
|
3,0 |
|
1) Educação e P&D |
1,0 |
|
2) Saúde e Segurança Alimentar |
1,0 |
|
3) Lazer, cultura
e/ou esporte |
1,0 |
|
4) Inclusão
Digital |
1,0 |
|
5) Gestão
Ambiental |
1,0 |
|
6) Adesão aos
programas sociais do governo |
1,0 |
Obs: A empresa não pode acumular
pontuação superior a 3.
PONTUAÇÃO DA
EMPRESA
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
I - Setores e cadeias
produtivas |
|
|
II - Volume de
investimento |
|
|
III - Geração de
emprego |
|
|
IV - Impacto sobre
a demanda por matérias-primas, insumos (inclusive energia
elétrica) e serviços locais |
|
|
V - Localização
geográfica |
|
|
VI -
Responsabilidade social e ambiental |
|
TOTAL
|
50 |
8.6. Prazo do benefício
|
PONTUAÇÃO |
PRAZO |
|
a) De 35 a 50
pontos |
10 anos |
|
b) De 25 a 34
pontos |
8 anos |
|
c) De 0 a 24
pontos |
5 anos |
8.7. Definição dos retornos
|
PONTOS |
RETORNO |
|
30 a 50 |
25 % |
|
20 a 29 |
15 % |
|
0 a 19 |
10 % |
8.8. Sistema de Leilão
Implantação
de um Sistema de Leilão de Unidades de Contas do FDI – UC, realizado
pela Bolsa de Valores do Ceará, com as
seguintes características:
a)Periodicidade: semestral
b)
Fonte de Recursos: 1% dos desembolsos do FDI/PROVIN do ano
anterior
c) Participantes: pequenas e médias empresas do
Estado do Ceará com investimentos de até R$ 500.000,00
d)
Critérios de Seleção: deverão ser selecionados projetos que
demandarem o mínimo de benefício, ao mesmo tempo que oferecerem o máximo
de emprego direto e indireto
9. SISTEMA DE PONTUAÇÃO PARA
EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS
9.1. Acesso a solicitação do incentivo
Ü As empresas
turísticas poderão ter acesso ao FDI, conforme Decreto no. 26.210 de 03.05.2001
relativo ao diferimento e/ou isenção de ICMS incidente sobre máquinas e
equipamentos, desde que sejam atendidos os princípios básicos; projetos
analisados pela SETUR e aprovados pelo CEDIN.
Ü As
informações e atualizações normativas sobre o FDI deverão ser disponibilizadas
pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico – SDE através dos meios impressos
e eletrônicos e repassadas aos investidores pela SETUR.
Ü Os
interessados poderão se candidatar a partir da abertura do processo de
investimento na SETUR.
9.2.
Pré-qualificação
Ü Processo de
habilitação ao benefício será analisado e formalizado pela SETUR e submetido ao
CEDIN para deliberação.
A
pontuação será definida por:
I – SETORES E CADEIAS PRODUTIVAS
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS
|
|
a) Complexos
Turísticos |
08 |
|
b) Resorts |
06 |
|
c) Parques
temáticos |
05 |
|
d) Hotéis e
pousadas |
04 |
|
e) Demais
equipamentos |
03 |
II – VOLUME DE INVESTIMENTO
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Acima de 20
milhões de reais |
14 |
|
b) > 10 até 20
milhões de reais |
12 |
|
c) > 06 até 10
milhões de reais |
07 |
|
d) > 02 até 06
milhões de reais |
04 |
|
e) De 120 mil até
02 milhões de reais |
02 |
|
f) Nenhuma das
opções acima |
00 |
III – GERAÇÃO DE EMPREGO
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Acima de 200
empregos diretos |
12 |
|
b) > 151 a 200
empregos diretos |
10 |
|
c) > 101 a 150
empregos diretos |
09 |
|
d) > 21 a 100
empregos diretos |
08 |
|
e) até 20 empregos
diretos |
06 |
IV – IMPACTO
SOBRE A DEMANDA POR MATÉRIAS-PRIMAS, INSUMOS ( INCLUSIVE ENERGIA
ELÉTRICA E SERVIÇOS LOCAIS)
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Acima de 40% do
custo total |
07 |
|
b) > 30% a 40%
do custo total |
06 |
|
c) > 20% a 30%
do custo total |
05 |
|
d) > 10% a 20%
do custo total |
04 |
|
e) > 05% a 10%
do custo total |
03 |
|
f) Nenhuma das
opções acima |
00 |
V – LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
a) Municípios localizados na área de
abrangência do PRODETUR e demais municípios do Litoral Oeste, com exceção da capital |
06 |
|
b) Municípios localizados no Litoral
Leste e nos demais pólos de desenvolvimento turístico |
05 |
|
c) Municípios localizados na Região
Metropolitana de Fortaleza, excluindo a capital |
04 |
|
d) Municípios turísticos incluídos no
PNMT não contemplados nos itens anteriores |
03 |
|
e) Capital |
01 |
|
f) Nenhuma das
opções acima |
00 |
VI – RESPONSABILIDADE
SOCIAL E AMBIENTAL
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
|
3,0 |
|
1) Educação e P&D |
1,0 |
|
2) Saúde e Segurança Alimentar |
1,0 |
|
3) Lazer, cultura
e/ou esporte |
1,0 |
|
4) Inclusão
Digital |
1,0 |
|
5) Gestão
Ambiental |
1,0 |
|
6) Adesão aos
programas sociais do governo |
1,0 |
Obs: A empresa não pode acumular
pontuação superior a 3.
PONTUAÇÃO DA
EMPRESA
|
DISCRIMINAÇÃO |
PONTOS |
|
I - Setores e cadeias
produtivas |
|
|
II - Volume de
investimento |
|
|
III - Geração de
emprego |
|
|
IV - Impacto sobre
a demanda por matérias-primas, insumos (inclusive energia
elétrica) e serviços locais |
|
|
V - Localização
geográfica |
|
|
VI -
Responsabilidade social e ambiental |
|
TOTAL
|
50 |
9.3. Prazo do benefício
|
PONTUAÇÃO |
PRAZO |
|
a) De 35 a 50
pontos |
10 anos |
|
b) De 25 a 34
pontos |
8 anos |
|
c) De 0 a 24
pontos |
5 anos |
9.4. Definição dos retornos
|
PONTOS |
RETORNO |
|
30 a 50 |
25 % |
|
20 a 29 |
15 % |
|
0 a 19 |
10 % |