Ao contrário de fragmentadores de papel, que permitem a reconstituição dos recortes, dispositivo dá mais segurança a quem precisa eliminar papéis que contenham informações confidenciais
Destruir definitivamente papéis que contenham dados sigilosos é a preocupação de muitas pessoas, em casa ou no escritório. Afinal, cartas, envelopes, documentos bancários, contratos, recibos, contas de energia, água e telefone não se destroem num simples ato de rasgar ou fragmentar os papéis, já que é possível remontá-los. Pensando nisso, Alberto Saburo Kanayama criou o Incinerador Compacto.
O aparelho consiste em um módulo que utiliza um meio de energia - como gás e eletricidade - para queimar documentos. O modelo movido a gás é colocado sobre um dos queimadores do fogão, e utiliza a chama para queimar os documentos inseridos nele à medida que são incinerados. Também pode ser conectado a um recipiente que contenha gás, que é aceso tão logo se inicie a destruição dos documentos. No modelo elétrico, o princípio é a utilização de uma resistência que alcance temperatura suficiente para essa queima.
Em ambos os modelos, existe um recipiente coletor de cinzas - removível para limpeza - e um filtro na parte superior, para retenção de fuligem e fumaça. A entrada dos documentos para destruição fica na lateral. Segundo o inventor, o grande benefício é a garantia de que a informação contida no documento será destruída completamente, sem nenhuma chance de recuperação.
A ideia surgiu com a preocupação sobre a possibilidade da recuperação - por terceiros e para usos escusos -, de documentos como extratos e boletos bancários rasgados. "Percebi que o simples fato de rasgar o extrato não era suficiente para me deixar tranquilo, pois poderia ser remontado como um quebra-cabeça. O mesmo pode ocorrer com documentos picotados por fragmentadores de papel", relata Kanayama.
O invento tem patente requerida em todo o território nacional. Alberto Kanayama está aberto a propostas de compra da patente ou de royalties, por empresas do ramo de eletrodomésticos e de materiais para escritório. Empresários interessados no produto devem entrar em contato com a Associação Nacional dos Inventores pelo telefone (11) 3873-3211.
Sobre a Associação Nacional dos Inventores
Tudo começa com uma boa ideia na cabeça.Depois do desenvolvimento de um protótipo e da realização de testes, o inventor tem a certeza de que o fruto daquela boa ideia vai melhorar a vida de muitas pessoas. A partir daí, muitos deles se perguntam: "O que fazer agora?".
A Associação Nacional dos Inventores (ANI) foi criada exatamente para que as invenções brasileiras sirvam a toda a sociedade e para estimular os inventores a continuar se dedicando à descoberta de novidades. "Nosso papel é incentivar e popularizar as inovações tecnológicas no País", afirma o presidente e fundador da entidade, Carlos Mazzei. "Trabalhamos na orientação e regularização das patentes de projetos e na posterior comercialização dos inventos em escala industrial."
Mazzei, também conhecido como "empresário dos inventores", dedica-se integralmente à busca pelo reconhecimento dos inventos brasileiros. "Quando se fala em invenção, muitos pensam apenas em projetos 'malucos'. Eles também existem, mas anualmente, são desenvolvidos diversos produtos e soluções para os problemas cotidianos."
Muitos projetos de extrema importância ainda aguardam investidores decididos a produzi-los em escala industrial. Outros já estão no mercado, trazendo bons lucros a quem os criou.
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