GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO (SEPLAN)

Fundação Instituto de Pesquisa e Informação do Ceará (IPLANCE)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Impactos da Restrição de Consumo de Energia Elétrica sobre a Economia Cearense

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fortaleza

Edições IPLANCE

2001


GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

Tasso Ribeiro Jereissati

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO (SEPLAN)

Mônica Clark Nunes Cavalcante

FUNDAÇÃO INSTITUTO DE Pesquisa e Informação do Ceará (IPLANCE)

DIRETOR-PRESIDENTE

Alex Araújo

equipe técnica

elaboração

Francisco Ferreira Alves

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Marcelo Gaspar Thiers (Estagiário)

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EDITORAÇÃO ELETRÔNICA

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Copyright © 2001 Fundação IPLANCE

IPLANCE

Impactos da restrição de consumo de energia elétrica sobre a economia cearense. Fortaleza: Edições IPLANCE, 2001.

1- Energia elétrica - racionamento - Ceará. 2- Crise energética. 3- Energia elétrica – consumo - Impacto econômico - Ceará. I- Fundação Instituto de Pesquisa e Informação do Ceará (IPLANCE). II- Título.

CDU 620.9:33 (813.1)

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Sumário Executivo

a)     A avaliação dos impactos da restrição do consumo de energia elétrica sobre a economia cearense foi realizada em três cenários. Cenário 1, com redução do consumo de 20%, Cenário 2, com menos 25% e Cenário 3, com redução de 30%;

b)     Através de métodos econométricos foram estimados os coeficiente de elasticidade-energia do produto, ou seja, qual a sensibilidade do PIB em resposta às variações no consumo  de energia elétrica. Os resultados microeconômicos encontrados sugerem que o setor industrial é muito mais dependente do consumo de energia elétrica do que o setor de serviços, o que aliás era de se esperar.  O coeficiente para a indústria foi estimado em 0,6824 e para o setor de serviços em 0,2536.  Na prática, significa que uma redução de 10% no consumo de energia elétrica reduziria o PIB industrial em 6,824% e apenas 2,536% no PIB do setor de serviços;

c)     Na indústria, vale destacar o coeficiente de elasticidade-energia produto de 1,4520 para o setor de material elétrico e de comunicação, resultado que mostra que esta atividade é bastante sensível ao consumo de energia elétrica;

d)     Em termos de impactos macroeconômicos, o modelo econométrico de insumo-produto utilizado sugere que o PIB do Estado do Ceará poderá apresentar uma redução que variará entre 2,30% e 3,45%.  Como está previsto para o corrente ano um crescimento de 4,5%, o resultado final poderá ser uma expansão que deverá ficar entre 1,05% e 2,20%;

e)     Setorialmente e sob o aspecto macroeconômico,  a indústria cearense deverá sofrer uma redução no seu produto entre 4,0% e 6,0%.  A redução no setor de serviços deverá ser menor, oscilando entre 1,65% e 2,47%;

f)       Pesquisa recente realizada em todo Brasil pela Confederação Nacional da Indústria-CNI, indica que, em média, as empresas pesquisadas precisariam reduzir a produção em 9,5%, em resposta a um corte de 20% no consumo de energia elétrica.  Os impactos sobre a produção devem se refletir também no nível de emprego industrial, com 63% das empresas pesquisadas declarando que provavelmente dispensarão trabalhadores;

g)     No Ceará, em termos de mercado de trabalho em toda a economia, deixariam de ser criados entre 23.582 e 35.372 empregos diretos, como decorrência da redução esperada nos níveis de produção, representando algo  entre 0,73% e 1,10% da população ocupada;

h)     A arrecadação do ICMS estadual poderá sofrer uma redução entre 2,03% e 3,05%, que em valores equivaleriam a R$ 39,71 milhões e R$ 59,57 milhões.  Somente sobre o setor de vendas de eletricidade, a Secretaria da Fazenda Estadual estima uma redução de 2,5% na arrecadação do referido tributo, equivalendo a  cerca de R$ 30,1 milhões até o final do ano;

i)        As exportações também poderão ser atingidas, com reduções entre US$ 7,97 milhões e US$ 11,95 milhões, que em termos percentuais representariam algo entre 1,61% e 2,41%a.  Pelo lado das importações, estima-se também reduções que poderão variar entre US$ 13,91 milhões e  US$20,86 milhões, equivalentes a 1,94% e 2,91%;

j)       Poderá haver uma elevação na inflação.  Como consequência, é provável que também ocorra uma redução nos salários reais da economia, menor consumo das famílias, nova redução na produção das empresas e corte nos postos de trabalho;

k)      O possível aumento da conta de energia elétrica daria para “comprar” os bens e serviços que o consumidor deixaria de adquirir  em decorrência da restrição ao consumo de energia ?   Se a resposta for negativa, tem-se uma pista para o valor de futuras tarifas de energia elétrica.

l)        O quadro apresentado abaixo traz um resumo das principais repercussões econômicas decorrentes da restrição ao consumo de energia elétrica,  em termos de tendências.

VARIÁVEIS

TENDÊNCIA ESPERADA

1. Taxa de Crescimento Oferta Agregada (PIB + M)

-

2. Taxa de Crescimento do PIB

-

3. Nível de emprego

-

4. Inflação

+

5. Salário Real  (W/P)

-

6. Taxa de Crescimento das importações

 -

7. Taxa de Crescimento das exportações

-

8. Taxa de Crescimento Demanda Agregada (C + I + X)

-

9. Saldo Balança Comercial

-

10. Taxa de Crescimento ICMS

-

11. Eficiência no uso de energia elétrica

+

12. Substituição de energia elétrica hidráulica por outras fontes

+

13. Preço tarifa energia elétrica

+

14. Investimentos setor elétrico

+

15. Nível de bem-estar da população

-

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Apresentação

A restrição que será imposta pelo Governo Federal sobre o consumo de energia elétrica tem gerado muita apreensão e questionamento dos mais diversos segmentos da sociedade, no que diz respeito às repercussões sobre o nível da atividade econômica, segurança pública, saúde, educação, trânsito urbano, afazeres domésticos e, de uma forma mais abrangente, restrição à qualidade de vida e bem-estar da população.

A mensuração dos impactos econômicos decorrentes da restrição do consumo de energia elétrica representa um cálculo  muito complexo e envolve muito mais variáveis do que as costumeiramente utilizadas nos modelos, inclusive as relacionadas com o comportamento humano.  Por outro lado,  vale ponderar também que ainda não foi vivenciada, na prática, uma situação semelhante à que se avizinha,  não permitindo antecipar a totalidade das reações dos agentes econômicos.  Assim, qualquer mensuração que se faça representa uma tentativa de aproximação da realidade que se pretende conhecer e antecipar.

De qualquer forma,  o presente ensaio traz uma contribuição à análise do problema, na tentativa de  ordenar as idéias,  mostrar as interrelações entre as variáveis e  procurar mensurar seus impactos, utilizando-se alguns instrumentos  proporcionados pela teoria econômica.

De uma forma agregada,  o estudo pretende identificar as reduções que poderão sofrer o produto interno bruto (PIB), o nível de emprego, as exportações, as importações, a arrecadação de impostos, especificamente o ICMS, e algumas qualificações sobre a inflação.  Na medida do possível, será também tentada uma estimativa na redução do produto  para as principais atividades econômicas do Estado.

Com este trabalho, o IPLANCE espera estar oferecendo ao Governo, especificamente, e à sociedade, de um modo geral, um conjunto de informações sistematizadas e fundamentadas sobre os prováveis impactos da restrição do consumo de energia elétrica sobre a economia cearense.  Convém lembrar, ainda, que seus resultados devem ser interpretados também sob o aspecto provocativo de discussões e debates sobre o tema. Neste sentido, gostaríamos de contar com sugestões e críticas que possam enriquecer o presente ensaio.

Alex Araújo

Diretor Presidente

 

 

 

 

 

 


 

 

sumário

Metodologia, 7

Análise dos Resultados, 11

Uma Análise Gráfica do Problema, 16

Considerações Finais, 18

Anexos, 19

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Metodologia

A estimativa dos impactos econômicos decorrentes da restrição de consumo de energia elétrica deve ser realizada respondendo-se a duas perguntas:

a)   qual intensidade em que cada atividade econômica será afetada isoladamente?

b)  qual o impacto total sobre a economia cearense?

Para responder à primeira indagação, foram estimadas, para as principais atividades econômicas, as reduções do produto em resposta à diminuição do consumo de energia elétrica, que representa uma questão ligada à microeconomia. Na resposta à segunda pergunta, foram consideradas as reduções do produto de cada setor, estimadas na fase microeconômica, e introduzidas no modelo econométrico de insumo-produto do IPLANCE para mensurar os impactos agregados sobre a economia cearense, no que diz respeito às reduções do PIB total e setorial,  emprego, exportações, importações, arrecadação do ICMS e avaliação preliminar sobre aumento de preços.  A seguir, são detalhados os procedimentos adotados nas duas fases.

Fase I: Análise Microeconômica

Inicialmente, foram utilizados os dados disponíveis  para o PIB dos principais sub-setores da economia cearense, calculado pelo IPLANCE, consumo de energia elétrica, por atividade econômica, fornecidos pela COELCE, emprego, fornecidos pelo IBGE/CAGED e a produtividade média da mão-de-obra, dada pela relação PIB/emprego, cobrindo o período de 1985 a 2000.   As referidas variáveis foram transformadas em número índice, a partir de suas variações reais anuais.

A disponibilidade simultânea de informações para o PIB, consumo de energia elétrica e emprego permitiu selecionar as seguintes atividades econômicas:

v    Indústria total;

v    Indústria extrativa mineral;

v    Indústria de transformação;

v    Minerais não metálicos;

v    Metalúrgica;

v    Material elétrico e de comunicação;

v    Química;

v    Têxtil;

v    Produtos alimentares;

v    Construção civil;

v    Serviços industriais de utilidade pública;

v    Setor de serviços;

v    Comércio.

Em seguida, foram estimadas equações de regressão, simples e múltiplas, através do método dos mínimos quadrados ordinários, utilizando-se o software Eviews, que associavam o produto setorial  ao consumo de energia elétrica, emprego e produtividade do emprego, nas seguintes formas analíticas:

Pi  =  f (Ei)             (1)

Pi  =  f (Ei, Ni)        (2)

Pi  =  f (Ei, Pi/Ni)   (3),

Onde:

Pi  =  produto do setor “i”;

Ei  =  consumo de energia elétrica do setor “i”;

Ni  =  emprego do setor “i”;

Pi/Ni =  produtividade média da mão-de-obra.

As funções estimadas em (1) , (2) e (3) apresentaram os sinais esperados, com correlação positiva entre PIB , consumo de energia elétrica, emprego e produtividade média da mão-de-obra e os seus resultados foram estatisticamente significantes, conforme pode ser observado no Anexo do presente trabalho.  A partir das funções estimadas, foi possível calcular os coeficientes de elasticidade-energia do  produto, ou seja, qual a sensibilidade do PIB em resposta às variações no consumo de energia elétrica.

 Esta elasticidade-energia (Ee) é calculada pela relação abaixo:

               dPi             Ei               dPi              Ei

Ee   =                x                =                x              (4)

               dEi             Pi               dEi            f(Ei)

Foi tomada a forma especificativa bi-logarítmica das funções (1), (2) e (3), de tal maneira que o coeficiente encontrado para a energia elétrica já é o próprio coeficiente de elasticidade-energia produto desejado.

Uma vez identificados os coeficientes de elasticidade-energia produto (Ee), que podem ser analisados com maior riqueza de detalhes no Anexo do presente trabalho, o passo seguinte foi  estimar a redução percentual no produto de cada atividade selecionada, em função da restrição do consumo de energia elétrica, que é fornecida na relação a seguir:

% de redução do PIB  =  Ee  x   % corte de energia   (5)

Como hipótese de trabalho, foram adotados três possibilidades de redução no consumo de energia elétrica.  Cenário 1, redução de 20%, Cenário 2, corte de 25% e cenário 3, redução de 30%.

Por outro lado, admitiu-se também como hipótese que a restrição do consumo de energia elétrica seria estendido até dezembro do corrente ano, significando, na prática, a necessidade de se trabalhar com um redutor semestral para cada atividade econômica, ou seja, o percentual de realização do produto relativo ao segundo semestre para cada setor selecionado.  Estas informações foram obtidas no cálculo do PIB trimestral, realizado pelo IPLANCE, tomando-se a média para o período de 1998 a 2000.

Para completar as hipóteses da fase microeconômica, achou-se  conveniente introduzir um redutor de impacto, admitindo-se que os empresários passarão a usar a energia elétrica de modo mais eficiente, quer através do uso mais racional deste insumo, evitando desperdícios, substituindo energia elétrica de fonte hidráulica por  outras fontes (gerador próprio, termoelétrica, eólica), ou comprando  no mercado atacadista de energia.   Por insuficiência de tempo e informações específicas, assumiu-se que este redutor seria de 70% para o setor industrial e de 80% para o setor de serviços.  Dito de outra forma, o aumento na eficiência no uso da energia elétrica seria de 30% na indústria e de 20% no setor de serviços.

Assim, a equação final que vai estimar a redução do PIB em função das restrições admitidas anteriormente tem a seguinte forma:

% de redução do PIB  =  Ee  x  % corte de energia  x  redutor semestral do PIB  x  redutor da eficiência de energia   (6) 

Fase II:  Análise Macroeconômica

Esta fase envolve a mensuração dos impactos macroeconômicos. Para sua estimação, foi utilizado o modelo econométrico de insumo-produto para medição de impactos sobre a economia cearense,  desenvolvido pela Universidade de Illinois, Fundação Instituto de Pesquisa Econômica – FIPE/USP e técnicos do IPLANCE.

Como ponto de partida, o modelo utilizou a matriz de insumo-produto da economia cearense, calculada para 1985. Mediante cálculos econométricos foram introduzidas alterações nos coeficientes técnicos de produção (Aij), que são fixos na matriz de insumo-produto, e passam a ser dinâmicos no modelo econométrico, incorporando assim as mudanças tecnológicas.  Estes ajustes são feitos anualmente pelo modelo, tomando-se por base a série histórica levantada, de 1970 a 1996, para o valor bruto da produção (VBP), valor agregado ou produto (PIB), emprego e preços, para 36 setores selecionados da economia cearense.

O modelo também trabalha com um aparato de consistência macroeconômica nacional, permitindo assim que seus resultados sejam aderentes às tendências da economia brasileira e seu horizonte de previsão de impacto vai até o ano de 2011.

O modelo mede impactos na economia cearense causados por alterações  nas seguintes variáveis:

a)   renda ou produto;

b)   produção;

c)   emprego;

d)   demanda final (consumo, investimento e exportações líquidas).

Qualquer que seja a fonte escolhida de alteração, o modelo apresenta como saída os seguintes impactos, para o total da economia e para cada um dos 36 setores selecionados:

a)   alteração na produção;

b)   alteração na renda ou produto;

c)   alteração no emprego (direto, indireto e total);

d)   alteração no consumo (privado, governamental e total);

e)   alteração no investimento (privado, governamental e total).

Isto posto, os valores encontrados na fase I, calculados pela fórmula (6), alimentaram o modelo econométrico e permitiram uma mensuração macroeconômica consistente, decorrente da restrição do consumo de energia elétrica.

O cálculo da previsão da provável redução na arrecadação no ICMS foi realizado mediante a aplicação de uma proporção entre o referido tributo e o PIB estadual, que apresentou um valor médio de 7,60%, no período de 1995 a 2000. Ou seja:

Valor da redução do ICMS  =  7,60 % . valor da redução do PIB   (7)

A estimativa do impacto sobre as exportações também seguiu a mesma lógica  desenvolvida para a fórmula (7). Assim, tomou-se a participação das exportações sobre o PIB, que alcançou o valor médio de 2,79%, no período de 1995 a 2000. Isto posto:

Valor da redução das exportações = 2,79% valor da redução do PIB   (8)

De igual modo, a estimativa do impacto sobre as importações teve o mesmo procedimento. Dessa forma, adotou-se a participação das importações sobre o PIB estadual, que alcançou  o valor médio de  4,87% no referido período. Assim:

Valor da redução das importações = 4,87% valor da redução do PIB   (9)


Análise dos Resultados

a) Impactos Microeconômicos

Conforme descrito na parte metodológica,  o primeiro passo do trabalho foi estimar funções que associassem o PIB de cada atividade selecionada com o consumo de energia elétrica, para permitir o cálculo da elasticidade-energia do produto.

Uma vez conhecidos os coeficientes de elasticidade referidos, o passo seguinte foi  calcular em que medida  os cortes de energia elétrica  também reduziriam o PIB de cada atividade, levando-se em conta os redutores do segundo semestre e do aumento da eficiência no uso de energia elétrica, descritos anteriormente nas notas metodológicas.  Os resultados estão apresentados na Tabela 1, a seguir.

Tabela 1 - Impactos microeconômicos - Estimativa da redução do PIB setorial, em três cenários de redução do consumo de energia elétrica, para alimentar o modelo econométrico de insumo-produto - Ceará - 2001

SETORES

ELASTICIDADE ENERGIA DO PRODUTO

(a)

REDUTOR SEMESTRAL EM %

(b)

REDUTOR
% P/AUMENTO
DE EFICIÊNCIA
USO ENERGIA
(c)

     REDUÇÃO % NO PIB

CENÁRIO 1

(d)

CENÁRIO 2

(e)

CENÁRIO 3

(f)

1. SETOR INDUSTRIAL

0,6824

-

-

-

-

-

Ind. Extrativa Mineral

0,0168

47,88

70

0,1126

0,1408

0,1689

Ind. de Transformação

0,5466

-

-

-

-

-

Minerais não metálicos

0,6502

55,05

70

5,0111

6,2639

7,5166

Metalurgia

0,5872

53,32

70

4,3833

5,4792

6,5750

Têxtil

0,4637

53,70

70

3,4861

4,3576

5,2291

Vestuário e calçados

0,5466

54,08

70

4,1384

5,1730

6,2076

Produtos alimentares

0,3237

51,64

70

2,3402

2,9253

3,5103

Material elétrico com.

1,4520

57,56

70

11,7008

14,6260

17,5512

Química

0,5897

54,10

70

4,4664

5,5830

6,6996

Construção Civil

0,0948

51,82

70

0,6878

0,8597

1,0316

Serv. Ind. Util. Pública

0,8801

52,23

70

6,4392

9,1403

9,6532

2. SETOR DE SERVIÇOS

0,2536

-

-

-

-

-

Comércio

0,3285

53,08

80

2,7899

3,4874

4,1848

Alojamento/alimentação

0,2536

51,57

80

2,0925

2,6156

3,1388

Transportes

0,2536

52,39

80

2,1258

2,6572

3,1887

Comunicação

0,2536

50,10

80

2,0329

2,5411

3,0493

Fonte: Cálculo dos autores.

(a) Estimada através de equações de regressão, apresentadas no Anexo do trabalho.

(b) Percentual do PIB setorial gerado no segundo semestre, calculado pela média do período 1998-2000, com base no PIB trimestral do IPLANCE.

(c) Hipótese assumida pelos autores, admitindo um aumento na eficiência no uso de energia elétrica de 30% para o setor industrial e de 20% para o setor de serviços.

(d) Cenário 1 =  (a).(b). (c). 20% (redução consumo energia).

(e) Cenário 2 =  (a).(b). (c). 25% (redução consumo energia).

(f)  Cenário 3 =  (a).(b). (c). 30% (redução consumo energia).

 

 

 

De uma forma geral, os resultados encontrados sugerem que o setor industrial  é muito mais dependente do consumo de  energia elétrica do que o setor de serviços, o que aliás era de se esperar.  Assim, o  coeficiente de elasticidade-energia  do produto do setor secundário alcançou 0,6824, significando, na prática, que uma redução de 10% no consumo de energia elétrica reduziria o PIB industrial em 6,824%. Para o setor de serviços, este coeficiente foi estimado em 0,2536, o que mostra uma sensibilidade ou dependência bem menor em relação à energia elétrica.  Significa dizer, por outras palavras, que uma redução de 10% no consumo de energia elétrica só  diminuiria o PIB do setor em apenas 2,536%.

Dentro do setor industrial, vale destacar que o nível de atividade do gênero de material elétrico e de comunicações é bastante sensível (elasticidade maior que um) ao consumo de energia elétrica, apresentando um coeficiente de elasticidade de 1,4520, ou seja, uma redução de 10% no consumo de energia reduziria em 14,520% o seu produto.   As demais indústrias apresentaram coeficiente  de elasticidade menor que um, significando que suas atividades  são pouco sensíveis  ao consumo de energia elétrica.

Deve-se ressaltar, entretanto, que estes cálculos  restringem-se aos impactos diretos e microeconômicos que poderão advir em cada atividade, não levando em consideração as interrelações e interdependências da economia cearense.  Assim, os números estimados nesta seção não representam  um bom indicativo das repercussões que se pretende conhecer. Na verdade, os seus resultados  alimentaram o modelo econométrico de insumo-produto, para a estimativa dos impactos macroeconômicos, que será feita na seção seguinte.

b) Impactos Macroeconômicos 

Os impactos da restrição do consumo de energia elétrica sobre a economia cearense, calculados pelo modelo econométrico de insumo-produto, sugerem  que o PIB estadual poderá apresentar uma redução que variará entre 2,30%  e 3,45%.  Em termos monetários, as referidas reduções alcançariam algo entre R$ 522,51 milhões e R$ 783,77 milhões de novos produtos e serviços que deixariam de ser produzidos em 2001, tendo-se como cenários reduções do consumo de energia elétrica entre 20% e 30%.  No primeiro caso, como está sendo projetado para o corrente ano um crescimento de 4,5%, a expansão final do PIB cairia para 2,20% e no segundo caso o crescimento final seria de 1,05%.

Convém lembrar, a título de comparação, que o Banco Central  divulgou recentemente uma nova estimativa de crescimento para a economia brasileira para o corrente ano, em função da crise de energia elétrica, cuja taxa final deveria cair de 4,3% para 2,8%, ou seja, com uma redução de 1,5%. 

Em termos de mercado de trabalho estadual, deixariam de ser criados entre 23.582  e 35.372 empregos diretos, correspondendo a algo entre 0,73% e 1,10% da população ocupada. 

Em virtude de uma provável redução do PIB, está sendo também estimada uma  diminuição na arrecadação do ICMS entre 2,03% e 3,05%, equivalentes a R$ 39,71 milhões e R$ 59,57 milhões, respectivamente.  A propósito, convém lembrar que a Secretaria da Fazenda  realizou recentemente uma estimativa de redução do ICMS, decorrente apenas da diminuição prevista para a receita de energia elétrica,  que deveria alcançar cerca de 2,5%, que em termos mensais equivaleria a R$ 4,3 milhões, ou R$ 30,1 milhões até dezembro do corrente ano. Vale ressaltar que estes resultados  negativos poderão ser minimizados em decorrência do aumento do preço dos combustíveis e das tarifas telefônicas.

De igual forma, estima-se que as exportações estaduais também sejam atingidas.  Assim, projeta-se para o corrente ano uma redução  entre US$ 7,97 milhões a US$ 11,95 milhões nas vendas externas, que em termos relativos representariam diminuições entre 1,61% a 2,41%.

Igual comportamento também está sendo antecipado para as importações, que poderão sofrer este ano uma redução que variará entre US$ 13,91 milhões e US$ 20,86 milhões, algo em torno de  - 1,94% e  - 2,91%.

A Tabela 2, apresentada a seguir, traz um detalhamento dos prováveis efeitos macroeconômicos em 2001.

Tabela 2 - Estimativa dos impactos macroeconômicos da restrição ao consumo de energia elétrica - Ceará - 2001

IMPACTOS

CENÁRIO 1

CENÁRIO 2

CENÁRIO 3

a) Redução do PIB

 

 

 

Em %

2,30

2,88

3,45

Em R$ milhões

522,51

654,28

783,77

b) Nova taxa de crescimento prevista para o PIB (4,5% - Cenários)

2,20

1,62

1,05

c) Redução no número de empregos

 

 

 

Em % da população ocupada

0,73

0,92

1,10

Em números absolutos

23.582

29.478

35.372

d) Redução no ICMS

 

 

 

Em %

2,03

2,55

3,05

Em R$ milhões

39,71

49,73

59,57

e) Redução nas exportações

 

 

 

Em %

1,61

2,01

2,41

Em US$ milhões

7,97

9,98

11,95

f) Redução nas importações

 

 

 

Em %

1,94

2,43

2,91

Em US$ milhões

13,91

17,41

20,86

Fonte: Cálculo dos autores, a partir de impactos simulados utilizando-se o modelo econométrico de insumo-produto.

Cenário 1  =  redução do consumo de energia elétrica de20%.

Cenário 2  =  redução do consumo de energia elétrica de 25%.

Cenário 3  =  redução do consumo de energia elétrica de 30%.

Caberia, ainda, uma breve especulação sobre a tendência da inflação. De princípio, não se pode nem se deve trabalhar com números. O mais sensato é tentar visualizar o sentido da variação dos preços. Assim, dentro dos cenários analisados, espera-se um crescimento da inflação, em virtude dos seguintes aspectos:

a)   elevação do preço das tarifas de energia elétrica para o consumidor final e para os setores produtivos;

b)   uma redução provável na quantidade produzida/ofertada pela economia pode gerar um novo ponto de equilíbrio do mercado, com um preço mais elevado;

c)   ao produzir menos, a tendência das empresas é aumentar seus  custos unitários, com repercussões finais sobre os preços dos produtos.

Em decorrência de uma provável elevação dos preços,  poderá haver uma redução nos salários reais da economia, o que  significa um menor poder de compra das famílias e consequentemente menor nível de consumo. Esta provável redução no consumo poderá  influenciar as empresas a produzirem menos, e reduzir também seus postos de trabalho.

Com o intuito de enriquecer o trabalho com informações detalhadas, a Tabela 3 traz uma estimativa, para os principais setores contemplados no modelo econométrico de insumo-produto, em termos de redução percentual no PIB, dentro dos três cenários  analisados.

Conforme pode ser observado, o setor industrial, dentro de uma análise macroeconômica, deverá ser o mais atingido com a restrição ao consumo de energia elétrica.  De acordo com as estimativas do modelo econométrico de insumo  produto, a redução industrial deverá alcançar algo entre 4,0% e 6,0%. Assim, o gênero de material elétrico e de comunicações, por sua elasticidade-energia produto maior do que um, deverá ser o que mais sofrerá com a restrição de energia elétrica, prevendo-se uma redução entre 13,81% e 20,71%. Em seguida, aparecem com impactos mais negativos o setor de serviços industriais de utilidade pública, fortemente influenciado pela atividade de distribuição de energia (-12,31% e – 18,46%), têxteis (-11,17% e -16,75%) e minerais não metálicos (-7,19% e – 10,78%), nos cenários de redução de energia elétrica entre 20% e 30%.

O setor de serviços, por ser menos intensivo no uso de energia elétrica, deverá sofrer uma redução entre 1,65% e 2,27%. Como maiores reduções  dentro dos serviços aparecem as atividades de transportes (- 4,08% e – 6,13%) e comércio (- 3,12% e 4,68%).

Tabela 3 - Estimativa da redução do PIB total e setorial, em três cenários de redução do consumo de energia elétrica - Ceará - 2001

ATIVIDADES

REDUÇÃO % NO PIB

CENÁRIO 1

CENÁRIO 2

CENÁRIO 3

TOTAL DA ECONOMIA

2,30

2,88

3,45

INDÚSTRIA

4,00

5,01

6,00

Extrativa mineral

0,16

0,20

0,24

Minerais não metálicos

7,19

8,99

10,78

Metalúrgica

4,95

6,19

7,43

Têxtil

11,17

13,96

16,75

Vestuário e calçados

4,23

5,29

6,35

Produtos alimentícios

2,84

3,55

4,26

Material elétrico e de comunicações

13,81

17,26

20,71

Química

5,98

7,48

8,98

Construção civil

1,66

2,07

2,49

Serviços Ind. Utilidade Pública

12,31

17,48

18,46

SERVIÇOS

1,65

2,06

2,47

Comércio

3,12

3,90

4,68

Alojamento e alimentação

2,62

3,28

3,93

Transporte

4,08

5,11

6,13

Comunicação

2,33

2,92

3,50

Fonte: Cálculo dos autores baseado no Modelo Econométrico de Insumo Produto.

Cenário 1 correspondente a uma redução no consumo de energia elétrica de 20%.

Cenário 2 correspondente a uma redução no consumo de energia elétrica de 25%.

Cenário 3 correspondente a uma redução no consumo de energia elétrica de 30%.

A título de ilustração e comparação, vale lembrar estudo divulgado agora no começo de julho pela Confederação Nacional da Indústria-CNI, intitulado Efeitos do Racionamento de Energia Elétrica na Indústria, pesquisa realizada entre os dias 11 e 20 de junho  em 918 empresas industriais de todo o Brasil. Cujas principais conclusões foram:

a)   para 76% das empresas pesquisadas, o cumprimento da meta de redução do consumo de energia elétrica (20%) só será possível com redução da produção, sendo que a maioria delas estima que a redução necessária será superior a 15%.  Em média, as empresas estimam que precisariam reduzir a produção em 9,5%;

b)   os impactos sobre a produção devem se refletir também no nível de emprego industrial, com 63% das empresas declarando que provavelmente dispensarão trabalhadores;

c)   em relação à duração da crise, 49% das empresas acreditam que a mesma deva se estender até depois de 2002. Outras 40%, no entanto, esperam que o problema se resolva até o próximo ano;

d)   a estratégia preferencial de 60% das empresas diante da crise consiste em direcionar esforços na busca da eficiência energética;

e)   a maioria das empresas (43%) considera que ainda é cedo para reavaliar seus planos de investimento em função do racionamento.  Para 37%, no entanto, os investimentos serão menores, sendo que para 15% serão substancialmente menores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


UMA ANÁLISE GRÁFICA DO PROBLEMA

A análise gráfica é uma ferramenta muito importante e eficiente, pois proporciona uma melhor visualização e entendimento do fenômeno que se quer representar.

Esta ferramenta foi utilizada para mostrar o comportamento das variáveis macroeconômicas, em resposta a uma redução imposta   ao consumo de energia elétrica na economia. Os agregados econômicos relevantes para o estudo foram: o produto final da economia Y, o nível de emprego que  foi chamado de N, a oferta agregada da economia OA, a demanda agregada de DA, os investimentos I, a poupança de S, o salário real da economia (W/P), o nível de preços chamamos de P; utilizou-se o modelo NeoKeynesiano, para o estudo.

4

 

3

 
O comportamento das variáveis pode ser observado admitindo uma redução na oferta agregada, motivado por uma redução no consumo de energia, mostrado no gráfico 1, saindo de OA para OA’. Dessa forma, nota-se que a redução na oferta agregada irá ocasionar uma tendência de redução no produto da economia com Yo  indo para Y1 e uma elevação do nível de preço, indo de Po para P1. O que refletirá no gráfico 2, utilizado para fazer a conexão entre o gráfico 1 e o gráfico 3. O gráfico 3, que representa o nível de mão de obra frente à produtividade marginal do capital, sofrerá com a  redução no produto, fazendo com que o nível de emprego inicial No tenda para N1. No gráfico 4 uma redução no nível de emprego vai determinar uma redução no salário real, caindo de (W/P0) para (W/P). No gráfico 5 também podemos observar que uma redução no produto acarretará também uma diminuição do nível de poupança[1], partindo de So para S1. Como o nível de investimento é igual a poupança, ocorre uma queda no investimento com a queda da poupança, como pode ser observado no gráfico 6; fazendo com que Io vá para I1.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A queda no nível de emprego, juntamente com a diminuição no salário real, no primeiro movimento das variáveis faz com que caia a demanda agregada no gráfico 1, fazendo com que DA caminhe para DA’ . Esse novo movimento terá um efeito nos preços, fazendo com que ele se ajuste abaixo do que os empresários realmente gostaria que ele ficasse, embora acima do preço inicial, caindo então de P1 para P2. Esse novo movimento fará com que o gráfico auxiliar influencie no gráfico 3, diminuindo o nível de emprego de N1 para N2. O gráfico 5 e 6 tenderá a acompanhar o movimento de queda no produto, caindo também o nível de poupança e investimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


6

 

5

 
De fato, uma redução no consumo de energia fará com que haja uma tendência de queda  no produto, acompanhada também por uma redução no nível de emprego e salário real. A intensidade dessas diminuições dependerá da capacidade de adaptação das empresas e de negociações  entre elas e os trabalhadores, para que o impacto seja amortecido.

 

 

 

 

 

 


Considerações Finais

Sobre a complexidade das questões envolvidas com a redução no consumo de energia elétrica, cabe ainda alguma reflexão a respeito da redução do nível de satisfação e bem-estar das famílias e do consumidor em geral.  Embora não seja possível mensurar esta perda,  dá para se ter uma idéia em termos de mudanças de hábito, alteração de algumas rotinas domésticas, da redução do uso de inúmeros equipamentos que a nova tecnologia oferece, do aumento da insegurança  individual e coletiva e uma possível alteração das expectativas dos consumidores, que poderão tornar-se mais cautelosos.

De qualquer modo, pode-se fazer uma conta relativamente simples.  O possível aumento na conta de luz de cada consumidor  daria para comprar os bens e serviços que ele vai deixar de adquirir?  Ou, de uma forma mais filosófica, daria para repor o seu nível de bem-estar perdido? Os economistas costumam chamar esta comparação de “excedente do consumidor”. Certamente, as respostas a estas duas questões seriam negativas. Estas reflexões podem oferecer uma pista para a cobrança de futuras tarifas de energia elétrica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Anexos

a) Equações de regressão

1. Indústria Total

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

1.518100

0.257002

5.906956

0.0001

LOG (ENERIND)

0.682402

0.049623

13.75159

0.0000

AR (1)

0.215385

0.273370

0.787891

0.4460

R-squared

0.966429

Mean dependent var

5.027683

Adjusted R-squared

0.960834

S.D. dependent var

0.188448

S.E. of regression

0.037294

Akaike info criterion

-3.563088

Sum squared resid

0.016691

Schwarz criterion

-3.421478

Log likelihood

29.72316

F-statistic

172.7283

Durbin-Watson stat

1.836102

Prob (F-statistic)

0.000000

LOG (PIBIND) = 1.51809998 + 0.6824019066 * LOG (ENERIND) + [AR(1) = 0.2153852753]

2. Extrativa Mineral

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

4.007093

0.328229

12.20822

0.0000

LOG (ENEREXTRM)

0.016783

0.050042

0.335376

0.7431

AR (1)

0.748030

0.121838

6.139569

0.0001

R-squared

0.752773

Mean dependent var

4.222176

Adjusted R-squared

0.711568

S.D. dependent var

0.123405

S.E. of regression

0.066276

Akaike info criterion

-2.413130

Sum squared resid

0.052710

Schwarz criterion

-2.271520

Log likelihood

21.09847

F-statistic

18.26916

Durbin-Watson stat

1.506466

Prob (F-statistic)

0.000228

LOG (PIBEXTRM) = 4.007092533 + 0.01678285361 * LOG (ENEREXTRM) + [AR(1) = 0.7480302371]

3. Indústria de Transformação

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

2.090399

0.184730

11.31599

0.0000

LOG (ENERTRANSF)

0.546617

0.036112

15.13669

0.0000

R-squared

0.942415

Mean dependent var

4.882453

Adjusted R-squared

0.938302

S.D. dependent var

0.161852

S.E. of regression

0.040203

Akaike info criterion

-3.473306

Sum squared resid

0.022627

Schwarz criterion

-3.376732

Log likelihood

29.78645

F-statistic

229.1194

Durbin-Watson stat

2.270567

Prob (F-statistic)

0.000000

LOG (PIBTRANSF) = 2.090398586 + 0.5466171937 * LOG (ENERTRANSF)

 

4. Mineral Não-Metálico

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

1.652135

1.045170

1.580734

0.1399

LOG (ENERMNM)

0.650229

0.200419

3.244354

0.0070

AR (1)

0.664889

0.222353

2.990248

0.0113

R-squared

0.841966

Mean dependent var

4.949681

Adjusted R-squared

0.815627

S.D. dependent var

0.224837

S.E. of regression

0.096542

Akaike info criterion

-1.660819

Sum squared resid

0.111844

Schwarz criterion

-1.519209

Log likelihood

15.45614

F-statistic

31.96661

Durbin-Watson stat

1.348393

Prob (F-statistic)

0.000016

LOG (PIBMNM) = 1.6521346 + 0.6502290508 * LOG (ENERMNM) + [AR(1) = 0.6648893774]

5. Metalurgia

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

6.964332

2.316625

3.006240

0.0101

LOG (ENERMET)

0.587176

0.319129

1.839932

0.0887

LOG (EMPMET)

-1.072530

0.261457

-4.102135

0.0012

R-squared

0.706978

Mean dependent var

5.261168

Adjusted R-squared

0.661898

S.D. dependent var

0.472795

S.E. of regression

0.274914

Akaike info criterion

0.422644

Sum squared resid

0.982511

Schwarz criterion

0.567505

Log likelihood

-0.381155

F-statistic

15.68264

Durbin-Watson stat

1.025750

Prob (F-statistic)

0.000343

LOG (PIBMET) = 6.964331859 + 0.5871755439 * LOG (ENERMET) - 1.072530059 * LOG (EMPMET)

6. Material Elétrico

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

-2.001610

1.632263

-1.226279

0.2403

LOG (ENERMATE)

1.452035

0.333713

4.351152

0.0007

R-squared

0.574888

Mean dependent var

5.087385

Adjusted R-squared

0.544523

S.D. dependent var

0.590199

S.E. of regression

0.398319

Akaike info criterion

1.113344

Sum squared resid

2.221218

Schwarz criterion

1.209918

Log likelihood

-6.906752

F-statistic

18.93252

Durbin-Watson stat

1.108537

Prob (F-statistic)

0.000665

LOG (PIBMATE) = -2.001610343 + 1.452034785 * LOG (ENERMATE)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7. Indústria Química

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

-1.112984

0.575438

-1.934150

0.0819

LOG (ENERQUI)

0.589732

0.071428

8.256269

0.0000

LOG (PRODQUI)

0.525772

0.110557

4.755654

0.0008

AR (2)

0.543230

0.140842

3.857029

0.0032

R-squared

0.957165

Mean dependent var

4.806416

Adjusted R-squared

0.944315

S.D. dependent var

0.228497

S.E. of regression

0.053920

Akaike info criterion

-2.767672

Sum squared resid

0.029074

Schwarz criterion

-2.585084

Log likelihood

23.37370

F-statistic

74.48536

Durbin-Watson stat

1.540621

Prob (F-statistic)

0.000000

LOG (PIBQUI) = -1.112984123 + 0.5897323516 * LOG (ENERQUI) + 0.5257720821 * LOG (PRODQUI) + [AR(2)=0.543230177]

8. Indústria Têxtil

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

0.327933

0.219573

1.493505

0.1592

LOG (ENERTEXT)

0.463664

0.076051

6.096759

0.0000

LOG (PRODTEXT)

0.458386

0.091465

5.011581

0.0002

R-squared

0.978083

Mean dependent var

5.213689

Adjusted R-squared

0.974711

S.D. dependent var

0.318800

S.E. of regression

0.050698

Akaike info criterion

-2.958514

Sum squared resid

0.033413

Schwarz criterion

-2.813653

Log likelihood

26.66811

F-statistic

290.0670

Durbin-Watson stat

1.770351

Prob (F-statistic)

0.000000

LOG (PIBTEXT) = 0.3279330327 + 0.4636642329 * LOG (ENERTEXT) + 0.4583857664 * LOG (PRODTEXT)

9. Produtos Alimentícios

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

3.055431

0.781417

3.910115

0.0016

LOG (ENERPRAL)

0.323661

0.165588

1.954611

0.0709

R-squared

0.214388

Mean dependent var

4.581634

Adjusted R-squared

0.158273

S.D. dependent var

0.133007

S.E. of regression

0.122028

Akaike info criterion

-1.252657

Sum squared resid

0.208473

Schwarz criterion

-1.156084

Log likelihood

12.02126

F-statistic

3.820505

Durbin-Watson stat

1.613846

Prob (F-statistic)

0.070899

LOG (PIBPRAL) = 3.055431169 + 0.3236611553 * LOG (ENERPRAL)

 

 

 

 

 

 

 

10. Construção

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

5.224681

1.419184

3.681469

0.0031

LOG (ENERCONST)

0.094894

0.260478

0.364307

0.7220

AR (1)

0.750471

0.112540

6.668477

0.0000

R-squared

0.837421

    Mean dependent var

5.473004

Adjusted R-squared

0.810324

    S.D. dependent var

0.306412

S.E. of regression

0.133448

    Akaike info criterion

-1.013353

Sum squared resid

0.213700

    Schwarz criterion

-0.871743

Log likelihood

10.60015

    F-statistic

30.90513

Durbin-Watson stat

1.973366

    Prob (F-statistic)

0.000018

LOG (PIBCONST) = 5.224681192 + 0.09489379761 * LOG (ENERCONST) + [AR(1)=0.7504713944]

11. Serviços Industriais de Utilidade Pública

Dependent Variable: LOG (PIB)

Method: Least Squares

Date: 07/03/01   Time: 16:56

Sample: 1985 2000

Included observations: 16

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

0.407297

0.091009

4.475361

0.0006

LOG (ENERG)

0.880171

0.051988

16.93019

0.0000

LOG (PROD)

0.037582

0.035645

1.054344

0.3109

R-squared

0.998565

Mean dependent var

5.088944

Adjusted R-squared

0.998344

S.D. dependent var

0.317489

S.E. of regression

0.012921

Akaike info criterion

-5.692531

Sum squared resid

0.002170

Schwarz criterion

-5.547671

Log likelihood

48.54025

F-statistic

4521.544

Durbin-Watson stat

1.876009

Prob (F-statistic)

0.000000

LOG (PIB) = 0.407297424 + 0.880171219 * LOG (ENERG) + 0.0375817907 * LOG (PROD)

12. Serviços

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

0.967132

0.419873

2.303393

0.0384

LOG (ENERSERV)

0.253609

0.035577

7.128553

0.0000

LOG (EMPSERV)

0.537838

0.120742

4.454434

0.0006

R-squared

0.987435

Mean dependent var

4.851908

Adjusted R-squared

0.985502

S.D. dependent var

0.142007

S.E. of regression

0.017099

Akaike info criterion

-5.132264

Sum squared resid

0.003801

Schwarz criterion

-4.987403

Log likelihood

44.05811

F-statistic

510.8102

Durbin-Watson stat

1.478358

Prob (F-statistic)

0.000000

LOG (PIBSERV) = 0.9671319458 + 0.2536090811 * LOG (ENERSERV) + 0.5378377961 * LOG (EMPSERV)

 

 

13. Comércio

VARIABLE

COEFFICIENT

STD. ERROR

T-STATISTIC

PROB.

C

2.428865

0.139174

17.45199

0.0000

LOG (ENERCOM)

0.328493

0.027251

12.05449

0.0000

LOG (EMPCOM)

0.151695

0.046673

3.250159

0.0063

R-squared

0.982866

Mean dependent var

4.851908

Adjusted R-squared

0.980230

S.D. dependent var

0.142007

S.E. of regression

0.019967

Akaike info criterion

-4.822093

Sum squared resid

0.005183

Schwarz criterion

-4.677233

Log likelihood

41.57675

F-statistic

372.8550

Durbin-Watson stat

1.013039

Prob (F-statistic)

0.000000

LOG (PIBCOM) = 2.428864729 + 0.3284927673 * LOG (ENERCOM) + 0.151695276 * LOG (EMPCOM)

b) Séries históricas de evolução real do PIB, consumo de energia elétrica, emprego e produtividade média da mão-de-obra

Tabela 1 - Evolução real do PIB, consumo de energia elétrica, nível de emprego e produtividade média da mão-de-obra do setor da Indústria - Ceará - 1985-2000

PERÍODO