GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E
COORDENAÇÃO (SEPLAN)
Fundação Instituto de
Pesquisa e Informação do Ceará (IPLANCE)
Fortaleza
Edições IPLANCE
2001
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO (SEPLAN)
FUNDAÇÃO INSTITUTO DE
Pesquisa e Informação do Ceará (IPLANCE)
elaboração
Francisco Ferreira Alves
ferreira@iplance.ce.gov.br
Marcelo Gaspar Thiers (Estagiário)
marcelo@iplance.ce.gov.br
Odorico de Moraes Eloy da Costa
normalização
Helena Fátima Mota Dias
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Adriana Sousa de Farias
CAPA
Clécio Queiroz dos Santos
Endereço: Centro
Administrativo Governador Virgílio Távora
Av. General Afonso Albuquerque Lima S/N
Ed.
SEPLAN - 2º andar - Cambeba
60839-900
- Fortaleza-CE
Internet:
Estado:
http://www.ceara.gov.br
IPLANCE:
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Copyright
© 2001 Fundação IPLANCE
IPLANCE Impactos da restrição de consumo de energia elétrica
sobre a economia cearense. Fortaleza: Edições IPLANCE, 2001. 1- Energia elétrica -
racionamento - Ceará. 2- Crise energética. 3- Energia elétrica –
consumo - Impacto econômico - Ceará. I-
Fundação Instituto de Pesquisa e Informação do Ceará (IPLANCE). II-
Título. CDU 620.9:33 (813.1)
Sumário Executivo
a)
A
avaliação dos impactos da restrição do consumo de energia elétrica sobre a
economia cearense foi realizada em três cenários. Cenário 1, com redução do
consumo de 20%, Cenário 2, com menos 25% e Cenário 3, com redução de 30%;
b)
Através de métodos
econométricos foram estimados os coeficiente de elasticidade-energia do
produto, ou seja, qual a sensibilidade do PIB em resposta às variações no
consumo de energia elétrica. Os
resultados microeconômicos encontrados sugerem que o setor industrial é muito
mais dependente do consumo de energia elétrica do que o setor de serviços, o
que aliás era de se esperar. O
coeficiente para a indústria foi estimado em 0,6824 e para o setor de serviços
em 0,2536. Na prática, significa que
uma redução de 10% no consumo de energia elétrica reduziria o PIB industrial em
6,824% e apenas 2,536% no PIB do setor de serviços;
c)
Na indústria, vale
destacar o coeficiente de elasticidade-energia produto de 1,4520 para o setor
de material elétrico e de comunicação, resultado que mostra que esta atividade
é bastante sensível ao consumo de energia elétrica;
d)
Em termos de impactos
macroeconômicos, o modelo econométrico de insumo-produto utilizado sugere que o
PIB do Estado do Ceará poderá apresentar uma redução que variará entre 2,30% e
3,45%. Como está previsto para o corrente
ano um crescimento de 4,5%, o resultado final poderá ser uma expansão que
deverá ficar entre 1,05% e 2,20%;
e)
Setorialmente e sob o
aspecto macroeconômico, a indústria
cearense deverá sofrer uma redução no seu produto entre 4,0% e 6,0%. A redução no setor de serviços deverá ser
menor, oscilando entre 1,65% e 2,47%;
f)
Pesquisa recente
realizada em todo Brasil pela Confederação Nacional da Indústria-CNI, indica
que, em média, as empresas pesquisadas precisariam reduzir a produção em 9,5%,
em resposta a um corte de 20% no consumo de energia elétrica. Os impactos sobre a produção devem se
refletir também no nível de emprego industrial, com 63% das empresas
pesquisadas declarando que provavelmente dispensarão trabalhadores;
g)
No Ceará, em termos
de mercado de trabalho em toda a economia, deixariam de ser criados entre
23.582 e 35.372 empregos diretos, como decorrência da redução esperada nos níveis de produção, representando algo entre 0,73% e 1,10% da população
ocupada;
h)
A arrecadação do ICMS
estadual poderá sofrer uma redução entre 2,03% e 3,05%, que em valores
equivaleriam a R$ 39,71 milhões e R$ 59,57 milhões. Somente sobre o setor de vendas de eletricidade, a Secretaria da
Fazenda Estadual estima uma redução de 2,5% na arrecadação do referido tributo,
equivalendo a cerca de R$ 30,1 milhões
até o final do ano;
i)
As exportações também
poderão ser atingidas, com reduções entre US$ 7,97 milhões e US$ 11,95 milhões,
que em termos percentuais representariam algo entre 1,61% e 2,41%a. Pelo lado das importações, estima-se também reduções
que poderão variar entre US$ 13,91 milhões e
US$20,86 milhões, equivalentes a 1,94% e 2,91%;
j)
Poderá haver uma
elevação na inflação. Como
consequência, é provável que também ocorra uma redução nos salários reais da
economia, menor consumo das famílias, nova redução na produção das empresas e
corte nos postos de trabalho;
k)
O possível aumento da
conta de energia elétrica daria para “comprar” os bens e serviços que o
consumidor deixaria de adquirir em
decorrência da restrição ao consumo de energia ? Se a resposta for negativa, tem-se uma pista para o valor de
futuras tarifas de energia elétrica.
l)
O quadro apresentado
abaixo traz um resumo das principais repercussões econômicas decorrentes da
restrição ao consumo de energia elétrica,
em termos de tendências.
VARIÁVEIS
|
TENDÊNCIA ESPERADA |
|
1. Taxa de Crescimento Oferta Agregada (PIB
+ M) |
- |
|
2. Taxa de Crescimento do PIB |
- |
|
3. Nível de emprego |
- |
|
4. Inflação |
+ |
|
5. Salário Real (W/P) |
- |
|
6. Taxa de Crescimento das importações |
- |
|
7. Taxa de Crescimento das exportações |
- |
|
8. Taxa de Crescimento Demanda Agregada (C +
I + X) |
- |
|
9. Saldo Balança Comercial |
- |
|
10. Taxa de Crescimento ICMS |
- |
|
11. Eficiência no uso de energia elétrica |
+ |
|
12. Substituição
de energia elétrica hidráulica por outras fontes |
+ |
|
13. Preço tarifa energia elétrica |
+ |
|
14. Investimentos setor elétrico |
+ |
|
15. Nível de bem-estar da população |
- |
Apresentação
A restrição que será imposta
pelo Governo Federal sobre o consumo de energia elétrica tem gerado muita
apreensão e questionamento dos mais diversos segmentos da sociedade, no que diz
respeito às repercussões sobre o nível da atividade econômica, segurança
pública, saúde, educação, trânsito urbano, afazeres domésticos e, de uma forma
mais abrangente, restrição à qualidade de vida e bem-estar da população.
A mensuração dos impactos econômicos decorrentes da restrição do consumo de energia elétrica representa um cálculo muito complexo e envolve muito mais variáveis do que as costumeiramente utilizadas nos modelos, inclusive as relacionadas com o comportamento humano. Por outro lado, vale ponderar também que ainda não foi vivenciada, na prática, uma situação semelhante à que se avizinha, não permitindo antecipar a totalidade das reações dos agentes econômicos. Assim, qualquer mensuração que se faça representa uma tentativa de aproximação da realidade que se pretende conhecer e antecipar.
De qualquer forma, o presente ensaio traz uma contribuição à análise do problema, na tentativa de ordenar as idéias, mostrar as interrelações entre as variáveis e procurar mensurar seus impactos, utilizando-se alguns instrumentos proporcionados pela teoria econômica.
De uma forma agregada, o estudo pretende identificar as reduções que poderão sofrer o produto interno bruto (PIB), o nível de emprego, as exportações, as importações, a arrecadação de impostos, especificamente o ICMS, e algumas qualificações sobre a inflação. Na medida do possível, será também tentada uma estimativa na redução do produto para as principais atividades econômicas do Estado.
Com este trabalho, o IPLANCE espera estar oferecendo ao Governo, especificamente, e à sociedade, de um modo geral, um conjunto de informações sistematizadas e fundamentadas sobre os prováveis impactos da restrição do consumo de energia elétrica sobre a economia cearense. Convém lembrar, ainda, que seus resultados devem ser interpretados também sob o aspecto provocativo de discussões e debates sobre o tema. Neste sentido, gostaríamos de contar com sugestões e críticas que possam enriquecer o presente ensaio.
Alex Araújo
Diretor Presidente
sumário
Metodologia, 7
Análise dos Resultados, 11
Uma Análise Gráfica do
Problema, 16
Considerações Finais, 18
Anexos, 19
Metodologia
A estimativa dos impactos econômicos decorrentes da restrição de consumo de energia elétrica deve ser realizada respondendo-se a duas perguntas:
a) qual intensidade em que cada atividade econômica será afetada isoladamente?
b) qual o impacto total sobre a economia cearense?
Para responder à primeira indagação, foram estimadas, para as principais atividades econômicas, as reduções do produto em resposta à diminuição do consumo de energia elétrica, que representa uma questão ligada à microeconomia. Na resposta à segunda pergunta, foram consideradas as reduções do produto de cada setor, estimadas na fase microeconômica, e introduzidas no modelo econométrico de insumo-produto do IPLANCE para mensurar os impactos agregados sobre a economia cearense, no que diz respeito às reduções do PIB total e setorial, emprego, exportações, importações, arrecadação do ICMS e avaliação preliminar sobre aumento de preços. A seguir, são detalhados os procedimentos adotados nas duas fases.
Fase I: Análise Microeconômica
Inicialmente, foram utilizados os dados disponíveis para o PIB dos principais sub-setores da economia cearense, calculado pelo IPLANCE, consumo de energia elétrica, por atividade econômica, fornecidos pela COELCE, emprego, fornecidos pelo IBGE/CAGED e a produtividade média da mão-de-obra, dada pela relação PIB/emprego, cobrindo o período de 1985 a 2000. As referidas variáveis foram transformadas em número índice, a partir de suas variações reais anuais.
A disponibilidade simultânea de informações para o PIB, consumo de energia elétrica e emprego permitiu selecionar as seguintes atividades econômicas:
v Indústria total;
v Indústria extrativa mineral;
v Indústria de transformação;
v Minerais não metálicos;
v Metalúrgica;
v Material elétrico e de comunicação;
v Química;
v Têxtil;
v Produtos alimentares;
v Construção civil;
v Serviços industriais de utilidade pública;
v Setor de serviços;
v Comércio.
Em seguida, foram estimadas equações de regressão, simples e múltiplas, através do método dos mínimos quadrados ordinários, utilizando-se o software Eviews, que associavam o produto setorial ao consumo de energia elétrica, emprego e produtividade do emprego, nas seguintes formas analíticas:
Pi
= f (Ei) (1)
Pi
= f (Ei, Ni) (2)
Pi = f (Ei, Pi/Ni) (3),
Onde:
Pi = produto do setor “i”;
Ei = consumo de energia elétrica do setor “i”;
Ni = emprego do setor “i”;
Pi/Ni = produtividade média da mão-de-obra.
As funções estimadas em (1) , (2) e (3) apresentaram os sinais esperados, com correlação positiva entre PIB , consumo de energia elétrica, emprego e produtividade média da mão-de-obra e os seus resultados foram estatisticamente significantes, conforme pode ser observado no Anexo do presente trabalho. A partir das funções estimadas, foi possível calcular os coeficientes de elasticidade-energia do produto, ou seja, qual a sensibilidade do PIB em resposta às variações no consumo de energia elétrica.
Esta elasticidade-energia (Ee) é calculada pela relação abaixo:
dPi Ei
dPi Ei
dEi Pi dEi f(Ei)
Foi tomada a forma especificativa bi-logarítmica das funções (1), (2) e (3), de tal maneira que o coeficiente encontrado para a energia elétrica já é o próprio coeficiente de elasticidade-energia produto desejado.
Uma vez identificados os coeficientes de elasticidade-energia produto (Ee), que podem ser analisados com maior riqueza de detalhes no Anexo do presente trabalho, o passo seguinte foi estimar a redução percentual no produto de cada atividade selecionada, em função da restrição do consumo de energia elétrica, que é fornecida na relação a seguir:
% de redução do
PIB =
Ee x % corte de energia (5)
Como hipótese de trabalho, foram adotados três possibilidades de redução no consumo de energia elétrica. Cenário 1, redução de 20%, Cenário 2, corte de 25% e cenário 3, redução de 30%.
Por outro lado, admitiu-se também como hipótese que a restrição do consumo de energia elétrica seria estendido até dezembro do corrente ano, significando, na prática, a necessidade de se trabalhar com um redutor semestral para cada atividade econômica, ou seja, o percentual de realização do produto relativo ao segundo semestre para cada setor selecionado. Estas informações foram obtidas no cálculo do PIB trimestral, realizado pelo IPLANCE, tomando-se a média para o período de 1998 a 2000.
Para
completar as hipóteses da fase microeconômica, achou-se conveniente introduzir um redutor de
impacto, admitindo-se que os empresários passarão a usar a energia elétrica de
modo mais eficiente, quer através do uso mais racional deste insumo, evitando
desperdícios, substituindo energia elétrica de fonte hidráulica por outras fontes (gerador próprio, termoelétrica,
eólica), ou comprando no mercado atacadista
de energia. Por insuficiência de tempo
e informações específicas, assumiu-se que este redutor seria de 70% para o
setor industrial e de 80% para o setor de serviços. Dito de outra forma, o aumento na eficiência no uso da energia
elétrica seria de 30% na indústria e de 20% no setor de serviços.
Assim,
a equação final que vai estimar a redução do PIB em função das restrições
admitidas anteriormente tem a seguinte forma:
%
de redução do PIB = Ee
x % corte de energia x
redutor semestral do PIB x redutor da eficiência de energia (6)
Fase II: Análise Macroeconômica
Esta fase envolve a mensuração dos impactos macroeconômicos. Para sua estimação, foi utilizado o modelo econométrico de insumo-produto para medição de impactos sobre a economia cearense, desenvolvido pela Universidade de Illinois, Fundação Instituto de Pesquisa Econômica – FIPE/USP e técnicos do IPLANCE.
Como
ponto de partida, o modelo utilizou a matriz de insumo-produto da economia
cearense, calculada para 1985. Mediante cálculos econométricos foram
introduzidas alterações nos coeficientes técnicos de produção (Aij), que são
fixos na matriz de insumo-produto, e passam a ser dinâmicos no modelo
econométrico, incorporando assim as mudanças tecnológicas. Estes ajustes são feitos anualmente pelo
modelo, tomando-se por base a série histórica levantada, de 1970 a 1996, para o
valor bruto da produção (VBP), valor agregado ou produto (PIB), emprego e
preços, para 36 setores selecionados da economia cearense.
O modelo também trabalha com um aparato de consistência macroeconômica nacional, permitindo assim que seus resultados sejam aderentes às tendências da economia brasileira e seu horizonte de previsão de impacto vai até o ano de 2011.
O modelo mede impactos na economia cearense causados por alterações nas seguintes variáveis:
a) renda ou produto;
b) produção;
c) emprego;
d) demanda final (consumo, investimento e exportações líquidas).
Qualquer
que seja a fonte escolhida de alteração, o modelo apresenta como saída os
seguintes impactos, para o total da economia e para cada um dos 36 setores
selecionados:
a) alteração na produção;
b) alteração na renda ou produto;
c) alteração no emprego (direto, indireto e total);
d) alteração no consumo (privado, governamental e total);
e) alteração no investimento (privado, governamental e total).
Isto posto, os valores encontrados na fase I, calculados pela fórmula (6), alimentaram o modelo econométrico e permitiram uma mensuração macroeconômica consistente, decorrente da restrição do consumo de energia elétrica.
O cálculo da previsão da provável redução na arrecadação no ICMS foi realizado mediante a aplicação de uma proporção entre o referido tributo e o PIB estadual, que apresentou um valor médio de 7,60%, no período de 1995 a 2000. Ou seja:
Valor da redução do
ICMS =
7,60 % . valor da redução do PIB
(7)
A estimativa do impacto sobre as exportações também seguiu a mesma lógica desenvolvida para a fórmula (7). Assim, tomou-se a participação das exportações sobre o PIB, que alcançou o valor médio de 2,79%, no período de 1995 a 2000. Isto posto:
Valor da redução das
exportações = 2,79% valor da redução do PIB
(8)
De igual modo, a estimativa do impacto sobre as importações teve o mesmo procedimento. Dessa forma, adotou-se a participação das importações sobre o PIB estadual, que alcançou o valor médio de 4,87% no referido período. Assim:
Valor da redução das
importações = 4,87% valor da redução do PIB
(9)
Análise dos Resultados
a) Impactos Microeconômicos
Conforme descrito na parte metodológica, o primeiro passo do trabalho foi estimar funções que associassem o PIB de cada atividade selecionada com o consumo de energia elétrica, para permitir o cálculo da elasticidade-energia do produto.
Uma vez conhecidos os coeficientes de elasticidade referidos, o passo seguinte foi calcular em que medida os cortes de energia elétrica também reduziriam o PIB de cada atividade, levando-se em conta os redutores do segundo semestre e do aumento da eficiência no uso de energia elétrica, descritos anteriormente nas notas metodológicas. Os resultados estão apresentados na Tabela 1, a seguir.
Tabela
1 - Impactos microeconômicos - Estimativa da redução do PIB setorial, em três
cenários de redução do consumo de energia elétrica, para alimentar o modelo
econométrico de insumo-produto - Ceará - 2001
|
SETORES |
ELASTICIDADE ENERGIA DO PRODUTO (a) |
REDUTOR SEMESTRAL EM % (b) |
REDUTOR |
REDUÇÃO % NO PIB |
||
|
CENÁRIO 1 (d) |
CENÁRIO 2 (e) |
CENÁRIO 3 (f) |
||||
|
1. SETOR INDUSTRIAL |
0,6824 |
- |
- |
- |
- |
- |
|
Ind. Extrativa Mineral |
0,0168 |
47,88 |
70 |
0,1126 |
0,1408 |
0,1689 |
|
Ind. de Transformação |
0,5466 |
- |
- |
- |
- |
- |
|
Minerais não metálicos |
0,6502 |
55,05 |
70 |
5,0111 |
6,2639 |
7,5166 |
|
Metalurgia |
0,5872 |
53,32 |
70 |
4,3833 |
5,4792 |
6,5750 |
|
Têxtil |
0,4637 |
53,70 |
70 |
3,4861 |
4,3576 |
5,2291 |
|
Vestuário e calçados |
0,5466 |
54,08 |
70 |
4,1384 |
5,1730 |
6,2076 |
|
Produtos alimentares |
0,3237 |
51,64 |
70 |
2,3402 |
2,9253 |
3,5103 |
|
Material elétrico com. |
1,4520 |
57,56 |
70 |
11,7008 |
14,6260 |
17,5512 |
|
Química |
0,5897 |
54,10 |
70 |
4,4664 |
5,5830 |
6,6996 |
Construção Civil
|
0,0948 |
51,82 |
70 |
0,6878 |
0,8597 |
1,0316 |
|
Serv. Ind. Util. Pública |
0,8801 |
52,23 |
70 |
6,4392 |
9,1403 |
9,6532 |
|
2. SETOR DE SERVIÇOS |
0,2536 |
- |
- |
- |
- |
- |
|
Comércio |
0,3285 |
53,08 |
80 |
2,7899 |
3,4874 |
4,1848 |
|
Alojamento/alimentação |
0,2536 |
51,57 |
80 |
2,0925 |
2,6156 |
3,1388 |
|
Transportes |
0,2536 |
52,39 |
80 |
2,1258 |
2,6572 |
3,1887 |
|
Comunicação |
0,2536 |
50,10 |
80 |
2,0329 |
2,5411 |
3,0493 |
Fonte: Cálculo dos autores.
(a) Estimada através de equações de regressão, apresentadas no Anexo do
trabalho.
(b) Percentual do PIB setorial gerado no segundo semestre, calculado pela média do período 1998-2000, com base no PIB trimestral do IPLANCE.
(c) Hipótese assumida pelos autores, admitindo um aumento na eficiência no uso de energia elétrica de 30% para o setor industrial e de 20% para o setor de serviços.
(d) Cenário 1 = (a).(b). (c). 20%
(redução consumo energia).
(e) Cenário 2 = (a).(b). (c). 25%
(redução consumo energia).
(f) Cenário 3 = (a).(b). (c). 30% (redução consumo energia).
De uma forma geral, os resultados encontrados sugerem que o setor industrial é muito mais dependente do consumo de energia elétrica do que o setor de serviços, o que aliás era de se esperar. Assim, o coeficiente de elasticidade-energia do produto do setor secundário alcançou 0,6824, significando, na prática, que uma redução de 10% no consumo de energia elétrica reduziria o PIB industrial em 6,824%. Para o setor de serviços, este coeficiente foi estimado em 0,2536, o que mostra uma sensibilidade ou dependência bem menor em relação à energia elétrica. Significa dizer, por outras palavras, que uma redução de 10% no consumo de energia elétrica só diminuiria o PIB do setor em apenas 2,536%.
Dentro do setor industrial, vale destacar que o nível de atividade do gênero de material elétrico e de comunicações é bastante sensível (elasticidade maior que um) ao consumo de energia elétrica, apresentando um coeficiente de elasticidade de 1,4520, ou seja, uma redução de 10% no consumo de energia reduziria em 14,520% o seu produto. As demais indústrias apresentaram coeficiente de elasticidade menor que um, significando que suas atividades são pouco sensíveis ao consumo de energia elétrica.
Deve-se ressaltar, entretanto, que estes cálculos restringem-se aos impactos diretos e microeconômicos que poderão advir em cada atividade, não levando em consideração as interrelações e interdependências da economia cearense. Assim, os números estimados nesta seção não representam um bom indicativo das repercussões que se pretende conhecer. Na verdade, os seus resultados alimentaram o modelo econométrico de insumo-produto, para a estimativa dos impactos macroeconômicos, que será feita na seção seguinte.
b) Impactos Macroeconômicos
Os impactos da restrição do consumo de energia elétrica sobre a economia cearense, calculados pelo modelo econométrico de insumo-produto, sugerem que o PIB estadual poderá apresentar uma redução que variará entre 2,30% e 3,45%. Em termos monetários, as referidas reduções alcançariam algo entre R$ 522,51 milhões e R$ 783,77 milhões de novos produtos e serviços que deixariam de ser produzidos em 2001, tendo-se como cenários reduções do consumo de energia elétrica entre 20% e 30%. No primeiro caso, como está sendo projetado para o corrente ano um crescimento de 4,5%, a expansão final do PIB cairia para 2,20% e no segundo caso o crescimento final seria de 1,05%.
Convém lembrar, a título de comparação, que o Banco Central divulgou recentemente uma nova estimativa de crescimento para a economia brasileira para o corrente ano, em função da crise de energia elétrica, cuja taxa final deveria cair de 4,3% para 2,8%, ou seja, com uma redução de 1,5%.
Em termos de mercado de
trabalho estadual, deixariam de ser criados entre 23.582 e 35.372 empregos diretos, correspondendo a
algo entre 0,73% e 1,10% da população ocupada.
Em virtude de uma provável redução do PIB, está sendo também estimada uma diminuição na arrecadação do ICMS entre 2,03% e 3,05%, equivalentes a R$ 39,71 milhões e R$ 59,57 milhões, respectivamente. A propósito, convém lembrar que a Secretaria da Fazenda realizou recentemente uma estimativa de redução do ICMS, decorrente apenas da diminuição prevista para a receita de energia elétrica, que deveria alcançar cerca de 2,5%, que em termos mensais equivaleria a R$ 4,3 milhões, ou R$ 30,1 milhões até dezembro do corrente ano. Vale ressaltar que estes resultados negativos poderão ser minimizados em decorrência do aumento do preço dos combustíveis e das tarifas telefônicas.
De igual forma, estima-se que as exportações estaduais também sejam atingidas. Assim, projeta-se para o corrente ano uma redução entre US$ 7,97 milhões a US$ 11,95 milhões nas vendas externas, que em termos relativos representariam diminuições entre 1,61% a 2,41%.
Igual comportamento também está sendo antecipado para as importações, que poderão sofrer este ano uma redução que variará entre US$ 13,91 milhões e US$ 20,86 milhões, algo em torno de - 1,94% e - 2,91%.
A Tabela 2, apresentada a seguir, traz um detalhamento dos prováveis efeitos macroeconômicos em 2001.
Tabela
2 - Estimativa dos impactos macroeconômicos da restrição ao consumo de energia
elétrica - Ceará - 2001
|
IMPACTOS |
CENÁRIO 1 |
CENÁRIO 2 |
CENÁRIO 3 |
|
a) Redução do PIB |
|
|
|
|
Em % |
2,30 |
2,88 |
3,45 |
|
Em R$ milhões |
522,51 |
654,28 |
783,77 |
|
b) Nova taxa de crescimento prevista para
o PIB (4,5% - Cenários) |
2,20 |
1,62 |
1,05 |
|
c) Redução no número de empregos |
|
|
|
|
Em % da população ocupada |
0,73 |
0,92 |
1,10 |
|
Em números absolutos |
23.582 |
29.478 |
35.372 |
|
d) Redução no ICMS |
|
|
|
|
Em % |
2,03 |
2,55 |
3,05 |
|
Em R$ milhões |
39,71 |
49,73 |
59,57 |
|
e) Redução nas exportações |
|
|
|
|
Em % |
1,61 |
2,01 |
2,41 |
|
Em US$ milhões |
7,97 |
9,98 |
11,95 |
|
f) Redução nas importações |
|
|
|
|
Em % |
1,94 |
2,43 |
2,91 |
|
Em US$ milhões |
13,91 |
17,41 |
20,86 |
Fonte: Cálculo dos
autores, a partir de impactos simulados utilizando-se o modelo econométrico de
insumo-produto.
Cenário 1 = redução do consumo de energia elétrica
de20%.
Cenário 2 = redução do consumo de energia elétrica de
25%.
Cenário 3 = redução do consumo de energia elétrica de
30%.
Caberia, ainda, uma breve especulação sobre a tendência da inflação. De princípio, não se pode nem se deve trabalhar com números. O mais sensato é tentar visualizar o sentido da variação dos preços. Assim, dentro dos cenários analisados, espera-se um crescimento da inflação, em virtude dos seguintes aspectos:
a) elevação do preço das tarifas de energia elétrica para o consumidor final e para os setores produtivos;
b) uma redução provável na quantidade produzida/ofertada pela economia pode gerar um novo ponto de equilíbrio do mercado, com um preço mais elevado;
c) ao produzir menos, a tendência das empresas é aumentar seus custos unitários, com repercussões finais sobre os preços dos produtos.
Em decorrência de uma provável elevação dos preços, poderá haver uma redução nos salários reais da economia, o que significa um menor poder de compra das famílias e consequentemente menor nível de consumo. Esta provável redução no consumo poderá influenciar as empresas a produzirem menos, e reduzir também seus postos de trabalho.
Com o intuito de enriquecer o trabalho com informações detalhadas, a Tabela 3 traz uma estimativa, para os principais setores contemplados no modelo econométrico de insumo-produto, em termos de redução percentual no PIB, dentro dos três cenários analisados.
Conforme pode ser observado, o setor industrial, dentro de uma
análise macroeconômica, deverá ser o mais atingido com a restrição ao consumo
de energia elétrica. De acordo com as
estimativas do modelo econométrico de insumo
produto, a redução industrial deverá alcançar algo entre 4,0% e 6,0%.
Assim, o gênero de material elétrico e de comunicações, por sua
elasticidade-energia produto maior do que um, deverá ser o que mais sofrerá com a restrição de energia elétrica, prevendo-se
uma redução entre 13,81% e 20,71%. Em seguida, aparecem com impactos
mais negativos o setor de serviços
industriais de utilidade pública, fortemente influenciado pela atividade de
distribuição de energia (-12,31% e – 18,46%), têxteis (-11,17% e -16,75%) e minerais
não metálicos (-7,19% e – 10,78%),
nos cenários de redução de energia elétrica entre 20% e 30%.
O setor de serviços, por ser menos intensivo no uso de energia
elétrica, deverá sofrer uma redução entre 1,65% e 2,27%. Como maiores
reduções dentro dos serviços aparecem as atividades de transportes (- 4,08% e –
6,13%) e comércio (- 3,12% e 4,68%).
Tabela 3 - Estimativa da redução do PIB total e setorial, em três cenários de redução do consumo de energia elétrica - Ceará - 2001
|
ATIVIDADES |
REDUÇÃO % NO PIB |
||
|
CENÁRIO 1 |
CENÁRIO 2 |
CENÁRIO 3 |
|
|
TOTAL DA ECONOMIA |
2,30 |
2,88 |
3,45 |
|
INDÚSTRIA |
4,00 |
5,01 |
6,00 |
|
Extrativa mineral |
0,16 |
0,20 |
0,24 |
|
Minerais não metálicos |
7,19 |
8,99 |
10,78 |
|
Metalúrgica |
4,95 |
6,19 |
7,43 |
|
Têxtil |
11,17 |
13,96 |
16,75 |
|
Vestuário e calçados |
4,23 |
5,29 |
6,35 |
|
Produtos alimentícios |
2,84 |
3,55 |
4,26 |
|
Material elétrico e de comunicações |
13,81 |
17,26 |
20,71 |
|
Química |
5,98 |
7,48 |
8,98 |
|
Construção civil |
1,66 |
2,07 |
2,49 |
|
Serviços Ind. Utilidade Pública |
12,31 |
17,48 |
18,46 |
|
SERVIÇOS |
1,65 |
2,06 |
2,47 |
|
Comércio |
3,12 |
3,90 |
4,68 |
|
Alojamento e alimentação |
2,62 |
3,28 |
3,93 |
|
Transporte |
4,08 |
5,11 |
6,13 |
|
Comunicação |
2,33 |
2,92 |
3,50 |
Fonte: Cálculo dos autores baseado no Modelo Econométrico de Insumo
Produto.
Cenário 1 correspondente
a uma redução no consumo de energia elétrica de 20%.
Cenário 2 correspondente
a uma redução no consumo de energia elétrica de 25%.
Cenário 3 correspondente
a uma redução no consumo de energia elétrica de 30%.
A
título de ilustração e comparação, vale lembrar estudo divulgado agora no
começo de julho pela Confederação Nacional da Indústria-CNI, intitulado Efeitos
do Racionamento de Energia Elétrica na Indústria, pesquisa realizada
entre os dias 11 e 20 de junho em 918
empresas industriais de todo o Brasil. Cujas principais conclusões foram:
a) para 76% das empresas pesquisadas, o cumprimento da meta de redução do consumo de energia elétrica (20%) só será possível com redução da produção, sendo que a maioria delas estima que a redução necessária será superior a 15%. Em média, as empresas estimam que precisariam reduzir a produção em 9,5%;
b) os impactos sobre a produção devem se refletir também no nível de emprego industrial, com 63% das empresas declarando que provavelmente dispensarão trabalhadores;
c) em relação à duração da crise, 49% das empresas acreditam que a mesma deva se estender até depois de 2002. Outras 40%, no entanto, esperam que o problema se resolva até o próximo ano;
d) a estratégia preferencial de 60% das empresas diante da crise consiste em direcionar esforços na busca da eficiência energética;
e) a maioria das empresas (43%) considera que ainda é cedo para reavaliar seus planos de investimento em função do racionamento. Para 37%, no entanto, os investimentos serão menores, sendo que para 15% serão substancialmente menores.
UMA ANÁLISE GRÁFICA DO PROBLEMA
A análise gráfica é uma ferramenta muito importante e eficiente, pois proporciona uma melhor visualização e entendimento do fenômeno que se quer representar.
Esta
ferramenta foi utilizada para mostrar o comportamento das variáveis
macroeconômicas, em resposta a uma redução imposta ao consumo de energia elétrica na economia. Os agregados
econômicos relevantes para o estudo foram: o produto final da economia Y, o nível de emprego que foi chamado de N, a oferta agregada da
economia OA, a demanda agregada de DA, os investimentos I,
a poupança de S, o salário real da economia (W/P), o nível de preços
chamamos de P; utilizou-se o modelo NeoKeynesiano, para o estudo.
4 3
O comportamento das variáveis pode ser observado admitindo uma
redução na oferta agregada, motivado por uma redução no consumo de energia,
mostrado no gráfico 1, saindo de OA para OA’. Dessa forma, nota-se que a redução na oferta agregada irá
ocasionar uma tendência de redução no produto da economia com Yo indo para Y1 e uma elevação do
nível de preço, indo de Po para P1. O que refletirá no
gráfico 2, utilizado para fazer a conexão entre o gráfico 1 e o gráfico 3. O
gráfico 3, que representa o nível de mão de obra frente à produtividade
marginal do capital, sofrerá com a
redução no produto, fazendo com que o nível de emprego inicial No
tenda para N1. No gráfico 4 uma redução no nível de emprego vai determinar
uma redução no salário real, caindo de (W/P0) para (W/P). No gráfico 5 também podemos observar que uma redução no produto
acarretará também uma diminuição do nível de poupança[1],
partindo de So para S1. Como o nível de investimento é
igual a poupança, ocorre uma queda no investimento com a queda da poupança,
como pode ser observado no gráfico 6; fazendo com que Io vá para I1.

A queda no nível de emprego, juntamente com a diminuição no salário real, no primeiro movimento das variáveis faz com que caia a demanda agregada no gráfico 1, fazendo com que DA caminhe para DA’ . Esse novo movimento terá um efeito nos preços, fazendo com que ele se ajuste abaixo do que os empresários realmente gostaria que ele ficasse, embora acima do preço inicial, caindo então de P1 para P2. Esse novo movimento fará com que o gráfico auxiliar influencie no gráfico 3, diminuindo o nível de emprego de N1 para N2. O gráfico 5 e 6 tenderá a acompanhar o movimento de queda no produto, caindo também o nível de poupança e investimento.

6 5
De fato, uma redução no consumo de energia fará com que haja
uma tendência de queda no produto,
acompanhada também por uma redução no nível de emprego e salário real. A
intensidade dessas diminuições dependerá da capacidade de adaptação das
empresas e de negociações entre elas e
os trabalhadores, para que o impacto seja amortecido.
Considerações Finais
Sobre a complexidade das questões envolvidas com a redução no consumo de energia elétrica, cabe ainda alguma reflexão a respeito da redução do nível de satisfação e bem-estar das famílias e do consumidor em geral. Embora não seja possível mensurar esta perda, dá para se ter uma idéia em termos de mudanças de hábito, alteração de algumas rotinas domésticas, da redução do uso de inúmeros equipamentos que a nova tecnologia oferece, do aumento da insegurança individual e coletiva e uma possível alteração das expectativas dos consumidores, que poderão tornar-se mais cautelosos.
De qualquer modo, pode-se fazer uma conta relativamente simples. O possível aumento na conta de luz de cada consumidor daria para comprar os bens e serviços que ele vai deixar de adquirir? Ou, de uma forma mais filosófica, daria para repor o seu nível de bem-estar perdido? Os economistas costumam chamar esta comparação de “excedente do consumidor”. Certamente, as respostas a estas duas questões seriam negativas. Estas reflexões podem oferecer uma pista para a cobrança de futuras tarifas de energia elétrica.
Anexos
a) Equações de regressão
1. Indústria Total
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
1.518100 |
0.257002 |
5.906956 |
0.0001 |
|
LOG
(ENERIND) |
0.682402 |
0.049623 |
13.75159 |
0.0000 |
|
AR (1) |
0.215385 |
0.273370 |
0.787891 |
0.4460 |
|
R-squared |
0.966429 |
Mean dependent var |
5.027683 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.960834 |
S.D. dependent var |
0.188448 |
|
|
S.E.
of regression |
0.037294 |
Akaike info criterion |
-3.563088 |
|
|
Sum
squared resid |
0.016691 |
Schwarz criterion |
-3.421478 |
|
|
Log
likelihood |
29.72316 |
F-statistic |
172.7283 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.836102 |
Prob (F-statistic) |
0.000000 |
|
LOG (PIBIND) = 1.51809998 +
0.6824019066 * LOG (ENERIND) + [AR(1) = 0.2153852753]
2. Extrativa Mineral
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
4.007093 |
0.328229 |
12.20822 |
0.0000 |
|
LOG
(ENEREXTRM) |
0.016783 |
0.050042 |
0.335376 |
0.7431 |
|
AR (1) |
0.748030 |
0.121838 |
6.139569 |
0.0001 |
|
R-squared |
0.752773 |
Mean dependent var |
4.222176 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.711568 |
S.D. dependent var |
0.123405 |
|
|
S.E.
of regression |
0.066276 |
Akaike info criterion |
-2.413130 |
|
|
Sum
squared resid |
0.052710 |
Schwarz criterion |
-2.271520 |
|
|
Log
likelihood |
21.09847 |
F-statistic |
18.26916 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.506466 |
Prob (F-statistic) |
0.000228 |
|
LOG (PIBEXTRM) = 4.007092533 + 0.01678285361 * LOG
(ENEREXTRM) + [AR(1) = 0.7480302371]
3. Indústria de
Transformação
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
2.090399 |
0.184730 |
11.31599 |
0.0000 |
|
LOG
(ENERTRANSF) |
0.546617 |
0.036112 |
15.13669 |
0.0000 |
|
R-squared |
0.942415 |
Mean dependent var |
4.882453 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.938302 |
S.D. dependent var |
0.161852 |
|
|
S.E.
of regression |
0.040203 |
Akaike info criterion |
-3.473306 |
|
|
Sum
squared resid |
0.022627 |
Schwarz criterion |
-3.376732 |
|
|
Log
likelihood |
29.78645 |
F-statistic |
229.1194 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
2.270567 |
Prob (F-statistic) |
0.000000 |
|
LOG (PIBTRANSF) = 2.090398586 +
0.5466171937 * LOG (ENERTRANSF)
4. Mineral
Não-Metálico
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
1.652135 |
1.045170 |
1.580734 |
0.1399 |
|
LOG
(ENERMNM) |
0.650229 |
0.200419 |
3.244354 |
0.0070 |
|
AR (1) |
0.664889 |
0.222353 |
2.990248 |
0.0113 |
|
R-squared |
0.841966 |
Mean dependent var |
4.949681 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.815627 |
S.D. dependent var |
0.224837 |
|
|
S.E.
of regression |
0.096542 |
Akaike info criterion |
-1.660819 |
|
|
Sum
squared resid |
0.111844 |
Schwarz criterion |
-1.519209 |
|
|
Log
likelihood |
15.45614 |
F-statistic |
31.96661 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.348393 |
Prob (F-statistic) |
0.000016 |
|
LOG (PIBMNM) = 1.6521346 + 0.6502290508 * LOG (ENERMNM) +
[AR(1) = 0.6648893774]
5.
Metalurgia
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
6.964332 |
2.316625 |
3.006240 |
0.0101 |
|
LOG
(ENERMET) |
0.587176 |
0.319129 |
1.839932 |
0.0887 |
|
LOG
(EMPMET) |
-1.072530 |
0.261457 |
-4.102135 |
0.0012 |
|
R-squared |
0.706978 |
Mean dependent var |
5.261168 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.661898 |
S.D. dependent var |
0.472795 |
|
|
S.E.
of regression |
0.274914 |
Akaike info criterion |
0.422644 |
|
|
Sum
squared resid |
0.982511 |
Schwarz criterion |
0.567505 |
|
|
Log
likelihood |
-0.381155 |
F-statistic |
15.68264 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.025750 |
Prob (F-statistic) |
0.000343 |
|
LOG (PIBMET) = 6.964331859 +
0.5871755439 * LOG (ENERMET) - 1.072530059 * LOG (EMPMET)
6. Material Elétrico
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
-2.001610 |
1.632263 |
-1.226279 |
0.2403 |
|
LOG (ENERMATE) |
1.452035 |
0.333713 |
4.351152 |
0.0007 |
|
R-squared |
0.574888 |
Mean dependent var |
5.087385 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.544523 |
S.D. dependent var |
0.590199 |
|
|
S.E.
of regression |
0.398319 |
Akaike info criterion |
1.113344 |
|
|
Sum
squared resid |
2.221218 |
Schwarz criterion |
1.209918 |
|
|
Log
likelihood |
-6.906752 |
F-statistic |
18.93252 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.108537 |
Prob (F-statistic) |
0.000665 |
|
LOG (PIBMATE) = -2.001610343 + 1.452034785 * LOG (ENERMATE)
7. Indústria Química
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
-1.112984 |
0.575438 |
-1.934150 |
0.0819 |
|
LOG (ENERQUI) |
0.589732 |
0.071428 |
8.256269 |
0.0000 |
|
LOG (PRODQUI) |
0.525772 |
0.110557 |
4.755654 |
0.0008 |
|
AR (2) |
0.543230 |
0.140842 |
3.857029 |
0.0032 |
|
R-squared |
0.957165 |
Mean dependent var |
4.806416 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.944315 |
S.D. dependent var |
0.228497 |
|
|
S.E.
of regression |
0.053920 |
Akaike info criterion |
-2.767672 |
|
|
Sum
squared resid |
0.029074 |
Schwarz criterion |
-2.585084 |
|
|
Log
likelihood |
23.37370 |
F-statistic |
74.48536 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.540621 |
Prob (F-statistic) |
0.000000 |
|
LOG (PIBQUI) = -1.112984123 + 0.5897323516 * LOG (ENERQUI)
+ 0.5257720821 * LOG (PRODQUI) + [AR(2)=0.543230177]
8. Indústria Têxtil
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
0.327933 |
0.219573 |
1.493505 |
0.1592 |
|
LOG
(ENERTEXT) |
0.463664 |
0.076051 |
6.096759 |
0.0000 |
|
LOG
(PRODTEXT) |
0.458386 |
0.091465 |
5.011581 |
0.0002 |
|
R-squared |
0.978083 |
Mean dependent var |
5.213689 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.974711 |
S.D. dependent var |
0.318800 |
|
|
S.E.
of regression |
0.050698 |
Akaike info criterion |
-2.958514 |
|
|
Sum
squared resid |
0.033413 |
Schwarz criterion |
-2.813653 |
|
|
Log
likelihood |
26.66811 |
F-statistic |
290.0670 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.770351 |
Prob (F-statistic) |
0.000000 |
|
LOG (PIBTEXT) = 0.3279330327 +
0.4636642329 * LOG (ENERTEXT) + 0.4583857664 * LOG (PRODTEXT)
9.
Produtos Alimentícios
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
3.055431 |
0.781417 |
3.910115 |
0.0016 |
|
LOG
(ENERPRAL) |
0.323661 |
0.165588 |
1.954611 |
0.0709 |
|
R-squared |
0.214388 |
Mean dependent var |
4.581634 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.158273 |
S.D. dependent var |
0.133007 |
|
|
S.E.
of regression |
0.122028 |
Akaike info criterion |
-1.252657 |
|
|
Sum
squared resid |
0.208473 |
Schwarz criterion |
-1.156084 |
|
|
Log
likelihood |
12.02126 |
F-statistic |
3.820505 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.613846 |
Prob (F-statistic) |
0.070899 |
|
LOG (PIBPRAL) = 3.055431169 + 0.3236611553 * LOG (ENERPRAL)
10. Construção
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
5.224681 |
1.419184 |
3.681469 |
0.0031 |
|
LOG (ENERCONST) |
0.094894 |
0.260478 |
0.364307 |
0.7220 |
|
AR (1) |
0.750471 |
0.112540 |
6.668477 |
0.0000 |
|
R-squared |
0.837421 |
Mean
dependent var |
5.473004 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.810324 |
S.D.
dependent var |
0.306412 |
|
|
S.E.
of regression |
0.133448 |
Akaike info
criterion |
-1.013353 |
|
|
Sum
squared resid |
0.213700 |
Schwarz
criterion |
-0.871743 |
|
|
Log
likelihood |
10.60015 |
F-statistic |
30.90513 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.973366 |
Prob
(F-statistic) |
0.000018 |
|
LOG (PIBCONST) = 5.224681192 +
0.09489379761 * LOG (ENERCONST) + [AR(1)=0.7504713944]
11. Serviços Industriais
de Utilidade Pública
|
Dependent
Variable: LOG (PIB) |
||||
|
Method:
Least Squares |
||||
|
Date:
07/03/01 Time: 16:56 |
||||
|
Sample:
1985 2000 |
||||
|
Included
observations: 16 |
||||
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
0.407297 |
0.091009 |
4.475361 |
0.0006 |
|
LOG
(ENERG) |
0.880171 |
0.051988 |
16.93019 |
0.0000 |
|
LOG
(PROD) |
0.037582 |
0.035645 |
1.054344 |
0.3109 |
|
R-squared |
0.998565 |
Mean dependent var |
5.088944 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.998344 |
S.D. dependent var |
0.317489 |
|
|
S.E.
of regression |
0.012921 |
Akaike info criterion |
-5.692531 |
|
|
Sum
squared resid |
0.002170 |
Schwarz criterion |
-5.547671 |
|
|
Log
likelihood |
48.54025 |
F-statistic |
4521.544 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.876009 |
Prob (F-statistic) |
0.000000 |
|
LOG (PIB) = 0.407297424 +
0.880171219 * LOG (ENERG) + 0.0375817907 * LOG (PROD)
12.
Serviços
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
0.967132 |
0.419873 |
2.303393 |
0.0384 |
|
LOG
(ENERSERV) |
0.253609 |
0.035577 |
7.128553 |
0.0000 |
|
LOG
(EMPSERV) |
0.537838 |
0.120742 |
4.454434 |
0.0006 |
|
R-squared |
0.987435 |
Mean dependent var |
4.851908 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.985502 |
S.D. dependent var |
0.142007 |
|
|
S.E.
of regression |
0.017099 |
Akaike info criterion |
-5.132264 |
|
|
Sum
squared resid |
0.003801 |
Schwarz criterion |
-4.987403 |
|
|
Log
likelihood |
44.05811 |
F-statistic |
510.8102 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.478358 |
Prob (F-statistic) |
0.000000 |
|
LOG (PIBSERV) = 0.9671319458 +
0.2536090811 * LOG (ENERSERV) + 0.5378377961 * LOG (EMPSERV)
13. Comércio
|
VARIABLE |
COEFFICIENT |
STD. ERROR |
T-STATISTIC |
PROB. |
|
C |
2.428865 |
0.139174 |
17.45199 |
0.0000 |
|
LOG (ENERCOM) |
0.328493 |
0.027251 |
12.05449 |
0.0000 |
|
LOG (EMPCOM) |
0.151695 |
0.046673 |
3.250159 |
0.0063 |
|
R-squared |
0.982866 |
Mean dependent var |
4.851908 |
|
|
Adjusted
R-squared |
0.980230 |
S.D. dependent var |
0.142007 |
|
|
S.E.
of regression |
0.019967 |
Akaike info criterion |
-4.822093 |
|
|
Sum
squared resid |
0.005183 |
Schwarz criterion |
-4.677233 |
|
|
Log
likelihood |
41.57675 |
F-statistic |
372.8550 |
|
|
Durbin-Watson
stat |
1.013039 |
Prob (F-statistic) |
0.000000 |
|
LOG (PIBCOM) = 2.428864729 + 0.3284927673 * LOG (ENERCOM) +
0.151695276 * LOG (EMPCOM)
b) Séries históricas de evolução real do PIB, consumo de energia elétrica, emprego e produtividade média da mão-de-obra
Tabela 1 - Evolução real do PIB, consumo de energia
elétrica, nível de emprego e produtividade média da mão-de-obra do setor da
Indústria - Ceará - 1985-2000
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PERÍODO |
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