Redação
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Uma publicação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará
Ano 6 - Edição 71 - April de 2013
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Retrospectiva histórica dos principais
investimentos estrangeiros no Ceará

1867 A empresa de capital inglês The Ceará Water Company firmou contrato com a prefeitura de Fortaleza, pelo prazo de 50 anos, para explorar o serviço de abastecimento de água da capital, fazendo a interligação de poços e chafarizes. Devido à grande seca ocorrida em 1877, os ingleses cancelaram o contrato, faltando ainda 40 anos para seu término.

1881 Chegam a Fortaleza os cabos submarinos da The Western Telegraph Company, empresa inglesa responsável pela interligação telegráfica entre o Brasil e a Europa. Aquela companhia operou no Ceará até 1973, quando expirou a concessão governamental.

1933 Instala-se em Fortaleza a The Ceará Ligth, Tramway and Power Co., empresa inglesa concessionária dos serviços de bondes e fornecimento de energia elétrica na capital (desde 1866, Fortaleza era iluminada a gás gerado pelo gasômetro). Desapropriada pelo município, em 1948, a empresa de controle inglês passou a denominar-se Serviço de Luz e Força de Fortaleza (Serviluz). No ano de 1962, foi incorporada pela Eletrobras e transformada em Conefor. E 1971, foi incorporada à Coelce, então criada sob controle do governo do estado, absorvendo as várias empresas do segmento.

1937 O grupo norte americano S. C. Johnson (Cia. de Ceras Johnson) instala no Ceará uma indústria de processamento de cera de carnaúba e, no ano seguinte, implanta, em área hoje pertencente a Maracanaú, um parque botânico experimental com o plantio de diferentes espécies de carnaubeira (acervo há poucos anos doado à Universidade Federal do Ceará – UFC).

Década de 1960 Em decorrência da expressiva produção algodoeira do Ceará, instalou-se no estado a Sociedade Algodoeira do Nordeste do Brasil (Sanbra), empresa controlada pela Santista, esta, por sua vez, sob controle da multinacional Bunge Y Born, de origem argentina. Com o declínio da cultura algodoeira e a concentração de foco em outros negócios, aquele grupo encerrou suas atividades de beneficiamento no Ceará, alienando suas instalações de Caucaia e Senador Pompeu.

Final dos anos 1980 Ingressa no setor cearense de beneficiamento de castanha de caju o poderoso grupo Anglo American, adquirindo unidades fabris operadas pela Brasil Oiticica, Katu e pela Cipa, passando a atuar sob a razão social de Iracema Indústria e Comércio de Castanhas de Caju Ltda. Posteriormente, a empresa teve o controle acionário transferido várias vezes, sendo a última movimentação da Kraft Foods para o britânico Bond Group. A Iracema é atualmente a maior processadora de amêndoas no mundo.

Aquisições ou associações de empresas
cearenses por capitais estrangeiros

  • Aquisição do Laboratório Alfa, de produtos veterinários, pelo canadense Conlab, transferido para outros grupos e agora denominado de Intervet do Brasil, sob controle da americana Schering.
  • Joint venture entre a Cemec (Grupo J. Macêdo) e a italiana Sangatti, para produção de equipamentos para moinho de trigo, atualmente sob controle da Sangatti Berga.
  • Aquisição do Laboratório Endomed, em Aquiraz, pelo grupo alemão Frenesius Kabi.
  • Aquisição da totalidade do capital votante da Agripec, em Maracanaú, pelo grupo australiano Nufarm.
  • Aquisição da Troller, em Horizonte, pela Ford do Brasil, de capital norte-americano.
  • Joint venture entre a israelense Strauss-Elite, controladora do Café Três Corações, com a empresa cearense Santa Clara, abrangendo as várias fábricas em Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Norte, formando importante grupo cafeeiro do Brasil.
  • Aquisição de 50% do capital da Durametal, de Maracanaú, pela empresa espanhola Cie. Automotive S/A.

Empreendimentos  controlados por
empresas do exterior no Ceará

  • Instalação de unidade fabril de zíperes da Yoshida, de capital japonês, em Maracanaú.
  • Instalação do grupo italiano Bermas, na produção e exportação de couros e peles e seus artigos, com fábrica em Cascavel.
  • Instalação, em Horizonte, de uma moderna planta da Rigesa, fabricante de caixas de papelão ondulado, controlada pela gigante norte-americana Mead/Westvaco.
  • Implantação de fábrica de elementos pré-moldados de cimento, em Maracanaú, pela Concretópolis, de capital italiano.
  • Implantação, em Maranguape, de uma fábrica de aparelhos eletrodomésticos da Cesde, de marca Mallory, no início de controle francês, transferida para grupo espanhol.
  • Implantação, em Caucaia, de um unidade produtora de pás para aerogeradores, sob controle da alemã Woben Windpower.
    Instalação, em Aquiraz, de um parque eólico, também da alemã Woben Windpower.
  • Instalação, em Maracanaú, de unidade fabril de redes da Jobex, de capital alemão.
  • Instalação, em Ubajara, de fazenda e de unidade fabricante de sucos de acerola, controlada pela norte-americana Amway.
  • Implantação, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, de uma usina térmica geradora de energia elétrica, a Endesa Fortaleza, controlada pela espanhola Endesa.

  • Implantação da Sinopsys, no Eusébio, sob controle direto da espanhola Endesa.
Mensagem do Presidente
Por Roberto Proença de Macêdo

Um novo patamar produtivo
Tendo em vista o projeto do Sistema FIEC, de criação de polos industriais em regiões vocacionadas do interior, é muito importante também encontrarmos formas de atender o tráfego de matérias-primas e o escoamento da produção desses novos centros produtivos.



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