Prezados Senhores,

 

Realizamos ontem, na FIEC - Federação das Indústrias do Ceará, a primeira reunião da Cadeia Produtiva do Algodão, tendo sido aberta pelo Presidente Jorge Parente Frota, que deixou claro o apoio da Fiec à iniciativa,  e com a participação de várias instituições: FIEC, FAEC, CNPq, Banco do Nordeste, Sebrae, Sindialgodão, Sinditêxtil, Sindióleos, Sindiquímica, UFC, MDIC, SDR, Seagri, Embrapa-Algodão, Embrapa-Agroindústria Tropical, dentre outras.

 

A iniciativa para a realização dessa reunião, foi do Sindialgodão, apoiado em seguida pelo Sinditêxtil e Sindióleos, com a coordenação do Grupo de Ação Agroindústria da FIEC.

 

O anexo, Cadeia Produtiva do Algodão, resume a meta e objetivos perseguidos.

 

Tivemos a apresentação do Dr. Marcos Stamm, consultor do Ministério da Agricultura, do modêlo adotado para a instalação das UTDs, áreas para demonstração da tecnologia disponível, que o Ministério vem implantando, em parceria com Secretarias Estaduais e em seguida a palestra do Dr. Eleusio Curvelo Freire, da Embrapa Algodão, dando uma visão da tecnologia disponível e de sua utilização nas várias regiões do País.

 

No Portal da FIEC, www.sfiec.org.br clicando em Arquivo de Palestras e em seguida em Agroindustria, os Senhores encontrarão quadros das palestras proferidas pelo Dr. Marcos Stamm e pelo Dr. Eleusio Curvelo Freire, da Embrapa-Algodão

 

Dos demais pronunciamentos, dos debates e entendimentos, concluimos o seguinte:

 

- A produção do algodão cearense, em pequenas e médias propriedades, nunca atingirá a qualificação da produção em grande escala do Centro Sul do Brasil, intensiva em capital e mecanização. A produção cearense, com a adoção da tecnologia mínima disponível, em plantios não irrigados, pode ser lucrativa e cumprir a sua função social. 

- A baixa produtividade e qualidade inferior do algodão cearense, são os grandes entraves à sua revitalização.

- Há tecnologia disponível e recursos. Segundo o Dr. Mavignier, do Banco do Nordeste, há Fundos de Aval utilizáveis.

- Para participação direta da indústria local, na compra da matéria prima, a qualidade da fibra é fundamental. Dela depnderá a qualidade dos produtos têxteis, e seu preço final.

- A implantação de UTDs é a solução mais à mão, para a transferência da tecnologia e aumento da produtividade.

- - O pequeno agricultor não utiliza ferramentas que não sejam a enxada. O fornecimento de insumos e implementos mínimos, é indispensável.

- A organização dos produtores, em torno das UTDs, é a forma ideal, para o melhor aproveitamento das áreas demonstrativas.

 

- A Plataforma do Algodão terá prosseguimento.

- A coordenação será pelo Grupo de Ação Agroindústria da FIEC, com apoio direto dos Sindicatos  envolvidos, e com serviços de secretaria do Sinditêxtil.

- A coordenação técnica será pela Embrapa-Algodão, com a Embrapa-Agroindústria Tropical dando o apoio local à coordenação.

- O CNPq dará o apoio financeiro para a articulação na primeira fase, até a realização de um Workshop e o início das ações de cunho prático.

- A FAEC fará a administração de recursos vindos de instituições oficiais e participará da implantação de UTDs, quando destinadas aos produtores agríolas não "pronafianos" (com cobertura do Pronaf, e atendidos pelo MIn.da Reforma Agrária).

- A Embrapa Algodão, Seagri e SDR e o Consultor Marcos Stamm, farão a preparação de projeto, para embasar o Workshop à ser realizado na segunda quinzena de janeiro, dependendo das articulações com o CNPq.

- O Banco do Nordeste tem recursos para financiar a produção.

- O Sindialgodão deverá trabalhar, de imediato, no sentido de tentar viabilizar a implantação de algumas unidades ainda para a próxima safra, contando com doações de insumos por fabricantes, Embrapa e outros,  e eventual parceria da SDR.

 

O Grupo de Ação Agroindústria, da FIEC, com o apoio dos participantes, trabalhará no sentido de viabilizar o Workshop na segunda semana de janeiro, de forma à dar andamento às discussões e ações necessárias ao esforço de revitalização da Cadeia Produtiva do Algodão.

 

Nossos agradecimentos à todos os participantes, que contribuiram de forma valiosa, para o encaminhamento das ações.

 

 

Atenciosamente

 

Carlos Prado

Grupo de Ação Agroindústria da FIEC

 

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