CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA DE rochas ornamentais e DE revestimento:
ESTUDO por meio DE ENSAIOS E ANÁLISES e DAS patologias associadas ao uso
Maria Heloisa
Barros de Oliveira Frascá
Geóloga, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do
Estado de São Paulo
Av. Prof. Almeida Prado, 532 – CEP 05508-901 – São Paulo,
SP
Fone: (11) 3767-4350 – Fax: (11) 3767-4346 –
mheloisa@ipt.br
Tecnologias
em rochas para revestimento abrange, atualmente, a caracterização tecnológica e
ensaios de alteração, com o objetivo de se obter parâmetros químicos, físicos,
mecânicos e petrográficos que orientarão a escolha e uso desses materiais na
construção civil.
São apresentados os
principais ensaios tecnológicos, normalizados por entidades brasileiras e
estrangeiras, usados para a caracterização física e mecânica das rochas.
Ensaios de
alteração acelerada, muitos ainda experimentais, simulam situações de exposição
dos materiais rochosos a atmosferas agressivas e/ou poluídas ou a reagentes
químicos usados na limpeza e manutenção. Os resultados dessas simulações
indicam principalmente as medidas preventivas para evitar/retardar o
“envelhecimento” da rocha.
Podem ser apontadas, como uma das demandas atuais do setor,
ações visando a qualificação sistematizada das matérias-primas e dos produtos,
das técnicas mais adequadas para colocação e manutenção de rochas em
revestimento e a difusão dessas tecnologias, principalmente, ao mercado
consumidor.
O termo
rochas ornamentais tem as mais variadas definições. A Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT, no prelo) define rocha
ornamental como material rochoso natural, submetido a diferentes graus ou tipos
de beneficiamento ou afeiçoamento (bruta, aparelhada, apicoada, esculpida ou
polida) utilizado para exercer uma função estética.
Rocha para revestimento é
definida pela ABNT, como rocha natural que, submetida a processos diversos e
graus variados de desdobramento e beneficiamento, é utilizada no acabamento de
superfícies, especialmente pisos e fachadas, em obras de construção civil. Essa definição pode ser
considerada similar à que a American
Society for Testing and Materials (ASTM, 2001) propõe para dimension stone: pedra natural que foi
selecionada, regularizada ou cortada em tamanhos e formas especificados ou indicados,
com ou sem uma ou mais superfícies mecanicamente acabados.
As rochas para
revestimento podem ser, dessa forma, consideradas produtos do desmonte de
materiais rochosos em blocos e de seu subseqüente desdobramento em chapas,
posteriormente polidas e cortadas em placas.
As duas grandes categorias
comerciais de rochas ornamentais e de revestimento são os “granitos”, que
comercialmente englobam rochas silicáticas (ígneas ácidas e intermediárias
plutônicas e/ou vulcânicas, charnockitos, gnaisses e migmatitos), e o
“mármore”, comercialmente entendido como qualquer rocha carbonática, tanto de
origem sedimentar, como metamórfica, passível de polimento.
Ardósias, quartzitos e
alguns outros materiais relativamente recentes no mercado, como
metaconglomerados, também são largamente utilizados como rochas para
revestimento. Técnica e comercialmente não devem ser englobadas nos dois grupos
acima, mas ainda não se dispõe de uma denominação comercial para elas.
Atualmente, as rochas
ornamentais têm sido bastante utilizadas na construção civil, constituindo os
revestimentos verticais (paredes e fachadas) e horizontais (pisos) de
exteriores e de interiores de edificações. Respondem pela proteção das
estruturas e dos substratos contra o intemperismo e agentes degradadores,
domésticos e industriais, além de exercerem funções estéticas.
As rochas graníticas, pela
sua enorme variedade de cores e padrões texturais e estruturais, são as mais
utilizadas nos revestimentos de exteriores, tanto em pisos como fachadas. Os
mármores, em geral importados, seguem de perto, principalmente no tocante ao
revestimento de interiores.
Ardósias, quartzitos
foliados (popularmente conhecidos como pedra mineira, pedra Goiás etc.) e
outras rochas, que, pelo seu processo de extração (como por exemplo, a pedra
Miracema – um gnaisse), têm superfície rugosa, submetidas a processos de
beneficiamento somente de esquadrejamento, que é utilizada predominantemente no
revestimento de exteriores.
O padrão estético,
fornecido pela cor, textura, estrutura e homogeneidade da rocha, é determinado
pelo modo de formação, composição mineral, padrões de orientação ou deformação
impressos pela história geológica etc. Constitui o principal condicionante para
o comércio e uso da rocha; por sua vez, impostos pelos modismos e não pelas
características tecnológicas das rochas.
Tecnicamente, considera-se
que o aproveitamento da rocha para fins ornamentais e para revestimento está
relacionado a fatores, além do padrão estético, que estão ligados à geologia do
material rochoso, no texto também referidos como fatores intrínsecos:
·
tipologia do
jazimento: definido pela intensidade e tipo de alteração da rocha, presença de
tensões confinadas, heterogeneidade estrutural e textural, entre outros;
·
propriedades físicas
e químicas, que condicionarão os usos mais adequados da rocha no revestimento
de edificações, pois possibilitam a previsão da sua durabilidade perante as
solicitações de uso: intempéries, desgaste abrasivo pelo tráfego de pedestres,
danos relacionados às variações térmicas etc.
Ou a fatores, muitas vezes
de igual importância, mas ligados a outros aspectos, referidos como
extrínsecos:
·
processo de extração
e beneficiamento: que devem ser adequados ao material em questão. Devem,
também, ser ponderados os eventuais defeitos decorrentes dos métodos/tecnologia
de lavra e de beneficiamento (serragem, polimento e lustração), assim como o
aparecimento ou intensificação de microfissuras preexistentes;
·
Aplicação e uso.
A caracterização tecnológica
de rochas é realizada por meio de ensaios e análises, cujo principal objetivo é
a obtenção de parâmetros petrográficos, químicos, físicos e mecânicos do
material, que permitam a qualificação da rocha para uso no revestimento de
edificações.
Os ensaios procuram
representar as diversas solicitações às quais a rocha estará submetida durante
todo o processamento até seu uso final, quais sejam, extração, esquadrejamento,
serragem dos blocos em chapas, polimento das placas, recorte em ladrilhos etc.
Ainda são muito raros
os ensaios em rochas beneficiadas
(ladrilhos ou chapas polidas), que visem parâmetros para dimensionamento e de
previsão de desempenho e durabilidade de rochas para revestimento de fachadas e
pisos.
O conjunto
básico de ensaios para a caracterização tecnológica de rochas está relacionado
abaixo, juntamente com a sua finalidade.
Fornece a natureza,
mineralogia e classificação da rocha, com ênfase às feições que poderão
comprometer suas resistências mecânica e química, e afetar sua durabilidade e
estética. (Figura 1).

Figura 1 –
Observação de lâmina petrográfica em lupa estereoscópica.
A análise
fundamenta-se na observação de seções delgadas das amostras, estudadas ao
microscópio óptico de luz transmitida.
Referem-se às propriedades
de massas específicas aparentes seca e saturada (kg/m3), porosidade
aparente (%) e absorção d'água (%), que permitem avaliar, indiretamente, o
estado de alteração e de coesão das rochas.
Determina a tensão (MPa)
que provoca a ruptura da rocha quando submetida a esforços compressivos.
(Figura 2). Sua finalidade é avaliar a resistência da rocha quando utilizada
como elemento estrutural e obter um parâmetro indicativo de sua integridade
física.

Figura 2 –
Detalhe de corpo-de-prova rompidos após aplicação de esforços.
Consiste em submeter a
amostra a 25 ciclos de congelamento e de degelo, e verificar a eventual queda
de resistência por meio da execução de ensaios de compressão uniaxial ao
natural e após os ensaios de congelamento e degelo. Calcula-se, então, o
coeficiente de enfraquecimento (K), pela relação entre a resistência após os
ciclos de congelamento e degelo e a resistência no estado natural.
É um ensaio recomendado
para as rochas ornamentais que se destinam à exportação para países de clima
temperado, nos quais é importante o conhecimento prévio da susceptibilidade da
rocha a este processo de alteração.
O ensaio de tração na
flexão (ou flexão por carregamento em três pontos, ou ainda, módulo de ruptura)
determina a tensão (MPa) que provoca a ruptura da rocha quando submetida a
esforços flexores. (Figura 3). Permite avaliar sua aptidão para uso em
revestimento, ou elemento estrutural, e também fornece um parâmetro indicativo
de sua resistência à tração.

Figura 3 –
Detalhe de corpo-de-prova rompido por aplicação de esforços fletores.
O coeficiente de dilatação
térmica linear
(10-3mm/m.oC) é determinado ao se submeter as rochas a
variações de temperatura em um intervalo entre 0oC e 50oC.
É importante para o dimensionamento do espaçamento das juntas em revestimentos.
Indica a redução de
espessura (mm) que placas de rocha apresentam após um percurso abrasivo de
1.000 m, na máquina Amsler. (Figura 4).
O
abrasivo utilizado é areia essencialmente quartzosa. Este ensaio procura
simular, em laboratório, a solicitação por atrito devida ao tráfego de pessoas
ou veículos.

Figura 4 –
Máquina de desgaste abrasivo Amsler.
Fornece a resistência da
rocha ao impacto, através da determinação da altura de queda (m) de uma esfera
de aço que provoca o fraturamento e quebra de placas de rocha. (Figura 5). É um
indicativo da tenacidade da rocha.

Figura 5 –
Detalhe de corpo-de-prova quebrado pela queda de esfera de aço.
O único ensaio rotineiro
que é realizado obrigatoriamente em rocha beneficiada é o de resistência à
flexão (ou flexão por carregamento em quatro pontos). Nesse, simula-se os
esforços flexores (MPa) em placas de rocha, com espessura predeterminada,
apoiadas em dois cutelos de suporte e com dois cutelos de carregamento (Figura
6). É particularmente importante para dimensionamento de placas a serem
utilizadas no revestimento de fachadas com o uso de sistemas de ancoragem
metálica para a sua fixação.
|
|
A
determinação da velocidade de propagação de
ondas ultra-sônicas longitudinais (m/s) (Figura 7) permite avaliar,
indiretamente, o grau de alteração e de coesão das rochas. É realizada, complementarmente, em todos os corpos-de-prova
destinados aos ensaios de compressão uniaxial e de tração na flexão, e auxilia
a interpretação dos resultados obtidos nestes ensaios.
|
|
Figura 7 – Ilustração da medida de velocidade de propagação de ondas.
Os valores relativamente
mais altos, num conjunto de corpos-de-prova de uma mesma amostra ou entre
amostras petrograficamente semelhantes, indicam um menor grau de alteração e
uma maior coesão entre seus minerais formadores.
Normalmente para este tipo
de ensaios utiliza-se o PUNDIT (Portable Ultrasonic Non Destructive Digital
Indiceting Test). Sua importância reside em ser um dos poucos ensaios não
destrutivos disponíveis para verificação de propriedades rochosas, sendo assim,
também muito empregado
na avaliação da degradação de rochas, especialmente nos estudos de recuperação
de monumentos históricos em rocha.
O
conjunto de ensaios e análises, anteriormente descrito, foi concebido e
desenvolvido para representar as solicitações às quais a maioria das rochas de
revestimento estará submetida, conforme a situação de uso.
A
Tabela 1 exibe as propriedades a serem necessariamente enfocadas para a escolha
das rochas para as várias situações de usos no revestimento de edifícios e
residências, quer seja em pisos de interiores e exteriores (também denominados
revestimentos horizontais de exteriores e de interiores), como em fachadas e
paredes de interiores e exteriores (ou revestimentos verticais de exteriores e
interiores), aos quais são acrescidos os tampos de pia de cozinhas ou
lavatórios.
Essas
também são as propriedades a serem prioritariamente determinadas nos ensaios de
caracterização tecnológica.
Tabela 1
– Propriedades importantes para a escolha e utilização de rochas em
revestimento, conforme o emprego.
|
Função do Revestimento |
Pisos |
Paredes |
Facha-das |
Tam-pos(*) |
||
|
Ext. |
Int. |
Ext. |
Int. |
|||
|
Tipo de
rocha |
x |
x |
x |
x |
x |
x |
|
Absorção D'água |
x |
x |
X |
X |
x |
x |
|
Desgaste Abrasivo |
x |
x |
|
|
|
|
|
Flexão |
x |
x |
|
|
x |
x |
|
Compressão |
|
|
x |
x |
x |
|
|
Dilatação Térmica |
x |
x |
x |
x |
x |
|
|
Acabamento Superficial |
x |
X |
|
|
x |
|
|
Alterabilida-de |
X |
x |
|
|
X |
x |
(*) especialmente pias de cozinha
As normas
técnicas têm visado, tradicionalmente, a padronização de ensaios tecnológicos
visando a obtenção de parâmetros físicos, mecânicos e petrográficos, que
permitam a qualificação da rocha, especialmente para o uso no revestimento de
edificações.
Diversas
entidades nacionais e internacionais trabalham na padronização de procedimentos
de ensaio; American Society for Testing and Materials –
ASTM, Comissão Européia de Normalização – CEN, British Standard Institution – BSI, Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, Deutches Institut für Normung – DIN, entre outros.
A Tabela 2
relaciona os ensaios rotineiros para a caracterização tecnológica de rochas
ornamentais, as normas nacionais adotadas e as equivalentes internacionais.
Além dessas normas, sobre
procedimentos laboratoriais, a ABNT dispõe de duas dirigidas a projetos,
execução e fiscalização de revestimento de paredes e estruturas com placas de
rocha (ABNT/ NBR 13707: Projeto de
revestimento de paredes e estruturas com placas de rochas e ABNT/NBR 13708:
Execução e fiscalização de revestimento
de paredes e estruturas com placas de rochas, respectivamente).
No tocante às demais
atividades de mineração ligadas à produção de rochas ornamentais (lavra e
mineração) ainda não se têm conhecimento sobre normatização específica. As
várias normas disponíveis para mineração e meio ambiente aplicam-se às operações
comuns da atividade, sem especificidades quanto às rochas ornamentais.
As ASTM e CEN parecem ser,
atualmente, as entidades mais produtivas no tocante ao setor de rochas
ornamentais.
Tabela 2 –
Ensaios rotineiros de caracterização de rochas ornamentais e respectivas
normas.
|
Ensaio |
Norma ABNT |
norma INTERNACIONAL |
|
Análise
petrográfica |
NBR 12.768 |
BS EN 12407 |
|
Índices físicos |
NBR 12.766 |
ASTM C97 BS EN 1936 ASTM C121 (ardósias) |
|
Compressão
uniaxial |
NBR 12.767 |
ASTM C170 BS EN 1926 |
|
Congelamento e
degelo |
NBR 12.769 |
BS EN 12371 |
|
Tração na
flexão |
NBR 12.763 |
ASTM C 99 BS EN 12372 |
|
Dilatação térmica linear |
NBR 12.765 |
- |
|
Desgaste
abrasivo |
NBR 12.042 |
ASTM C241 ASTM C 1352 |
|
Flexão |
- |
ASTM C 880 ASTM C120 (ardósias) |
|
Impacto de
corpo duro |
NBR 12.764 |
- |
|
Velocidade de
propagação de ondas |
- |
ASTM D 2845 |
A ASTM tem publicado, e
sistematicamente revisado e atualizado, normas para ensaio, nas quais, aliás,
se baseia a maioria das normas brasileiras voltadas para rochas para
revestimento. Já publicou normas para seleção de placas pétreas, seu
dimensionamento e escolha de inserts
metálicos para o revestimento de exteriores.
A CEN, por sua vez,
mostra-se preocupada também em prescrever ensaios de alteração de rochas e
determinação de parâmetros físicos que permitam a previsão da degradação da
rocha em situações especificas, como por exemplo, resistência à cristalização
de sais, ao envelhecimento por choque térmico e outros.
As propriedades tecnológicas
das rochas devem ser consideradas fundamentalmente sob os aspectos de propiciar
avaliação da qualidade da rocha e fornecer parâmetros a serem utilizados nos
cálculos de projeto. A especificação de valores auxilia a escolha de rochas nos
diversos tipos de emprego das rochas.
Pode-se dizer que melhor
será a qualidade da rocha, ou seu desempenho em serviço, quanto menor forem: a
presença e os teores de minerais alterados ou alteráveis, friáveis ou solúveis,
que possam comprometer seu uso, durabilidade e o custo de manutenção; a
porosidade e capacidade de absorção e retenção d’água; o desgaste por atrito;
etc. E, quanto maior for sua resistência mecânica (à compressão, flexão etc.).
Como parâmetros utilizados
nos cálculos de projetos, merecem destaque a resistência à flexão e a massa
específica apresentada pela rocha, por serem valores incorporados diretamente
no dimensionamento (área e espessura) das chapas e dos dispositivos metálicos
de ancoragem destas no revestimento externo (fachadas).
As especificações de
limites para seleção das rochas como materiais de revestimento e de construção
civil, são geralmente estabelecidas por entidades normatizadoras, com base em
resultados de ensaios de laboratório, na observação do comportamento da rocha
em serviço, no histórico de desempenho do tipo da rocha em questão e,
excepcionalmente, pela experimentação das geometrias das placas e dos painéis
ante as condições ambientais e as estipuladas pelo projeto.
As informações disponíveis
apontam para a ASTM como o único órgão que estabelece especificações para as
rochas que se destinam ao revestimento de edificações; “granitos” (ASTM C 615)
“mármores” (ASTM C 503), calcários (ASTM C 568), “rochas quartzosas” (ASTM C
616) e ardósias (ASTM C 629). A Tabela 3 mostra os valores estabelecidos pela
ASTM.
Atualmente, a CEN tem
vários projetos de especificação em fase de aprovação, entre os quais citam-se:
“blocos”; “produtos semi-acabados (chapas brutas)”; “produtos acabados e
ladrilhos”; “produtos acabados (rochas para revestimento)”.
As rochas ornamentais e
para revestimento, pela sua durabilidade e enorme variedade de cores e padrões
texturais/estruturais, são muito utilizadas nos revestimentos de exteriores de
edificações, tanto em pisos como fachadas. Entretanto, a ação dos agentes
intempéricos muitas vezes provoca a deterioração da superfície exposta da
rocha, seja através da modificação de seu aspecto estético (perda de brilho e
alteração cromática), seja pela danificação da rocha (escamação, manchamentos
etc.).
A alteração das rochas se
inicia quando entram em contato com as condições atmosféricas reinantes na
superfície terrestre.
Tabela 3
– Especificações, segundo ASTM, para rochas ornamentais utilizadas no
revestimento de edificações.
|
Tipo de
Rocha |
Densidade |
Absorção
d’água (%) |
Compressão
Uniaxial (MPa) |
Flexão |
Flexão |
|
|
Granitos
(ASTM C 615) |
³2.560 |
£0,4 |
³131 |
³10,34 |
³8,27 |
|
|
Mármores
– Exterior (ASTM C 503) |
Calcita
Mármores |
>2.595 |
£0,20 |
³52 |
³7 |
³7 |
|
Dolomita
Mármores |
>2.800 |
|||||
|
Serpentina
Mármores / Serpentinitos |
>2.690 |
|||||
|
Travertino |
>2.305 |
|||||
|
Calcários
(ASTM C 568) |
I –
Baixa Densidade |
³1.760 |
£12 |
³12 |
³2,9 |
n.e. |
|
II –
Média Densidade |
³2.160 |
£7,5 |
³28 |
³3,4 |
||
|
III –
Alta Densidade |
³2.560 |
£3 |
³55 |
³5,9 |
||
|
Rochas
Quartzosas (ASTM C 616) |
I –
Arenito |
³2.003 |
£8 |
³27,6 |
³2,4 |
n.e. |
|
II –
Arenito Quartzítico |
³2.400 |
£3 |
³68,9 |
³6,9 |
||
|
III –
Quartzito |
³2.560 |
£1 |
³137,9 |
³13,9 |
||
|
Ardósias (Astm c
629) |
I –
Exterior |
n.e. |
£0,25 |
n.e. |
³49,6* / ³62,1** |
n.e. |
|
II –
Interior |
£0,45 |
³37,9* / ³49,6** |
||||
* = Paralelo à foliação
** = Perpendicular à foliação
As principais variáveis
que controlam a natureza e a taxa dos vários processos de intemperismo têm
sido, desde longo tempo, reconhecidas como sendo a composição e estrutura da
rocha, o clima e o tempo de atuação do processo intempérico. O efeito dos
vários agentes e processos intempéricos reagindo com as rochas é mostrado por
mudanças mineralógicas, químicas e granulométricas.
Muitos fatores influenciam
a susceptibilidade e taxa do intemperismo físico e químico em rochas. Os mais
importantes, tendo em vista as rochas de revestimento, são: tipo de rocha,
presença de fraturas e/ou fissuras (“porosidade”) e o clima (temperatura e
intensidade de chuvas). Adicionalmente, há a ação dos poluentes atmosféricos,
nos ambientes urbanos,
e
o emprego de processos inadequados para o assentamento e manutenção de rochas.
No caso das rochas
ornamentais, as modificações físicas das rochas pelos processos de extração e
de beneficiamento, podem levar ao aumento do fissuramento, porosidade e outros
(Dib, Frascá & Bettencourt, 1999), que irão contribuir para a acentuação
dos efeitos deletérios dos agentes intempéricos ou devidos à interferência
humana (manutenção e limpeza inadequadas etc.).
A deterioração, numa
definição simples, é o conjunto de mudanças nas propriedades dos materiais de
construção no decorrer do tempo, quando em contato com o ambiente natural; e
implica na degradação e declínio na resistência e aparência estética, neste
período (Viles, 1997). Inclui mudanças físicas e químicas do material, desde as
alterações relativamente benignas até às esfoliações e escamações. Os termos
deterioração e intemperismo podem ser empregados, no caso das rochas
ornamentais, praticamente como sinônimos.
A deterioração de
materiais rochosos usados no revestimento de edificações ou em monumentos é
mais pronunciada nos centros urbanos e industriais, e muitas vezes podem ser
sentidos em materiais ou monumentos localizados distantes destes centros. O
meio ambiente urbano, enriquecido em poluentes de variadas fontes, acelera e
modifica a degradação destes materiais, ou seja, altera/acelera os processos
naturais (Winkler, 1973).
Aires-Barros (1991) define
alterabilidade de rochas como um conceito dinâmico, que se refere à aptidão de
uma rocha em se alterar, em função do tempo. O tempo, que é considerado na
alteração intempérica como um “tempo geológico”, na alterabilidade é um “tempo
humano”, à escala do homem e das suas obras de engenharia.
A American Association for Testing and Materials (ASTM, 2001), por
sua vez, define durabilidade como a medida da capacidade da rocha ornamental de
manter as características essenciais e distintivas de estabilidade, resistência
à degradação e à aparência. A durabilidade é baseada no período de tempo em que
a rocha pode manter suas características inatas, em uso. Este tempo dependerá
do meio ambiente e do uso da rocha em questão (p. ex., em exteriores ou
interiores).
Desta forma, a alteração
apresentada pelas rochas estará condicionada a fatores, como: as
características intrínsecas da rocha, ou seja, as propriedades físicas e
químicas inerentes à sua mineralogia e alterações preexistentes; os defeitos
gerados nos métodos e tecnologia de lavra e no processo de beneficiamento
(corte e polimento); e, a interação destes com as intempéries e as condições de
fixação, manutenção e uso.
No Brasil, as principais
causas da degradação destes materiais rochosos podem ser sumariadas como a
seguir:
·
clima tropical
(intensas variações de temperatura e umidade);
·
agentes de limpeza,
os quais atuam através de diversas substâncias químicas componentes podem
causar modificações, especialmente no aspecto estético das rochas;
·
poluição ambiental,
na qual têm grande influência os diversos poluentes dispersos na atmosfera (SO2,
NOx, CO e CO2);
·
adoção de
procedimentos de assentamento inadequados para materiais rochosos.
Atualmente, estão em desenvolvimento e implantação ensaios de
alteração objetivando a previsão e/ou mitigação de possíveis deteriorações
decorrentes da colocação, manutenção e/ou limpeza inadequados. As simulações de
alteração procuram verificar as respostas das denominadas características intrínsecas
à exposição a ambientes potencialmente degradadores.
Com base na literatura e
experiências em trabalhos já realizados no IPT, são relacionadas as seguintes
situações para as quais já estão implantados ou em implantação os ensaios de
alteração (Tabela 4).
Tabela 4 – Situações
potencialmente degradadoras de rochas ornamentais e ensaios para previsão de
desempenho.
|
ENSAIO |
OBJETIVO |
|
Intempéries |
|
|
Exposição a
intemperismo artificial |
Simulação da exposição de rochas, principalmente no
revestimento de fachadas, à umidade e irradiação solar (UV). |
|
Exposição a
saturação e secagem |
Verificar eventual queda de resistência da rocha, após
ciclos de umedecimento em água e a secagem em estufa. |
|
Variações
térmicas |
|
|
Exposição da
rocha a choque térmico |
Verificar eventual queda de resistência da rocha, após
ciclos de aquecimento e resfriamento imediato em água. |
|
Exposição da
rocha a congelamento e degelo |
Verificar eventual queda de resistência da rocha, pela
imersão da rocha em água e realização de ciclos de congelamento e degelo em
temperatura ambiente. |
|
Ação de
poluentes |
|
|
Exposição da
rocha a ambientes ácidos e salinos |
Simulação de ambientes urbanos poluídos (umidade e H2SO4)
e marinhos (névoa salina), potencialmente degradadores de materiais rochosos.
|
|
Assentamento em
piso |
|
|
Efeito da
cristalização de sais |
Simulação de eflorescências e outros efeitos deletérios
por imersão parcial de corpos-de-prova de ladrilhos polidos em soluções de
natureza ácida e básica. |
Os procedimentos básicos e
escopos de algumas dessas simulações são descritos a seguir.
·
Exposição ao dióxido de enxofre: O ensaio por exposição ao SO2 baseia-se
na norma ABNT/ NBR 8096. Consiste em ciclos de 24h cada, em número ainda não
padronizado, nos quais a câmara é mantida aquecida por 8h, e posteriormente
ventilada por 16h. A avaliação das degradações é realizada visualmente, por
comparação com corpos-de-prova padrão que não foram expostos.
·
Exposição à névoa salina: O ensaio de intemperismo artificial por exposição à névoa
salina baseia-se na norma ABNT/NBR 8094. Nesse ensaio, os corpos-de-prova são
colocados em suportes na câmara, de modo à névoa ter livre acesso a todos eles.
A avaliação das degradações também é realizada visualmente, por comparação com
corpos-de-prova padrão que não foram expostos.
·
Exposição ao intemperismo artificial: O ensaio de exposição ao intemperismo artificial
simula a alteração frente à radiação ultravioleta e oxidação por ciclos de
umedecimento e secagem. Os procedimentos para a exposição das amostras ao
intemperismo artificial seguem as diretrizes do método ASTM /G 53.
O ensaio consiste em ciclos de 4h de radiação ultravioleta
(UV) e de 4h de condensação. A avaliação dos efeitos é realizada
periodicamente, durante a execução do ensaio.
Consistem na exposição,
por tempos predeterminados, da superfície polida da rocha a alguns reagentes
comumente utilizados em produtos de limpeza e de uso doméstico, para verificar
a susceptibilidade da rocha ao seu uso, principalmente como materiais de
limpeza. Os reagentes utilizados, concentrações e tempo de contato estão
relacionados na Tabela 5.
Tabela 5
– Condições para a realização de ensaio de resistência ao ataque químico.
|
Reagente QUÍMICO |
Concentração |
Tempo de contato |
|
ácido clorídrico |
3%, em massa |
168h |
|
hidróxido de potássio |
10%, em massa |
168h |
|
ácido cítrico |
3%, em massa |
6h |
|
hipoclorito de sódio |
2,5%, em massa |
6h |
|
hidróxido de amônio |
10%, em massa |
6h |
As
eventuais alterações são verificadas visualmente. É baseado na norma “Placas
cerâmicas para revestimento – especificação e métodos de ensaio: determinação
da resistência ao ataque químico”, ABNT/NBR 13.818, anexo H, e foi adaptado e
modificado para ladrilhos de rochas polidas.
Os resultados desses
ensaios comumente indicam que o ácido clorídrico provoca, em diferentes graus
de intensidade, modificações na superfície polida das rochas, em especial as de
natureza granítica. Frascá et al. (1999) verificaram que, em presença de soluções com
HCl e em condições propícias, geralmente há a oxidação de minerais,
principalmente máficos (biotita), que tendem a empobrecer no elemento ferro.
Observa-se, nesse ensaio,
desde o incipiente clareamento da área de contato, passando pelo clareamento e
descoloração dos minerais máficos chegando até o branqueamento total da rocha
(em geral nos “granitos” pretos). (Figura 8).
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Figura 8 –
Ladrilho polido de “granito preto”, com total branqueamento após aplicação de
HCl.
As
degradações e/ou deteriorações em rochas para revestimento, também denominadas
patologias, como já mencionado, são função das características intrínsecas das
rochas (propriedades físicas e químicas) em interação dom os processos de
beneficiamento e colocação na obra, em conjunto com as características do meio
ambiente e ações antrópicas.
Os
principais agentes degradadores são a presença de água, variações de
temperatura e ação de sais hidrossolúveis.
A
porosidade, que reflete o espaçamento entre grãos (rochas sedimentares), estado
microfissural (rochas ígneas e metamórficas) e o grau de alteração intempérica,
é considerada o principal condicionante das degradações de rochas, pois
representa as vias de acesso da água ao interior da rocha.
As
degradações ou patologias mais comuns em rochas para revestimento são os
manchamentos[1],
subeflorescências[2], inchamento[3]
e escamação[4]; a maior
parte ocorrendo em pisos ou paredes assentados com argamassa.
Em
fachadas aeradas (com placas de rocha fixadas por inserts metálicos) o fenômeno mais provável, mas felizmente
incomum, é o fissuramento ou fraturamento provocados pelas variações térmicas
ou sobrepeso do material.
Uma vez
instalada a patologia, não se dispõe, ainda, de técnicas eficientes para a
restauração e/ou recuperação do material rochoso. Por isso, tem-se buscado a
prevenção das deteriorações por meio do desenvolvimento de ensaios de alteração
acelerada ou pelo melhor conhecimento de suas características, através dos
estudos diagnósticos, a seguir exemplificados.
A petrografia é a
principal técnica aplicada ao estudo diagnóstico das patologias nos materiais
rochosos. Em geral é acompanhada de análises mineralógicas auxiliares como a
difratometria de raios X e microscopia eletrônica de varredura com espectrômetro
de raios X, por dispersão de energia (EDS) acoplado.
·
Petrografia:
constitui na análise de seções delgadas da rocha, visando o reconhecimento das
alterações dos minerais constituintes, a identificação de microfissuramento e
de outras feições que estejam condicionando as deteriorações detectadas na
rocha estudada, como manchamentos, inchamentos e escamação.
·
Microscopia eletrônica de varredura, com espectrômetro de raios X por dispersão de
energia (EDS) acoplado (para análises químicas pontuais), é uma técnica
auxiliar muito importante na determinação dos novos minerais gerados nos
processo de alteração.
·
Difratometria de raios X: geralmente realizada em fragmentos de minerais removidos
das amostras, por quebra ou raspagem, também auxilia na identificação de
minerais neoformados e os de alteração.
A seguir são descritos
algumas manifestações patológicas mais comuns e os fatores condicionantes
predominantes (Frascá & Quitete, 1999).
Patologias relacionadas à mineralogia x ação climática:
·
Os minerais máficos,
notadamente a biotita, são os que mais contribuem para algumas das
deteriorações comumente diagnosticadas. em condições de umidade, sem
lixiviação, a biotita pode se hidratar e/ou se alterar em argilominerais
expansivos (esmectitas), o que possibilita seu destacamento da rocha e a
formação de cavidades na face polida.
·
A ação
climática (alternância de insolação e umidade) e/ou de procedimentos
inadequados de colocação e/ou manutenção podem resultar no manchamento da
rocha, que é conferido por áreas irregularmente dispostas, na superfície
polida, com colorações esverdeadas e/ou amareladas.
·
Rochas de
cor branca, em geral provenientes de cinturões metamórficos de alto grau, podem
exibir modificação de cor – amarelo-alaranjado (semelhante à da ferrugem) – por
provável oxidação do elemento ferro disposto no retículo cristalino dos
minerais da rocha.
Patologias
relacionadas ao arranjo textural e grau de alteração:
·
arranjo textural,
favorecido pelos graus de microfissuramento e de alteração intempérica da
rocha, aparentemente são condicionantes nos processos de subeflorescência.
·
Nos processos de
subeflorescência pode ocorrer a escamação da face polida da rocha, pelo
destacamento de minúsculos fragmentos de rocha, provocado pela pressão de
cristalização de sais (principalmente sulfatos e carbonatos de cálcio, potássio
e sódio), geralmente em microfissuras subparalelas à face polida.
Nos
últimos anos, o setor de rochas ornamentais cresceu sensivelmente no tocante à
exportação de material já beneficiado, e/ou produto acabado. De certa forma,
isto também se refletiu no aumento do consumo interno de materiais pétreos, no
revestimento de pisos, paredes e fachadas.
Para
tanto, foram e estão sendo adotadas novas técnicas no processamento e
acabamento de rochas ornamentais, com o crescente uso de resinas para melhoria
do lustro ou até das características físico-mecânicas do material.
O uso
dessas técnicas não tem sido adequadamente acompanhado de estudos tecnológicos
para verificação, quantificação e qualificação dos resultados obtidos com a sua
adoção. Também, não há divulgação adequada dessas inovações aos consumidores,
sejam os marmoristas, arquitetos ou o consumidor final.
Por outro
lado, também não são, generalizadamente, adotados procedimentos de fixação
adequados, seja pelo desconhecimento das características dos novos produtos
beneficiados no mercado, seja dos novos materiais para assentamento e fixação
de ladrilhos ou placas pétreas.
Como
mostrado nesse artigo, ainda não existem normas para a qualificação dos
produtos pétreos e já há uma relativamente extensa gama de degradações
resultantes tanto do desconhecimento das características tecnológicas da ampla
gama de materiais hoje comercializados, como das técnicas de colocação,
manutenção e limpeza desses materiais.
Dessa
forma, podem ser apontadas algumas ações visando a qualificação sistematizada
das matérias-primas e dos produtos, das técnicas mais adequadas para colocação
e manutenção e a difusão dessas tecnologias:
·
desenvolvimento
de metodologias para caracterização preliminar de materiais rochosos destinados
a rochas ornamentais, a fim de facilitar a priorização de áreas de exploração
e/ou definição por materiais mais qualificados;
·
avaliação
técnica dos diferentes produtos (resinas) utilizados na consolidação e
preservação de rochas, que são utilizados tanto na fase de polimento como na
manutenção dos materiais pétreos;
·
desenvolvimento
de procedimentos e elaboração de normas técnicas para qualificação dos produtos
beneficiados de rochas ornamentais, tendo em vista as solicitações nas diversas
formas de aplicação no revestimento de edificações, principalmente em pisos de
interiores e interiores e fachadas.
ABNT-
Associação Brasileira de Normas Técnicas. no prelo. Rochas para revestimento: terminologia. Projeto 02:105.45-012.
ASTM-American Society for Testing and Materials. 2001.
C119/01. Standard terminology relating to
dimension stone.
Aires-Barros, L.
1991. Alteração e alterabilidade de
rochas. Instituto Nacional de Investigação Cientifica, Lisboa:Universidade
Técnica de Lisboa. 384p.
Dib, P.P.; Frascá, M.H.B.O.; Bettencourt, J.S. 1999. Propriedades
tecnológicas e petrográficas do “Granito Rosa Itupeva” ao longo dos estágios de
extração e beneficiamento. In:
SIMP.GEOLOGIA DO SUDESTE, 6, São Pedro, 1999. Boletim de Resumos, SBG/UNESP:
São Pedro. p.154.
Frascá,
M.H.B.O. (coord.); Mello, I.S.C.; Quitete, E.B. 2000. Rochas ornamentais e de revestimento do Estado de São Paulo. São
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Frascá, M.H.B.O. & Quitete, E.B.
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Congreso Iberoamericano de Patología de las Construcciones, Montevidéu,
Uruguai. Asiconpat/CIB:Montevidéu. v. 2. p. 1367-1373.
Frascá, M.H.B.O., Frazão, E.B., Quitete, E.B. 1999. Alterabilidade de
rochas ornamentais: metodologia para previsão da durabilidade pela exposição a
produtos de limpeza. Memorias/Proceedings... VII Congreso
Iberoamericano de Patología de las Construcciones, Montevidéu, Uruguai.
Asiconpat/CIB:Montevidéu. v. 3. p. 1831-1836.
Frazão, E.B.; Farjallat, J.E.S. 1996. Proposta de especificação para rochas silicáticas
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Rio de Janeiro. Anais ... Rio de
Janeiro: ABGE. v.1, p. 369-380.
Viles, H.A. 1997. Urban air pollution and the deterioration of buildings and monuments.
In: Brune, D., Chapman, D.V., Gruynne, M.D., Pacyna, J.M. (ed.) 1997. The global environment: science, technology
and management. Scandinavian Science Publ.; Weinheim; VCH: Germany. p.
599-609.
Winkler, E.M. 1973. Stone: properties, durability in man’s environment. New
York:Springer-Verlag. 230p.
[1] alteração que se manifesta com pigmentação acidental e
localizada da superfície. Está relacionada com a presença de material estranho
ao substrato.
[2] formação, geralmente esbranquiçada, de aspecto cristalino,
pulverulento ou filamentoso sobre a superfície do material. No caso de
eflorescências salinas, a cristalização pode se desenvolver no interior do
material (subeflorescência ou criptoeflorescência), freqüentemente provocando o
destacamento das partes mais superficiais.
[3] levantamento superficial e localizado do material, que pode
assumir forma e consistência variáveis.
[4] degradação que se manifesta através da separação total ou
parcial de zonas (escamas) do material original. Os escamas têm formas e
espessuras irregulares e desenvolvimento tridimensional.geralmente, estão
constituídas de material aparentemente intacto. Embaixo delas podem ser
observadas eflorescências.