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NOVEMBRO / 2004
ANO XIV - Nº 200
Jornal da FIEC é uma publicação mensal editada pela Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
 
 
Jornal da FIEC - Evolução e credibilidade

Evolução e credibilidade

Desde a primeira publicação, em abril de 1988, até a edição 200, em novembro do corrente ano, o Jornal da FIEC passou por muitas mudanças. Uma característica, porém, ele preserva até hoje: a sua credibilidade. A constatação, obtida em estudo acadêmico, é confirmada atualmente pela ampla aceitação de seus leitores.
Originalmente impresso em preto e branco e no formato 47cm x 32,5cm, um tamanho mais alto que os tablóides convencionais adotados no país, seu projeto gráfico baseava-se no padrão europeu da época. As páginas, dez na edição inicial, passaram a variar entre dez e doze, nas publicações seguintes.
Quatro anos após o número um, em abril de 1992, o jornal mudou do papel jornal para o off-set. A segunda mudança veio em março de 1996, na edição 94, quando foram utilizadas as cores preta e verde na impressão. A partir de uma edição especial (nº 96), comemorativa ao Dia da Indústria, em maio do mesmo ano, a primeira e última páginas passaram a ser coloridas.
Em janeiro de 2000, no número 141, o jornal passou a ter o formato tablóide, com 27 cm de largura por 34 cm de altura. No mês seguinte, foi publicada pela primeira vez uma edição toda colorida.
O editor do Jornal da FIEC desde sua primeira edição e coordenador da Assessoria de Imprensa e Relações com a Mídia (AIRM), jornalista Luiz Carlos Cabral de Morais, lembra da inovação incorporada em março de 2000 (nº 143), “quando a publicação passou a ser impressa em papel couché, ganhando mais espaço branco e passando a ter um conteúdo mais leve”.
Para o designer gráfico Ítalo Araújo, que fazia a paginação manual do Jornal da FIEC nas antigas edições e hoje é responsável por sua diagramação e arte-final, as mudanças incorporadas pelo informativo acompanharam o processo de evolução dos grandes jornais. “No início, o processo gráfico, de uma maneira geral, era muito segmentado e lento. Primeiro, o repórter escrevia, depois aconteciam os outros passos: digitação, revisão, paginação e fotomecânica. Ou seja, o repórter e o editor só viam o resultado depois do jornal impresso. Isso demandava mais tempo e pessoas”, diz Ítalo Araújo.
Ele lembra que a modernização do Jornal da FIEC se consolidou com o advento da paginação eletrônica utilizada hoje. “Atualmente, dispomos de equipamento moderno e programas de ponta, como o Adobe PageMaker – que é usado em quase todos os jornais no processo de paginação –, o Photoshop e o Corel Draw, que auxiliam na edição de fotos, mapas e desenhos”, explica. Para Ítalo, esses são alguns fatores que fazem do Jornal da FIEC “um dos mais bem trabalhados graficamente, entre todas as Federações”.
Outros motivos de sucesso do Jornal da FIEC, que garantem sua sobrevivência ao longo de mais de dezesseis anos, com 200 edições ininterruptas e uma distribuição mensal de 3.200 exemplares, estão demonstrados no estudo O Papel do Jornal Empresarial, desenvolvido pela jornalista Suelem Caminha, na sua conclusão do Curso de Especialização em Gestão das Comunicações nas Organizações, pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
O trabalho, que faz uma análise aprofundada do Jornal da FIEC no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2001, constatou, através de consulta a empresários, o índice de 100% de credibilidade em relação às informações divulgadas no jornal. A maioria dos entrevistados (56,67%) atribuiu nota 8 ao periódico, enquanto que 23,23% apontaram a nota 9, 16,67% deram nota 7 e apenas 3,33% escolheram a nota 6. Os dados reforçam a aceitação e a confiança que o público-alvo tem no veículo.
No entendimento da jornalista, o Jornal da FIEC coloca a técnica a serviço da identificação dos empresários e parceiros, fazendo com que eles vejam, por meio do veículo impresso, sua atividade concretizada e sua opinião ampliada, além de receberem informações de ações do Sistema FIEC e de assuntos de interesse nacional e internacional, sob os enfoques econômico, social e político.
Em outras palavras, de acordo com a opinião de Luiz Carlos Morais, a credibilidade do Jornal da FIEC tem por base o profissionalismo com que o trabalho é executado, através da redação de matérias dentro dos padrões éticos e jornalísticos. “O Jornal da FIEC chega ao número 200 certamente porque sempre esteve aberto às sugestões e às críticas construtivas”, ressalta o editor. “Só assim foi possível promover, a cada número, o aperfeiçoamento do órgão, o qual espero, confiantemente, que cresça ainda mais no conceito do leitor”, arremata.

Cobertura responsável

O Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE), criado em 1971, vem atuando na perspectiva de que o uso de novas tecnologias pela indústria é condição indispensável para o crescimento em uma economia globalizada.
Sabendo da importância dessas novas tecnologias, o IEL-CE, órgão do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará, vem por meio desta destacar a importante contribuição do informativo Jornal da FIEC, como agente indutor de inovação tecnológica.
Em suas duzentas edições, o Jornal da Fiec vem contribuindo para a promoção e para o desenvolvimento da indústria cearense, informando aos empresários e industriais, através de uma cobertura responsável, os principais acontecimentos no âmbito da indústria cearense.
Mensalmente, o Jornal da Fiec destaca os principais escopos do IEL-CE, que, entre suas linhas de atuação, desenvolve o Programa de Estágio, Capacita Gestores Empresariais, levanta informações técnicas e presta consultoria aos seus clientes.
Vera Ilka Meireles Sales é superintendente do IEL-CE

Consistência dos sólidos

As palavras ditas têm a consistência dos gases. Desfazem-se na atmosfera e não se sabe de que forma se deu a dispersão. Recolhê-las com precisão é impossível. A recuperação feita pela memória é sempre imprecisa, incerta e quase sempre distorcida.
As palavras escritas têm a consistência dos sólidos. Guarda-se, reproduz-se, revê-se, retifica-se, amplia-se, sintetiza-se. Tudo isso é possível fazer, permanecendo como referência o registro original.
Embora circulando mensalmente, o Jornal da FIEC é o registro histórico do cotidiano da Federação. Com precisão conceitual, os jornalistas responsáveis por todas as edições foram ou são historiadores desse cotidiano.
O Jornal da FIEC é também um registro fiel da evolução econômica do Estado do Ceará e sua repercussão na história da Região Nordeste e do Brasil. Não se limitando apenas aos acontecimentos, também identifica os agentes das transformações ocorridas. As lideranças empresariais e públicas responsáveis por essas transformações estão registradas em suas imagens pessoais e na comunicação dos seus pensamentos e atitudes.
A presente edição 200 tem o significado de um marco histórico e abre espaço para o justo agradecimento a cada profissional da comunicação que deu a sua contribuição para construir o jornal.
Eduardo Bezerra Neto é superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) e diretor do Eurocentro-CE

 


Suscitando novas idéias

Informar, comunicar, provocar, promover e até suscitar novas idéias, essas são propriedades que vejo incorporadas ao Jornal da FIEC. Não só como leitora e colaboradora do Sistema FIEC, mas, sobretudo, como interessada nos fenômenos que, sob suas mais diversas particularidades, afetam a realidade e o cotidiano da vida das pessoas, vejo no Jornal da FIEC, através de sua ampla, porém sistematizada galeria de assuntos, a possibilidade de conhecer e de me atualizar em temas de fundamental importância nos campos da economia, cultura, política, tecnologia, desenvolvimento sustentável, responsabilidade social, cidadania, entre muitos outros, os quais são cuidadosamente trabalhados por profissionais sensíveis e competentes.
Uma instituição é o que objetivamente realiza e quanto mais se eleva em consciência crítica mais se torna essencial e pereniza sua existência. Assim, exercendo minha razão crítica, reforço o meu depoimento de que o Jornal da FIEC é tanto mais importante quanto mais procura promover esse processo dialogal com seus interlocutores.
Parabéns aos companheiros do Sistema que fazem o Jornal da FIEC pela comemorativa data de suas 200 edições.
Simone Grob é coordenadora do Núcleo de Planejamento e Avaliação do SESI

 

Instrumento de integração

Ao completar 200 edições, o Jornal da FIEC não estabelece simplesmente um número de publicação. Ele é o documento vivo da história do Sistema FIEC nestes últimos 16 anos. E ao traçar a história da FIEC e demais organizações que compõem o Sistema (SENAI, SESI, IEL e INDI), o Jornal da FIEC apresenta a história do Ceará, rica em transformações profundas de sua estrutura econômica, resultado de um crescimento industrial jamais visto em nossa história. Não há dúvidas que este periódico se traduz em importante fonte de pesquisa para todos aqueles que desejem conhecer melhor a indústria cearense.
Apesar de importante, este não é o único aspecto que o Jornal da FIEC apresenta. Ao longo de sua existência, tem se mostrado um instrumento valioso de integração entre as entidades que compõem o Sistema FIEC e a sociedade, principalmente, no fortalecimento do processo de integração interna, que nos permite hoje não só falar em integração, mas, sobretudo, em praticá-la a cada momento.
Foram tantas as reportagens, que é impossível estabelecer a mais marcante, pois, durante estes 16 anos, o Jornal da FIEC apresentou denúncias, propostas para o desenvolvimento do Estado, ações desenvolvidas pela FIEC, SESI, SENAI e IEL, matérias de valor técnico e científico e, principalmente, a contribuição do empresariado cearense para melhoria da vida de todo nosso povo.
Em minha trajetória no SENAI, não consigo lembrar do momento anterior à criação do Jornal da FIEC, o que significa dizer que esta publicação já sedimentou seu espaço, sendo o principal instrumento de informação do Sistema FIEC para a sociedade, seus associados e seus colaboradores, representando, assim, o pensamento e a orientação de trabalho do empresariado cearense.
José Tarcísio Bastos é gerente do Núcleo de Negócio do SENAI de Maracanaú


veja também:
>> Jornal da FIEC chega ao número 200
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