30.07.2010
Fonte: Folha Online - às 17h40
Dólar fecha julho em R$ 1,75 e tem maior queda mensal desde fevereiro
A melhora do cenário no mercado de ações em julho levou a taxa de câmbio doméstica a fechar o mês com a maior queda desde fevereiro. Além disso, a moeda norte-americana encerrou a sexta-feira no "piso" de R$ 1,75, o que não acontecia desde o dia 3 de maio, quando fechou cotada a R$ 1,732.
"A entrada de capital e investimentos e as posições vendidas dos bancos em dólar ainda estão compensando o fluxo de saída de recursos do país", afirmou Marcos Trabold, gerente da corretora B&T. De acordo com ele, a diferença entre a taxa básica de juros do país --que subiu novamente este mês, para 10,75% ao ano-- ainda está atraindo muito capital para o mercado brasileiro.
Nem mesmo os rumores de que o Banco Central considera a possibilidade de realizar um leilão de "swap cambial reverso", instrumento que equivale à compra de dólar futuro e cria demanda pela moeda, para elevar as cotações, no mercado conseguiram reverter a tendência de queda da moeda neste mês.
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,756, queda de 0,28%, nas últimas operações desta sexta-feira, na mínima do dia. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,756 e R$ 1,766. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,880, estável.
Na semana, a queda na moeda foi de 2,7%, maior percentual desde os 4,1% de fevereiro. No ano, porém, a divisa ainda acumula leve alta, de 0,87%.
Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra ganhos de 0,84%, aos 66.515 pontos. O giro financeiro é de R$ 6,45 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem queda de 0,01%.
O dólar abriu o dia em alta, afetado pela desvalorização nos mercados internacionais após a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. A economia do país registrou expansão de 2,4% no segundo trimestre, abaixo dos 2,6% esperados pelo mercado e dos 3,7% registrado entre janeiro e março.
Durante a tarde, porém, a Bovespa conseguiu se descolar da oscilação em Wall Street, e passou a subir, ajudando o mercado de câmbio doméstico.
JUROS FUTUROS
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas fecharam em queda.
No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista caiu de 10,71% para 10,70%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi de 10,80% para 10,76%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 11,51% para 11,46%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.



