O mercado financeiro aumentou novamente a projeção para a inflação oficial e espera agora que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerre o ano quase meio ponto percentual acima da meta de 4,5% estabelecida pelo governo para 2010.
Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a estimativa de inflação pela sétima semana consecutiva e projetam o índice oficial em 4,99%, ante projeção de 4,91% feita anteriormente.
A previsão está na pesquisa Focus, feita na semana passada e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Para 2011, a previsão é que o IPCA fique em 4,5%, exatamente na meta para o ano.
A projeção feita pelos economistas para o dólar aumentou levemente para R$ 1,81, contra R$ 1,80 na semana anterior. Em 2011, a estimativa é que encerre o ano em R$ 1,85.
O mercado manteve a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2010 em 5,5%. Para o ano que vem, a previsão é de crescimento de 4,5%.
Os economistas mantiveram também suas previsões para a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% no fim do ano. A taxa está atualmente em 8,75% --no fim de janeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manteve a taxa nesse patamar pela quarta reunião seguida. Para 2011, a projeção passou de 11,25% para 11,23%.
Outros índices
O mercado elevou todas as projeções relativas a índices de inflação em 2010. A previsão para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) passou de 5,7% para 5,91%, na oitava semana de alta.
Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), subiu de 5,86% para 5,88%, também na oitava elevação consecutiva. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, como contas de luz e aluguéis.
Já para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a projeção passou de 5,17% para 5,4%. Para o ano que vem, a estimativa para os três índices é de 4,5%.
A previsão para o superavit da balança comercial foi mantida em US$ 10 bilhões e para o deficit nas transações correntes subiu de US$ 50 bilhões para US$ 52 bilhões.
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 38 bilhões e a projeção para a relação dívida/PIB ficou em 41,5%.
Fonte: da Folha Online, em Brasília
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