| Evolução
e credibilidade
Desde a primeira publicação, em abril de
1988, até a edição 200, em novembro do corrente
ano, o Jornal da FIEC passou por muitas mudanças. Uma característica,
porém, ele preserva até hoje: a sua credibilidade. A constatação,
obtida em estudo acadêmico, é confirmada atualmente pela
ampla aceitação de seus leitores.
Originalmente impresso em preto e branco e no formato 47cm x 32,5cm,
um tamanho mais alto que os tablóides convencionais adotados no
país, seu projeto gráfico baseava-se no padrão europeu
da época. As páginas, dez na edição inicial,
passaram a variar entre dez e doze, nas publicações seguintes.
Quatro anos após o número um, em abril de 1992, o jornal
mudou do papel jornal para o off-set. A segunda mudança veio em
março de 1996, na edição 94, quando foram utilizadas
as cores preta e verde na impressão. A partir de uma edição
especial (nº 96), comemorativa ao Dia da Indústria, em maio
do mesmo ano, a primeira e última páginas passaram a ser
coloridas.
Em janeiro de 2000, no número 141, o jornal passou a ter o formato
tablóide, com 27 cm de largura por 34 cm de altura. No mês
seguinte, foi publicada pela primeira vez uma edição toda
colorida.
O editor do Jornal da FIEC desde sua primeira edição e
coordenador da Assessoria de Imprensa e Relações com a
Mídia (AIRM), jornalista Luiz Carlos Cabral de Morais, lembra
da inovação incorporada em março de 2000 (nº 143), “quando
a publicação passou a ser impressa em papel couché,
ganhando mais espaço branco e passando a ter um conteúdo
mais leve”.
Para o designer gráfico Ítalo Araújo, que fazia
a paginação manual do Jornal da FIEC nas antigas edições
e hoje é responsável por sua diagramação
e arte-final, as mudanças incorporadas pelo informativo acompanharam
o processo de evolução dos grandes jornais. “No início,
o processo gráfico, de uma maneira geral, era muito segmentado
e lento. Primeiro, o repórter escrevia, depois aconteciam os outros
passos: digitação, revisão, paginação
e fotomecânica. Ou seja, o repórter e o editor só viam
o resultado depois do jornal impresso. Isso demandava mais tempo e pessoas”,
diz Ítalo Araújo.
Ele lembra que a modernização do Jornal da FIEC se consolidou
com o advento da paginação eletrônica utilizada hoje. “Atualmente,
dispomos de equipamento moderno e programas de ponta, como o Adobe PageMaker – que é usado
em quase todos os jornais no processo de paginação –,
o Photoshop e o Corel Draw, que auxiliam na edição de fotos,
mapas e desenhos”, explica. Para Ítalo, esses são
alguns fatores que fazem do Jornal da FIEC “um dos mais bem trabalhados
graficamente, entre todas as Federações”.
Outros motivos de sucesso do Jornal da FIEC, que garantem sua sobrevivência
ao longo de mais de dezesseis anos, com 200 edições ininterruptas
e uma distribuição mensal de 3.200 exemplares, estão
demonstrados no estudo O Papel do Jornal Empresarial, desenvolvido pela
jornalista Suelem Caminha, na sua conclusão do Curso de Especialização
em Gestão das Comunicações nas Organizações,
pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
O trabalho, que faz uma análise aprofundada do Jornal da FIEC
no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2001, constatou, através
de consulta a empresários, o índice de 100% de credibilidade
em relação às informações divulgadas
no jornal. A maioria dos entrevistados (56,67%) atribuiu nota 8 ao periódico,
enquanto que 23,23% apontaram a nota 9, 16,67% deram nota 7 e apenas
3,33% escolheram a nota 6. Os dados reforçam a aceitação
e a confiança que o público-alvo tem no veículo.
No entendimento da jornalista, o Jornal da FIEC coloca a técnica
a serviço da identificação dos empresários
e parceiros, fazendo com que eles vejam, por meio do veículo impresso,
sua atividade concretizada e sua opinião ampliada, além
de receberem informações de ações do Sistema
FIEC e de assuntos de interesse nacional e internacional, sob os enfoques
econômico, social e político.
Em outras palavras, de acordo com a opinião de Luiz Carlos Morais,
a credibilidade do Jornal da FIEC tem por base o profissionalismo com
que o trabalho é executado, através da redação
de matérias dentro dos padrões éticos e jornalísticos. “O
Jornal da FIEC chega ao número 200 certamente porque sempre esteve
aberto às sugestões e às críticas construtivas”,
ressalta o editor. “Só assim foi possível promover,
a cada número, o aperfeiçoamento do órgão,
o qual espero, confiantemente, que cresça ainda mais no conceito
do leitor”, arremata.
Cobertura responsável

O
Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE), criado em 1971,
vem atuando na perspectiva de que o uso de novas tecnologias pela
indústria é condição indispensável
para o crescimento em uma economia globalizada.
Sabendo da importância dessas novas tecnologias, o IEL-CE, órgão
do Sistema Federação das Indústrias do Estado
do Ceará, vem por meio desta destacar a importante contribuição
do informativo Jornal da FIEC, como agente indutor de inovação
tecnológica.
Em suas duzentas edições, o Jornal da Fiec vem contribuindo
para a promoção e para o desenvolvimento da indústria
cearense, informando aos empresários e industriais, através
de uma cobertura responsável, os principais acontecimentos
no âmbito da indústria cearense.
Mensalmente, o Jornal da Fiec destaca os principais escopos do
IEL-CE, que, entre suas linhas de atuação, desenvolve
o Programa de Estágio, Capacita Gestores Empresariais, levanta
informações técnicas e presta consultoria
aos seus clientes.
Vera Ilka Meireles Sales é superintendente do IEL-CE
Consistência dos sólidos

As palavras ditas têm a consistência dos gases.
Desfazem-se na atmosfera e não se sabe de que forma
se deu a dispersão. Recolhê-las com precisão é impossível.
A recuperação feita pela memória é sempre
imprecisa, incerta e quase sempre distorcida.
As palavras escritas têm a consistência dos sólidos.
Guarda-se, reproduz-se, revê-se, retifica-se, amplia-se,
sintetiza-se. Tudo isso é possível fazer, permanecendo
como referência o registro original.
Embora circulando mensalmente, o Jornal da FIEC é o
registro histórico do cotidiano da Federação.
Com precisão conceitual, os jornalistas responsáveis
por todas as edições foram ou são historiadores
desse cotidiano.
O Jornal da FIEC é também um registro fiel da
evolução econômica do Estado do Ceará e
sua repercussão na história da Região
Nordeste e do Brasil. Não se limitando apenas aos acontecimentos,
também identifica os agentes das transformações
ocorridas. As lideranças empresariais e públicas
responsáveis por essas transformações
estão registradas em suas imagens pessoais e na comunicação
dos seus pensamentos e atitudes.
A presente edição 200 tem o significado de um
marco histórico e abre espaço para o justo agradecimento
a cada profissional da comunicação que deu a
sua contribuição para construir o jornal.
Eduardo Bezerra Neto é superintendente do Centro Internacional
de Negócios (CIN) e diretor do Eurocentro-CE
Suscitando novas idéias

Informar, comunicar, provocar, promover e até suscitar
novas idéias, essas são propriedades que vejo incorporadas
ao Jornal da FIEC. Não só como leitora e colaboradora
do Sistema FIEC, mas, sobretudo, como interessada nos fenômenos
que, sob suas mais diversas particularidades, afetam a realidade
e o cotidiano da vida das pessoas, vejo no Jornal da FIEC, através
de sua ampla, porém sistematizada galeria de assuntos,
a possibilidade de conhecer e de me atualizar em temas de fundamental
importância nos campos da economia, cultura, política,
tecnologia, desenvolvimento sustentável, responsabilidade
social, cidadania, entre muitos outros, os quais são cuidadosamente
trabalhados por profissionais sensíveis e competentes.
Uma instituição é o que objetivamente realiza
e quanto mais se eleva em consciência crítica mais
se torna essencial e pereniza sua existência. Assim, exercendo
minha razão crítica, reforço o meu depoimento
de que o Jornal da FIEC é tanto mais importante quanto
mais procura promover esse processo dialogal com seus interlocutores.
Parabéns aos companheiros do Sistema que fazem o Jornal
da FIEC pela comemorativa data de suas 200 edições.
Simone Grob é coordenadora do Núcleo
de Planejamento e Avaliação do SESI
Instrumento
de integração

Ao completar 200 edições, o Jornal da FIEC não estabelece
simplesmente um número de publicação. Ele é o documento
vivo da história do Sistema FIEC nestes últimos 16 anos. E ao traçar
a história da FIEC e demais organizações que compõem
o Sistema (SENAI, SESI, IEL e INDI), o Jornal da FIEC apresenta a história
do Ceará, rica em transformações profundas de sua estrutura
econômica, resultado de um crescimento industrial jamais visto em nossa
história. Não há dúvidas que este periódico
se traduz em importante fonte de pesquisa para todos aqueles que desejem conhecer
melhor a indústria cearense.
Apesar de importante, este não é o único aspecto que o Jornal
da FIEC apresenta. Ao longo de sua existência, tem se mostrado um instrumento
valioso de integração entre as entidades que compõem o Sistema
FIEC e a sociedade, principalmente, no fortalecimento do processo de integração
interna, que nos permite hoje não só falar em integração,
mas, sobretudo, em praticá-la a cada momento.
Foram tantas as reportagens, que é impossível estabelecer a mais
marcante, pois, durante estes 16 anos, o Jornal da FIEC apresentou denúncias,
propostas para o desenvolvimento do Estado, ações desenvolvidas
pela FIEC, SESI, SENAI e IEL, matérias de valor técnico e científico
e, principalmente, a contribuição do empresariado cearense para
melhoria da vida de todo nosso povo.
Em minha trajetória no SENAI, não consigo lembrar do momento anterior à criação
do Jornal da FIEC, o que significa dizer que esta publicação já sedimentou
seu espaço, sendo o principal instrumento de informação
do Sistema FIEC para a sociedade, seus associados e seus colaboradores, representando,
assim, o pensamento e a orientação de trabalho do empresariado
cearense.
José Tarcísio Bastos é gerente do Núcleo de Negócio
do SENAI de Maracanaú
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