26.07.2010
Qualidade de crédito do consumidor piora no 2º tri, aponta Serasa
O indicador da Serasa Experian que avalia a qualidade de crédito do consumidor registrou queda de 0,3% no segundo trimestre, atingindo o valor de 80,3, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira. O indicador tem uma escala que vai de 0 a 100 e, quanto maior, melhor a qualidade de crédito, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência.
De acordo com os técnicos da Serasa, o recuo é justificado pelo aumento acelerado do endividamento dos consumidores, "especialmente a partir de meados do ano passado, estimulado pelas condições de crédito mais favoráveis [juros mais baixos e prazos mais longos], pela evolução do emprego e pelas medidas de isenções tributárias em determinados segmentos de bens duráveis, tornando atraente ao consumidor a aquisição destes bens via financiamentos".
Segundo os especialistas, a evolução do endividamento não foi acompanhada, na mesma proporção, pelos incrementos observados na renda. "Este fato contribuiu para a redução da qualidade de crédito do consumidor [aumento do risco de inadimplência]".
A Serasa destaca ainda que, apesar do recuo, o indicador permanece em nível superior ao observado nos meses imediatamente anteriores à eclosão da crise financeira internacional (quarto trimestre de 2008), atingindo a segunda maior cifra desde o terceiro trimestre de 2008.
Na análise geográfica, o Sul e o Sudeste são as únicas regiões a se situarem acima da média nacional (80,3), registrando a marca de 85,0 e 80,4, respectivamente. Em seguida aparecem o Nordeste (79,0), Centro-Oeste (78,6) e Norte (76,5).
Na comparação com o trimestre anterior, as regiões Norte e Nordeste registraram as maiores quedas na qualidade de crédito dos consumidores, de 1,9% e 1,2%, respectivamente.
A região Centro-Oeste manteve o indicador estável, e as regiões Sul e Sudeste apresentaram elevações (0,2% e 0,5%, respectivamente).
Por faixa de renda, a classe que ganha até R$ 500 por mês é a que possui o menor índice de qualidade de crédito (75,7). Já a classe acima de R$ 10.000 registra o melhor indicador, 94,0, seguida pela classe de renda de R$ 5.000 a 10.000 (92,9).



