| Primeira diretoria
do
Sindsorvetes é empossada
O mais novo sindicato ligado à FIEC nasceu
com 15 empresas associadas, pulando, em apenas dois meses, para 18
Criar uma central de compras para aquisição
de insumos de sorvete junto aos fornecedores, aumentando, assim, o poder
de barganha dos pequenos; conscientizar os fabricantes sobre a importância
da qualidade e higiene de seus produtos; manter estreita ligação
com a vigilância sanitária municipal, visando obter instruções
sobre procedimentos adequados na fabricação; lançar
um site próprio do sindicato; promover a realização
de estudo sobre consumo e demandas do segmento no mercado cearense; e
duplicar em um ano o número de associados.
Essas são as principais metas do Sindicato das Indústrias
de Sorvetes, Picolés e Derivados no Estado do Ceará (Sindsorvertes),
fundado em 14 dezembro de 2004, cuja diretoria foi empossada durante
solenidade realizada na Federação das Indústrias
do Estado do Ceará (FIEC) no dia 21 de fevereiro. O mais novo
sindicato ligado à entidade nasceu com 15 empresas associadas,
pulando, em apenas dois meses, para 18, o que, para o presidente do Sindsorvetes,
Affonso Taboza Pereira, representa “prenúncio de êxito”.
De acordo com Affonso Taboza, o sindicato tem suas origens na Unisorv,
associação criada na década de 90 que sobreviveu
cerca de cinco anos. Ele acredita, porém, que ao novo sindicato
está reservado um futuro bem mais promissor, já que a antiga
associação findou pela falta de estrutura e de uma entidade
maior que lhe desse apoio. No caso do Sindsorvetes, um dos fatores que
apontam para o sucesso é o fato de estar ligado à FIEC, “entidade
sindical de maior peso e prestígio deste Estado”, acrescenta.
Por parte da Federação, apoio não irá faltar
ao novo sindicato. Quem garante é o presidente da entidade, Jorge
Parente Frota Júnior, que presidiu a solenidade de posse da diretoria
para o triênio 2004/2007. Na visão de Jorge Parente, o sindicato
representa um setor da economia cearense de grande potencialidade. “Temos
vocação e clima para o consumo de sorvete, além
de frutas tropicais fantásticas e de qualidade inquestionável
pelo mundo afora”, argumenta.
Dificuldades e desafios
Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos fabricantes de sorvetes
no Ceará, na opinião de Affonso Taboza, sempre foi a
falta de um sindicato que os congregasse. “A classe é numerosa,
muito dispersa e com muitas empresas pequenas. Nosso primeiro desafio
será conscientizá-los para a importância do associativismo
e chamá-los a participar do Sindsorvertes”, diz.
Embora grande parte das empresas locais já esteja enquadrada nos
padrões de qualidade exigidos pelo Ministério da Saúde,
competindo inclusive com empresas do Sul do país, a higiene na
produção do alimento ainda permanece como um dos obstáculos
do setor. Para superar essa barreira, o sindicato pretende incentivar
os associados a participarem do curso Boas Práticas de Fabricação,
promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do
Ceará (SENAI-CE), por meio do Centro Regional de Treinamento em
Moagem e Panificação (Certrem), visando aprimorar a qualidade
de seus produtos.
Outra iniciativa nesse sentido será incentivar a Vigilância
Sanitária Municipal a tornar-se um veículo do conhecimento
sobre como se obter a qualidade dos produtos, através do manuseio
adequado dos alimentos. “Antes de fiscalizar e multar, o papel
da Vigilância deve ser o de instruir e ensinar”, defende
Taboza.
Potencial do setor no país
Durante a solenidade de posse, o presidente do Sindsorvetes apresentou
números do setor, segundo dados da Associação Brasileira
da Indústria de Sorvetes (ABIS), demonstrando o potencial do segmento
no Brasil.
De acordo com o levantamento, em 2003 o Brasil foi responsável
por 12% das vendas mundiais de sorvetes, correspondendo ao consumo de
533 milhões de litros, que resultaram no movimento das vendas
de 778 milhões de dólares. No mundo, as vendas de sorvetes
atingem a cifra de 6,4 bilhões de dólares.
O consumo no nosso país gira em torno de três litros por
pessoa/ano, enquanto nos Estados Unidos é de 22 litros, no Canadá 18,
e, em países frios como Suécia e Finlândia, 14 litros
por pessoa/ano.
Conheça a Diretoria
PRESIDENTE
Affonso Taboza Pereira
VICE-PRESIDENTE
ADMINISTRATIVO
Paulo Tavares dos Santos
VICE-PRESIDENTE FINANCEIRO
Eudálio Cunha Tibúrcio
VICE-PRESIDENTE DE
RELAÇÕES TRABALHISTAS
Francisco de Assis Moreira Dias
VICE-PRESIDENTE DE
RELAÇÕES COM O MERCADO
Edgard Segantini Júnior
VICE-PRESIDENTE DE RELAÇÕES
COM OS FORNECEDORES
Paulo Tavares dos Santos
CONSELHEIROS FISCAIS
Francisco Wellington
do Nascimento
Cleriston Araújo Mendes
Marcos Antônio Medeiros
da Justa
José Renato Dantas
DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO À FIEC
Efetivo
Affonso Taboza Pereira
Suplente
Fábio Rocha Gomes Pereira
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