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MARÇO / 2005
ANO XV - Nº 204
Jornal da FIEC é uma publicação mensal editada pela Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
 
 
Participação do Ceará na Fenit 2005 está garantida

Participação do Ceará na Fenit 2005
está garantida

A ida das empresas à feira é fruto de parceria entre o Sindconfecções, Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), Sebrae-CE e Sistema FIEC

O Ceará precisa manter suas empresas entre as grandes do setor de confecção, para mostrar ao Brasil e ao mundo a qualidade de seus produtos e de seus profissionais.” A declaração é do presidente do Sindicato da Indústria de Confecções do Estado do Ceará (Sindconfecções), José Moreira Sobrinho, durante o lançamento oficial, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), dia 8 de março, da participação do Estado na Feira Internacional da Indústria Têxtil 2005 (Fenit 2005), versão primavera-verão, a realizar-se no Parque Anhembi, em São Paulo, de 20 a 23 de junho próximo.
Moreira Sobrinho ressalta que, nos últimos três anos, o Sindconfecções, em parceria com a FIEC, Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE), vem promovendo um esforço no sentido de resgatar o prestígio que o Estado possuía na Fenit, quando chegou a ser o segundo na indústria confeccionista do país.
“ Com estandes maiores e um volume crescente e diversificado de produtos, o resultado tem sido satisfatório e, hoje, somos novamente um dos destaques no evento”, conta. De acordo com o presidente do Sindconfecções, a expectativa para o setor no Ceará em 2005 é, no mínimo, dobrar as exportações efetuadas em 2004. “A Fenit faz parte das estratégias para se alcançar essa meta”, acrescenta.
Cerca de 35 empresas cearenses de confecções devem participar este ano da Fenit, informa a diretora de eventos do sindicato, Maria José Costa Moreira. ‘’Será a maior representação do Estado nas 27 participações na feira’’, acrescenta. No ano passado, o Ceará teve 25 expositores. Este ano, a Fenit deverá reunir 600 expositores nacionais e internacionais, dos quais 30% serão compradores multimarcas, do Brasil, Europa, Estados Unidos e África, compradores de lojas de departamentos e distribuidores.
Segundo Moreira Sobrinho, o evento deverá produzir faturamento de dois meses de produção para a maioria das empresas cearenses. A feira será disposta nos seguintes setores: infantil, moda masculina, moda feminina, acessórios de moda, serviços, embalagens e acessórios para lojas, moda praia, íntima e fitness, internacional, têxtil, cad cam e novos talentos.

De olho na exportação

Diante de uma platéia formada basicamente de pequenas e médias empresas, Moreira Sobrinho comentou que a melhor estratégia para a manutenção e ampliação das indústrias, em função das dificuldades de comercialização do mercado interno, é a exportação. “Nesse sentido, a Fenit é uma das principais vitrines para esse mercado”, salientou. Ele disse que o evento não é mais como antigamente, quando as empresas vendiam nos estandes grandes quantidades. “A maior virtude da Fenit, agora, é dar ao empresário a oportunidade de fazer contatos com diversos mercados compradores. Os negócios são fechados após o encontro”, observou.
Ele informou, ainda, que a partir dessa edição o Ceará contará com empresas do interior do Estado. Cerca de seis indústrias de Juazeiro do Norte devem ir ao evento. Unidades de Sobral, São Gonçalo do Amarante e Beberibe também mostraram interesse e estão estudando a viabilidade de se engajar ao grupo. “Com isso, estamos interiorizando nossas ações e ampliando o leque de oportunidades de negócios com vistas a um crescimento sustentável do setor”, enfatizou.
A indústria de confecções no Ceará emprega, atualmente, cerca de 60 mil trabalhadores. E vendeu, no ano passado, US$ 19,07 milhões – quase 40% a mais que o montante movimentado em 2003. Hoje, o Estado é o sexto maior exportador do Brasil e respondeu por apenas 2,7% do total exportado pelos produtores nacionais, em 2004, o melhor resultado apresentado desde 1996 (1,9%) –, perdendo apenas para os Estados de Santa Catarina (43,9%), São Paulo (31,3%), Paraíba (10,1%), Minas Gerais (9,8%) e Rio de Janeiro (4,9%). Porém, desses, o Ceará foi o que apresentou maior crescimento em 2004, se comparado ao ano anterior.

Números
Em 2004, as vendas externas de confecções renderam ao Ceará US$ 19,07 milhões, contra US$ 13,76 milhões registrados no ano anterior. Apesar da variação positiva, o crescimento nas exportações do setor corresponde apenas a pouco mais da metade do verificado em 2003, quando o Ceará cresceu 65,2% em relação ao ano anterior.
Os dados fazem parte do balanço setorial das exportações cearenses, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC. O estudo mostra a evolução do setor desde 1996 até o ano passado. Conforme o levantamento, as exportações do setor de confecções representam 2,2% do total comercializado lá fora pelo Ceará.
Entre os maiores compradores das confecções cearenses estão países como Estados Unidos, com 33,2% de participação; Espanha, com 24,1%, e Alemanha, com 12,1%. O maior crescimento na participação veio da Espanha, que comprou 166% a mais do Ceará, em 2004, que no ano anterior.
Entre os itens que mais contribuíram para o aumento das exportações de confecções no Ceará no ano passado, estão calças jeans, jardineiras e outros produtos de algodão de uso feminino, representando uma fatia de US$ 7,54 milhões, 39,6% do total – 49,5% a mais que em 2003; artigos de algodão para acampamento, com US$ 3,91 milhões, 20,5% do total – 7% a menos que no ano anterior; e calças jeans, jardineiras e outros itens de algodão de uso masculino, com US$ 1,79 milhão, 9,4% do total – 350,2% a mais que em 2003.
Os itens que mais apresentaram crescimento nas exportações, em 2004, foram camisetas “t-shirts” e outros itens de malha de outros materiais têxteis, com 6.087% a mais que em 2003; e calças de malha de outros materiais têxteis de uso feminino, com 1.856,6% a maior que o registrado no ano anterior.
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