DETERMINAÇÃO
DO CUSTO DE DESDOBRAMENTO DE BLOCOS
EM SERRARIAS DE ROCHAS ORNAMENTAIS Júlio
César de Souza Eng. de Minas, DSc., Prof. Adj.,
DEMINAS/UFPE – Av. Prof. Moraes Rêgo, 1235 – Cidade Universitária – CEP
50.670-901 – Recife – PE - E-mail:
jcsouza@npd.ufpe.br
Existem
basicamente três tecnologias para o beneficiamento primário de blocos: corte em
tear de lâminas, corte com fio diamantado e corte com talha-blocos de discos
diamantados. No presente trabalho são apresentados e discutidos os principais
sistemas de custo possíveis de serem utilizados para controle e determinação do
custo operacional em serrarias de rochas ornamentais, para o corte com tear de
lâminas que utilizam granalha como elemento abrasivo.
São definidos os principais itens do custo de produção
existentes na tecnologia de desdobramento de blocos de rochas ornamentais em
teares que utilizam lâminas com granalhas e também a forma de apuração e
alocação dos mesmos.
Na parte principal do trabalho é feita a sugestão de
aplicação de método das seções homogêneas para determinação do custo
hora-máquina em serrarias de rocha ornamental utilizando teares multilâmina a
granalha e discutidos os princípios teóricos para implantação do método.
Por
fim é desenvolvido um caso prático de aplicação da metodologia das seções
homogêneas para determinação do custo operacional (custo hora-máquina para tear
multilâminas a granalha) em serrarias de rocha ornamental e definição do custo
de produção de chapas brutas (custo final chapa bruta/m² serrado).
Introdução
Existem atualmente
três métodos ou tecnologias para o beneficiamento primário, ou desdobramento
(serragem) de blocos de rochas ornamentais em peças de dimensões mais
aproximadas daquelas que terão os produtos finais: o corte em teares de
lâminas, o corte com fio diamantado e o corte com talha-blocos de discos
diamantados. Cada uma destas modalidades apresenta uma variedade própria de
equipamentos seguindo diversos princípios de funcionamento e variações
construtivas que os identificam individualmente.
No presente trabalho é sugerida a aplicação do método de
custeio das seções homogêneas para realizar a determinação do custo de obtenção
de chapas serradas em teares multilâminas a granalha convencionais. Os
objetivos da metodologia proposta é a determinação do custo-hora máquina de
operação dos teares e, a
partir desses valores, o cálculo
do custo de produção das chapas obtidas em $/m².
Processo de
Desdobramento em Teares Multilâminas a Granalha
O bloco de rocha é colocado
no tear (Figura 1), que constitui um equipamento robusto, formado por 04
colunas que sustentam um quadro que realiza movimento pendular. Neste quadro
são colocadas as lâminas de aço carbono de alta dureza tipo barra chata com
composição especial, no sentido longitudinal e paralelas entre si. Após
colocado sob o quadro do tear, o bloco é constantemente banhado por uma mistura
abrasiva, composta por água, granalha de aço ou ferro e cal ou carbureto.

Figura 1 - Esquema de operação do tear de lâminas (multilâminas a
granalha)
O processo de corte faz-se através do movimento pendular do
tear, o qual faz com que as lâminas de aço e a mistura abrasiva imprimam uma
ação de corte na rocha, executada pelo atrito e impacto do choque das lâminas contra o bloco. Tal movimento é
acionado por motor elétrico, através de sistema biela-manivela, com o auxílio
de um volante inicial. O processo de alimentação da mistura abrasiva é mantido
por um circuito hidráulico permanente movimentado por bomba de polpa.
No desdobramento dos blocos em chapas são utilizados os
teares com lâminas de aço. Os teares convencionais são dotados de sistemas
automatizados e reguláveis, podendo reduzir o tempo integral de processamento.
O sistema de mistura de abrasivos é processado através de poço dotado de bomba
de polpa com motor de 40 CV e chuveiro tubular, acionados em conjunto.
A carga
total do tear permite a colocação de dois blocos de volume unitário médio de
6,0 m³, sendo posicionados embaixo do quadro de lâminas, iniciando-se então a
montagem e a armação das lâminas de aço para corte, de conformidade com a
programação de produção de chapas com 1, 2 ou 3 cm de espessura. Em seguida, é
processada no poço a mistura de água, cal e granalha. A granalha é dosada pelo
alimentador automático e a homogeneização da mistura através da bomba de polpa.
Nos teares modelo G/2 a carga útil colocada pode ter as dimensões máximas de
3.10 m de comprimento, por 2.80 m de largura e 2.0 m de altura.
Após
processada a mistura para o corte, inicia-se a serragem dos blocos, que tem a
velocidade de penetração diretamente proporcional a dureza da matéria prima. Os
teares do porte G/2, dispendem em média 120 horas, em trabalho contínuo, para a
serragem da carga total. Concluída a serragem, a carga é retirada do tear,
sendo as chapas lavadas com grande volume de água para retirar a granalha,
aderida afim de evitar-se o surgimento de oxidação superficial nas chapas.
A
serragem dos blocos se faz por múltiplas lâminas móveis, produzidas em aço de
alta resistência, e material abrasivo, que cortam na espessura programada. O
desempenho observado na serragem de materiais de dureza média é de 2,4 cm/h.
A otimização da
operação dos teares está diretamente relacionada ao correto dimensionamento da
carga, através da pela utilização de blocos padronizados, que ocupem na
integralidade o espaço das máquinas, o que permite obter-se melhor rendimento,
relacionado com as perdas laterais.
O
consumo de energia elétrica é considerado econômico pois seu motor principal de
acionamento do volante e, conseqüentemente, do quadro porta lâminas é de 60 CV,
enquanto o sistema de subida e descida é comandado por caixa de cala, acionado
por um motor de 7,5 CV e um motovariador de 2,0 CV.
Custeio da
Produção Industrial
Pode-se
definir como custo de produção a “aplicação de recursos, sob diferentes formas
e expressa em valor monetário, para a produção e distribuição de mercadorias,
ou prestação de serviços, até o ponto em que possa perceber o preço
convencionado”.
Dessa
forma o custo final do produto é o somatório dos custos de produção mais o
custo de distribuição.
Mais
modernamente surge o conceito de custo técnico que, de acordo com Allora, pode
ser definido com “a soma dos gastos de transformação, mais matéria-prima, para
fabricar um produto. Os outros gastos são despesas de estrutura da empresa e
despesas de distribuição”.
Para a
apuração dos custos técnicos são levantados os gastos nos seguintes elementos
de custo: matérias-primas básicas, materiais auxiliares e secundários,
mão-de-obra direta e indireta, supervisão, encargos sociais, materiais de
consumo, ferramentas e matrizes, energia elétrica, utilidades (água, vapor, ar
comprimido, etc), manutenção e conservação, transportes internos, amortização
de equipamentos, serviços técnicos (engenharia, segurança, controle de
qualidade, etc), seguros e aluguéis de locais produtivos e leasing de
equipamentos produtivos.
As
despesas empresariais (administração, vendas e finanças) não são despesas de
produção, mas sim são despesas para administrar a estrutura da empresa, para
comercializar os produtos, suprir os fundos necessários e divulgar a imagem da
empresa e dos produtos. Essa classe de despesas não deve ser apropriada aos
produtos pois não tem nada a ver com a sua produção. As mesmas devem ser
recuperadas através das margens de contribuição geradas pela venda dos
produtos. Essa margem deve absorver as despesas de estrutura e deixar um
superávit.
Os
métodos de custo têm como objetivo atribuir a cada produto uma parcela das despesas,
ou seja, distribuir despesas para cada produto obtido na atividade industrial.
Os
principais métodos de custo aplicados à unidades industriais são:
Método das
percentagens
Método das seções
homogêneas
Método da
hora-máquina (machine hour rates)
Método de custo
padrão (standard costs)
Método das unidades
de esforço de produção (UEP’s)
Para operacionalização do custeio dos produtos são aplicados sistemas de apropriação e cálculo de custos. Os objetivos dessas metodologias de custeio são basicamente: a determinação do preço de venda do produto, comparação de custo em períodos diferentes, determinação da eficiência técnica-administrativa e conhecimento do nível de rendimento econômico e produtividade.
Os custos podem ser classificados de várias formas, o que facilita o ser apuramento e também a sua apropriação. As classificações mais usadas são:

A apropriação de custos tem como objetivo “identificar, apurar e reunir todos a custos aplicados ou a aplicar na fabricação e venda de cada produto”. Os sistemas de apropriação podem ser não-secional, com apropriação direta aos produtos, ou secional, com apropriação do custo de produção às seções produtivas e após aos produtos através de relação direta entre o produto e o custo (Ex. matéria-prima), ou indireta, onde o custo é rateado ao produto ou centro de custo através de um fator de rateio (Ex. energia).
Determinação
do Custo de Transformação
O custo
de transformação ou custo técnico (Ctransf) mais o custo das
matérias-primas (Cmp) formam o custo-fábrica (custo de produto
vendido) que, deduzido do valor das vendas (PV), proporcionará a
margem de contribuição (MC).
MC = PV – (Ctransf + Cmp)
Deduzindo
dessa margem de contribuição as despesas de estrutura (Dest):
despesas de vendas (Dven), administração (Dadm) e
tributação (Dtrib), obtem-se o lucro operacional da empresa (Lop).
Lop
= MC – Dest = MC – (Dven + Dadm + Dtrib)
Deduzindo-se
do lucro operacional as eventuais despesas financeiras (Dfin) tem-se
o lucro da empresa antes do imposto de venda (Lemp). Aplicando-se a
tributação do Imposto de Renda ao lucro da empresa tem-se o lucro operacional
líquido (Llíq) da empresa no período avaliado.
Lemp
= Lop - Dfin
Llíq
= Lemp – IR
O
levantamento dos dados de custo deve ser rigoroso e preciso para ter-se um
resultado confiável para a apropriação e cálculo do custo industrial e devem
ser obtidos das seguintes fontes:
Salários: folha de pagamento
Encargos
sociais: percentagem sobre valores da
folha de
pagamento
Materiais de
consumo: fichas de almoxarifado,
requisições
Ferramental: ordens de compra e requisições
Utilidades: ordens de compra e requisições
Energia elétrica: potência instalada e fatura mensal
Depreciações:
percentual anual sobre valores dos
equipamentos
Despesas gerais
fabris: alugueis e impostos de
imóveis; seguros;
serviço
de terceiros
(contab)
Despesas de estruturas: despesas de vendas e
administrativas
(contabilidade)
Despesas financeiras: contabilidade
A Tabela 1 mostra de forma simplificada um
modelo indicando quais as principais despesas a serem considerados no custeio
da produção industrial e a Tabela 2 apresenta um modelo para realizar o balanço
econômico e cálculo do resultado global da empresa.
Tabela 1 - Resumo Geral das Despesas Fabris
DESPESAS
FABRIS
|
|
|
|
|
Salários mensalistas |
|
|
|
|
Encargos sociais |
$ |
|
|
|
Materiais de consumo |
$ |
|
|
|
Peças de máquinas |
$ |
|
|
|
Ferramental |
$ |
|
|
|
Utilidades |
$ |
|
|
|
Energia elétrica |
$ |
|
|
|
Aluguel e impostos sobre imóveis |
$ |
|
|
|
Seguros sobre equipamentos |
$ |
|
|
|
Seguros sobre edifícios |
$ |
|
|
|
Serviços de terceiros |
$ |
S $ |
(Fábrica) |
|
Depreciação |
|
$ |
(Depreciação) |
DESPESAS
DE ESTRUTURA
|
|
|
|
|
Despesa de vendas |
$ |
|
|
|
Despesas administrativas |
$ |
S $ |
(Estrutura) |
|
Despesas financeiras |
|
$ |
(Financeira) |
Tabela 2 - Exemplo de Balanço Econômico e
Cálculo do Resultado
Global da
Empresa
|
|
Vendas |
|
86.010.000,00 |
|
(-) |
Deduções (ICMS, etc) |
(14,8%) |
(12.729.480,00) |
|
(=) |
Receita Líquida |
|
73.280.520,00 |
|
(-) |
Custo
dos Produtos Vendidos |
|
|
|
|
- matéria prima |
7.805.184,00 |
|
|
|
- salário + encargos |
20.300.588,00 |
|
|
|
- despesas gerais fabris |
5.708.308,00 |
|
|
|
- amortizações |
622.354,00 |
(34.436.434,00) |
|
(=) |
Margem de Contribuição |
|
38.844.086,00 |
|
(-) |
Despesa de Vendas |
7.130.400,00 |
|
|
(-) |
Despesas Administrativas |
10.480.000,00 |
(17.610.400,00) |
|
(=) |
Lucro Operacional |
|
21.233.686,00 |
|
(-) |
Despesas Financeiras |
|
(8.700.000,00) |
|
(=) |
Lucro
Antes do Imposto de Renda |
|
12.533.686,00 |
|
|
|
|
(14,6% faturamento) |
Análise do
Custo de Cada Produto Vendido
A análise
para determinação do custo de cada produto vendido foi desenvolvida
utilizando-se os conceitos do método de custo das seções homogêneas. Para tanto
considera-se que as operações de fabricação desenvolvidas na seção devem ser da
mesma natureza e intensidade. Portanto a atividade produtiva de cada seção pode
ser medida por uma unidade de trabalho abstrata.
No caso
de uma serraria pode-se considerar que as seções produtivas são os centros de
custo da indústria e individualizadas para cada tear em operação. Dessa forma
os produtos são custeados pela passagem por esses centros de custo e acumulam
valores até chegar a um valor final. Com a utilização dessa metodologia pode-se
facilmente determinar o custo hora-máquina de cada tear em operação e também o
custo unitário final da chapa serrada e polida.
O
esquema básico para determinação do custo através do método das seções
homogêneas é apresentado na Tabela 3.
Tabela 3 - Mapa Geral de Distribuição de Custos Secionais
|
|
Critérios de Distribuição |
Seções Indiretas |
Seções Diretas |
||||||||||
|
|
Veículos |
Chaves |
Gerência e PCP |
Materiais |
Energia Elétrica |
Manutenção |
Seção 1 |
Seção 2 |
Seção 3 |
Seção 4 |
Seção 5 |
||
|
|
N°
de pessoas |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
Área,
m² |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
Valor
eqtos (seguros) |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
Valor
eqtos (amortiz) |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
Valor
edifícios |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
Uso
utilidades |
Valor |
|
|
|
|
|
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|
|
|
||
|
|
Número
ordens de produção |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
Número
de movimentos almoxarifado |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
KWh
instalados |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
|
Horas
manutenção |
Valor |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||
|
Despesas Produção |
Distribuição |
Coeficientes |
R$ totais |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Ordenados mensalistas |
Folha pagamento |
Direto |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Salário horistas |
Folha pagamento |
Direto |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Encargos sociais |
Número pessoas |
% |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Materiais de consumo |
Requisições |
Direto |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Peças de máquinas |
Ordens de serviço |
Direto |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Ferramental |
Ordens de serviço |
Direto |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Utilidades |
Percentual de uso |
% |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Eletricidade |
Faturas |
Direto |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Aluguéis |
Áreas, m² |
% |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Seguro equipamentos |
Valor equipamentos |
% |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Seguro edifícios |
Valor edifícios |
% |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Amortizações |
Valor equipamentos |
% |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
Serviço de terceiros |
Faturas |
Direto |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
|
Arredondamentos |
- |
S $ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
|
N° ordens de produção |
Direto |
|
S $ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
|
N° movimt. almoxar. |
Direto |
|
|
S $ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
|
KWh instalado |
% |
|
|
|
S $ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
|
Horas manutenção |
Direto |
|
|
|
|
S $ |
$ |
$ |
$ |
$ |
$ |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
S $ |
S $ |
S $ |
S $ |
S $ |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Produção |
Unidade |
Unidade |
Unidade |
Unidade |
Unidade |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Custo Unitário |
S $/un |
S $/un |
S $/un |
S $/un |
S $/un |
|
O custo
de transformação pode ser determinado facilmente através das tabelas abaixo,
utilizando-se o resultado de custo unitário obtido através do mapa geral de
distribuição de custos secionais (Tabela 3).

![]()
Em seguida acrescenta-se o custo unitário e quantidade de
matérias-primas utilizadas no processo de fabricação dos produtos
e obtém-se o

Para
determinação do custo final unitário dos produtos vendidos, ou seja, o custo de
produção dos produtos obtidos na empresa, faz-se o somatório
dos custos de transformação e da matéria-prima utilizada
para sua fabricação (Tabela 6).
Tabela 6 - Custo Unitário de Produção
|
Produtos |
Matéria-prima |
Transformação |
Custo Total |
|
1 |
$ MP1 |
$ CT1 |
S $1 |
|
2 |
$ MP2 |
$ CT2 |
S $2 |
|
3 |
$ MP3 |
$ CT3 |
S $3 |
|
... |
|
|
|
|
n |
$ MPn |
$ CTn |
S $n |
O investimento fixo
em máquinas e equipamentos iniciais para desdobramento de aproximadamente 2.00
m²/mês de granito, com espessura de chapas de 2 cm, corresponde ao
processamento de cerca de 90 m³ de blocos em 2 teares tipo G/2. O custo inicial
de capital corresponde a cerca de US$ 247.000 em equipamentos, US$ 35.000 em
prédios e instalações e US$ 18.000 em veículos. O total de investimento fixo é
estimado em aproximadamente US$ 300.000.
Em primeiro lugar
deve-se definir o custo total de transformação (Tabela 4).
custo de matérias primas dos produtos fabricados (Tabela 5).
Os
custos de produção para desdobramento de 90 m³/mês de blocos e obtenção de uma
produção de cerca de 2.000 m²/mês de chapas de granito correspondem aos
seguintes materiais e insumos:
Matéria-prima:
90 m³/mês x 150 US$/m³ = US$ 13.500
Energia elétrica:
Teares: 50 KWh/tear x 4 teares x 270 h/tear = 54.0000
KWh/mês
Iluminação em outras instalações = 6.000 KWh/mês
Consumo total:
60.000 KWh/mês x 0,10 US$/KWh = US$ 6.000
Abrasivos:
16.000 kg granalha x 0,45 US$/kg = US$ 7.200
Lubrificantes:
Estimado em US$ 500
Combustíveis:
Estimado em US$ 300
Cal virgem ou carbureto:
Estimado em US$ 500
Fretes:
Estimado em US$ 400
Manutenção:
Substituição de 1 jogo ge lâminas/mês para cada tear = US$
4.800
Reposição de peças de máquinas e outros materiais = US$ 700
Custo total =
US$ 5.500
Mâo-de-obra:
Os gastos com mão-de-obra foram divididos em mão-de-obra
direta e administrativa. A mão-de-obra direta compõem-se de 9 empregados e 1
encarregado de serraria. A mão-de-obra administrativa refere-se 1 vigilante, 1
auxiliar de escritório e 1 sócio-gerente. Os custos totais, incluindo-se os
encargos sociais ascendem a:
Mão-de-obra direta = US$ 4.320
Mão-de-obra administrativa = US$ 2.030
Custo total =
US$ 6.350
Seguros:
Estimou-se um valor de 1% do investimento fixo com
seguros. O custo anual é de cerca de
US$ 3.000 o que nos dá um custo mensal = US$ 250
Diversos e eventuais:
Calculado na base de 5% dos custos operacionais = US$ 2.000
Despesas administrativas:
Gastos mensais com material de escritório, telefone,
contabilidade, assinatura de revistas e jornais, etc = US$ 500
PIS/FINSOCIAL:
Taxa de 1,25% sobre o faturamento previsto = US$ 750
Depreciações:
Calculado na base de 10% aa sobre o investimento em
máquinas, equipamentos e veículos e 5% para prédios e instalações. Total = US$ 2.350
A Tabela 7
apresenta uma síntese dos principais itens do custo operacional para uma
serraria com 4 teares tipo G/2 e produção de 2.000 m²/mês de chapas.
Tabela 7 - Síntese dos Custos Operacionais
Mensal e Anual¹
|
Despesa |
Custo mensal |
Custo anual |
|
Matéria-prima |
13.500 |
162.000 |
|
Energia elétrica |
6.000 |
72.000 |
|
Abrasivos |
7.200 |
86.400 |
|
Lubrificantes |
500 |
6.000 |
|
Combustíveis |
300 |
3.600 |
|
Cal virgem ou carbureto |
500 |
6.000 |
|
Fretes |
400 |
4.800 |
|
Manutenção |
5.500 |
66.000 |
|
Mão-de-obra direta |
4.320 |
51.840 |
|
Mão-de-obra administrativa |
2.030 |
24.360 |
|
Seguros |
250 |
3.000 |
|
Diversos e eventuais |
2.000 |
24.000 |
|
Despesas administrativas |
500 |
6.000 |
|
PIS/FINSOCIAL |
750 |
9.000 |
|
Depreciações |
2.350 |
28.200 |
|
TOTAL |
46.100 |
553.200 |
¹ Obs. Sobre o
comércio de chapas serradas em bruto (sem polimento) não incide nem ICMS nem
IPI. Sobre o comércio de chapas de granito beneficiadas (polidas) incide ICMS
variável conforme região, com alíquota média de 18%.
A
estimativa de receitas baseou-se na produção de 2.000 m²/mês de chapas de
granito serradas em bruto, para serem comercializadas junto a empresas
beneficiadoras, ao preço médio de 30 US$/m², representando um faturamento bruto
de 60.000 US$/mês. As condições previstas são de vendas processadas à vista.
Observe-se que o recolhimento do ICMS incide sobre a chapa beneficiada (polida)
e não nessa etapa do processo.
A
Tabela 8 apresenta a estimativa de fluxo de caixa mensal e anual para as
condições estimadas de operação da serraria.
Tabela 8 - Fluxo de Caixa Mensal e Anual
|
Histórico |
Mês |
Ano |
|
1. RECEITAS
TOTAIS |
60.000 |
720.000 |
|
2. CUSTOS
TOTAIS |
(46.100) |
(553.200) |
Custos Variáveis
|
|
|
|
- matéria-prima |
(13.500) |
(162.000) |
|
- energia elétrica |
(6.000) |
(72.000) |
|
- abrasivos |
(7.200) |
(86.400) |
|
- lubrificantes |
(500) |
(6.600) |
|
- combustíveis |
(300) |
(3.600) |
|
- cal virgem e carbureto |
(500) |
(6.600) |
|
- fretes |
(400) |
(4.800) |
|
- mão-de-obra indireta |
(4.320) |
(54.840) |
|
- diversos e eventuais |
(2.000) |
(24.000) |
|
- PIS/FINSOCIAL |
(750) |
(9.000) |
Total
custos variáveis
|
(35.470) |
(425.640) |
Custos Fixos
|
|
|
|
- manutenção |
(5.500) |
(66.000) |
|
- mão-de-obra administrativa |
(2.030) |
(24.360) |
|
- seguros |
(250) |
(3.000) |
|
- despesas administrativas |
(500) |
(6.000) |
|
- depreciação |
(2.350) |
(28.200) |
Total custos
fixos
|
(10.630) |
(127.560) |
|
LUCRO OPERACIONAL |
13.900 |
166.800 |
|
IMPOSTO DE RENDA (35%) |
4.865 |
58.380 |
|
LUCRO LÍQUIDO |
9.035 |
108.420 |
As
necessidades de capital de giro da serraria corresponde ao estoque de 3 meses
de operação de blocos em bruto, estoque de chapas serradas correspondente a 2
meses de operação e encaixe mínimo equivalente ao custo mensal com salários,
energia elétrica, materiais, fretes, diversos e eventuais, manutenção, seguros
e despesas administrativas deduzindo-se as despesas com PIS/FINSOCIAL com prazo
de pagamento de 6 meses. O montante calculado para capital de giro portanto
ascende a US$ 199.000
Análise econômica financeira:
Lucratividade =
Lucro líquido = 108.420 =15,06%
Receitas totais 720.000
Rentabilidade=
Lucro
líquido = 108.420 =
21,72%
Investimento + capital de giro 499.000
Ponto de Equilíbrio:
Receita total: 720.000
Custos variáveis: 425.640
Custos fixos: 127.560
Ponto de equilíbrio = 127.560 = 0,4333
(720.000 – 425.640)
Níveis
de produção mínimos:
Percentual de ocupação: 43,33%
Produção anual: 10.400
m²
Produção mensal: 870
m²
Faturamento anual: 312.000
US$
Faturamento mensal: 26.000
US$
Determinação
do Custo de Produção da Serraria
O custo
de produção das chapas obtidas na serraria pode ser facilmente determinados
através da aplicação do método das seções homogêneas (RKW) com os dados
estimados no exemplo anterior.
Para
tanto faz-se a distribuição dos custos para os centros de custo diretos
(teares) e indiretos, conforme a Tabela 9 e a partir desses custos secionais
faz-se a distribuição dos custos indiretos às seções diretas através de fatores
de rateio conveniente facilmente determinados na prática industrial. Dessa
forma tem-se como solução a definição do custo hora-máquina de cada tear em
operação que, multiplicado pelo número de horas de serragem, resulta no custo
de transformação (tabela 10). Acrescentando-se o custo de aquisição dos blocos,
pode-se, de forma bastante precisa, determinar o custo de desdobramento por m²
de chapa serrada (Tabela 11).
Tabela 9 - Determinação do Custo Hora-máquina através do Método
RKW
|
|
Critérios de Distribuição |
Seções Indiretas |
Seções Produtivas |
||||||||||
|
|
Veículos |
Chaves |
Administração |
Manutenção |
Movimentação/Pátio |
Tear 1 |
Tear 2 |
Tear 3 |
Tear 4 |
||||
|
|
N°
de pessoas |
13 |
3 |
1 |
1 |
2 |
2 |
2 |
2 |
||||
|
|
Área,
m² |
400 |
60 |
20 |
200 |
30 |
30 |
30 |
30 |
||||
|
|
Valor
eqtos (seguros) |
265.000 |
3.000 |
4.000 |
40.000 |
50.000 |
50.000 |
50.000 |
50.000 |
||||
|
|
Valor
eqtos (amortiz) |
265.000 |
3.000 |
4.000 |
40.000 |
50.000 |
50.000 |
50.000 |
50.000 |
||||
|
|
Valor
edifícios |
35.000 |
7.500 |
2.500 |
5.000 |
5.000 |
5.000 |
5.000 |
5.000 |
||||
|
|
Uso
utilidades |
100 |
5 |
10 |
5 |
20 |
20 |
20 |
20 |
||||
|
|
Número
ordens de produção |
15 |
- |
- |
- |
5 |
3 |
3 |
4 |
||||
|
|
Número
de movimentos almoxarifado |
100 |
- |
- |
10 |
25 |
15 |
30 |
20 |
||||
|
|
KWh
instalados |
315 |
5 |
10 |
100 |
50 |
50 |
50 |
50 |
||||
|
|
Horas
manutenção |
120 |
- |
- |
25 |
30 |
20 |
20 |
25 |
||||
|
Despesas de Produção |
Distribuição |
Coeficientes |
R$ totais |
|
|
|
|
|
|
|
|||
|
Mão-de-obra direta |
Folha pagamento |
Direto |
4.320 |
- |
270 |
270 |
945 |
945 |
945 |
945 |
|||
|
Mão-de-obra administrativa |
Folha pagamento |
Direto |
2.030 |
2.030 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|||
|
Abrasivos |
Requisições |
Direto |
8.775 |
- |
- |
- |
2.900 |
1.600 |
1.800 |
2.475 |
|||
|
Lubrificantes |
Requisições |
Direto |
620 |
- |
50 |
100 |
130 |
90 |
110 |
140 |
|||
|
Combustíveis |
Requisições |
Direto |
250 |
250 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|||
|
Cal virgem |
Requisições |
Direto |
450 |
- |
- |
- |
140 |
90 |
100 |
120 |
|||
|
Fretes |
Ordens de produção |
% |
420 |
- |
- |
- |
140 |
84 |
84 |
112 |
|||
|
Manutenção |
Requisições |
Direto |
6.200 |
- |
1.000 |
400 |
1.200 |
1.200 |
1.200 |
1.200 |
|||
|
Eletricidade |
Kw instalados |
% |
5.600 |
89 |
178 |
1.778 |
1.185 |
711 |
711 |
948 |
|||
|
Seguros |
Valor equipamento |
% |
250 |
- |
- |
40 |
52,5 |
52,5 |
52,5 |
52,5 |
|||
|
Despesas administrativas |
Faturas |
Direto |
430 |
430 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|||
|
Despesas gerais |
Faturas |
Direto |
800 |
400 |
200 |
50 |
50 |
30 |
30 |
40 |
|||
|
PIS/FINSOCIAL |
M² serrados |
% |
1.200 |
- |
- |
- |
400 |
230 |
250 |
310 |
|||
|
Depreciações |
Valor equipamentos |
% |
2.350 |
- |
- |
- |
587,50 |
587,5 |
587,5 |
587,5 |
|||
|
|
|
- |
33.695 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
|||
|
|
N° ordens de produção |
|
3.199 |
- |
- |
1.066 |
640 |
640 |
853 |
||||
|
|
|
Horas manutenção |
|
1.698 |
283 |
425 |
283 |
283 |
424 |
||||
|
|
|
|
Número de cargas |
|
2.921 |
974 |
584 |
584 |
779 |
||||
|
|
|
|
|
|
|
Custo Mensal |
10.195 |
7.127 |
7.377 |
8.986 |
|||
|
|
|
|
|
|
|
m² serrados/mês |
1.350 |
750 |
740 |
1.160 |
|||
|
|
|
|
|
|
|
Custo unitário US$/m² |
7,55 |
9,50 |
9,97 |
7,74 |
|||
|
|
|
|
|
|
|
Tempo efetivo de corte |
441 |
297 |
285 |
336 |
|||
|
|
|
|
|
|
|
Custo unitário US$/h |
23,12 |
23,99 |
25,88 |
26,74 |
|||
Tabela 10 - Mapa de Custos
de Transformação
|
Produção obtida no período |
Tear 1 |
Tear 2 |
Tear 3 |
Tear 4 |
||||||||
|
US$/h |
Horas |
US$ |
US$/h |
Horas |
US$ |
US$/h |
Horas |
US$ |
US$/h |
Horas |
US$ |
|
|
1. Granito vermelho |
27,12 |
80 |
1.849,60 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
2. Granito vermelho |
“ |
82 |
1.895,84 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
3. Granito amarelo |
“ |
92 |
2.127,04 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
4. Granito preto |
“ |
93 |
2.150,16 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
5. Granito amarelo |
“ |
94 |
2.173,28 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
6. Granito ocre |
_ |
_ |
_ |
23,99 |
102 |
2.446,98 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
7. Granito verde |
_ |
_ |
_ |
“ |
99 |
2.375,01 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
8. Granito amarelo |
_ |
_ |
_ |
“ |
96 |
2.303,04 |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
|
9. Granito ocre |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
25,88 |
113 |
2.924,44 |
_ |
_ |
_ |
|
10. Granito vermelho |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
“ |
85 |
2.199,80 |
_ |
_ |
_ |
|
11. Granito vermelho |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
“ |
87 |
2.251,56 |
_ |
_ |
_ |
|
12. Granito vermelho |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
26,74 |
80 |
2.139,20 |
|
13. Granito vermelho |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
“ |
81 |
2.165,94 |
|
14. Granito amarelo |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
“ |
90 |
2.406,60 |
|
15. Granito preto |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
_ |
“ |
85 |
2.272,90 |
|
Produtos |
Granito verm. |
Granito verm. |
Granito amar. |
Granito preto |
Granito amar. |
Granito ocre |
Granito verde |
Granito amar. |
Granito ocre |
Granito verm. |
Granito verm |
Granito verm |
Granito verm |
Granito amar. |
Granito preto |
||
|
Custo transf. |
1.849,60 |
1.895,84 |
2.127,04 |
2.150,16 |
2.173,28 |
2.446,98 |
2.375,01 |
2.303,04 |
2.924,44 |
2.199,80 |
2.251,56 |
2.139,20 |
2.165,94 |
2.406,60 |
2.272,90 |
||
|
M² serrados |
256 |
268 |
273 |
275 |
269 |
255 |
253 |
242 |
250 |
243 |
247 |
298 |
304 |
272 |
286 |
||
|
Custo US$/m² |
6,98 |
7,07 |
7,79 |
7,82 |
8,08 |
9,60 |
9,39 |
9,52 |
11,70 |
9,05 |
9,12 |
7,18 |
7,12 |
8,85 |
7,95 |
||
|
M³ de
bloco |
8,80 |
8,90 |
8,85 |
8,60 |
8,30 |
8,50 |
8,00 |
8,20 |
8,40 |
7,60 |
7,70 |
9,20 |
9,40 |
8,90 |
9,50 |
||
|
Custo US$/m³ |
160,00 |
160,00 |
180,00 |
200,00 |
180,00 |
170,00 |
160,00 |
180,00 |
170,00 |
160,00 |
160,00 |
160,00 |
160,00 |
180,00 |
200,00 |
||
|
Custo mat. prima |
1.408,00 |
1.424,00 |
1.593,00 |
1.720,00 |
1.494,00 |
1.445,00 |
1.280,00 |
1.476,00 |
1.428,00 |
1.216,00 |
1.232,00 |
1.472,00 |
1.504,00 |
1.602,00 |
1.900,00 |
||
|
M² serrados |
265 |
268 |
273 |
275 |
269 |
255 |
253 |
242 |
250 |
243 |
247 |
298 |
304 |
272 |
286 |
||
|
Custo US$/m² |
5,31 |
5,31 |
5,83 |
6,25 |
5,55 |
5,67 |
5,10 |
6,10 |
5,71 |
5,00 |
4,99 |
4,94 |
4,95 |
5,89 |
6,64 |
||
|
Custo unitário da chapa/m² |
|||||||||||||||||
|
Custo US$/m² |
12,29 |
12,38 |
13,62 |
14,07 |
13,63 |
15,27 |
14,49 |
15,62 |
17,41 |
14,05 |
14,11 |
12,12 |
12,07 |
14,74 |
14,59 |
||