|
Jorge Parente - Presidente da Fiec
Em qualquer parte do mundo, o desenvolvimento
industrial não pode prescindir de financiamento, indispensável à
alavancagem dos negócios. Na região nordestina, particularmente, afigura-se
essencial o recurso às fontes de empréstimos, o que se fazia, até há pouco,
com os incentivos da Sudene e a assistência financeira do Banco do Nordeste
e Banco do Brasil. No caso específico do Ceará, cuja fatia no PIB nacional
é de 2,5%, foi muito bem aceita a atenção que o BNDES passou a dispensar na
solução das necessidades de recursos da classe empresarial do Estado,
dentro de sua Política de Desenvolvimento Regional, principalmente a partir
da inauguração de um Posto de Atendimento nas dependências internas da
Fiec.
Registramos com muito entusiasmo o
reconhecimento, a reunião histórica que o BNDES realiza na Fiec, a primeira
fora de sua sede social no Rio de Janeiro, o que muito nos honra e
enobrece, pela aproximação efetiva que estreita os laços de parceria entre
as duas instituições e ratifica o seu desejo de melhor servir ao
empresariado cearense.
São eloqüentes os números obtidos pelo Posto
de Atendimento do BNDES/Fiec. No primeiro trimestre deste ano, já foram
liberados pelo Banco, para projetos do interesse do Ceará, recursos da
ordem de R$ 70,3 milhões, o que significou aumento de 48% em relação aos R$
47,5 milhões de igual período do ano anterior.
Ao longo do tempo de funcionamento do Posto,
desde novembro/2000, quando foi inaugurado, até março deste ano, o Bndes
liberou recursos para o Ceará no montante de R$ 618,69 milhões, valor muito
expressivo se comparado com outras fontes de financiamento. Nesse período,
atenderam-se 1.650 empresas, quase 100 empresas/mês, que apresentaram
projetos no montante de R$ 1,84 bilhão.
Para a diretoria da Fiec, constitui-se motivo
de grande satisfação abrigar em sua sede essa representação do Bndes. Não
podemos, por isso, deixar de registrar os melhores agradecimentos ao
presidente Eleazar de Carvalho e a toda sua diretoria, pela reunião do
colegiado aqui ocorrida, bem como ao ex-presidente Francisco Gros, que
concretizou o desejo do empresariado de contar com esse valioso mecanismo
de interação com o banco.
|