| Difusão da
Cultura Indígena
O objetivo do programa é contribuir para a difusão
das artes indígenas, por meio do aperfeiçoamento de técnicas
que possam agregar valor aos seus artefatos tradicionais, possibilitando
que as atuais 12 etnias, totalizando cerca de 20 mil indígenas,
cujas terras estão localizadas em 14 municípios no Ceará,
sejam os agentes do projeto.
A meta inicial do programa é trabalhar com as etnias que já possuam
tradição em tecelagem, cerâmica, palha, madeira,
entre outras, de modo a promover o resgate dessas atividades, originalmente
indígenas, e que tanto caracterizam o Estado do Ceará.
No ano de 2004, o programa deu um salto quantitativo e qualitativo, ampliando
o número de atendimento e diversificando as áreas de capacitação
dos indígenas.
Foi criado o Núcleo de Tecelagem, através da doação
de dois teares pela FIEC, em parceria com o Sebrae-CE. Participam desse
Núcleo nove mulheres com tradição de fiar e tecer,
que haviam paralisado suas atividades em função de fatores,
como a crise do algodão.
O Núcleo de Serigrafia, que também funciona na localidade
de Varjota, no município de Itarema, foi incrementado. A idéia é possibilitar
a impressão dos desenhos de autoria indígena em variados
produtos, seja em cerâmica ou tecelagem. O projeto, desenvolvido
em parceria com o SESI-CE, que viabilizou a equipe de profissionais para
o desenvolvimento da atividade, beneficia atualmente 21 jovens.
O Núcleo de Desenhistas Tremembés, que tem hoje quatro
artistas, desenvolve atividades, como pintura em tela, pintura com toá (tintura
natural encontrada no leito do rio) e pintura em tecido, cuja fabricação
tem origem no Núcleo de Tecelagem.
Aproximadamente 15 mulheres Tremembés participam do Núcleo
de Cerâmica, que estava desativado, e, por intermédio do
estímulo da equipe do FIRESO, foi revitalizado, funcionando hoje
na localidade de Lameirão, na região praiana de Itarema.
Lá é fabricada toda a cerâmica levada às exposições
dos Tremembés.
Na opinião do pajé tremembé, Luís Caboclo
(foto), o projeto Difusão da Cultura Indígena tem sido
fundamental para a divulgação do seu povo e de sua arte. “As
pessoas não acreditam que nós temos cultura e nem que a
gente existe. A divulgação artística é mais
um espaço para testemunhar a nossa existência. É muito
bom!”, sintetiza.
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