01.02.2010

por Roberto Proença de Macêdo

Vitória dos industriais

O dia 19 de agosto de 2010 foi histórico para a FIEC, pois consolidou um evento nunca imaginado no meio associativo do setor industrial brasileiro, que foi a eleição pelo voto direto dos industriais para escolha da nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará para o quadriênio 2010-2014.

O empolgante percentual de 67,2% de votantes, do total de 1.046 credenciados, já na primeira experiência de um novo processo eleitoral, demonstrou o quanto os industriais estão desejosos de participar diretamente da sua instituição maior. É muito emblemático constatar-se que 703 empresários deixaram os seus afazeres para se deslocar à Casa da Indústria e determinar pelo voto os rumos a serem seguidos pela instituição que os representa.

A liderança dos presidentes dos nossos sindicatos foi exercida na sua plenitude para a consolidação desse novo processo. Foram 90 dias de trabalho na conscientização dos seus associados para o comparecimento e o exercício da democracia de forma inovadora. Essa articulação também serviu de oportunidade para a revelação de novas lideranças no nosso meio associativo.

O sucesso e a legitimidade do novo processo eleitoral, confirmados na eleição do dia 19, deveu-se também ao fiel cumprimento pela Comissão Eleitoral das regras do novo Estatuto e Regulamento Eleitoral. Acrescente-se ainda a credibilidade desta Comissão, que foi eleita pelo Conselho de Representantes da FIEC e não mais indicada pelo Presidente, como era anteriormente. Com isso, foi possível realizar um pleito sem qualquer contestação quanto ao seu processo e resultado.

Foram instaladas 39 zonas eleitorais, correspondendo ao número de sindicatos filiados, compostas de três mesários e um fiscal de cada chapa, que garantiram a tranquilidade e a lisura do pleito. Mais do que a vitória de uma chapa por 37 x 1 (e uma abstenção), essa eleição representa a vitória dos industriais da FIEC, por terem protagonizado uma festa democrática de elevado nível, num ambiente leve, cordial e colaborativo entre os seus associados, dirigentes e funcionários.

O que me anima também com essa experiência é perceber que com o surgimento de novas lideranças contaremos com mais dirigentes engajados e comprometidos com as demandas da coletividade e não somente com interesses pessoais contrastantes com as necessidades do meio empresarial. Estou convencido de que esse procedimento está alinhado com o propósito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de promover por diversas formas o fortalecimento sindical para todas as suas 27 federações associadas.

Ao observar o alcance dessa conquista, sinto-me realizado, tendo em vista que a minha motivação na época que assumi a Federação, em 2006, era buscar sua reunificação por meio da superação da animosidade existente entre as correntes que então disputavam o seu poder. A nova Diretoria eleita consolida a unidade da nossa FIEC e nos assegura a representatividade necessária para um segundo mandato com a ampla participação dos empresários industriais do Ceará.

A FIEC está de parabéns por ser renovar aos 60 anos.
Roberto Proença de Macêdo é presidente da FIEC