Luiz Augusto de Castro Neves também comandou a embaixada brasileira na China 
O embaixador do Brasil no Japão, Luiz Augusto de Castro Neves, em visita à FIEC, no dia 8 de fevereiro, disse aos empresários que o Brasil não pode ignorar os asiáticos. Segundo ele, o mercado asiático é o centro de gravidade da economia mundial no século XXI. Por isso, a inserção na economia asiática, pode ser definitiva para a expansão de negócios com a conquista de novos mercados no cenário internacional.
Conforme o embaixador, existem outros países na Ásia - como Vietnã, Índia e Coreia do Sul, que possuem taxas de crescimento semelhantes ou mais altas do que as chinesas e estão a procura de outros países para investir. O diplomata se comprometeu ainda a ajudar o Ceará a vencer as barreiras sanitárias para exportação de frutas àquele país. Mas advertiu que para se exportar também é necessário estar aberto à importação.
Luiz Augusto de Castro Neves falou ao empresariado do estado, durante a reunião da diretoria plena da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), sobre o cenário pós-crise no Japão e a respeito das oportunidades de incremento nas relações comerciais com esse país asiático e também com a China, onde também foi embaixador.
Luiz Augusto de Castro Neves comanda a embaixada brasileira no Japão desde 2008. O diplomata possui vasta experiência quanto à realidade do continente asiático, pois foi embaixador na China por quatro anos. Neves também esteve à frente da embaixada do Brasil no Paraguai, de onde saiu para a capital chinesa.
Segundo dados do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC, as exportações do Ceará para o Japão tiveram retração de 59,5% em 2009, caindo de US$ 16,8 milhões em 2008 para R$ 6,8 milhões. A queda nas importações foi ainda maior (- 65,7%), passando de US$ 33,3 milhões em 2008 para US$ 11,4 milhões no ano passado. Os principais produtos cearenses exportados para o Japão foram ceras vegetais, lagostas e calçados. O destaque nas importações foram as máquinas para fiação de materiais têxteis.
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