ESCOLHA DE TIPOS
TEXTURAIS DE ROCHAS E SUA APLICAÇÃO ORNAMENTAL Evenildo
Bezerra de Melo1 e Felisbela Maria da Costa Oliveira1 1DSc. –
DEMINAS/UFPE - Av. Prof. Moraes Rêgo, 1235 – Cidade Universitária –
50.670-901 – Recife – PE Fone:
(81) 3271-8245/3271-8246
O III Simpósio
de Rochas Ornamentais do Nordeste está
sendo realizado pela RETEQ-ROCHAS em Recife-PE, sob promoção do Centro de
Tecnologia Mineral - CETEM e Universidade Federal de Pernambuco - UFPE,
contando com o patrocínio de órgãos envolvidos com a atividade, tais como:
Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais – ABIROCHAS, CT
Mineral - Fundo Setorial de Mineral e SEBRAE, apoiados pelo Serviço Geológico
do Brasil - CPRM e a Fundação Núcleo de
Trecnologia Industrial – NUTEC.
Neste trabalho, são descritos no seu conteúdo o tema sobre
escolha de tipos texturais de rochas e sua aplicação ornamental nos diferentes
uso/aplicação, no que diz respeito às características geológicas e
macroscópicas texturais da matéria-prima, visando fornecer de uma forma prática
informações do material na escolha e adequação para o seu uso otimizado.
Portanto, são enfatizadas as
características rudimentares de composição mineral de rochas existentes no
mercado, suas feições mesoscópicas texturais, estruturais e granulométricas,
antevendo-se sua melhor aplicação.
É inserido o
oportuno suporte na escala microscópica, com a explicitação de feições de
importância mais emergente, assinaladas no intuito de alertar os usuários para
a possibilidade de auxílio ao melhor uso, considerando sempre a prevenção
contra a alterabilidade.
INTRODUÇÃO
Os estudos de
casos de texturas de inclusão e intercrescimentos, caracterização de minerais
essenciais formadores de rochas magmáticas (feldspatos e quartzo), por exemplo,
trazem à tona, numa visão simplificada, conceitos como o índice de refração e
relevo relativo de indivíduos de diferentes espécies minerais, cuja
determinação, juntamente com as relações de contato, auto ou xenomórfico, são
extremamente importantes ao estudo da alterabilidade.
A extinção
ondulante do quartzo, associada com a participação modal de indivíduos com
granulometria submilimétrica, vem sendo apontada como fator de desencadeamento
de alterabilidade e reação álcali-agregado em concretos usados na construção de
barragens e outras obras hidráulicas. Para alguns usos em ambiente úmido,
salvaguardadas as proporções de riscos, a aparência e estética resultantes
podem comprometer a
qualidade
do acabamento da obra, motivo pelo qual estas características do quartzo são
abordadas.
Indícios de
recuperação estrutural são, finalmente, muito benvindos, pois a presença do
quartzo é, em si mesma, desencadeadora de baixa resistência ao impacto, alta
absorção de umidade, apesar de conferir à rocha maior resistência à abrasão.
A
granulometria é enfatizada, à luz da sua influência na superfície específica e
na tensão superficial, pois resulta a sua variação na correspondente variação
da alterabilidade e da resistência à compressão.
Apesar do
enfoque prioritário na linha supracitada, é oportuno considerar como
pré-requisito, a utilidade de ferramentas disponíveis de apoio à
fotointerpretação geológica, como o exemplo das imagens de radar e satélites,
pois o princípio radiométrico, em última análise, permite identificar corpos
rochosos pelo seu conteúdo em potássio. É verdade que o potássio pode estar nas
micas, mas as imagens já permitem identificar corpos com maior potencialidade
de composição K-feldspática, o que confere maior nobreza à rocha.
Especificamente, ainda deve haver atenção aos critérios
pertinentes à pedreira e se faz necessário:
-
localização dos
corpos a serem pesquisados e extraídos, através da verificação do acervo
planialtimétrico, evitando-se bancadas muito elevadas para conter a questão das
tensões residuais do maciço rochoso e do acervo geológico-estrutural, dando
maior enfoque às condições do alojamento (“emplacement”) do corpo,
provavelmente refletíveis em problemas como “tensões residuais de campo” e
bloco de partição natural, destacando-se então os trechos transtensivos de
zonas de cisalhamento e os núcleos antiformais;
-
estudo básico da
constituição mineralogico-textural, evitando-se grandes frequências ou
participações modais de minerais deletérios;
-
estudo da geometria
estrutural para definição do “bloco de
partição” e melhor escolha das superfícies alongante, trincante e levantante;
-
estudo das
deformações, inclusive a partir de pequenos corpos de enclaves (“mulas”) e/ou
fenocristais, os mais usuais marcadores de deformação (“strain”) ;
-
estudo das mais
emergentes propriedades dos minerais essenciais e sua influência nas
resistências, parâmetros físicos e alterabilidade das rochas;
-
integração dos
estudos de natureza petrográfico, textural, mineralógico e granulométrico,
associados aos ensaios para busca dos parâmetros geomecânicos tais como
resistências à compressão, à tração por flexão, ao impacto e à abrasão bem como
os índices físicos (absorção de umidade, massa específica aparente seca e
saturada, porosidade, permeabilidade), brilho, “fechamento” do polimento,
alterabilidade, etc; e
-
estudo comparativo
entre a rocha pesquisada e as existentes no mercado para subsidiar programa de
ação, inclusive futuro “marketing”.
A exploração de rochas ornamentais
ocorre em jazidas em forma de matacões
e maciços. No caso dos matacões por
ser mais fácil de lavrar e de menor custo operacional, via de regra é a
inicialmente escolhida pelos empreendedores. Entretanto graças à maior
susceptibilidade à ação intempérica, há uma grande dificuldade de
reprodutibilidade da qualidade do material, afora a possível inadequação da
forma esculpida pela erosão com a forma que ofereça melhor potencialidade na
extração e melhor textura na serragem das chapas comerciais.
A segunda forma de exploração
(maciço rochoso), traz mais marcantemente os traços das tensões residuais de
alívio a partir da criação de faces livres no maciço. Este problema é sobremodo
incisivo quando os desníveis topográficos superam os trinta metros. Apesar da
natureza empírica destas informações, elas se respaldam na prática observada na
região Nordeste, principalmente desde Pernambuco ao Rio Grande do Norte.
Considerando que é fundamental o
conhecimento da qualidade da rocha faz-se oportuno um breve nivelamento em
mineralogia e petrografia aplicada.
Através de uma tabela-síntese organizam-se os minerais segundo a composição química, especificando propriedades distintivas como brilho, cor, traço, dureza, peso específico, alterabilidade etc.
Enfocam-se, particularmente, as
consequências da clivagem de minerais e sua dureza, cuja presença ou ausência,
desdobra-se em propriedades como as resistências ao impacto e à abrasão.
Analisam-se sucintamente os
principais minerais e suas intervenções habituais nas rochas para fins
ornamentais.
Finalmente, caracterizam-se as
propriedades tecnológicas da rocha, que num roteiro simplificado, pode permitir
a interlocução entre os fornecedores e consumidores com profissionais geradores
das informações.
Relações de auto e baixo
xenomorfismo para avaliar as associações e equilíbrio entre os minerais, bem
como o potencial de alterabilidade das rochas.
Dimensões dos indivíduos
minerais, relação de concavo-convexidade dos contatos com o propósito de
sugerir a ordem de cristalização e, portanto as possibilidades de
“envelopamento” de minerais mais degradáveis.
Caracterização de
intercrescimentos de minerais essenciais no propósito de vincular o aumento ou
redução potencial de alterabilidade da rocha, ou ainda, a melhoria do seu
aspecto estético como o "fechamento" ou harmonia e homogeneidade do
seu brilho.
Tipos de alteração de minerais e
sua relação com as propriedades tecnológicas das rochas empregadas no mercado
de rochas ornamentais: alterabilidade, porosidade, absorção d’água.
Estudo dos enclaves ( blastos e
clastos ) para avaliar a respectiva interferência nas propriedades
físico-mecânicas.
Estudo da recristalização e/ou
recuperação estrutural sobre rochas anisotrópicas.
Estudo dos tipos de elementos
geométrico-estruturais ( planares, lineares, tipos de fraturas, clivagens de
rocha e foliações) definindo as suas frequências visando o estabelecimento de bloco
de partição, bem como o estabelecimento de relação com a recuperação
estrutural.
As classificações petrográficas
de rochas magmáticas são sucintamente abordadas, inclusive cotejando-se os
principais litotipos do mercado, utilizando-se os triângulos de Streckeisen.
Discute-se a ação dos minerais
essenciais das rochas, sua decomposição e as consequências mais graves como:
-
carbonatação/saussuritização
que acaba contribuindo para a qualidade do brilho e estética da chapa polida; é
o caso das rochas monzoníticas até mais cálcicas, cujas chapas possuem melhor
“fechamento” ;
-
a presença dos
minerais máficos, em que precisa ser verificada sua natureza
ferro-mgnesiano-titanífera com o propósito de prever alterabilidade. Ao
microscópio as cores de pleocroísmo já oferecem uma indicação qualitativa sobre
a questão;
-
texturas do tipo
“rapakivi”, zonação, geminação e principalmente intercrescimento dos minerais
essencialmente formadores das rochas, com o propósito de entender situações
como: brilho e estética peculiares como nos casos em que os plagioclásios e
intercrescimentos sejam majoritários, resultando em “iridiscência” devido à
carbonatação e sericitização;
-
os microfissuramentos
nos cristais de quartzo e feldspatos, principalmente quando estes estão em
processo de alteração hidrotermal : feldspato
+ água = sericita + margarita + argila + (calcita + epidoto) + quartzo ( que assume disposição de
película envolvente);
-
os intercrescimentos
mirmequíticos como explicação da variação (redução) da dureza em função do efeito-matriz, não obstante a quantidade
de quartzo;
-
o auto-ajustamento de
rochas magmáticas de alta temperatura às condições de menor temperatura,
indicado pela presença de textura de substituição do tipo simplectita, contatos
de borda de reação etc;
-
os fenocristais, os
porfiroblastos e os porfiroclastos : diferenças e significados, inclusive
quanto à solução de continuidade de resistências mecânicas;
-
a presença de apatita
acicular vinculada com coexistência de magmas e a maior resistência dos
enclaves neste tipo de formação de rochas magmáticas; e
-
a sucessão mineral e
o “envelopamento” de minerais alteráveis ou mais resistentes, inclusive ao
corte e à abrasão.
Finalmente no triângulo de
Streckeisen serão indicados os campos de rochas e suas aplicações mais
adequadas.
A granulometria mais fina, que
possui índice de superfície específica alto ( relação entre área da
superfície do grão e o seu volume) estimula a decomposição da rocha, sobretudo
em ambientes mais reativos, como aqueles com problemas de “chuva ácida”.
Porosidade aparente e absorção
d’água são parâmetros que podem inviabilizar o uso da rocha para revestimento
externo e pisos, sobretudo de banheiros, cozinhas e vizinhanças de locais úmidos
etc.
Peso específico cujo
conhecimento auxiliará a boa definição do cálculo da carga estrutural, por
ocasião do uso em pisos, revestimentos etc.
Resistência à tração por flexão
e à compressão, do que depende a utilização da rocha ornamental como suporte de
carga.
Desgaste por abrasão (ou ensaio
Amsler) e impacto (choque) que definem utilização da rocha em pisos em que
ocorre acentuado atrito e/ou em pistas de rolamento de alto tráfego, tais como
aeroportos, supermercados, bancos, etc.
Alterabilidade superficial cuja
importância é tanto maior quanto mais próximo dos graves centros urbanos e
áreas industriais. A aplicação da rochas dependerá de ensaios de laboratório
(nevoa salinas) e/ou instalações de estações locais, onde ocorrem a poluição; outrossim
apontará a melhor adequação dentre as opções de aplicação: balcões de cozinha,
pias, banheiros, revestimentos externos etc.
Dilatação térmica que é de sua
importância para a determinação do uso de juntas com vistas à dilatação em
pisos e fachadas.
Gelo e degelo, cuja importância é maior quando a rocha ornamental se destina à exportação e uso em regiões de invernos rigorosos, em que os contrastes de temperatura são bem acentuados. Sua maior contundência se vincula com rochas de elevada absorção d’água.
Lustro é a propriedade que
indica o potencial de preservação estético-decorativa da rocha, poupando o
trabalho de manutenção. A avaliação do
lustro é feito com um equipamento adequado denominado Glosmeter.
Fechamento é a propriedade que varia inversamente com a presença de quartzo e diretamente com o potencial de alteração da rocha sericitização, argilização e carbonatação. Assim uma rocha mais rica em plagioclásio, como um monzosienito, tem melhor fechamento do que um granito ou um sienito.
A alterabilidade é um processo
de transformação dos minerais da rocha pela incidência de ações físicas e
químicas, cuja compreensão é facilitada com o conhecimento da mineralogia.
Sabe-se que o intemperismo sobre
as rochas se manifesta graças à combinação de fenômenos de dilatação térmica
e/ou ataque químico. Assim, os minerais são desestruturados e se decompõem nos
diversos óxidos, principalmente dos elementos maiores.
Considerando que as mobilidades
e hidrossolubilidade do Na e K superam as de Al, Ca, Fe, Mg, Ti, Mn, P
e Si, resulta que, uma rocha que
contenha plagioclásio é mais susceptível à alteração do que outra que contenha
dominantemente K-feldspato.
Neste sentido é conveniente
relembrar, a seguir, as condições vigentes em atmosferas sob impacto de
poluição.
As
Reações Químicas de Poluição Ambiental[1]
É importante compreender que valores negativos de entalpia de reações estão associados com a sua natureza exotérmica, isto é liberação de calor ao meio ambiente.
As reações mais comuns nas
atmosferas dos grandes centros urbanos e sobre áreas de “queimadas” serão
resgatadas. Inicialmente, nas grandes áreas em que se procedam “queimadas” é a
seguinte:
( I ) 2 C(s) + O2 (g) ---> 2 CO(g)
cuja
entalpia (H) não pode ser medida diretamente em calorímetros pois envolve
sucessivos estágios em que se misturam os gases envolvidos.
Daí, a sua medição envolve duas
outras reações e artifícios de cálculos termoquímicos, uma vez que ambas podem
ter sua entalpia aferida em calorímetros:
(
II ) C (s) + O2 (g) ----> CO2 (g) (H = -394 KJ/mol)
(
III ) 2CO (g) + O2 (g) ------> 2 CO2 (g) (H = -283 KJ/mol)
Para que se reproduza a equação ( I ), usa-se o artifício de
duplicarem-se os coeficientes da equação (II) e inverterem-se os membros da
equação (III), alterando de forma similar o valor correspondente da entalpia.
Assim as equações se transformam
respectivamente em:
(
II )’ 2C (s) + 2 O2
(g) ----> 2 CO2 (g) (H = -788 KJ/mol)
( III )’ 2 CO2 (g) ------> 2 CO
(g) +O2 (g)(H =
283 KJ/mol)
Procedendo-se a soma algébrica
das duas equações termoquímicas citadas, chega-se a
H
= - 505 KJ/mol, o que significa um valor máximo de aquecimento da atmosfera,
indicando portanto maior adequação à reatividade.
Pertinente aos grandes centros
urbanos, é interessante reconhecer a equação indicativa da poluição atmosférica
pela queima do metano, que em última análise resulta na “chuva ácida” :
CH4
(g)+2 O2 (g)
----->CO2 (g) +2 H2O (l ) (H = -212
Kcal)
É oportuno lembrar que pode ser
usada a unidade caloria e que 1 cal = 4,18 J.
Portanto, as construções e
sobretudo os revestimentos externos nas áreas metropolitanas são muito mais
susceptíveis à alterabilidade, pois a liberação dos escapamentos dos veículos
movidos a derivados de petróleo envolve reação exotérmica mais acentuada.
É preciso não esquecer que a
transformação de bloco em chapas e ladrilhos torna a rocha mais susceptível à
alteração e que a oxidação de elementos metálicos resulta em aumento de massa,
o que provoca quebra do volume original.
Lembremos enfim que, “in
natura”, as águas dos mananciais subterrâneos são dominantemente ácidas,
conforme revelam os rótulos da maioria das águas minerais e/ou potáveis de mesa
comercializadas. Outrossim, as águas usadas nas construções, não raro,utilizam
“lençóis” rasos, via de regra mais acidificados pela ação de matéria orgânica.
Daí, a importância de alertar
para a qualidade das águas usadas na construção civil. Portanto a
alterabilidade do material rochoso usado para fim ornamental é catalisada pela
ação intempérica e pela qualidade do assentamento ou aplicação das chapas.
A microscopia, afora o suporte
ao ítem anterior do estudo microscópico, pode auxiliar ainda na identificação de informações tais
como:
-
recuperação estrutural da rocha;
-
inclusões minerais, intercrescimentos ( pertita, antipertita, alterabilidade e
peculiaridade na chapa polida ( a iridiscência, por exemplo);
-
texturas minerais (blasto ou clasto, por exemplo) e a respectiva resposta à
distribuição das tensões superficiais.
Cuida-se em oferecer um roteiro
de estudo das propriedades microscópicas, enfatizando-se a praticidade de
identificação dos minerais essenciais, quartzo e feldspatos, principalmente.
Portanto, dividiram-se as propriedades
conforme a sua observação ortoscópica ( com nicóis paralelos ou cruzados) ou
conoscópicas, conforme segue:
ortoscópicas
com nicóis paralelos - cor, pleocroísmo, opacidade ou
transparência, relevo, índice de refração (através da migração da “linha de
Becke”), cintilância, clivagem e ângulo entre elas;
ortoscópicas
com nicóis cruzados - opacidade
ou transparência (confirmação), posição de extinção (medição do ângulo em
relação a traço de clivagem ou geminação), geminações, zonação,
intercrescimentos, aparência picotada, cores de interferência, birrefringência,
orientação óptica da seção estudada, elongação;
conoscópicas - biaxialidade/uniaxialidade, ângulo 2V, sinal óptico.
É
importante enfatizar o uso do microscópio como ferramenta no estado de laboratório,
pela possibilidade que ele oferece de distinção dos feldspatos, dos
intercrescimentos e da estruturação e deformação, inclusive do quartzo.
Sabe-se, por exemplo que os
K-feldspatos são exclusivamente biaxiais negativos e têm índice de refração
geralmente menor do que os plagioclásios, embora o seu ângulo 2V seja maior.
Outrossim o tipo de geminação é distintiva, pois:
-os
K-feldspatos apresentam os tipos Carlsbad ou paralela simples, nos ortoclásios,
enquanto a microclina exibe o tipo cruzada;
-os
plagioclásios apresentam os tipos polissintética
paralela, albita-Carlsbad e periclina, sendo possível em seções
perpendiculares a (010) a identificação do tipo de plagioclásio combinando-se o
ângulo de extinção médio e o sinal óptico, conforme método de Michel - Levy.
A força da microscopia neste
tipo de estudo está no fato de que tonalidades de cores rósea, vermelha,
amarela etc têm se mostrado coincidentes com a presença de intercrescimentos em
quantidades superiores a 20% na composição modal da rocha. Neste caso, quanto
mais plagioclásico for o hospedeiro do intercrescimento mais iridiscente é o
brilho da chapa polida, melhor é o fechamento do polimento e os campos róseo a
creme dos K-feldspatos se mostram esparsamente distribuídos em matriz branca
(plagioclásio albítico) até matriz cinza esverdeada ( plagiolásio anortítico
saussuritizado).
A cor verde tem se mostrado
associada com epidotização e/ou saussuritização, e ainda com diposídio. Por seu
lado, a cor azulada parece se vincular com associação mineral sódica, inclusive
anfibólio e piroxênio.
Por outro lado, o quartzo
deformado em regime dúctil-frágil também reforça a cor azul, como é o caso do
granito “Sucuru”, petrograficamente um dacito.
A cor em tonalidades de amarelo
parece decorrer de hidrotermalismo e sucessivamente intemperismo de minerais
ferromagnesianos, via de regra biotitas desferrificadas.
A cor marrom e similares tem se
mostrado vinculada com a presença de minerais ricos em ferro, tais como
ilmenita e magnetita, até mesmo inclusos em minerais essenciais como os
feldspatos.
Neste item, apresenta-se um
quadro que reúne tipos petrográficos diversos. A partir daí, abordam-se os
principais tipos de rochas com potencialidade ao uso ornamental, as aplicações já
conhecidas e as potencialidades a serem buscadas.
Finalmente apontam-se as possíveis vinculações entre a composição mineral essencial da rocha, inclusive alterações, com o “fechamento”, isto é, com a qualidade e uniformização no polimento.
Destacam-se algumas
características, mesmo que parciais, pertinentes à distribuição do padrão de
cores, tais como:
-a
saussuritização dos plagioclásios e a presença de diopsídio, augita e
hornblenda verde para a cor esverdeada;
-a
natureza sódica da rocha, associada com subsaturação em sílica, refletindo cor
branca; quando o caso anterior, se junta na presença de minerais silicáticos do
grupo de anfibólios e/ou piroxênio sódicos ( arfvedsonita e riebeckita );
-
é comum a expressão de cor azulada mesoscópica, tal como ocorre com o “Azul
Bahia” e o “Blue Pearl” da Escandinávia que revela orientação estrutural,
indicativa de deformação, também presente nos cristais de quartzo do “Sucuru”
da Paraíba;
-
as cores carameladas se associam também com a razão entre intercrescimentos
pertíticos e antipertíticos e, embora em fase de investigação, quando a
frequência modal iguala ou supera aos cerca de 25%;
-
a zonação também é muito importante pela cor iridiscente que estimula a
presença de auréolas alternadas de plagiocláisio;
-
a cor amarela associada à alterações hidrotermais em minerais ferromagnesianos,
em geral, biotitas, principalmente quando os feldspatos potássicos são
predominantes em relação aos plagioclásios.
Primeiramente devemos ressaltar que os dados obtidos foram feitos macroscopicamente, oferecendo uma idéia de como os principais elementos constituintes das rochas se relacionam com a absorção e porosidade aparente destas rochas e quanto se alteram.
Existe uma relação direta entre a alterabilidade da rocha e a proporção de cada mineral da rocha, da porosidade e da absorção d'água aparentes. Rochas muito porosas permitem razoáveis absorções de água que servirão como agente, ou veículo, para grandes alterações dos minerais.
Uma analise sobre massa específica seca e saturada revelou que a segunda é ligeiramente maior que a primeira porque a massa saturada retém uma maior quantidade de água ( lembrando que ela ficou submersa 24 horas antes de ser pesada). Verificou- se também que quanto maior a porcentagem de micas maior a massa específica.
Na
análise de absorção d'água aparente observou- se que tanto o quartzo como o
plagioclásio se correlacionam com a absorção de uma forma linearmente positiva,
isto é quanto maior a porcentagem destes minerais maior será a absorção d’água
aparente. Isto se deve ao fato do quartzo se microfissurar sob pressão e o
plagioclásio ser muito alterável. Verificou-se também que a maioria das
amostras possui K – feldspato em abundância e que ele pouco se relaciona com a
absorção aparente. Já a presença de outros tende a
ser inversamente proporcional devido a grande quantidade de mica que permite
uma boa absorção d’água.
Para
a análise da porosidade verificou-se que tanto o quartzo, o plagioclásio e o K
– feldspato correlacionam-se de forma linearmente crescente, tendo o K –
feldspato uma declividade bem menos acentuada e o plagioclásio a mais
acentuada. Verifica – se também que quanto menor a porcentagem de quartzo maior
é a variação no índice de porosidade.
Com relação a outros elementos verifica – se que quando as
amostras contém entre 10 e 30 % deles a porosidade aparente é alta, indicando
assim a presença de micas ( bastante porosas).
|
Absorção d'água aparente |
||||
|
limites |
Quartzo |
Plagioclásio |
outros |
|
|
0,40 - 0,50 |
alta |
30- 100% |
40- 100% |
0- 20 % |
|
0,25 - 0,40 |
média |
15- 30 % |
20- 40 % |
20- 60 % |
|
0 - 0,25 |
baixa |
0- 15 % |
0- 20 % |
60- 100 % |
Porosidade
Aparente
|
||||
|
Limites |
Quartzo |
Plagioclásio |
outros |
|
|
1,0 - 1,4 |
alta |
30- 100 % |
35- 100% |
0- 20 % |
|
0,6 - 1,0 |
média |
10- 30 % |
20- 35 % |
20- 45 % |
|
0 - 0,6 |
baixa |
0- 10 % |
0- 20 % |
45- 100% |
O K- feldspato não foi classificado no quadro acima devido
principalmente sua pouca influencia na absorção d'água aparente e de
porosidade.
Na experiência da alterabilidade percebeu- se que
independente do produto de limpeza usado, as maiores alterações eram dos
plagioclásio e das biotitas, tendo o K- feldspato ou o quartzo sido pouquíssimo
alterados. Para o plagioclásio sua alteração pode ser por oxidação e posterior
hidratação formando os sais que se precipitam ou solubilizam- se na água ou a
carbonatação que o transforma em carbonato de cálcio (CaCo3). No
caso da biotita, elas sofrem mais o processo de
oxidação, principalmente do ferro, e posterior hidratação, tornando o composto
final micas hidratadas parcialmente oxidadas.
A presença do quartzo traz desvantagens, pois
quando submetido a esforços o quartzo se micro fissura permitindo assim
permeação da água causando a alteração dos outros compostos.
Ao testar 2 (dois) produtos de limpeza distintos: o
detergente formou uma camada oleosa, devido a precipitação deste sobre a
superfície da amostra, evitando grandes alterações. A água sanitária foi a que
mais alterou os plagioclásio e as biotitas, não só externamente como
provavelmente internamente devido seu poder penetrante.
Por fim temos a descoberta de outra forma de
determinar visualmente se o composto é, ou não, plagioclásio. Analisando a cor
e a presença de clivagem, quando exposto a água sanitária por mais de 72 horas
surgem no plagioclásio faixas claras e escuras mostrando suas geminações
paralelas.
A alteração
se mostra mais acelerada nas primeiras vinte e quatro (24) horas de modo que a
recomendação prática é a limpeza das superfícies polidas antes de decorrer
aquele prazo.
A respeito do local de aplicação dos granitos de acordo com
sua composição temos:
Áreas
de revestimento interno - Se em
ambientes secos, devem conter grandes quantidades de plagioclásio. Se em
ambientes úmidos deve-se ter pequena porcentagem de plagioclásio devido o seu
grande poder de alterabilidade junto com micas, principalmente a biotita, que
além de porosa, quando oxidada apresenta manchas amarelas.
Áreas
de revestimento externo, exposto ao
intemperismo deve conter pouco plagioclásio e micas pela mesma razão mencionada
acima.
Pistas
de rolamento devem ter grandes
quantidades de quartzo, devido este não apresentar clivagem, e possui pequena
porcentagem de plagioclásio devido seu rápido desgaste.
Os produtos de limpeza tem a seguinte
composição:
Do detergente líquido: Tensoativos aniônicos, Coadjuvantes,
Espessantes, Corante, Da substância ativa: Linear Alquibenzeno sulfonato de
sódio
Do desengordurante ( solvente orgânico): Dodecil Benzeno Sulfonato
de sódio, Butilglicos, éter butil dipropileno, Alquilpoliglucosídeo, Ácido
trimetileno nitril fosfônico, Carbonato de sódio, 1, 2 Benzisoatiasolin-3 ona,
Perfume, Corante e água.
Da água sanitária: hipoclorito de sódio, hidróxido de sódio,
cloreto de sódio e água
A figura a seguir ilustra bem onde aplicar o granito
dependendo da sua composição.

A cartografia é extremamente
importante na pesquisa de rochas e o seu bom uso, inclusive repetidas vezes, do
acervo cartográfico existente.
O conhecimento advindo desta
etapa vai desde a expressão característica do padrão textural-colorimétrico de
diversos tipos de rocha até o relevo que cada corpo apresenta. Entre os
profissionais que operam em pedreiras, é reconhecidamente conhecido a
inconveniência que oferecem o desmonte de corpos maçicos com elevações acima de
cinquenta metros em relação ao datum do piso da bancada. Adicionalmente os
blocos submetidos a maiores tensões confinantes, apresentarão mais tensões
residuais a partir da criação de faces livres.
Alguns
autores, como MEDEIROS (1992 ), vinculam nas imagens de satélite a tonalidade
cinza com a variação na quantidade de K de um corpo. Portanto é possível
diferir campos de domínio de tonalito, monzonito e granito sensu strictu através de imagens do tipo supracitado.
Mapas geotectônicos, embora em
escalas muito pequenas dão uma indicação do ambiente mais ou menos compressivo
com que se vincule o alojamento do corpo e, portanto, permite antever um “bloco
de partição mais ou menos complicado.
A fotointerpretação e/ou a
utilização otimizada dos mapas geológicos disponíveis também têm enorme
importância na compreensão de desdobramentos na pedreira como os problemas
conhecidos como “tensões residuais de campo”.
Assim identificar a estrutura em
que se aloja o corpo de rocha é bastante importante porque as superfícies de
partição, mesmo que invisíveis mesoscopicamente, podem ter distribuição e
frequência diversas, conforme se trate de zona axial de dobramento, zona
transtensiva de cisalhamento etc.
O estudo dos elementos
geométrico-estruturais é enfocado sobretudo com o propósito de definir o “bloco
de partição”, explicitando-lhe utilidades tais como a orientação mais adequada
para a pedreira (superfícies alongante, trincante e levantante) ou o
planejamento de aplicação e distribuição das cargas quando se tratar do
desmonte através de perfuração contínua.
Resgatar o conhecimento sobre projeção estereográfica permite o tratamento de dados inclusive a definição do bloco de partição.
A determinação de zona
transtensiva mencionada no ítem anterior passa pelo estudo da natureza horária
ou antihorária do movimento do cisalhamento. Este estudo se apoia nos
marcadores tipo sigma ou delta, via de regra expressos através de
enclaves ou fenocristais. Também importantes são as feições do tipo “en echellon” bandas de cisalhamento ou fraturas
T, bem como a relação C-S. As
zonas ou campos transtensivos são mais favoráveis a formação de granitos pouco
deformados o que é positivo ao propósito de ornamentalidade para a rocha.
Os mapas anexos aos trabalhos
dos cursos de graduação em geologia e pós-graduação em geociências têm
representado excelente fonte para consulta quando se buscam corpos com
potencial para rochas ornamentais.
No último decênio,
principalmente, os programas de pós-graduação têm executado várias teses
pertinentes ao campo das rochas magmáticas, aproveitáveis, portanto, aos
propósitos desta atividade.
Tratam-se de trabalhos de
detalhamento de facies petrográficos, os quais, não raro se fazem acompanhar de
análises químicas e petrográficas de detalhe, pois buscam esclarecimentos
petrológicos e petrogenéticos.
É
interessante, pois, que sejam consultados esses trabalhos com a visão que se
tenta despertar no ítem seguinte.
A configuração da relação C-S [
traços das superfícies C, envelopadoras da zona de cisalhamento ( “shear zone”
); traços das superfícies S representando a foliação principal tipo
xistosidade] e/ou o aparecimento das fraturas de Riedel e P são
usualmente os critérios mais buscados para entendimento e identificação do
regime de deformação dentre os supra-citados.
Adicionalmente é oportuno
lembrar que existem dois tipos de cisalhamento ( puro e simples) e que os
elementos geométrico-estruturais do parágrafo anterior se referem ao tipo simples.
Os esquemas de McClay (1984)
devem ser revistos para melhor entendimento.
Sobre cisalhamento, ainda é interessante lembrar que podem ser geradas,
adjacentemente, zonas transtensivas ou
transpressivas, sendo indispensável a identificação da lineação Lx e da natureza
horária ou antihorária do movimento para que seja definido o “emplacement”.
A definição do “emplacement” tem
ainda a vantagem de previrem-se os estiramentos de fluxo, além de uma boa
locação: bordas, ápice ou interior do
corpo de rocha investigado.
O tipo de
"emplacement" em trechos transtensivos de cisalhamentos oferecem
menor chance de deformação e portanto, melhor potencial de explorabilidade,
similarmente aos núcleos de antiformes.
Convém lembrar a classificação
de Ishihara (1981) que vincula conteúdo maior em ilmenita, ao invés de
magnetita, como indicativo de ser um granitóide paraderivado. Esta informação
pode ajudar na medida em que se sabe que uma rocha paraderivada deverá apresentar.
Aqui, é bom lembrar que a
natureza mais titanífera da ilmenita, retarda a decomponibilidade da rocha,
principalmente se o óxido estiver “envelopado”.
É oportuno citar que o granito cearense “Branco Cristal”, um
tipo de comercialização mais lucrativa, é considerado como granito S. Entretanto esta informação deve funcionar como alerta
para os possíveis problemas de desqualificação em parte da pedreira.
Outrossim, o conteúdo em quartzo
deixa perceber resquícios da sua origem sedimentogênica, como a homogeneidade
granulométrica. Via de regra, têm se revelado rochas com alta absorção de
umidade, talvez vinculada com a textura e microfissuras do quartzo.
No caso de
rochas híbridas, cuja formação envolve fusão
parcial os enclaves têm aspecto de clastos, o que lhes confere solução de
continuidade na resistência mecânica, principalmente à tração por flexão e à
compressão, nos contatos entre os diferentes fácies.
Os enclaves têm utilidade para a
compreensão dos campos de anisotropia do corpo: enclaves orientados indicam o
fluxo magmático; os enclaves horizontais (oblatos) indicam situação apical do
corpo em contraposição àqueles verticais e alongados (prolatos) que indicam
situação lateral a periférica no corpo.
Em algumas situações os enclaves
ricos em minerais máficos, escuros, ferro-magnesianos, têm importância
econômica imediata, pois sendo geralmente ricos em biotitas e/ou anfibólios,
facilitam a perfuração, mas não ajudam na boa qualificação da brita, o que é facilmente
verificado através de ensaios tipo los
angeles.
Cita-se um exemplo de mapeamento
dos fácies petrográficos de uma pedreira em Jaboatão dos Guararapes, na área do
Recife Metropolitano. É possível, então, compreender a distribuição dos
diferentes tipos petrográficos e sua participação no produto final, seja brita
ou rocha ornamental.
Em princípio o roteiro-síntese
de pesquisa de rocha ornamental resumem-se nas seguintes etapas:
-
situação geográfica, mais adequada ao uso do GPS (Global Positioning System), cuja aproximação máxima ainda fica
compatível com as formas e dimensões de ocorrência;
-
cadastramento ou pesquisa bibliográfica de rochas para fins ornamentais,
evitando que maciços ou matacões rochosos sejam desperdiçados e/ou usados
inadequadamente;
-
estudo do posicionamento dos corpos, caracterizando litotipos e sua
interrelação, elementos geométrico-estruturais, formas e definição de bloco de partição para melhor lavrar o
corpo, isto é, para melhor definir as superfícies alongante, levantante e trincante;
- amostragem de bloquetes cúbicos ( cerca de 0,4m de aresta )
e preparação de chapas polidas e corpos de prova para ensaios de laboratório;
-
estudo de texturas e microtexturas, caracterizando o efeito-matriz, em relação
à alterabilidade, deformação versus recuperação estrutural, alteração, manchas,
enclaves, veios etc, no propósito de apontar a aplicação mais adequada, somente
confirmada através dos ensaios geo-mecânicos;
-
estudo das propriedades geomecânicas tais como: índices físicos (porosidade
aparente e absorção d’água, peso específico), dureza, resistências (à tração, à
compressão, à abrasão, ao choque), alterabilidade superficial, dilatação
térmica, gelo e degelo, lustro, “fechamento” etc.
Inicialmente é usada a base
cartográfica planialtimétrica-geológica e a verificação de enquadramento da
rocha dentro de critérios estético-decorativos, afora a susceptibilidade de
fornecer blocos da ordem de 3,0 x 1,6 x 1,8 m, equivalente a cerca de 6,0 m3.
Atendidas estas pré-condições
haverá disponibilidade de cerca de 40 (quarenta) chapas de 3,0 x 1,6 x 0,02m, o
equivalente a 30 m2/m3.
Para testar o comportamento na
forma de chapas polidas flamejadas ou apicoadas deverão ser retirados blocos cúbicos
de 0,4 m de aresta, os quais servirão para a produção de chapas quadráticas de
0,3m de lado e espessura da ordem de 1,0 a 1,5 cm.
Ressalve-se a dificuldade para
obtenção das referidas chapas, salvo em unidade que utilizem o sistema
MONTGRAN. Exemplo interessante é a unidade que funciona em Campina Grande-PB,
em que já foi alcançada a espessura de 0,5cm por chapa de cerca 0,30 x 0,30m.
Dos blocos cúbicos de cerca de
0,4m de aresta deverão ser preparados os corpos de prova, necessários para a
execução dos testes de laboratório para determinação dos parâmetros
geomecânicos.
Os testes de petrografia microscópica são a base do estudo
textural e apontam a utilização mais adequada, além de ajudarem a compreender
os resultados de ensaios do tipo absorção d’água, dureza anômala em relação
àquela esperada, ou de problemas com “fechamento” do polimento e ainda
alterabilidade.
Quando a rocha já é explicitamente anisotrópica é oportuno
definirem-se as orientações dos elementos geométrico-estruturais envolvidos
para determinação do bloco de partição
natural.
Quando houver comportamento isotrópico aparente e a área de
ocorrência for grande, será interessante proceder-se o estudo de anisotropia de
susceptibilidade magnética para entender-se o “emplacement” do corpo e portanto
as suas orientações potenciais.
Salvo quando o aspecto
comercialização justificar, não raro, na prática já são descartados em função
dos teares convencionais os corpos de rocha que:
-apresentem
frequência de fraturas igual ou superior a 2/m;
-tenham
enclaves ( chamados de “mulas”) cujas dimensões ultrapassem ordem de
decímetros.
Assim evitar-se-á a perda com
desmonte e remoção de blocos inadequados.
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