| Pão, Educação
e Arte
O programa, desenvolvido em parceria com o Sindipan, consiste
em proporcionar a crianças e adolescentes, na faixa etária
entre 6 e 12 anos, aulas de música, computação,
pintura, leitura e esportes. Os alunos fazem parte das comunidades onde
as panificadoras estão inseridas. As aulas acontecem duas vezes
por semana. Mais de 200 crianças já foram atendidas pelo
programa, que ganhará uma nova dimensão a partir de 2005.
O projeto de “transformação” do Pão,
Educação e Arte está sendo desenvolvido pelo Sindicato,
juntamente com a assessoria do Fireso.
Segundo o coordenador do programa e proprietário da Panetutte,
Lauro Martins, o objetivo é, no próximo ano, intensificar
a parceria entre as empresas de panificação e as escolas
das comunidades. “Hoje, as escolas só participam através
do envio de seus alunos às empresas onde eles assistem a aulas,
no máximo, duas vezes por semana, o que inviabiliza um acompanhamento
maior e o relacionamento com suas famílias. Na nova versão
que propomos, elas entrarão também com o espaço
físico e com o levantamento das demandas de seus alunos, para
que possamos oferecer outras atividades na própria escola, se
necessário, durante toda a semana”, justifica.
Martins exemplifica, por meio de sua empresa. “Hoje, temos 15 alunos
de uma escola da comunidade, que praticam aula de flauta, na Panetutte,
dois dias por semana. Se as atividades passarem a ser em suas escolas,
poderemos oferecer também outros cursos, como na área cultural,
artesanato, esporte ou computação, nos demais dias da semana,
em horários diferentes daquele em que o aluno estuda”. Segundo
ele, há a possibilidade, ainda, de sua empresa ceder o computador,
no caso de a escola possuir quem ministre as aulas ou patrocinar uma
equipe esportiva, que já disponha de treinador.
“
A idéia é ampliar as possibilidades e modalidades de parcerias
dentro do programa Pão, Educação e Arte”,
garante Martins, que anuncia: “O novo projeto já está em
fase de formatação e logo que estiver pronto será apresentado às
escolas, para que possamos formalizar as alianças”.
|